terça-feira, 29 de maio de 2012

"Um Molusco chantagista"


Por Cardoso Lira

O Apedeuta abominável, sujo e desqualificado,  foi o mentor intelectual do Mensalão do PT, não aquele outro bandido segundo o STF das duas caras. Ele não esteve no quarto ao lado, muito antes pelo contrário: esteve dentro do quarto, esticado na cama, negociando os grandes valores. Quando explodiu o escândalo, a quadrilha e seus tentáculos foi prática, como qualquer outra quadrilha de gângsters. Se Fernandinho Beira-Mar é o chefe e, lá de dentro da prisão, continua a comandar o crime organizado, imaginem um digamos supremo mandatário, leve, livre e solto, para cometer crime dentro de um Palácio? Ninguém foi preso no Mensalão. Alguns perderam os anéis, jamais os dedos. Mas havia um pacto. Se protegessem o chefe apedeuta, este, nos anos de comando máximo do país, apagaria todas as provas e faria anistiar todos os crimes. O tempo foi passando e apareceu um câncer no meio do caminho. Tendo em vista os últimos acontecimentos, se ruim para a pessoa e respeitando-se todos os limites da comiseração humana, bendito câncer para o Brasil. Atropelado pelos prazos, o chefe também atropelou as regras do jogo. Pressionado pelas promessas que fez aos cúmplices, saiu fora do juízo normal. Os cúmplices também fazem chantagem, pois passaram quase oito anos afastados das luzes e arrastados na lama no fundo para proteger o mentor sindicalista, o guru da quadrilha, o líder máximo. Querem reciprocidade ou, talvez, seja mais proveitoso em termos penais que contem a verdadeira história. Uma delação premiada no julgamento do mensalão não está descartada. Uma ou mais. Os compromissos cessarão com o fracasso do chefe em resolver o Mensalão com um dedaço. Afinal de contas, este era o pacto. O chantagista está sendo chantageado. A quadrilha está brigando nos bastidores. Há risco de um motim, pois todos querem salvara a própria pele. Que o STF, a Imprensa e a Democracia resistam. Que o Brasil possa livrar-se, de vez, desta sofisticada organização criminosa, suja e danosa que tomou conta de todo país.


Em entrevista, Gilmar Mendes dá mais detalhes do encontro com Lula e corrige memória de Nelson Jobim

Por Adriana Irion, do Zero Hora:

O ministro do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes passou o dia tentando evitar falar da polêmica causada com a matéria da revista Veja na qual ele contou a pressão que sofreu do ex-presidente Lula para adiar o julgamento do mensalão.Fervoroso defensor do julgamento, Mendes não queria polemizar com o ex-ministro Nelson Jobim, que depois da divulgação da matéria negou que a conversa tivesse sido no sentido de interferir no julgamento a ser feito pelo STF. O encontro entre Mendes e Lula ocorreu no escritório de Jobim, em 26 de abril, em Brasília.Ao conceder entrevista a Zero Hora no começo da tarde, Mendes demonstrou preocupação com o atraso para o início do julgamento e disse que o Supremo está sofrendo pressão em um momento delicado, em que está fragilizado pela proximidade de aposentadoria de dois dos seus 11 membros. Confira o que disse o ministro em entrevista por telefone:

Zero Hora — Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?

Ministro Gilmar Mendes — Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.

ZH — Sua viagem a Berlim tem motivado uma série de boatos. O senhor encontrou o senador Demóstenes Torres lá?

Mendes — Nos encontramos em Praga, eu tinha compromisso acadêmico em Granada, está no site do Tribunal. No fundo, isto é uma rede de intrigas, de fofoca e as pessoas ficam se alimentando disso. É esse modelo de estado policial. Dá-se para a polícia um poder enorme, ficam vazando coisas que escutam e não fazem o dever elementar de casa.

ZH — O senhor acredita que os vazamentos são por parte da polícia, de quem investigou?

Mendes — Ou de quem tem domínio disso. E aí espíritos menos nobres ficam se aproveitando disso. Estamos vivendo no Supremo um momento delicado, nós estamos atrasados nesse julgamento do mensalão, podia já ter começado.

ZH — Esse atraso não passa para a população uma ideia de que as pressões sobre o Supremo estão funcionando?

Mendes — Pois é, tudo isso é delicado. Está acontecendo porque o processo ainda não foi colocado em pauta. E acontecendo num momento delicado pelo qual o tribunal está passando. Três dos componentes do tribunal são pessoas recém-nomeadas. O presidente está com mandato para terminar em novembro. Dois ministros deixam o tribunal até o novembro. É momento de fragilidade da instituição.

ZH — Quem pressiona o Supremo está se aproveitando dessa fragilidade?

