segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O NOSSO ESPORTE OLÍMPICO É MATAR

Por Reinaldo Azevedo

O helicóptero da polícia do Rio atingido por traficantes caiu, ironicamente, na chamada Vila Olímpica do Sampaio, antigo Clube do Sampaio, um local com estrutura e equipamentos dedicados aos esportes. Estamos em tempos de surpreender e assombrar o mundo, conforme reza a propaganda ufanista do ex(?)-MR-8 Franklin Martins. Podemos reivindicar a tropicalização dos esportes olímpicos, acrescentando Tiro ao Helicóptero e Inocente Atingido por Bala Encontrada — já que as perdidas são aquelas das quais nem ficamos sabendo. Há um pouco de amargo deboche nisso? É óbvio que sim. Contra o Rio? Ora! Por que ser modesto? Podem colocar logo aí: “Contra o Brasil” — nome de um livro de Diogo Mainardi. Esse Brasil que “eles” fazem e que têm feito por aí. Ou alguém seria contra o Brasil ideal? Eu não sou contra nem a Suíça ideal, entendem? Não, alguns não vão entender.

A violência escancarada do Rio — nem é a cidade que mais mata no país; a mais violenta é Recife, capital de Pernambuco, um dos locais onde estaria em curso a revolução lulo-petista — é só um episódio na conta dos 50 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil. Na maioria das vezes, trata-se de pobre matando pobre — a pobreza que, tudo indica, está sendo oficialmente extinta pela propaganda. Nos tempos em que Marilena Chaui fazia suas rasantes teóricas pilotando a vassoura mais ligeira da filosofia brasileira, o ufanismo era certamente coisa da direita (leia Do Kotscho à Chaui, de Diogo). O Brasil experimenta agora a boçalidade do patriotismo de esquerda. Veio bater nas nossas praias, na versão stalinismo de mercado, com uns 50 anos de atraso…

Podem-se encontrar dezenas de explicações para as cenas a que assistimos diariamente, mas a mais evidente e menos abordada é esta: miséria moral. O establishment político e econômico se acostumou a esta nossa “verdade”. Assisti a uma reportagem que contava os bastidores do filme oficial da candidatura do Brasil à Olimpíada de 2016. Muita gente deu seu testemunho. O de um publicitário-cineasta — não era Fernando Meirelles; não me lembro o nome; pouco importa — me encantou particularmente. Reproduzindo o que seria uma indagação da “turma do contra”, considerou: “Ficam perguntando por que a gente não falou da violência do Rio. Ora, Tóquio não falou dos seus terremotos, e Madri não falou dos atentados terroristas”. Entenderam?

A bandidagem que faz refém 20% da população da cidade do Rio, que mora em favelas, é como os terremotos de Tóquio: um dado da natureza. Ou então é com um atentado terrorista da Al Qaeda — é coisa que não nos pertence. Não que um filme-propaganda devesse tratar das modalidades olímpicas nativas como Tiro a Helicóptero, mas o argumento é boçal e expressa uma certa má consciência segundo a qual a cidade é obrigada a conviver com isso. Há o Pão de Açúcar, as praias e os traficantes. E não custa lembrar. Tóquio usa a tecnologia contra os terremotos; Madri tomou medida adicionais de segurança contra o terror. O Brasil costuma levar a “cultura” da bandidagem dos morros para ser exaltada na televisão na forma de “produção do povo”.

É por isso que os terremotos não matam em Tóquio, mas os bandidos matam milhares de pessoas no Brasil. O Japão odeia seus terremotos; nós adoramos os nossos marginais; nós adulamos as nossas catástrofes.

Dá para resolver? Acho que dá, não é? Há um fato, não menos lastimável do que o narcotráfico, que evidencia que é, sim, possível alterar essa equação desde que exista uma política pública voltada para esse fim, que não se esgota no confronto da polícia com os bandidos, embora ele seja inevitável e necessário. Refiro-me às milícias.

As milícias são mais uma evidência de que a segurança pública no Rio está doente — e não se enganem: existem justiceiros em outras cidades do país. É evidente que elas têm de ser combatidas. São também criminosas. Mas, curiosamente, estão a nos dizer que é balela essa história de que é impossível combater a bandidagem original. O que não pode, evidentemente, é combater o crime com outros crimes; ele tem de ser enfrentado é com a lei. O que estou evidenciando é que, se uma milícia consegue desalojar grupos pertencentes a facções do crime organizado, por que não conseguiria o Estado, que dispõe de mais recursos?

Não consegue porque as políticas públicas de segurança, no Brasil, já foram infiltradas pela poetização do banditismo. Sei que muita gente chia nessas horas — “Lá vem você com isso! Mas que paranóia!”; falem à vontade; não ligo — , mas o fato é que todo o entendimento de segurança pública no país passa pelo filtro das esquerdas. E cabe constatar: elas são especialistas históricas em produzir violência, não em combatê-la.

De fato, transformaram a violência em teoria política. Nem é preciso lembrar aqui que o crime organizado em comandos hierarquizados é produto da fusão da teoria de homicidas marxistas (em nome da história) com a prática de homicidas comuns (em nome da sua carteira).

Ninguém entra no morro hoje sem pedir licença a uma miríade de ONGs e organizações que representam a tal “comunidade”. Começam convivendo com os “donos” do lugar e terminam como seus aliados e porta-vozes. O problema, reitero, é federal. Certas áreas do país não podem mais ficar por conta apenas das polícias estaduais. Mas a segurança pública, como se nota, não vira tema de campanha de jeito nenhum. Não podemos nos dar a esse luxo, não é? Vai que, enquanto tratamos disso, os piratas somalis roubem o petróleo do pré-sal com seus canudinhos mágicos.

Aí o petralha cretino manda ver: “Rá, rá, rá, Lula tem 80% de popularidade e trouxe a Olimpíada”. E daí? Nem por isso o país deixa de produzir todo ano os seus 50 mil presuntos. Sem uma política de segurança na esfera federal que combata a bandidagem e recupere os pedaços de território do país que foram tomados pelo narcotráfico, isso não muda. No mínimo, para que se faça a Olimpíada em paz, será preciso chamar à mesa de negociação a parte que ainda não foi chamada: a bandidagem — a dos morros…

O Estado brasileiro terá de celebrar um acordo com o Estado do Narcotráfico; acordo mesmo; coisa entre países, entenderam? Não será nenhuma novidade. Certa feita, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, só conseguiu participar de uma solenidade em área dominada pelo tráfico depois de uma negociação. Como um ministro representa o presidente, era como se Lula tivesse negociando com o seu homólogo daquele outro país; algumas obras do PAC só são tocadas com autorização dos donos do pedaço.

