quinta-feira, 27 de agosto de 2009

LULA, INCOERÊNCIA E BANDIDAGEM SEGUNDO ALI KAMEL!

O QUE O DICIONÁRIO LULA REVELA SOBRE A COERÊNCIA DO POLÍTICO CALHORDA MOLUSCO SILVA?
Por Reinaldo Azevedo

Publiquei ontem um vídeo em que o Lula de 2009 aparece descendo a pua naqueles que acusam o Bolsa Família de assistencialista. Em 2000, era Lula quem dizia que assistencialismo servia para despolitizar os companheiros e manter a dominação. Estou quase certo, vou ver se a memória me trai ou não, que, num debate com José Serra, na campanha eleitoral de 2002, ele atacou os programas como Bolsa Escola e Bolsa Alimentação (que, depois, viraram o Bolsa Família) porque os considerava “assistencialistas”, verdadeiras “esmolas”.

Já recomendei, e o faço de novo, o Dicionário Lula, de Ali Kamel (Nova Fronteira). A fala do “companheiro” me levou ao livro. Antes dos verbetes, Kamel escreve uma espécie de ensaio intitulado “Lula, em palavras e números”. Por razões que aquele texto inicial expõe com clareza, o autor afirma que Lula é mais coerente do que incoerente. Escreve ele:

Em se tratando da fala de Lula, uma questão que sempre vem à tona é se ele é ou não coerente. Para muitos, suas opiniões não guardariam uma coerência interna, mas variariam de acordo com o público que o ouve. Eu mesmo tinha essa “impressão” ao iniciar o trabalho para este livro. Acreditava que conseguiria mostrar que o presidente diz uma coisa para um grupo e o seu oposto para um grupo diferente. Não posso negar que isso aconteça, mas a freqüência que pude encontrar é muito baixa e em assuntos secundários, nada que assuma relevância ou que seja notadamente uma característica que torne o presidente diferente da maior parte das pessoas. A imersão no que Lula vem dizendo todos esses anos me permite afirmar que o discurso dele é preponderantemente coerente: ele tem sido repetitivo em suas declarações a respeito de uma variedade de temas, em geral não importando a platéia. A leitura dos verbetes mostrará isso. Podem-se identificar três núcleos a partir dos quais Lula constrói o discurso sobre o seu Governo: as ações governamentais devem ter o pobre como prioridade, a Educação merece atenção especial e a economia tem de ser manejada com extrema responsabilidade.

Embora aponte essa “coerência” — e é preciso ler esse ensaio inicial de quase 90 páginas para entender o que significa essa palavra em termos sociológicos —, Kamel mostra no livro que há incoerências importantes. Uma delas diz respeito justamente ao Bolsa Família. Escreve o autor do Dicionário Lula:

Por paradoxal que seja, é justamente no combate à pobreza que uma das mais gritantes incoerências de Lula vem à tona. É como se fosse uma incoerência dentro da coerência: Lula diz sempre que os pobres são sua prioridade, mas a forma de combater a pobreza muda conforme a conveniência. Falo do Bolsa Família. Lula assumiu o Governo com a enorme bandeira do combate à fome. Logo criou a Secretaria de Segurança Alimentar, com status de ministério, para a qual nomeou o economista José Graziano. Lula, no início do Governo, era um crítico ferrenho das políticas levadas a cabo pelo Governo Fernando Henrique Cardoso. Acreditava que a distribuição de dinheiro por meio de “vales” acomodava as pessoas, tirando delas o estímulo para trabalhar. Ele mesmo disse isso, com todas as letras, em 9/4/03, numa reunião sobre o semiárido nordestino:

(ATENÇÃO, LEITOR, AGORA É LULA QUEM FALA)

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o vale-isso, o vale-aquilo, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.”

Entendeu bem, companheiro leitor? Quem acha que coisas como o Bolsa Família eram uma esmola, que acomodavam as pessoas, que lhes tiravam a disposição para o trabalho, era Lula. Lula, ele próprio, pensava como um “ignorante”, um “xyzwhijp”. No livro, Kamel prossegue:

Lula criticava, portanto, abertamente, programas que então levavam o nome de Auxílio-Gás, Bolsa Alimentação e Bolsa Escola, que distribuíam dinheiro diretamente às populações necessitadas e previamente cadastradas. Em 27/2/03, no fim do segundo mês de Governo, Lula modificou, por medida provisória, um programa chamado Bolsa-Renda, que dava R$ 60,00 a famílias pobres que habitassem áreas vitimadas pela seca, dando-lhe um novo nome: Cartão Alimentação. Foi em torno desse programa que se criaram muitas polêmicas. O cartão deveria permitir o saque em dinheiro vivo ou servir apenas de meio de pagamento em estabelecimentos comerciais cadastrados? O programa deveria permitir ou não a compra de bebidas alcoólicas ou produtos de higiene? Deveria exigir nota fiscal como prova de que o dinheiro foi bem-usado? Em 20/10/03, quando a confusão em torno do assunto tinha se radicalizado, o que fez o Governo? Editou uma medida provisória criando o Bolsa Família, um programa que seria a união do Auxílio-Gás, do Bolsa Alimentação e do Bolsa Escola, severamente criticados por Lula, mais o Cartão Alimentação, recém-criado pelo Governo. O texto da medida provisória dizia o seguinte, em seu parágrafo único:

O programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.º 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n.º 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde - “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.º 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.º 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.º 3.877, de 24 de julho de 2001.

