Por Cardoso Lira
Muito vem sendo dito sobre o grave momento atual, em que as sociedades humanas atravessam nesta transição de século. Ao fim da primeira década do século XXI, é corrente ouvir que estamos em meio a uma crise, mais arrigada e duradoura do que a recente crise econômica que abalou a macro-política mundial recentimente.
A humanidade, que descortina o conflito flagado entre o homem e a natureza, e é o reflexo de uma crise maior e mais complexa: a grave crise social de crensas, valores éticos e morais, resultado do enfraquecimento de intituições sociais e de conceitos coletivamente aceitos como balizadores da convivência em sociedade e por corruptos governantes.
A forma como os homens têm se relacionado com seus semelhantes e com a natureza, destacando quetões como os riscos ambientais, as guerras em curso, e as desigualdades sociais seja com a violência desenfreada ou a corrupção edêmica dos nossos governantes.
A Partir de reflexões como essas, vem o cerne da questão: a ideia de espiritualidade e cultura de paz como uma possível saída à crise atual, ou pelo menos como de apaziguamento e diminuição dos impactos negativos observados na atualidade, principalmente no Brasil.
"É a tessitura do saber, pela educação, pela libertação e pela práxis"
ResponderExcluirA crise humana, com o avanço da ciência pode ser percebida por vários vieses como: catástrofe ecológica, corrida pelo progresso, desenvolvimento pelo fluxo natural e pela ganância do homem.
ResponderExcluirAs novas nuances da esfera humana:
ResponderExcluirO holismo e a teoria da complexidade.
A EDUCAÇÃO É UM PROCESSO COLETIVO EM PROL DA LIBERTAÇAO, ESTA REQUER O ESFORÇO DE QUEM DELA PARTICIPA PARA APRENDER COM HUMILDADE.
ResponderExcluirQuanto a espiritualidade, vale lembrar que o período em que ela mais prevaleceu foi o de maior barbárie da história da humanidade, mais conhecida como idade média. Ou estamos falando de uma espiritualidade mais oriental, que prega a tolerância de verdade e cuja religião é fundamentada principalmente na itegração com a natureza?
ResponderExcluirÉ um pouco mais complicado que isso... Nos consideramos evoluídos por sermos mais "racionais" que uma baleia e matamos a baleia. Quando matamos a baleia matamos o que resta do mundo em nós. Quem disse que nossa unica salvação no futuro não será o retorno as origens, em um tempo em que viviámos como as baleias, fazendo parte da natureza e não consumindo-a. Nesse sentido, ou seja, no sentido de que caminhamos para um colapso que culminará na destruição de tudo que conhecemos hoje, a baleia é milhões de anos mais evoluída que nós, pobres e simples humanos e tem muito a nos ensinar.
ResponderExcluirAlém da espiritualidade, tem a teoria Complexidade que é uma noção utilizada em filosofia, epistemologia (por autores como Anthony Wilden e Edgar Morin), física, biologia (por Henri Atlan), sociologia, informática ou em ciência da informação.
ResponderExcluirA definição varia significativamente segundo a área do conhecimento. Frequentemente é também chamada de complexidade, desafio da complexidade e ainda pensamento da complexidade.
Trata-se de uma visão interdisciplinar acerca dos sistemas complexos adaptativos, do comportamento emergente de muitos sistemas, da complexidade das redes, da teoria do caos, do comportamento dos sistemas distanciados do equilíbrio termodinâmico e das suas faculdades de auto-organização.
Esse movimento científico tem tido uma série de consequências não só tecnológicas mas também filosóficas. O uso do termo complexidade é portanto ainda instável e na literatura de divulgação frequentemente ocorrem usos espúrios, muito distantes do contexto científico, particularmente em abstrações ao conceito (crucial) de não-linearidade singular.
É interessante como Espiritualidade e Teoria da complexidade se contrapõem. A primeira nos induz a crer em um destino que já foi pré-determinado antes mesmo da existência do mundo como conhecemos. Um mundo com começo, meio e fim. Nos leva a crer que somos governados por um Ser Perfeito e Eterno e na nossa Eternidade "após" o fim deste mundo, sendo que, "nunca" experimentamos a eternidade, já que não conhecemos nada que seja eterno. De infinito só conhecemos a noção.
ResponderExcluirA segunda remete a imprevisibilidade de tudo que existe. Ou em algum momento vamos poder determinar o momento exato em que a borboleta vai bater as suas asas???
É meio paradoxal e complexo, mas é assim mesmo....... Entre o ceu é a terra existe mais coisas, do que podemos imaginar.
ResponderExcluirPois é. Em uma cultura cristã somos induzidos a acreditar que temos um deus onipotente, onipresente e onisciente. Hora, se ele é tudo isso, significa que o nosso futuro já foi determinado antes mesmo da criação do mundo e independente do que façamos. Ao mesmo tempo, para justificar o porquê de algumas almas serem salvas e outras não, nos fazem acreditar no livre arbitrío. É tão evidente que entre onipotência, onipresença e onisciência e livre arbitrío existe uma grande contradição... Que as duas coisas não podem co-existir em um mesmo plano.
ResponderExcluirEntre paradoxos e Paradigmas.
ResponderExcluirUm paradigma clássico que perdurou por muito tempo e ainda é visto na
sociedade atual é o paradigma da racionalidade. Para se pensar na espiritualidade do homem, a partir de sua visão integral e holística, faz necessário romper com esse paradigma, caso contrário seremos engolidos por esses paradoxos da atualidade.
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ResponderExcluirA Busca por novos conhecimentos é uma fixação dos homens em todas as eras da humanidade. Principalmente agora que estamos na era de aquários. (Conhecimento)
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