Vetei comentários de alguns leitores que afirmaram que o carioca tem uma cultura tolerante com o crime etc e tal. Queridos, neste blog, não existem cariocas, fluminenses, paulistanos, paulistas, mineiros. Nada me aborrece mais — porque acho burrice ou vigarice — esse negócio de “São Paulo gosta disso, Minas quer aquilo, o Rio reivindica aquilo outro…” Acho que São Paulo, Rio, Minas e o Brasil querem o que quer toda gente: viver em paz, de acordo com as leis democraticamente pactuadas. Vá ver se o trabalhador do Rio, morador das favelas, vê com bons olhos o mito da cultura do morro. Ele quer o que queremos todos: os filhos estudando em escolas decentes, tentando melhorar de vida.

Quem transformou a população do morro num “outro ser”, numa espécie de extra-terrestre, que tem sua própria visão de mundo, não foram os “conservadores”; ao contrário, isso é obra dos “progressistas”, que os vêem com olhos de antropólogos tolerantes, que não querem interferir naquela “cultura”.

De vez em quando, aqueles seres estranhos começam a trocar balas, e isso incomoda um pouco… Não! Isso não é “coisa de carioca”. Isso é fruto da irresponsabilidade do Poder Público e, no fundo, da impiedade transformada numa ética.

Numa ética e num esporte. O verdadeiro esporte olímpico nativo tem sido o Tiro ao Homem.

COMENTO
"Meus caros amigos e leitores, a matéria do tio Rei está irretocável, essa é a mais pura verdade, enquanto esse governo que está no poder, só pensa em locupletar-se do erário público, seja com programas eleitoreiros ou com bandidagens e mentiras, a segurança pública, não só no RJ, como em todo país está lastimável, lamentável e caótica.

Não é possível que as autoridades do nosso país e os oficiais generais, estejam leniêntes com o banditismo institucionalizado e a corrupção edêmica 'Lulo-Petralha-Molusquiana'.

Todos os dias surgem dezenas de novas denuncias seja de corrupção, bandidagem, nepotismo Lulo-Petralha e não acontece absolutamente nada.

Infelizmente já está passando da hora de uma intervenção, pois esse desgoverno corrupto e bandido do PT não tem limites e a tendência é essas bandidagens aumentarem cada vez mais, até a República não suportar e explodir de uma vez por toda".

domingo, 18 de outubro de 2009

EDITORIAL DO ESTADÃO - A CARAVANA DO SÃO FRANCISCO

Editorial do Estadão:

Desde a primeira hora da excursão de três dias do presidente Lula e frondosa comitiva pelas margens do Rio São Francisco, alegadamente para “vistoriar” as obras da transposição das suas águas em Minas, Bahia e Pernambuco, ficou claro que o único motivo do giro era o de promover a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o acompanhava, junto ao povo da região e ao público dos telejornais. Ao discursar, na quarta-feira, em Buritizeiro (MG), por exemplo, ele se traiu ao dizer que no projeto original da operação “não estava previsto a gente fazer comício”. O que não se sabia é que cada detalhe da viagem foi determinado pelos resultados de uma pesquisa sobre a capacidade de Lula de transferir votos para o candidato que indicar.
A revelação está na reportagem Lula testa transposição de votos às margens do Rio S. Francisco, de Raymundo Costa, na edição de sexta-feira do jornal Valor. É a prova de que o presidente não só transgride a legislação eleitoral ao conduzir a campanha antecipada da sua escolhida - que estancou nas sondagens de intenção de voto -, mas utiliza descaradamente a máquina federal e o dinheiro do contribuinte para “emoldurar a imagem da candidata” e apresentá-la ao “melhor público do presidente, o Nordeste”, no dizer da matéria. Ali, onde a sua votação em 2006 ficou próxima de 80% e onde é simplesmente venerado, Lula fabrica oportunidades em série para reforçar a idolatria e, em consequência, carrear votos para Dilma quando chegar a hora.
No segundo dia da excursão, em Custódia (PE), discursando para uma plateia de operários de um trecho do empreendimento, reunidos para a ocasião, ele disse que resolveu fazer o que qualificou como “uma das maiores obras em realização no mundo” porque “eu, com 7 anos, carreguei pote de água na cabeça, eu sei o sacrifício”. Não poderia faltar, naturalmente, o lance demagógico de dividir os brasileiros em ricos e pobres, uns resistindo aos seus esforços para melhorar a vida dos outros. “Quando a gente quer fazer uma obra como essa”, disparou, “os que tomam café da manhã, almoçam, jantam, tomam água gelada todo dia são contra a gente fazer.” Na realidade, o projeto tem defensores e críticos em diferentes setores sociais.

O mais afamado opositor da transposição, como se sabe, é o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome contra o projeto. Sem citá-lo pelo nome, Lula o incluiu entre os que “não têm conhecimento do bem que essa obra está fazendo”, antes de arrematar: “Não posso deixar o povo pobre morrer de sede e fome.” Para Lula, Cappio se compara àqueles que, “na Tijuca, na Avenida Paulista”, atacam a iniciativa e depois abrem a geladeira para tomar uma água Perrier, como disse numa entrevista a emissoras regionais. A tática de fabricar um antagonismo entre o “povo pobre” e os execráveis abastados que consomem água mineral importada, mas são insensíveis às agruras dos que bebem “água barrenta, com caramujo e tudo”, é coerente com o seu plano de fazer da sucessão presidencial uma “eleição plebiscitária”.

Trata-se de apresentar a ministra Dilma como a força motriz do governo mais progressista e realizador da história brasileira, em contraste com o candidato tucano, principalmente se ele for o governador paulista José Serra, a quem se pespegará o rótulo de representante do período Fernando Henrique, quando, na versão lulista, a economia patinou e os pobres foram esquecidos. “Ou seja, nós contra eles, pão, pão, queijo, queijo”, disse Lula aos repórteres que o acompanhavam. Além destes, o Planalto transportou em avião especial jornalistas do País e de importantes órgãos de comunicação do exterior convidados a percorrer a área.