Ou seja, em pouquíssimos meses, os programas que eram criticados por Lula porque “acomodavam” o trabalhador, foram reunidos num superprograma, que daria dinheiro vivo, para ser usado como bem entendesse o beneficiário, sem necessidade de nota fiscal: filhos menores teriam de freqüentar a escola e cumprir a tabela de vacinação prevista pelo Ministério da Saúde e mães esperando bebês teriam de fazer o pré-natal, condicionalidades que nunca foram controladas a contento. Lula, publicamente, mudou o discurso. Quando os jornais começaram a trazer reportagens mostrando que beneficiários do Bolsa Família se recusavam a trabalhar na lavoura e em outras atividades, Lula passou a criticar com veemência quem falava sobre a “acomodação” dos beneficiários, esquecendo-se de que ele fora um dos primeiros a fazê-lo. A entrevista de 20/12/07 para o jornal Folha de Londrina é um bom exemplo:

“Recentemente, uma pesquisa da UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais] comprovou que os beneficiários do Bolsa Família trabalham mais do que os não beneficiários. Pelos números do estudo, divulgado em maio, a taxa de ocupação dos adultos na extrema pobreza incluídos no programa é 3,1 pontos percentuais maior do que os não beneficiários na mesma situação de renda. Entre as mulheres, a diferença sobe ainda mais e vai a 3,5 pontos. Isso derruba a tese dos que dizem que o Bolsa Família é um assistencialismo que ‘acomoda’ o beneficiário. As pessoas não ficam ‘mal-acostumadas’, não, pelo contrário. O acesso às necessidades básicas aumenta a autoestima e elas vão querendo ter outras conquistas na vida.”

COMENTO
"Amigos a mim me encanta, em particular, a performance do bandido e corrupto ator. Observem que o nocivo e sujo canalha não parece menos convicto hoje do que em 2000. Nos dois casos, as palavras parecem brotar de uma pensamento genuíno, profundo, entranhado na alma. A letra impressa, a palavra capturada em livro, confere a esse (Molusco) de hoje, um peso histórico, documental, como os outros canalhas que estão na mídia: Zé Sarney, Renan, Palocci, Jucá, Dirceu e toda essa facção criminosa dos monstros PETRALHAS.
Todas essas bandidagens, que estão acontecendo hoje na República, tem o dedo sujo e cabeludo do "Molusco bandido". Uma metamofose e uma máquina de maldades, bandidagens e corrupções abrúptas, no país.
O desrespeito a constituição é outra marca desse nocivo abominável, pois pagar três vezes mais para a desqualificada e despreparada PM do DF do que para os militares das Forças Armadas é no mínimo uma atrocidade sem precedente na história da nossa frágil e pobre República".

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OS FALSOS “LIBERAIS”, A RECEITA, A REBELIÃO E O PT.

Por Reinaldo Azevedo

Já são 60 (!!!) os funcionários da Receita que pediram para deixar os cargos de chefia. O clima é de rebelião mesmo. Um leitor, que é da área, me manda um longo arrazoado demonstrando que Lina Vieira, a ex-secretária da Receita, “não é flor que se cheire segundo seus (meus) próprios critérios, que também são os meus” (dele)“. Se entendi, ele diz que nós, os liberais, não temos por que aplaudir Lina, que teria levado para a Receita toda a sua turma de sindicalistas, que têm um viés hostil às empresas e até à economia de mercado. Minha opinião sobre essa histórica, creio, tem zero de ambigüidade. Mas não custa ser ainda mais claro se isso é possível. E sempre é bom falar um tantinho sobre princípios.

MUDANÇA DE ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE DA TERRA VAI RECAUCHUTAR O MST E O VIA CAMPESINA COLHER UMA SUPERSAFRA DE INVASÕES E MORTES.

Meus caros amigos e leitores deste humilde e simples blog, começo a tratar de um assunto muito espinhoso e potencialmente explosivo.
A super bomba cairá no colo do sucessor de Molusco, especialmente armada se for alguém da atual oposição. Refiro-me à proposta do governo de alterar os índices de produtividade no campo, o que não vai produzir um grão a mais de feijão, mas pode se constituir num expressivo e formidável incentivo às invasões de terra, pelo MST, Via campesina e outros bandidos da facção criminosa dos petralhas.

O CORRUPTO E NOCIVO MOLUSCO É MESTRE EM ACUSAR OS ADVERSÁRIOS DE COISAS QUE ELE PRÓPRIO FAZ.

O digamos "presidente" Luiz Inácio Molusco da Silva reclamou ontem, em dois eventos diferentes em São Paulo, que o investimento do seu governo no Rodoanel “não aparece nas propagandas”. O Rodoanel é uma das principais bandeiras do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nome mais bem colocado nas pesquisas para a sucessão de Lula no ano que vem.
Tucanos e petistas têm disputado para colher os méritos -e votos- decorrentes da obra, uma das maiores intervenções viárias no Estado de São Paulo nas últimas décadas. “O Rodoanel, esse que passa aqui perto de nós, custou R$ 3,6 bilhões, e R$ 1,2 bilhão foi do Orçamento da União. Isso não aparece nas propagandas feitas aí, que eu vejo na televisão, como se não tivéssemos colocado nenhum centavo”, disse o nocivo e corrupto bandido molusco.
Petralhas e Tucanos são farinha do mesmo saco, apenas de fações criminosas diferentes.

Suplicy dar um cartão vermelho e diz que Sarney deve esclarecer denúncias ou renunciar.
Por Carol Pires e Neri Vitor Eich, da Agência Estado.

Em discurso no plenário do Senado nesta terça-feira, 25, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que seu colega José Sarney (PMDB-AP), deve esclarecer as denúncias levantadas contra ele ou renunciar à presidência da Casa.

Segundo o senador petista, Sarney ainda não apresentou explicações satisfatórias para as acusações que pesam contra ele, arquivadas pelo Conselho de Ética na semana passada e que tiveram recurso negado pela Mesa Diretora.

“Não vejo como o senador Sarney continuar presidindo o Senado enquanto não forem resolvidas as dúvidas levantadas nas ações do Conselho de Ética”, disse Suplicy.

Na avaliação de Suplicy, mesmo com os arquivamentos das ações movidas contra Sarney no Conselho de Ética, a crise política no Senado não arrefeceu e, por isso, não há outra saída a não ser a renúncia do presidente da Casa.

“O País não suporta mais tantas acusações sem resposta”, afirmou Suplicy, começando por mencionar as denúncias de nomeações de parentes e pessoas próximas a Sarney para cargos no Senado e também os desvios de dinheiro da Petrobrás pela Fundação José Sarney. O presidente do Senado afirma que não cometeu nepotismo e que não tem responsabilidades na gestão da fundação, embora nos estatutos da entidade seu nome conste como presidente vitalício.

O senador paulista chegou a avisar Sarney de que faria o discurso e que seria muito duro com ele. Logo após a conversa entre os dois, Sarney deixou o plenário do Senado, dizendo ter um compromisso no gabinete.

Segundo Suplicy, “todos os desvios e acusações” de que são acusados os parlamentares precisam ser apurados “com mais rigor” do que os relacionados a outras pessoas, porque os congressistas são “tomados como exemplos a ser seguidos.”

Suplicy disse ainda que, apesar dos pronunciamentos feitos por Sarney, “várias dúvidas persistem” e, apesar dos apelos de governistas e opositores, “o senador Sarney não se dispôs a comparecer ao Conselho de Ética para dar explicações.”

Na segunda-feira, 24, o presidente do Senado se mostrou aborrecido com Suplicy, que, em aparte a um discurso de Sarney, afirmou que, apesar da aparência de normalidade no Senado, a Casa não resolveu de maneira satisfatória a questão das denúncias de irregularidades contra o presidente. Sarney reclamou que Suplicy havia feito um aparte indevido ao abordar assunto diferente do discurso.

COMENTO
O digamos "Senador" Eduardo Suplicy, agora, concorda com quase 80% do povo brasileiro, segundo pesquisas. Más por que só agora? Por que tanto cuidado quando a tempestade já passou? Por que Suplicy, não tem uma atuação expressiva, ninguém o respeita, nem os próprios colegas do PT e nem o PMDB, esse sujo, corrupto e nocivo partido de aluguel. Ou seja o senador quer se tornar importante de qualquer jeito, as custas da crise, infelizmente é um político que nunca fez nada de positivo pelo nosso país e não tem se quer um projeto sustentável. Só o fato de ser um petralha já o torna uma pessoa desprezível e abominável, e não adianta querer aparecer agora, porque assim como todos os corruptos petralhas, será detonado muito em breve, o povo brasileiro está acordando e vai dar um basta nessa cambada de bandidos que estão no poder da República, apenas para locupletar-se as custas do erário públlico.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

DICIONÁRIO LULA, ALI KAMEL, UMA OBRA INCRÍVEL!

Uma obra incrível, facilitada justamente pelo farto material que foi pesquisado, faz desse trabalho uma obra admirável e formidável.

Durante dois anos, o jornalista e sociólogo Ali Kamel desenvolveu um projeto singular que consistia em avaliar os discursos de improviso e entrevistas de Lula transcritos no site da Presidência. Com esse material em mãos, usou um método de análise inédito no Brasil para traçar o perfil do digamos "presidente" e expor as principais ideias que ele vem emitindo desde que tomou posse, em janeiro de 2003. O resultado: um Lula que vai surpreender tanto aqueles que o apoiam como aqueles que lhe fazem oposição.