Todos os movimentos do presidente convergem, portanto, para fixar o nome e a figura de Dilma no imaginário popular como a garantia do prosseguimento das políticas sociais e do avanço econômico. Nem ele, com os seus índices estelares de aprovação, conseguirá transformar prestígio pessoal em votos para Dilma se o seu eleitorado não se convencer de que ela foi destinada a encarnar o terceiro mandato de Lula. Daí o seu empenho em confinar ao governo de São Paulo as ambições eleitorais do deputado (e seu ex-ministro) Ciro Gomes, também ele integrante da chamada “Caravana do São Francisco”. Outras decerto se sucederão, a menos que a Justiça Eleitoral coíba o carnaval eleitoreiro do presidente da República.


COMENTO
Meus prezados amigos, isso que estamos vendo é só mais uma bandidagem, entre milhares deste tipo, cometida por essa facção exacerbadamente criminosa, que está no poder e ainda pretende perpetuar-se.

Causa-me estranheza a leniência das autoridades brasileiras, com tantas corrupções e bandidagens no nosso pobre e desmantelado país.

Só espero que o povo brasileiro acorde de uma vez por toda, e nas próximas eleições exclua totalmente, essa danosa facção que se encontra hoje poder da República, para locupletar-se do erário público.

Deveremos iniciar uma grande campanha em todo país, orientando todo povo brasileiro a não votar em nenhum candidato do PT, visto que esse não é um partido político e sim uma grande facção criminosa e danosa para a República e para os brasileiros.

BOM DOMINGO PARA TODOS

sábado, 17 de outubro de 2009

LULA TRANSFORMA ENTREGA DE CASA EM PROGAMA DE AUDITÓRIO

Por Fabio Guibu, na Folha:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou ontem a solenidade de entrega de uma vila rural, em Cabrobó (PE), em uma espécie de programa de auditório -com direito a sorteio de casas, broncas ao microfone e torcida da plateia.
Durante uma hora e cinco minutos, o presidente comandou o show ao microfone, abraçando e entrevistando sorteados e controlando ministros e governadores, coadjuvantes de palco no improvisado sorteio promovido por ele para distribuir as 55 casas da vila a 55 lavradores que tiveram suas terras cortadas pelas obras da transposição das águas do rio São Francisco.
A programação previa inicialmente o sorteio de apenas três casas. Mas o presidente decidiu cancelar os discursos logo no início da solenidade e continuar a festa.
Com um microfone nas mãos, levantou-se da cadeira e perguntou para as cerca de 500 pessoas da plateia se elas aprovavam a sua ideia. “Ééééé”, respondeu o público, formado em sua maioria por famílias de trabalhadores rurais e operários da obra de transposição.
Aval dado, o presidente foi à frente do palco. Um a um, chamou as autoridades presentes para sortear as casas, retirando de um aquário nomes escritos em pedaços de papel.
Atenderam a convocação os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Franklin Martins (Comunicação), os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), além do deputado federal e pré-candidado do PSB à Presidência, Ciro Gomes. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) havia viajado antes para Fortaleza.
Esgotadas as autoridades, Lula -que sorteou as casas 1, 7, 13 e 55- chamou até o cinegrafista oficial que registrava as cenas no palco para participar da festa. Depois, sem opções, escolheu um nome fixo para a função: “Dudu, fica em pé e vai tirando”, disse ele para o governador de Pernambuco.
A cada nome anunciado o público gritava: “Ele merece”. E o presidente pedia: “Suba aqui meu filho”. Como as grades que isolavam o público atrapalhavam o acesso, Lula ordenou a retirada de parte do bloqueio.
Descontraídos, os sorteados abraçavam ministros e governadores no palco. Lula chegou a ter seus pés tirados do chão num abraço dado por um dos beneficiados. Ciro Gomes fez o mesmo com outro lavrador.
Por duas vezes, o presidente entrevistou trabalhadores. “Vai criar o que, um cabrinha leiteira, uma galinha, um capote [galinha d'angola]? Muito bem”, afirmou. Animado, o público devolvia: “Lula, Lula, Lula”.

Lina Vieira acha sua agenda: encontro com Dilma aconteceu no dia 9 de outubro do ano passado

Agenda da ex-secretária da Receita Federal registra o dia em que ela se reuniu com Dilma para tratar de uma investigação contra a família Sarney

Alexandre Oltramari, de Natal


HISTÓRIAS DIFERENTES
Lina Vieira anotou em sua agenda pessoal a data e o assunto da reunião no Palácio do Planalto, que a ministra Dilma Rousseff (à dir.) nega ter existido

Em agosto passado, primeiro numa entrevista e depois em depoimento no Congresso, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la convocado para uma reunião no Palácio do Planalto. Na conversa, a ministra teria pedido que Lina interferisse no andamento de uma investigação tributária que incomodava a família do presidente do Senado, José Sarney. Se comprovado, o encontro criaria sérios constrangimentos legais à ministra, pré-candidata do PT à Presidência da República. Dilma, porém, sempre negou com veemência a existência da reunião. A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. O dia? Lina não se lembrava. O mês? Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal. E a agenda? Perdida em meio a uma infinidade de documentos empilhados quando de sua mudança de Brasília para Natal, onde mora. Dois meses após deixar todas essas perguntas no ar, a agenda que pode ajudar a aclarar o caso finalmente apareceu - e, segundo Lina, mostra o dia, a hora e o assunto tratado no encontro com a ministra-chefe da Casa Civil.

A ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma. Ela escreveu: “Dar retorno à ministra sobre família Sarney”. De acordo com um amigo de Lina, a quem ela confidenciou ter achado a agenda, bem como detalhes ainda não revelados sobre o encontro, a reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra. Convocada às pressas para a reunião, a ex-secretária conta que chegou a desmarcar o bilhete de um voo entre Brasília e São Paulo, emitido para o início da tarde de 9 de outubro, por causa da convocação inesperada. Aqui

COMENTO
Meus caros amigos, uma reportagem da VEJA conta como os partidários do cretino Molusco planejavam armar o mesmo jogo em 2010.
O laboratório dessa estratégia foi um assombroso ataque desfechado contra a Vale. Desde sua privatização, em 1997.