Caros amigos, saiu há pouco um livro (Dicionário Lula, de Ali Kamel, que, ao mostrar a cara de Lula, indiretamente desnuda o verdadeiro rosto do Brasil, um país macunaímico (quer compreender esse país? Leia Macunaíma, de Mário de Andrade). Lula é um Macunaíma. É ambíguo, escorregadio, dúbio, tinhoso, esperto. Seu jogo é sempre duplo. Enfim, este jogo é, de algum modo, o jogo do brasileiro. Por que Lula caiu no gosto popular? Porque ninguém melhor do que ele representa tão bem as incongruências, contradições e ambiguidades deste país. Enfim, o brasileiro é muitas coisas ao mesmo tempo, e o Lula é a melhor metáfora para isto.
Você sabe qual é apito que esse homem toca? Você sabe qual é a do Lula? É impossível saber! Ninguém sabe! É um político perspicaz: não é contra nem a favor. Finge que apóia este ou aquele governo, mas simplesmente faz jogo de cena (a propósito, o brasileiro age do mesmo modo no seu dia-a-dia; ou seja, Lula é, apenas, o que espelha o verdadeiro rosto deste país. Daí a razão de sua popularidade. Ele joga em todas as posições: na esquerda e na direita, nas posições progressistas e nas reacionárias; fala uma coisa para sindicalistas, e outra oposta para banqueiros. Ou seja, a cara do Lula simplesmente coloca à flor das águas o rosto esquizofrênico do Brasil.
No governo dele, boiam nas águas sujas todos os sapos e ratos que nos habitam; mas seu rosto continua angelical, puro, santo aos olhos dos brasileiros. Não sabemos se ele é bom ou mal; é uma esfinge; um grande enigma; mas o Brasil também é um enigma; ninguém consegue entender este triste país, com suas espantosas mazelas e admiráveis grandezas), ou seja, Lula é muitas coisas ao mesmo tempo. Daí o fato de os europeus nem os norte-americanos não o entenderem, embora ele seja o mascote dessa gente. Até o Obama disse que ele é "o cara". Que ingenuidade! Como o presidente da América é pão-pão, queijo-queijo.
Lula é multifacetado: é um cruzamento de Macunaíma, Sarney e Maquiavel; diz sim e não ao mesmo tempo; isto é espantoso. Agrada a gregos e a troianos. Como pode? Mente e diz a verdade ao mesmo tempo. Diz sim para a bancada ruralista, mas, quando chega a algum rincão desse país, critica impiedosamente essa gente para o povo, no palanque. É um ator? É um Chávez travestido de democrata? Ou é, de fato, um autoritário travestido de socialista? Ninguém sabe, meu amigo!
Ao que parece, esse homem é uma síntese de todos os nossos defeitos, mas também de algumas de nossas qualidades. Não creio que Lula seja um canalha, mas ele está destruindo, por dentro, a República, com seu jogo político dúbio. Ele põe em prática tudo o que Maquiavel aconselha a um estadista. Você quer ver Maquiavel na prática? Observe a ação política desse homem; como político, ele é um Michael Jackson no palco. Quando fala de improviso, consegue enganar a todo mundo (não a mim, é claro!). E sempre está bem na foto. Desde que chegou ao poder, sua popularidade sempre se manteve acima dos sessenta por cento de aceitação.
Saiu incólume de todas as mais graves crises políticas que seu governo enfrentou; com seu carismo e com seu jeitinho brasileiro, ele põe todo mundo no bolso. Veja o Senado: está ajoelhado aos pés de Lula. Com seu poder ilimitado, conseguiu livrar o hipócrita e mentiroso Sarney da cassação. Mais ainda: até o inacreditável acontece: Fernando Collor de Mello, um dos piores calhordas da política brasileira de todos os tempo, representante daquela oligarquia acéfala, patrimonialista, perversa, sociopata e desprezível do nordeste, o elogia; diz que Lula é um grande estadista. E é mesmo! Mas não sei como o presidente consegue sustentar por tanto tempo esse jogo político ambivalente, incongruente, perverso e impregnado dos piores e mais horríveis vícios de nossas mazelas políticas, já que, para se sustentar no poder, ele ignora totalmente a ética. Por isso, o seu governo me parece algo surreal. Só no Brasil isto é possível. E por quê? Porque somos um povo dúbio, ambíguo, que joga de qualquer lado, desde que os nossos interesses não sejam atingidos; somos capazes de qualquer coisa, quando o que está em jogo são as questões particulares.
Isto, infelizmente, se reflete nas ações políticas do dinossauro Sarney, outra figura patética de nosso cenário político, que confunde a coisa pública com os interesses privados. Isto é inadmissível; só no Brasil aceitamos o inaceitável. Somos, realmente, uns bananas, pois já deveríamos ter dado um basta nesta situação insuportável ou deveríamos ter sido até mais radicais, fazendo voar pelos ares aquele Senado, com seus insuportáveis sacripantas.
Infelzmente, temos o país que merecemos, pois somos uma gente que só pensa o Brasil a partir do portão de nossa casa para dentro... No tocante ao resto, que todos se lixem ou que se danem. Com essa mentalidade tacanha e sem compromisso coletivo e/ou social, este país não tem jeito mesmo; malheuresement.
Para concluir o meu brado de indignação, envio-lhe abaixo dois poemas de Bertold Brecht, que caem bem nesse momento em que todo brasileiro consciente se sente envergonhado, agredido, sem esperança e profundamente desapontado com a postura cínica, covarde e irresponsável do Senado, que, em vez de passar o Brasil a limpo, optou por arquivar todas as denúncias contra Sarney, essa patética, decrépita, hipócrita, mentirosa, desprezível e ultrapassada figura de nosso lastimável cenário político.


COMENTO
Amigos, um dia quando esse molusco deixar o poder, todos os brasileiros vão ter oportunidade de saber como esse "rato e bandido metido a espertalhão", deixou nosso frágil e desgovernado país.

O povo não tem idéia do que esse governo está fazendo com a República, más não vai ficar nada obscuro. Em breve vamos saber de tudo.
Todas as pessoas que tiverem oportunidade de ler esse maravilhoso livro, que o faça, pois vai poder fazer uma análise desse sujo e corrupto Macunaíma, que passou a vida toda sem trabalhar em cima de um carro de som vociferando e incitando os trabalhadores do ABCD paulista a fazerem greves.

Um fraternal abraço a todos os meu queridos amigos e leitores, deste humilde e simples blog.

Eis os poemas próprios para a ocasião:
O analfabeto político Bertold Brecht

O pior analfabeto político

é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa

dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,

do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro

que se orgulha e estufa o peito

dizendo que odeia a política.

Não sabe o "burro" que, de sua ignorância política,

Nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante

e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista;

pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

POEMA DE BERTOLD BRECHT

Sob o cotidiano, desvendai o injustificável.

Por trás do consagrado, atentai no absurdo.

Desconfiai do menor gesto, por simples que pareça.

Não aceitai como tal a regra estabelecida;

Procurai nela a necessidade.

Rogamos-vos não dizer: “é natural”

diante dos acontecimentos diários.

Numa época em que reina a confusão e corre sangue,

a ordem é desordem,

o arbitrário, lei.

E a humanidade se desumaniza.

Não se diga jamais “é natural”,

a fim de que nada passe por imutável.

Luz e paz para todos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TIÃO VIANA OMITIU PATRIMÔNIO QUANDO CONCORREU AO SENADO!

Por Elvira Lobato, na Folha:

A exemplo do senador José Sarney, o petista Tião Viana, do Acre, que disputou com ele a Presidência do Senado, em 2008, também ocultou patrimônio da Justiça Eleitoral.
Na campanha para senador, em 2006, Viana não declarou um terreno no melhor condomínio residencial de Rio Branco, adquirido dois anos antes.
A compra do terreno foi registrada no cartório de imóveis de Rio Branco com valor de R$ 30 mil. No terreno, Viana e sua mulher construíram uma casa de 477 metros quadrados, concluída em maio de 2007. A casa foi avaliada em R$ 600 mil, no termo de habite-se emitido pela prefeitura.
José Sarney (PMDB-AP) não informou à Justiça Eleitoral a casa onde mora, em Brasília, avaliada em R$ 4 milhões, e atribuiu a omissão, primeiro, a um erro de seu contador e, depois, a mero “”esquecimento”.
A assessoria do senador Tião Viana alegou que o terreno não foi declarado à Justiça Eleitoral porque pertencia à mulher dele, Marlúcia Cândida Viana.
Mas, como o senador é casado em regime de comunhão total de bens, o imóvel pertence aos dois, segundo tributaristas ouvidos pela Folha.
Na sexta-feira, o advogado do senador deu outra explicação para o fato: disse que o partido preparou a relação entregue à Justiça Eleitoral com base na declaração de Imposto de Renda dele em 2006. Ocorre que o terreno constava apenas da declaração de Imposto de Renda da mulher naquele ano.
De acordo com a assessoria do senador, Tião Viana passou a incluir o imóvel em sua declaração de Imposto de Renda a partir de 2007, e, em 2006, ele e a mulher pegaram financiamento na Caixa Econômica Federal para construir a casa.
Nos casamentos com comunhão de bens, em que os cônjuges fazem declaração de IR em separado, os imóveis adquiridos pelo casal são informados por um deles, mas o outro deve fazer constar em sua declaração que o bem foi registrado no CPF do cônjuge. Para o advogado do senador, o partido não atentou para tal fato quando listou os bens para o registro da candidatura.
Tião Viana informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 23.977 em bens (valor inferior ao registrado pelo terreno), sendo R$ 15,6 mil em cadernetas de poupança, em nome dos filhos; R$ 6.316 em conta corrente no Banco do Brasil e R$ 924,54 em título de capitalização.

STF já tem argumento para livrar Palocci
Por Andréa Michael, na Folha:

O ex-ministro da Fazenda e hoje deputado Antonio Palocci (PT-SP) deve ser poupado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de responder a ação penal sob acusação de ser um dos responsáveis por mandar quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa e divulgá-lo à imprensa.
O julgamento está marcado para a próxima quinta-feira. O relator é o presidente do STF, Gilmar Mendes, que não abriu mão de apresentar o seu voto mesmo estando no comando da corte -normalmente os presidentes repassam a um colega os processos sob sua responsabilidade. O gesto sinaliza o peso político da questão.
Se escapar de virar réu, Palocci terá de optar entre muitos projetos políticos desenhados para ele pelo PT: candidato ao governo de São Paulo, ministro agora ou numa eventual nova gestão petista no Planalto ou até como plano B à pré-candidatura de Dilma Rousseff.
O julgamento abrirá uma discussão jurídica sobre o que configura o crime de quebra de sigilo funcional, no qual o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando Souza enquadrou Palocci, seu ex-assessor Marcelo Netto e o presidente da Caixa Econômica Federal na ocasião dos fatos, Jorge Mattoso, por terem acessado os dados bancários de Francenildo ao suspeitar que ele tivesse recebido dinheiro para acusar o então ministro -os dados foram parar na imprensa.
Em depoimento à CPI dos Bingos, o caseiro afirmara que Palocci frequentava a chamada “casa do lobby” em Brasília, local onde havia negociatas e festas com garotas de programa.
Para receber uma denúncia, tecnicamente bastam a comprovação de que houve um crime e indícios suficientes de autoria ou participação na ocorrência do crime. A salvação de Palocci deve ocorrer na discussão sobre o quanto significa ser “suficiente” a participação no suposto crime para transformar uma pessoa em ré.
Aí reside o principal debate: o que configura crime de violação de sigilo funcional, previsto no artigo 10 da Lei Complementar 105, de 2001?
Essa lei aponta condutas amparadas na legalidade, entre as quais “a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa”.
Depois de listar várias práticas legais, usa o artigo 10 para sacramentar que tudo que estiver fora do antes descrito como legal será considerado quebra de sigilo funcional.
O STF tem resistência a esse tipo de lei. Pela sua jurisprudência, o tribunal leva ao extremo rigor a necessidade de que uma conduta, apontada como crime pelo Ministério Público, tenha pleno e minucioso amparo na lei, o que, no entendimento da corte, não é o caso, segundo a Folha apurou.
O ponto crucial será esclarecer quando começa efetivamente o crime de quebra de sigilo: é quando o gerente de um banco acessa os dados de um correntista, sobre o qual, na ocasião, havia rumores de ter recebido dinheiro indevidamente para prestar um testemunho no Congresso contra o ex-ministro? Ou é quando esses dados se tornam públicos? Aqui