Bem, esse elemento corrupto e nocivo, parece que não tem limites e ainda se considera acima do bem e do mal, não é possível que não apareça uma autoridade nos meios de comunicação do nosso país, para freiar as bandidagens que essa facção está fazendo na nossa República.

Fazendo uma especie de mega bandidagem histórica, a corrupta e nociva candidata do governo entraria, então, em 2010 com o formidável trunfo de ter resgatado a joia mais bela da coroa estatal entregue pelo outro corrupto e bandido FHC à perversa iniciativa privada. Entraria, o super Eike que pulou fora a tempo. O plano, por enquanto, falhou. A débâcle dá chance para que uma questão tão complexamente vital para o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros, como é o papel do estado na economia, escape de se ver reduzida na corrupta campanha presidencial de 2010, infelizmente a um duelo tão simplista quanto falso entre a santa guerreira do estado e o dragão da maldade da iniciativa privada. É quase utópico. Felizmente dessa vez os gatunos cairam do cavalo, mas com certeza eles vão tramar outras bandidagens, visto que é só isto que eles mais sabem fazer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

LULA O SEM-LIMITES, O MAIOR DIFAMADOR DA REPÚBLICA

Por Reinaldo Azevedo

Pode-se achar justa ou injusta a popularidade de Lula; bom ou mau o seu governo — ou, ainda, bom no curto prazo, razoável no médio e desastroso no longo —; certas ou erradas as suas escolhas. Nas democracias, as divergências fazem parte do jogo, e se combinam, então, as regras que vão regular o confronto das diferenças. Assim é se os atores aceitam os princípios da democracia chamada, nos bons compêndios, de “liberal”. Um “bom” governo não quer dizer, necessariamente, um governo popular; um governo popular não é necessariamente bom — ou teríamos de reverenciar totalitarismos do século passado. Onde a disputa democrática atinge padrões elevados de civilidade, o jogo não é de aniquilação do outro. Um governo tenta aniquilar o “outro”, o(s) adversário(s), quando recorre à máquina do estado para obter uma vantagem que, de outro modo, não existiria. Por que o populismo, já muito estudado, é perverso? Porque ele corrói as instituições em benefício do mandatário de turno, que tenta, então se eternizar.

Assistimos, nos dias correntes, a formas quando menos derivadas do populismo — e o governo Lula está obviamente entre elas. Daquele modelo, revela especialmente o uso ilimitado da máquina pública a serviço do governante — no caso, a serviço do partido. Embora Lula seja a grande figura da legenda, cumpre não esquecer o DNA entre leninista e fascista do PT. Voltarei a este tema outras vezes, especialmente para tratar de um livro fascinante que acaba de ser publicado no Brasil: “Fascismo de Esquerda” (Editora Record), de Jonah Goldberg, de que se falará bastante ainda, espero. A tentação autoritária se esconde, muitas vezes, em idéias que parecem até muito práticas e mansas. Submetidas as falas de sólidas reputações democráticas ao escrutínio dos direitos individuais, não é difícil encontrar, palpitante, a tentação totalitária. Mas isso fica para os dias vindouros. Voltemos a Lula.

Vamos supor que o seu governo realmente fosse tudo aquilo que ele diz e que seus, sei lá, 70% ou 80% de popularidade sugerem. Isso lhe confere o direito de violar a Lei Eleitoral, a exemplo do que fez nesta patética viagem aos rudimentos de obras do São Francisco? Isso lhe confere autoridade para atacar o Tribunal de Contas da União, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo atraso de obras públicas, convidando-o, na prática, a desrespeitar as leis? Ora, o regime democrático tem seus rituais estabelecidos para mudar leis que não funcionam ou que são contraproducentes. Por que Lula não tentou mudá-las? O PSDB anuncia que entrará com uma representação; isso correrá lá pelos escaninhos do tribunal; alguém se lembrará de dizer que o que ele fez não caracterizou campanha porque o(a) candidato(a) do partido ainda não está definido etc. E tudo, muito provavelmente, dará em nada. Um tribunal que se especializou em cassar governadores — e instalar em seu lugar gente que não foi eleita — parece nada poder contra os abusos do presidente da República. Poder, ele pode. Mas, como diria Gregório de Matos, “não quer”.

Lula foi muito além do razoável e do aceitável ao levar Dilma Rousseff e Ciro Gomes (este já não conta nada, coitado!) à sua viagem, fazendo “comícios” (ele próprio usou a palavra) em canteiros de obras — atrasadas, diga-se, e não por culpa do TCU. Não vociferou contra adversários apenas entre tratores e escavadeiras. Usou amplamente a imprensa local para satanizá-los. Afirmou, por exemplo, de forma irônica, que não sabia que o tucano José Serra se preocupava com o Nordeste. Ora, é evidente que tudo aquilo se fazia com dinheiro público.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), evidenciou que tem lá seus descontentamentos com Lula, mas errou feio ao afirmar que o presidente tem o direito de fazer o que fez. Não tem, não, governador! Para fazer o que ele fez, é preciso esperar o início da campanha, licenciar-se (se for fazer comício em dia útil) e viajar com recursos do seu partido. Não há, atenção!, uma só democracia do mundo que permita aquele espetáculo grotesco. Aécio reclamou, com razão, que as verbas alardeadas estão só no discurso. É verdade. E essa impostura tem de ser denunciada. Mas o uso da máquina pública é inaceitável.

Lula usa, assim, a sua popularidade para fragilizar os mecanismos de controle da sociedade sobre o estado quando deveria, obviamente, estar fazendo o contrário. Ele não aceita que seu governo seja olhado e examinado de fora. Não por acaso, os alvos dessa viagem foram a oposição, a Justiça, o TCU e a imprensa — todos com olhares distintos entre si, não-concertados, mas obviamente externos. E ele só aceita ser olhado (e admirado!) por seus subordinados políticos e morais. Isso significa uma visão autocrática da política.

Tal comportamento faz dele um político muito pouco generoso e revela um caso que pode ser perfeitamente interpretado na aula de Massinha I de psicologia. Observem que, dizendo-se ao lado do povo, ele está sempre em guerra contra inimigos imaginários, que resistiriam em reconhecer a sua obra; que lhe negariam méritos. Será mesmo?

Quem é que jamais reconhece qualidades num governante do passado?
Quem é que se coloca sempre como a força inaugural?

Há 15 longos anos, de maneira explícita, Lula se dedica, dia após dia, a atacar FHC. Na hipótese de que se possa ser petista e intelectualmente honesto, como deixar de reconhecer os méritos do antecessor? Lembro que, na propaganda que o próprio governo faz do país em revistas estrangeiras, exalta-se a estabilidade da economia dos últimos 15 anos. Quem fundou as bases?

Ocorre que o Lula que reage à suposta difamação de seu governo e até de sua figura é o mais eficaz, tenaz e permanente difamador da República. E foi, mais uma vez, esse lado que aflorou na sua viagem ao São Francisco, numa prévia lamentável do que ele pretende que seja a campanha eleitoral. Estava lá a vender uma porção de mentiras, a exemplo do seu pactóide? Estava. Como sempre. Como de hábito. Mas esse nem foi o aspecto mais detestável das suas intervenções.

O mais detestável é usar a sua popularidade para fraudar as regras do jogo democrático. E é bom que seus adoradores, especialmente aqueles que dependem de regras estáveis para tocar os seus negócios, fiquem atentos. O caso da Vale — parece haver um recuo; vamos ver se é só tático — revela que essa gente não tem compromisso com formalidades de nenhuma natureza. No delírio da popularidade, atropela os códigos. É de se pensar o que não faria em momentos de dificuldade. Ou alguém supõe que essa brutalidade tem seus alvos preferenciais e episódicos — Agnelli, Serra, o DEM etc —, mas não deriva de um método? Se pensar assim, estará oferecendo o próprio lombo a prêmio.

Lula passou das medidas. E tanto pior para a política e para as instituições se isso não ficar claro. Tanto pior porque Lula não tem receio de superar os marcos do próprio Lula. Ele já sabe conjugar o verbo “intervir”, mas seu superego continua analfabeto.

COMENTO
"Meus prezados amigos, o que o Reinaldo chama de populismo, eu chamo de 'bandidagem'; Difamador, eu chamo de 'sabotador'; Desastroso, eu chamo de 'energúmeno'; usar a popularidade para fraudar as regras, eu chamo de um caso para o impeachment do Molusco.

Como tudo que esse governo faz é pensando nas eleições do ano que vem eu acho que já está passando da hora de uma intervenção neste sujo, corrupto e nocivo governo dos PETRALHAS.

Todos os dias são feitas dezenas de denúncias de corrupções e bandidagens e não acontece absolutamente nada. Não muda uma vírgula.
Vejam um exemplo de super bandidagem; Para os jogos Pan-Americanos, no RJ estava previsto um gasto de R$ 400 mi e foram gastos R& 4 bi e até hoje o TCU não sabe onde foi parar essa pequena diferença, vejam que absurdo imaginem o que vai acontecer na copa de 2014 e nas olimpídas super lucrativas de 2016.

São muitas bandidagens neste governo corrupto, nocivo e danoso ao país e ao povo brasileiro. E as autoridades competentes precisam de alguma forma intervir em tanta corrupção, bandalheira e maracutaia na República".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PARA QUE SERVE O CAPITALISMO?

Por Reinaldo Azevedo

Roger Agnelli exerce a presidência da Vale segundo as leis vigentes no país, que obedecem a um ordenamento constitucional plasmado num regime de democracia plena. Se está fazendo uma boa ou uma má gestão na empresa, os acionistas é que podem dizer. E eles dispõem de mecanismos — também regulados por lei numa empresa de capital aberto — para intervir. Infelizmente para os mistificadores, os resultados são fabulosos. A melhor obra que um dirigente de uma empresa pode realizar, seguindo as leis de seu país, é garantir lucro aos acionistas. Não é pecado. Historicamente, o lucro fez a riqueza das nações, e o estado, a riqueza de alguns larápios.

Vivemos, claro, uma era em que o capitalismo voltou a ser demonizado — até pelos capitalistas. A genial Ayn Rand — não era uma grande teórica, mas tinha insights fantásticos — já se perguntava no livro What is Capitalism? que diabo mesmo era o tal “excedente social” que a Enciclopédia Britânica dava como uma das virtudes do capitalismo na comparação com sistemas anteriores. Numa síntese certeira, ela disparou: “Não existe, evidentemente, nada parecido com ‘excedente social’; toda riqueza é produzida por alguém e pertence a alguém”. Ela também ironizava aqueles que apontavam a “promoção do bem comum” ou ainda “a melhor alocação de recursos” como qualidades próprias do sistema. Quais recursos, cara pálida? De quem? Pra quê? Para Ayn Rand, a principal virtude do capitalismo, que realmente o distinguia de modelos anteriores, era a liberdade. Diante do Estado, é claro.

Sei que é uma pequena digressão. Dedico-me a ela para evidenciar que só se considera aceitável a ação troglodita e destrambelhada do governo para derrubar o presidente da Vale porque, no fundo, acredita-se que uma empresa pode e deve ser instrumento passivo da vontade do governantes, que ele vai chamar de “política pública”, “promoção do bem comum” e o diabo a quatro. Ninguém nega — nem a felizmente radical Ayn Rand negava, — que o estado tenha o seu papel no ordenamento da sociedade, mas ele não sabe produzir riqueza, não. E antes que a canalha petralha comece a gritar “E a Petrobras?”, respondo: a Petrobras é uma empresa de economia mista e só saiu da areia com o capital privado. Foi ele que lhe permitiu chegar ao pré-sal. Esta é uma verdade cristalina. E, se ele se ausentar, o petróleo vai ficar lá. Aliás, temos de tomar cuidado para que Lula não seja o fogueteiro precoce do que pode permanecer escondido sete mil metros abaixo do fundo do mar.

Essa gente quer negar o óbvio. Foi a privatização da telefonia que permitiu ao país entrar na economia na informação. Foi a privatização que fez da Vale a gigante que hoje realmente é. Foi a privatização que permitiu à Embraer ser um player internacional. O país não teve excesso de privatizações, mas falta. E é o capital privado, na cidade e no campo, que conseguiu fazer frente à demanda do crescimento chinês - ELE, SIM, O VERDADEIRO ELEMENTO A CONVERTER, AINDA QUE AD HOC, O PT À ECONOMIA DE MERCADO.