Caso Palocci - Fala Francenildo: “O Brasil está muito bagunçado”
Por Rosa Costa, no Estadão:

Mais de três anos após a entrevista em que revelou ao Estado o que ocorria na mansão onde o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, se reunia com seus amigos de Ribeirão Preto, o caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, afirma que não confia na Justiça brasileira. Por isso diz que não se surpreende com a provável decisão do Supremo Tribunal Federal de rejeitar o pedido para abrir processo contra Palocci pela violação da sua conta bancária. Nildo compara a situação à de “um amigo ajudando outro”. O processo para ele ser indenizado pela quebra e a divulgação de seu sigilo bancário, está concluído. Mas ainda não foi marcada a data para divulgação da sentença.

COMENTO
"Meus caros amigos, os PETRALHAS são todos iguais corruptos e bandidos. O nosso país vive hoje a maior crise de ética e moral desde que Cabral aqui pisou, pela primeira vez.
A constituição brasileira foi rasgada, por essa facção criminosa que está no poder da República, cometendo todos os tipos de bandidagens, atrocidades e corrupções, possíveis e impossíveis.
Onde já viu, esse governo bandido e pilantra, pagar três vezes mais para a desqualificada PM do DF, do que para as Forças Armadas? Isso certamente é um absurdo sem precedente na história da República.
Nunca antes tinha acontecido coisa tão exacerbadamente nociva ao nosso pobre e frágil país.
Espero que o povo brasileiro tenha aprendido a lição e fique alerta para não votar mais nessa cambada de canalhas, gângsters e ladrões que estão hoje no poder da República apenas para locupletar-se do erário público".

domingo, 23 de agosto de 2009

A ESTIMADA E FRÁGIL LÍDER DA FLORESTA

Na Folha deste domingo.
“Do arco que empurra a flecha, quero a força que a dispara; da flecha que penetra o alvo, quero a mira que o acerta”.

É de Marina Silva o poema que recebe o visitante da sala Marina Silva, na Biblioteca Marina Silva, obra do governo petista do Acre no centro da capital Rio Branco. Uma enorme foto da senadora sorrindo, várias imagens menores dela com aliados petistas e um texto biográfico laudatório de sua trajetória completam o ambiente.

O culto à personalidade tem data para acabar, ou pelo menos diminuir. Em junho, o Ministério Público Federal orientou o governo do Acre a retirar as referências mais evidentes à eventual candidata a presidente, com base no princípio constitucional da impessoalidade, sob pena de acionar a Justiça. O governo resolveu atender a orientação. O pedido não tem relação com a saída da senadora do PT e sua provável candidatura ao Planalto. A obra de R$ 3,8 milhões é estadual, mas teve financiamento do BNDES.

O prazo para as mudanças se esgota em 7 de setembro. “Nós lamentamos a decisão, mas vamos seguir. Era uma justa homenagem à figura da Marina, que deu grande contribuição à luta socioambiental”, disse Carlos Edgard de Jesus, coordenador da biblioteca.

Há duas semanas, o letreiro com o nome da senadora foi removido da fachada. Faltam as fotos, o poema e a placa inaugurada pelo presidente Lula no final de 2006, em que Marina é retratada como “a vitoriosa mulher acreana que, ao lado de Chico Mendes, levou ao mundo a voz dos povos da floresta”.

COMENTO
Pois é… a digamos "frágil senadora", já deveria ter-se mobilizado contra essas "bestas e ridículas homenagens”, não é mesmo senhores?
“A Estimada Líder da Floresta”. Isso é muito infantil e sem nenhum conteúdo verídico, é muito foclore, isso sim. Talvez para substimar a inteligência do povo brasileiro, mais uma vez.
Bem, o melhor dessa história é que vai tumultuar a candidatura da ex-guerrilheira e comandante das organizações Val Paraíso e Palmares, Dilma Rousseff.

Marina Silva: Contra o pragmatismo, pela semeadura

Um dos argumentos que a senadora Marina Silva (AC) ouviu para não sair do PT foi que o lançamento de sua candidatura à Presidência poderia inviabilizar o “projeto histórico” do partido no qual militou por quase 30 anos. Lançou mão de personagens da Bíblia para comparar a candidatura Dilma Rousseff e uma candidatura pelo PV à luta entre o gigante Golias e Davi.

Na Bíblia, Davi vence. Marina, 51, insiste em que a decisão sobre sua eventual candidatura só será anunciada em 2010.

FOLHA - Antes de mudar de partido, a sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a sra. fica com a fé?
MARINA SILVA - Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa. Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema. A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo. Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.

FOLHA - E essa fé a impede de discutir questões como a descriminalização do aborto?
MARINA - Questões de fé e as convicções de cada um devem ser respeitadas. Não me envergonho de dizer que sou cristã e jamais tergiversaria sobre minha fé para ganhar simpatia de quem quer que seja. Seria capaz de perder todos os votos, de nunca mais ser eleita, mas nunca faria um discurso fácil.
(…)
FOLHA - O presidente do PV disse ter feito o convite à sra. para ser candidata ponderando que haveria muitas limitações de dinheiro e de espaço na televisão. Com quanto dinheiro se faz uma campanha?
MARINA - (…) Se comparar o tempo de TV da candidatura do PT -o que significa o Bolsa Família, o PAC, o Luz para Todos, o que significa (o programa) Minha Casa, Minha Vida, ter um presidente com 80% de credibilidade, ter palanques de A a Z em 5.000 municípios, com uma militância de 1,6 milhão de filiados- com a de um partido pequeno, com menos de dois minutos na TV, sem palanques, é como se fosse uma luta de Golias contra Davi. Como não imagino que a candidatura do PT é Golias e nem tenho a pretensão de ser o Davi, só posso imaginar que a minha funda vai se lançar contra o Golias da desesperança, do pragmatismo. Tenho experiência nisso. Se fosse fazer cálculo em termos pragmáticos, nunca teria feito nada. O esforço é por aquilo que significa em termos de semeadura.