Ou alguém acha que essa gente realmente jogou no lixo — lugar adequado — as suas convicções dos 25 anos pregressos? Jogou nada! Dada a menor chance, recupera dos escombros da memória a sua tara estatista. É o que vemos agora. E isso na melhor das hipóteses. E QUE FIQUE CLARO: A CANDIDATA DILMA ROUSSEFF ESTEVE E ESTÁ NA LINHA DE FRENTE DA PRESSÃO CONTRA A VALE. EIS O QUE ELA NOS PROMETE!

Essa história da Vale está muito mal contada. Há caroço nesse angu que ainda não foi detectado, especialmente depois da entrada triunfal do coruscante Eike Batista na jogada. Os mandatos dos diretores da Vale terminam em 2011. Se as coisas não vão bem por lá — o que é piada —, os acionistas estão bem perto de pôr as cartas da mesa. Por que essa pressa agora? A, chamemos assim, eventual deformação ideológica, por si lastimável, parece ser apenas a hipótese mais benevolente para este avanço sobre a companhia. Haveria mais coisas aí? Há atores até agora ocultos nessa lambança? Eu aposto o mindinho no torno petista de modelar mistificações que sim! E não vou perdê-lo.

Elio Gaspari, num texto infelicíssimo, claramente favorável à ação do governo, considerou e recomendou: “Brigas desse tipo estimulam uma tendência para se tomar partido logo que o jogo começa. É muito melhor acompanhá-las dando razão aos dois lados.”

Uma banana! É muito melhor dar razão a quem tem razão e a quem segue o ordenamento jurídico do país. Mais: se isso é um conselho ao jornalismo, é coisa de quem ficou na janela, vendo a banda passar. Levanta e anda, Carolina!!! Ao jornalismo, parece, cabe é investigar os elementos dessa história que não são nada óbvios. Felizmente, os dois jornais que publicaram o conselho de Gaspari não o seguiram. Nesta quinta, em editorial, O Globo e Folha condenam a ação destrambelhada — e, para mim, suspeita — do governo.

Quanto a este blog e seus leitores… Bem, caras e caros, a gente sempre é bastante rápido em algumas coisas, não? Se anda como anta, pasta como anta, tem patas de anta, o olhar da anta, o cheiro da anta, o rabo da anta, o focinho da anta, não precisamos esperar o consenso para concluir: “É uma anta”.

EM EDITORIAL, FOLHA RECHAÇA AÇÃO INDEVIDA DO GOVERNO NA VALE
Felizmente, a Folha não se deixou levar por Elio Gaspari na questão da Vale e não confundiu a ingerência indevida do governo na companhia com uma mera partida de futebol — metáfora da predileção do “Guia” do jornalista — ou com uma rinha de galo. O editorial que segue põe as coisas nos seus devidos termos.

O que dizem Lula e Dilma e os fatos: Planalto só pagou 3,68% do R$ 1,68 bilhão previsto
Por Marcelo de Moraes, no Estadão

Cenário da campanha informal da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a região do Rio São Francisco não tem sido tão prestigiada em verbas federais. Em 2009, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), para uma dotação de R$ 1,68 bilhão para projetos que tratam diretamente do rio, o Planalto pagou apenas 3,68%, cerca de R$ 61,8 milhões. No ano passado, a situação foi parecida. Do total de R$ 1,39 bilhão em dotações, só R$ 102,2 milhões foram liberados (7,31%). O levantamento foi feito pela assessoria de orçamento da liderança do DEM, com dados do Siafi de 9 de outubro.

Os maiores pagamentos feitos este ano foram para os projetos dos chamados eixo norte e eixo leste do rio. Para a “integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste setentrional”, o eixo leste, foram R$ 33,9 milhões. Isso equivale a 6,45% do previsto, R$ 525,9 milhões.

O governo já tem empenhado este ano um valor bem significativo para esse projeto, chegando a R$ 321,5 milhões. Mas o pagamento de R$ 33,9 milhões representa pouco mais de 10,5% do total de empenho.
VALORES
Para a “Integração do Rio São Francisco com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas-Açú e Apodi”, o eixo norte, foram pagos este ano R$ 17,5 milhões, o que representa 2,45% de uma dotação de R$ 718,7 milhões. É outro projeto que já tem bastante dinheiro empenhado para 2009: R$ 227,1 milhões, mas com pagamentos modestos.

Para “implantação, ampliação ou melhoria de sistemas públicos de esgotamento sanitário em municípios das Bacias do São Francisco e Parnaíba”, os pagamentos em 2009 foram de R$ 8,5 milhões , equivalente a 3,28% da dotação de R$ 261,2 milhões.

Já para o “projeto de recuperação e preservação da Bacia do Rio São Francisco”, com dotação de R$ 6,9 milhões, os pagamento deste ano foram de R$ 339 mil (4,86%).

COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores deste humilde blog, é lógico que essa é só mais uma obra eleitoreira, visto que, ela vai se arrastar por muitos e muitos anos.

Não tenham dúvidas tudo que esse pessoal dessa facção do PT faz é pensando em se perpetuar no poder. Isso é muito claro, só não ver quem realmente não quer, ou quem faz parte da mesma".

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O MST, A "CRIMINALIZAÇÃO" E OS BANDIDOS CRIMINOSOS

Por Gabriela Guerreiro, na Folha Online.

O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) criticou nesta terça-feira o que chamou de “criminalização” de movimentos sociais brasileiros, em especial o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ao negar qualquer vínculo financeiro do governo com o movimento, Cassel disse que a oposição tenta criar um ambiente de tensão para aproximar o Ministério do Desenvolvimento Agrário do MST.

“Eu acho que a gente tem que superar de uma vez por todas o espírito de criminalização dos movimentos sociais, especialmente o MST, que não ajuda em nada. Uma coisa são ações do MST, que condeno. Outra coisa é a insistência de que o governo repassa recursos de forma inadequada a movimentos sociais. Isso não é verdadeiro, é uma falácia. Estou reivindicando ambiente de equilíbrio, sensatez e sobriedade”, afirmou.

Em depoimento à Comissão de Agricultura do Senado, Cassel rebateu levantamento apresentado pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), realizado pela ONG Contas Abertas, que apontou supostos repasses do governo ao MST –no valor total de R$ 159,8 bilhões.

“São recursos do Orçamento Geral da União de todos os ministérios, não do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra. No afã de ir atrás do MST, tem coisas que são ridículas, para dizer o mínimo. Está listada [no levantamento] a Cáritas [entidade ligada à Igreja Católica] como um braço do MST. Não é razoável isso. Vamos começar a perseguir igrejas agora, é isso?”, questionou.

Cassel criticou a invasão de uma fazenda produtora de laranjas no interior de São Paulo, na semana passada, por integrantes do MST. “Eu fui o primeiro a condenar o MST. A gente não pode ter a impunidade nesse caso”, afirmou.

Para o presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Plínio de Arruda Sampaio, o Congresso deveria investigar, além do MST, o dono da fazenda produtora de laranja no interior de São Paulo. “Querem investigar o MST? Eu voto a favor. Agora, tem que chamar também o seu Cutrale [dono da fazenda] para explicar aqui para quem ele deu dinheiro. O kit grilagem não é assim. Aquele que tem jagunço, reina absoluto”, criticou.
CPI
Na opinião do ministro, a discussão em torno de uma CPI para investigar supostos repasses do governo federal ao MST está baseada em informações afastadas da realidade.

“Se criou CPI por conta de informações que são inverídicas. Um deputado [Ronaldo Caiado] disse que eu tinha assumido que repassei R$ 115 milhões ao MST. Isso está errado. Se a gente insistir nisso, a gente continua a alimentar um caldo de conflito que não serve para ninguém. Vamos tratar o episódio do MST com o rigor que deve ser tratado”, afirmou.

Em ofício de resposta a Caiado, Cassel confirmou o repasse de R$ 115 milhões a entidades rurais. O ministro nega, porém, que as entidades tenham qualquer vínculo ao MST, ao contrário do que afirma Caiado. Segundo Cassel, 90% dos recursos foram repassados à Emater e ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

“Tem que se superar esse instinto persecutório com o MST. Recurso público é sagrado, não pode pairar nenhuma dúvida sobre isso. Mas sou radicalmente contra esse ambiente de criminalização dos movimentos sociais que vem crescendo nos últimos dias”, afirmou.

A oposição diz ter número suficiente de assinaturas para protocolar o pedido de instalação da CPI esta semana. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado para que a comissão do MST seja instalada.

COMENTO
Meus caros amigos e leitores deste humilde blog, então ficamos assim:
o corrupto e criminoso governo do PT pára de dar dinheiro público, para os super bandidos do MST, esse movimento sujo, clandestino e abominável. Que tal? E também aplica as leis que punem as invasões. Acusar a suposta criminalização de movimentos sociais é só uma forma de passar a mão na cabeça desses megas bandidos, criminosos e pilantras dessa sub-facção criminosa, que tantos danos nocivos e transtornos vem causando ao nosso país. Está tudo muito claro, Molusco tem uma grande parcela de culpa em todos os crimes praticados, pelo seu braço armado, o MST.
É uma pena que as autoridades brasileiras estejam leniêntes, com essa super facção criminosa que está no poder da república, para locupletar-se.
E ainda pretendem se perpetuar. Onde estão nossas Forças Armadas?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"O CAMINHO MAIS CURTO PARA CORRUPÇÃO É O PODER"

Super bandidagem Lulo-Petralha-Molusquiano, corrupto e nocivo governo autorizou contratação de 57,1 mil servidores desde 2003
No Globo:

Mesmo com a queda na arrecadação de R$ 56,7 bilhões até agosto, o ritmo de aprovação de leis criando cargos e funções comissionadas no âmbito dos três Poderes continuou acelerado em 2009, segundo reportagem de Cristiane Jungblut na edição desta terça-feira do jornal O GLOBO.

Só este ano, segundo levantamento do deputado tucano Arnaldo Madeira (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sancionou 25 leis que aumentam despesas com criação de cargos ou funções comissionadas - os projetos foram enviados nos últimos anos. A política do governo Lula de ampliar a estrutura do funcionalismo resultou no ingresso de 57,1 mil novos servidores no Executivo entre 2003 e 2009. Para o mesmo período, o governo autorizou a criação, por concurso público, de 160.701 vagas.

Segundo a reportagem, os cálculos do tucano apontam que as 25 leis sancionadas este ano têm um impacto financeiro de R$ 7,24 bilhões, já que elas preveem a criação de 26,1 mil vagas, sendo 14,4 mil no Poder Executivo (incluídas no total de 160 mil).

As vagas no Executivo foram criadas de janeiro de 2003 a maio de 2009, segundo estudo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento (Seges), com base em levantamento dos concursos autorizados desde 2003. Mas nem todas as vagas foram preenchidas. Segundo a Seges, do aumento líquido de 57 mil servidores (ingressos menos aposentadorias e demais exclusões), 29 mil foram destinados à Educação, sendo 14 mil professores.

Hoje, segundo dados do Planejamento, o Executivo já ultrapassou a marca do 1 milhão de servidores ativos: 543,1 mil servidores civis, 428,7 mil militares e ainda servidores de Banco Central, Ministério Público da União e empresas públicas. Ao todo, a União chega a 1,13 milhão de servidores, se contabilizados os 93,8 mil do Poder Judiciário e os 24,6 mil do Legislativo. O quadro total da União pula para 2,1 milhões quando são incluídos os aposentados e pensionistas dos três Poderes.

Mais bandidagem, Retenção de fundos bate recorde
Por Renato Andrade, no Estadão:

O expediente utilizado pelo governo para preservar o caixa federal, retendo parte do dinheiro destinado para os chamados fundos especiais, não é inédito. O valor retido, entretanto, tem aumentado. Em 2007, o Poder Executivo administrava 43 fundos especiais, de acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Desse total, dez acumularam R$ 4,5 bilhões a mais do que as despesas registradas no ano, quando o setor público fez um superávit primário de pouco mais de R$ 101 bilhões.

Em 2008, a mão do governo foi mais pesada. Dos 42 fundos existentes, 22 fecharam o exercício com saldo positivo. A diferença entre receitas e despesas garantiu aos cofres do Tesouro Nacional mais de R$ 29 bilhões, ou 25% do superávit primário apurado naquele ano, que foi de R$ 118 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

Considerando os registros do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o volume de retenções esse ano pode bater novo recorde, já que o número de fundos atingidos aumentou e o volume de recursos retidos equivale a quase um quarto da economia feita por todo o setor público para o pagamento dos juros da dívida.