FOLHA - O que não é sustentável hoje no Brasil?
MARINA - O próprio modelo de desenvolvimento, que tem origem numa visão equivocada de que os recursos naturais eram infinitos. Temos de aprender a lidar com essa limitação no sentido de criar novas práticas, novas oportunidades, nova relação de produção e consumo. Aqui

COMENTO
A “semeadura” de Marina da Silva, simplesmente é aquela da grande metáfora bíblica, a do verbo. Com a semeadura do agronegócio, que segura a grande barra do Brasil, ela não quer muita conversa mole, Para não se comprometer. "pobre Coitadinha".
Afinal o PV acha que ela está bem na fita, eu acho que sem apoio e sem dinheiro, não se ganha eleição.
O povo brasileiro, tem a espectativa que apareça um líder de fato e de direito, que represente à esperança, para uma nação tão frágil e carente.
Visto que "Molusco é um multifaceato: um cruzamento abominável de Macunaíma, Sarney, Collor, Zé Dirceu e Maquiavél, não representa nenhuma esperança, muito pelo contrário representa o desmonte e o esfacelamento da República, visto que o nocivo bandido tem doutorado em bandidagens, corrupções e maracutaias molusquianas".

BOM DOMINGO PARA TODOS.

sábado, 22 de agosto de 2009

"DICIONÁRIO LULA, ALI KAMEL"!

RECEBIDO POR E-MAIL ESTOU REPASSANDO AOS AMIGOS E LEITORES DO VISÃO MILITAR.

Caros amigos, saiu há pouco um livro (Dicionário Lula, de Ali Kamel, que, ao mostrar a cara de Lula, indiretamente desnuda o verdadeiro rosto do Brasil, um país macunaímico (quer compreender esse país? Leia Macunaíma, de Mário de Andrade). Lula é um Macunaíma. É ambíguo, escorregadio, dúbio, tinhoso, esperto. Seu jogo é sempre duplo. Enfim, este jogo é, de algum modo, o jogo do brasileiro. Por que Lula caiu no gosto popular? Porque ninguém melhor do que ele representa tão bem as incongruências, contradições e ambiguidades deste país. Enfim, o brasileiro é muitas coisas ao mesmo tempo, e o Lula é a melhor metáfora para isto.
Você sabe qual é apito que esse homem toca? Você sabe qual é a do Lula? É impossível saber! Ninguém sabe! É um político perspicaz: não é contra nem a favor. Finge que apóia este ou aquele governo, mas simplesmente faz jogo de cena (a propósito, o brasileiro age do mesmo modo no seu dia-a-dia; ou seja, Lula é, apenas, o que espelha o verdadeiro rosto deste país. Daí a razão de sua popularidade. Ele joga em todas as posições: na esquerda e na direita, nas posições progressistas e nas reacionárias; fala uma coisa para sindicalistas, e outra oposta para banqueiros. Ou seja, a cara do Lula simplesmente coloca à flor das águas o rosto esquizofrênico do Brasil.
No governo dele, boiam nas águas sujas todos os sapos e ratos que nos habitam; mas seu rosto continua angelical, puro, santo aos olhos dos brasileiros. Não sabemos se ele é bom ou mal; é uma esfinge; um grande enigma; mas o Brasil também é um enigma; ninguém consegue entender este triste país, com suas espantosas mazelas e admiráveis grandezas), ou seja, Lula é muitas coisas ao mesmo tempo. Daí o fato de os europeus nem os norte-americanos não o entenderem, embora ele seja o mascote dessa gente. Até o Obama disse que ele é "o cara". Que ingenuidade! Como o presidente da América é pão-pão, queijo-queijo.
Lula é multifacetado: é um cruzamento de Macunaíma, Sarney e Maquiavel; diz sim e não ao mesmo tempo; isto é espantoso. Agrada a gregos e a troianos. Como pode? Mente e diz a verdade ao mesmo tempo. Diz sim para a bancada ruralista, mas, quando chega a algum rincão desse país, critica impiedosamente essa gente para o povo, no palanque. É um ator? É um Chávez travestido de democrata? Ou é, de fato, um autoritário travestido de socialista? Ninguém sabe, meu amigo!
Ao que parece, esse homem é uma síntese de todos os nossos defeitos, mas também de algumas de nossas qualidades. Não creio que Lula seja um canalha, mas ele está destruindo, por dentro, a República, com seu jogo político dúbio. Ele põe em prática tudo o que Maquiavel aconselha a um estadista. Você quer ver Maquiavel na prática? Observe a ação política desse homem; como político, ele é um Michael Jackson no palco. Quando fala de improviso, consegue enganar a todo mundo (não a mim, é claro!). E sempre está bem na foto. Desde que chegou ao poder, sua popularidade sempre se manteve acima dos sessenta por cento de aceitação.
Saiu incólume de todas as mais graves crises políticas que seu governo enfrentou; com seu carismo e com seu jeitinho brasileiro, ele põe todo mundo no bolso. Veja o Senado: está ajoelhado aos pés de Lula. Com seu poder ilimitado, conseguiu livrar o hipócrita e mentiroso Sarney da cassação. Mais ainda: até o inacreditável acontece: Fernando Collor de Mello, um dos piores calhordas da política brasileira de todos os tempo, representante daquela oligarquia acéfala, patrimonialista, perversa, sociopata e desprezível do nordeste, o elogia; diz que Lula é um grande estadista. E é mesmo! Mas não sei como o presidente consegue sustentar por tanto tempo esse jogo político ambivalente, incongruente, perverso e impregnado dos piores e mais horríveis vícios de nossas mazelas políticas, já que, para se sustentar no poder, ele ignora totalmente a ética. Por isso, o seu governo me parece algo surreal. Só no Brasil isto é possível. E por quê? Porque somos um povo dúbio, ambíguo, que joga de qualquer lado, desde que os nossos interesses não sejam atingidos; somos capazes de qualquer coisa, quando o que está em jogo são as questões particulares.
Isto, infelizmente, se reflete nas ações políticas do dinossauro Sarney, outra figura patética de nosso cenário político, que confunde a coisa pública com os interesses privados. Isto é inadmissível; só no Brasil aceitamos o inaceitável. Somos, realmente, uns bananas, pois já deveríamos ter dado um basta nesta situação insuportável ou deveríamos ter sido até mais radicais, fazendo voar pelos ares aquele Senado, com seus insuportáveis sacripantas.
Infelzmente, temos o país que merecemos, pois somos uma gente que só pensa o Brasil a partir do portão de nossa casa para dentro... No tocante ao resto, que todos se lixem ou que se danem. Com essa mentalidade tacanha e sem compromisso coletivo e/ou social, este país não tem jeito mesmo; malheuresement.
Para concluir o meu brado de indignação, envio-lhe abaixo dois poemas de Bertold Brecht, que caem bem nesse momento em que todo brasileiro consciente se sente envergonhado, agredido, sem esperança e profundamente desapontado com a postura cínica, covarde e irresponsável do Senado, que, em vez de passar o Brasil a limpo, optou por arquivar todas as denúncias contra Sarney, essa patética, decrépita, hipócrita, mentirosa, desprezível e ultrapassada figura de nosso lastimável cenário político.
Um fraternal abraço a todos os amigos e leitores deste simple e humilde blog.
José Osmar.
Eis os poemas: O analfabeto político Bertold Brecht