O desempenho do Fundo de Garantia para Promoção da Competitividade (FGPC) é um bom exemplo de como o governo tem manobrado os recursos do Orçamento para garantir dinheiro suficiente para o cumprimento da meta fiscal. Até agora, o FGPC acumula R$ 68,1 milhões em receitas, mas os gastos neste nove meses foram de apenas R$ 2 milhões. A previsão de receitas para o fundo em 2009 é de R$ 89,7 milhões.

Alguns fundos são considerados até mesmo por técnicos do executivo como uma espécie de reserva estratégia do governo.

O exemplo mais clássico é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Desde sua criação, em 2000, nenhum real alocado para o Fust foi utilizado para atender os objetivos fixados. Este ano, as receitas do fundo já somam R$ 1,5 bilhão.


Mais bandidagem 2, Fundos são usados para fazer caixa
Por Renato Andrade, no Estadão:

O corrupto governo tem usado parte do dinheiro destinado para alguns fundos especiais, administrados pelo Poder Executivo, para engordar o caixa e garantir o cumprimento da meta fiscal. A contenção de recursos desses fundos, que em tese são criados para garantir o atendimento de projetos e serviços considerados prioritários, vem crescendo. Somente este ano, o valor retido representa quase 24% do superávit primário acumulado por todo o setor público.

De acordo com levantamento feito pelo Estado, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, apurados pela liderança do Democratas, dos 51 fundos do Poder Executivo checados, 29 estão com sobra de receitas. A diferença acumulada até setembro já ultrapassa os R$ 10 bilhões.

O valor é expressivo, considerando que de janeiro a agosto União, Estados, municípios e empresas estatais dessas três esferas de poder economizaram R$ 43,477 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública, o chamado superávit primário.

A constituição dos fundos do Poder Executivo segue regra fixada por uma lei de 1964. O objetivo é assegurar receitas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços. Quando o dinheiro não é utilizado, ele é automaticamente destinado para o chamado superávit primário.

A lista inclui o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma das principais fontes de receita para as operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo do Regime Geral de Previdência (FRGPS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e até outros menos conhecidos, como o Fundo da Marinha Mercante. É em cima dos fundos menos conhecidos que o governo segura a maior parte do dinheiro.

O uso indevido dos fundos especiais é mais uma das medidas tomadas pelo governo para tentar manter recursos dentro do caixa e cumprir seu compromisso fiscal. Para engordar os cofres, o governo já decidiu este ano exigir um pagamento maior de dividendos por parte das empresas estatais, transferiu para o Tesouro Nacional depósitos judiciais que estavam recolhidos em bancos, além de determinar o retorno de R$ 4,2 bilhões em subsídios pagos nos empréstimos do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal do Brasil está retardando o pagamento das restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas para segurar o dinheiro nos cofres públicos, afetando diretamente o bolso da classe média. Diante do desgaste provocado, o governo estuda a possibilidade de ampliar os dois últimos lotes de restituição deste ano, que serão pagos em novembro e dezembro.

"Estrelas bandidas e corruptas do Senado correm risco de não se reeleger"
Por Eugênia Lopes, no Estadão:

Como se não bastasse a crise que desmoralizou o Senado neste ano, as eleições de 2010 ameaçam tirar o brilho de antigas estrelas da política nacional, que enfrentam dificuldade para se reeleger. Os obstáculos atingem em cheio senadores de todos os partidos que estão sendo obrigados a fazer arranjos políticos para garantir, ao mesmo tempo, sua sobrevivência e a eleição nos Estados.

Na oposição, há casos emblemáticos como os dos senadores tucanos Sérgio Guerra (PE), atual presidente do PSDB, e Tasso Jereissati (CE), ex-presidente da sigla, que correm o risco de não voltar ao Senado. Os percalços eleitorais também abrangem senadores governistas, como Renan Calheiros (PMDB-AL), que provavelmente terá de encarar como adversários na corrida pelo Senado o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) e a candidata à Presidência pelo PSOL em 2006, Heloisa Helena.

O enfraquecimento de cabeças coroadas da política é mais visível no Nordeste, onde tradicionalmente os governadores são responsáveis pela eleição de senadores. Depois de governar Pernambuco por oito anos consecutivos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tem mais cinco anos de mandato, é pressionado a sair candidato ao governo do Estado. O motivo é que a candidatura do peemedebista seria o caminho mais tranquilo para alavancar a eleição tanto de Sérgio Guerra quanto do ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE).

Com dificuldade para se reeleger ao Senado, os dois torcem para que Jarbas dispute o governo do Estado e, com isso, ganhem um palanque forte. Afinal, ambos terão como adversários o ex-prefeito de Recife, o petista João Paulo, e o deputado Armando Monteiro (PTB). Com mandato desde 1971, Maciel é o que tem mais “recall” junto ao eleitorado. Já o senador tucano é o que dispõe da maior estrutura partidária no Estado, mas sem o palanque de Jarbas enfrenta dificuldade de se reeleger para o Senado.

COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores, conforme o título desta postagem, o caminho mais curto para corrupção é o poder. Principalmente quando este é exercido de forma arbitrária, por alguém sem caráter, sem formação e sem preparo. Ou ainda por alguém que passou a vida inteira sem trabalhar, só por ter um dedo a menos, passou toda sua vida em cima de carro de som vociferando e excitando os trabalhadores principalmente os metalúrgicos a fazerem greves no ABCD paulista.

Estamos diante da maior bandidagem e corrupção da história da nossa república, desde que Cabral aqui pisou pela primeira vez, nunca houve uma facção tão exacerbadamente corrupta no nosso Brasil.

Nunca antes na história deste país, teve um governo tão comprometido, com a bandidagem de todas as formas, corrupção de todos os jeitos, safadeza molusquiana, em todos os níveis possíveis e imagináveis.

Nosso país está sem rumo, prescisamos de um 'bom timoneiro', para nos conduzir a um porto seguro, visto que estamos totalmente à matroca e estamos sendo levados pelos ventos que sopram em todas as direções e que podem nos jogar em cima dos arrecifes, onde naufragaremos de uma vez por toda.

Esse governo que não respeita a constituição, já conseguiu destruir as Forças Armadas e os militares, agora ele vai destruir o resto do país, isso com a leniência das autoridades que estão coniventes com tantas bandidagens".