O pior analfabeto político

é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa

dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,

do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro

que se orgulha e estufa o peito

dizendo que odeia a política.

Não sabe o moribundo que, de sua ignorância política,

Nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante

e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista;

pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais

POEMA DE BERTOLD BRECHT

Sob o cotidiano, desvendai o injustificável.

Por trás do consagrado, atentai no absurdo.

Desconfiai do menor gesto, por simples que pareça.

Não aceitai como tal a regra estabelecida;

Procurai nela a necessidade.

Rogamos-vos não dizer: “é natural”

diante dos acontecimentos diários.

Numa época em que reina a confusão e corre sangue,

a ordem é desordem,

o arbitrário, lei.

E a humanidade se desumaniza.

Não se diga jamais “é natural”,

a fim de que nada passe por imutável.

“LULA NÃO FARÁ SEU SUCESSOR”

Por Reinaldo Azevedo

Carlos Augusto Montenegro é um dos mais experientes analistas do cenário político nacional. Presidente do Ibope, empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985. Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação. Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor - no caso, a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.

O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?
Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruí-das. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram para sempre. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.

Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor.
Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. “Mãe do PAC”, convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de “filha do Lula”.

Caso Lina: Mantega sabia. Mas teria feito apenas perguntas
Mantega obteve informações da ex-secretária da Receita Federal sobre as investigações dos negócios do clã Sarney mas não fez propostas “incabíveis”

Alexandre Oltramari

SIM Guido disse que pediu a Lina Vieira explicações sobre o vazamento de informações

Existe um terceiro personagem envolvido no caso do suposto encontro entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no fim do ano passado. É o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chefe direto de Lina Vieira nos onze meses em que ela ocupou o cargo e responsável por sua demissão, há um mês, sem nenhuma justificativa pública.

O caso não se encerra com o depoimento de Lina. Será preciso esclarecer as razões pelas quais, como tudo indica, a ministra cortou caminhos na hierarquia e fez pedidos “incabíveis” a uma secretária da Receita Federal. Uma hipótese a ser investigada é a de que Dilma só teria entrado em ação depois de uma falha no canal natural para obter o efeito desejado pelo Palácio do Planalto - o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Descobriu-se agora que esse canal foi acionado, mas sem que se produzissem os resultados esperados. Mantega efetivamente chamou a ex-secretária em seu gabinete e pediu detalhes sobre o caso dos Sarney. O ministro justificou seu interesse sem rodeios, informando a Lina que a investigação estava preocupando o Palácio do Planalto. A secretária fez seu relato e o ministro agradeceu as informações. Mantega encerrou a conversa sem pedir nem sugerir nenhuma ação à secretária Lina. Isso é o que se sabe.

COMENTO
"Caros amigos e leitores, espero que realmente essa facção criminosa dos petralhas, se acabe, visto que a República, não aguenta mais, tantas bandidagens, corrupções, safadezas e maracutaias.
Espero ainda que todos os canalhas membros desta facção, responda na justiça pelos seus terríveis e abomináveis crimes, contra nossa nação, contra o povo brasileiro, as Forças Armadas e os militares".