Mendes — Claro. E imaginou que pudesse misturar questões. Por outro lado não julgar isso agora significa passar para o ano que vem e trazer uma pressão enorme sobre os colegas que serão indicados. A questão é toda institucional. Como eu venho defendendo expressamente o julgamento o mais rápido possível é capaz que alguma mente tenha pensado: “vamos amedrontá-lo”. E é capaz que o próprio presidente esteja sob pressão dessas pessoas.

ZH — O senhor não pensou em relatar o teor da conversa antes?

Mendes — Fui contando a quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês (jornalistas), pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso.

ZH — Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira?

Mendes — Isso. Alimentando isso.

ZH æ E o que o senhor fez?

Mendes — Quando me contaram isso eu contei a elas (jornalistas) a conversa que tinha tido com ele (Lula).

ZH — Como foi essa conversa?

Mendes — Foi uma conversa repassando assuntos variados. Ele manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do Tribunal de não julgar o mensalão este ano, porque vão sair dois, vão ter vários problemas dessa índole. Mas ele (Lula) entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.

ZH — Como ele demonstrou preocupação com o mensalão, o que falou?

Mendes — Lula falou que não era adequado julgar este ano, que haveria politização. E eu disse a ele que não tinha como não julgar este ano.

ZH — Ele disse que o José Dirceu está desesperado?

Mendes — Acho que fez comentário desse tipo.

ZH — Lula lhe ofereceu proteção na CPI?

Mendes — Quando a gente estava para finalizar, ele voltou ao assunto da CPMI e disse “que qualquer coisa que acontecesse, qualquer coisa, você me avisa”, “qualquer coisa fala com a gente”. Eu percebi que havia um tipo de insinuação. Eu disse: “Vou lhe dizer uma coisa, se o senhor está pensando que tenho algo a temer, o senhor está enganado, eu não tenho nada, minha relação com o Demóstenes era meramente institucional, como era com você”. Aí ele levou um susto e disse: “e a viagem de Berlim.” Percebi que tinha outras intenções naquilo.

ZH — O ex-ministro Nelson Jobim presenciou toda a conversa?

Mendes — Tanto é que quando se falou da história de Berlim e eu disse que ele (Lula) estava desinformado porque era uma rotina eu ir a Berlim, pois tenho filha lá, que não tinha nada de irregular, e citei até que o embaixador nos tinha recebido e tudo, o Jobim tentou ajudar, disse assim: “Não, o que ele está querendo dizer é que o Protógenes está querendo envolvê-lo na CPI”. Eu disse: “O Protógenes está precisando é de proteção, ele está aparecendo como quem estivesse extorquindo o Cachoeira”. Então, o Jobim sabe de tudo.

ZH — Jobim disse em entrevista a Zero Hora que Lula foi embora antes e o senhor ficou no escritório dele tratando de outros assuntos.

Mendes — Não, saímos juntos.

ZH — O senhor vê alternativa para tentar agilizar o julgamento do mensalão?

Mendes — O tribunal tem que fazer todo o esforço. No núcleo dessa politização está essa questão, esse retardo. É esse o quadro que se desenha. E esse é um tipo de método de partido clandestino.

ZH — Na conversa, Lula ele disse que falaria com outros ministros?

Mendes — Citou outros contatos. O que me pareceu heterodoxo foi o tipo de ênfase que ele está dando na CPI e a pretensão de tentar me envolver nisso.

ZH — O senhor acredita que possa existir gravação em que o senador Demóstenes e o Cachoeira conversam sobre o senhor, alguma coisa que esteja alimentando essa rede que tenta pressioná-lo?

Mendes — Bom, eu não posso saber do que existe. Só posso dizer o que sei e o que faço.z\z


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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Comportamento de Lula é indecoroso, avaliam ministros



Por Rodrigo Haidar, no site Consultor Jurídico:

“Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que um chefe de poder tenta interferir em outro”. A frase é do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, em reação à informação de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem feito pressão sobre ministros do tribunal para que o processo do mensalão não seja julgado antes das eleições municipais de 2012. “É um episódio anômalo na história do STF”, disse o ministro.
As informações sobre as pressões de Lula foram publicadas em reportagem da revista Veja deste fim de semana. Os dois mais antigos ministros do Supremo — além de Celso de Mello, o ministro Marco Aurélio — reagiram com indignação à reportagem. Ouvidos neste domingo (27/5) pela revista Consultor Jurídico, os dois ministros classificaram o episódio como “espantoso”, “inimaginável” e “inqualificável”.
De acordo com os ministros, se os fatos narrados na reportagem da semanal espelham a realidade, a tentativa de interferência é grave. Para o ministro Celso de Mello, “a conduta do ex-presidente da República, se confirmada, constituirá lamentável expressão de grave desconhecimento das instituições republicanas e de seu regular funcionamento no âmbito do Estado Democrático de Direito. O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”.
Já o ministro Marco Aurélio afirmou que pressão sobre um ministro do Supremo é “algo impensável”. Marco afirmou que não sabia do episódio porque o ministro Gilmar Mendes, como afirmou a revista Veja, tinha relatado o encontro com Lula apenas ao presidente do STF, ministro Ayres Britto. Mas considerou o fato inconcebível. “Não concebo uma tentativa de cooptação de um ministro. Mesmo que não se tenha tratado do mérito do processo, mas apenas do adiamento, para não se realizar o julgamento no semestre das eleições. Ainda assim, é algo inimaginável. Quem tem de decidir o melhor momento para julgar o processo, e decidirá, é o próprio Supremo”.
(…)
O ministro Celso de Mello lamentou a investida. ”Tentar interferir dessa maneira em um julgamento do STF é inaceitável e indecoroso. Rompe todos os limites da ética. Seria assim para qualquer cidadão, mas mais grave quando se trata da figura de um presidente da República. Ele mostrou desconhecer a posição de absoluta independência dos ministros do STF no desempenho de suas funções”, disse o decano do Supremo.
Para Marco Aurélio, qualquer tipo de pressão ilegítima sobre o STF é intolerável: “Julgaremos na época em que o processo estiver aparelhado para tanto. A circunstância de termos um semestre de eleições não interfere no julgamento. Para mim, sempre disse, esse é um processo como qualquer outro”. Marco também disse acreditar que nenhum partido tenha influência sobre a pauta do Supremo. “Imaginemos o contrário. Se não se tratasse de membros do PT. Outro partido teria esse acesso, de buscar com sucesso o adiamento? A resposta é negativa”, afirmou.
De acordo com o ministro, as referências do ex-presidente sobre a tentativa de influenciar outros ministros por via indireta são quase ingênuas. “São suposições de um leigo achar que um integrante do Supremo Tribunal Federal esteja sujeito a esse tipo de sugestão”, disse. Na conversa relatada por Veja, Lula teria dito que iria pedir ao ministro aposentado Sepúlveda Pertence para falar com a ministra Cármen Lúcia, sua prima e a quem apadrinhou na indicação para o cargo. E também que o ministro Lewandowski só liberará seu voto neste semestre porque está sob enorme pressão.
Marco Aurélio não acredita em nenhuma das duas coisas: “A ministra Cármen Lúcia atua com independência e equidistância. Sempre atuou. E ela tem para isso a vitaliciedade da cadeira. A mesma coisa em relação ao ministro Ricardo Lewandowski. Quando ele liberar seu voto será porque, evidentemente, acabou o exame do processo. Nunca por pressão”.
O ministro Celso de Mello também disse que a resposta de Gilmar Mendes “foi corretíssima e mostra a firmeza com que os ministros do STF irão examinar a denúncia na Ação Penal que a Procuradoria-Geral da República formulou contra os réus”. Para o decano do STF, “é grave e inacreditável que um ex-presidente da República tenha incidido nesse comportamento”.
De acordo com o decano, o episódio é grave e inqualificável sob todos os aspectos: “Um gesto de desrespeito por todo o STF. Sem falar no caráter indecoroso é um comportamento que jamais poderia ser adotado por quem exerceu o mais alto cargo da República. Surpreendente essa tentativa espúria de interferir em assunto que não permite essa abordagem. Não se pode contemporizar com o desconhecimento do sistema constitucional do país nem com o desconhecimento dos limites éticos e jurídicos”.
Celso de Mello tem a convicção de que o julgamento do mensalão observará todos os parâmetros que a ordem jurídica impõe a qualquer órgão do Judiciário. “Por isso mesmo se mostra absolutamente inaceitável esse ensaio de intervenção sem qualquer legitimidade ética ou jurídica praticado pelo ex-presidente da República. De qualquer maneira, não mudará nada. Esse comportamento, por mais censurável, não afetará a posição de neutralidade, absolutamente independente com que os ministros do STF agem. Nenhum ministro permitirá que se comprometa a sua integridade pessoal e funcional no desempenho de suas funções nessa Ação Penal”, disse o ministro.
Ainda de acordo com o decano do Supremo, o processo do mensalão será julgado “por todos de maneira independente e isenta, tendo por base exclusivamente as provas dos autos”. O ministro reforçou que a abordagem do ex-presidente é inaceitável: “Confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável. Um gesto de atrevimento, mas que não irá afetar de forma alguma a isenção, a imparcialidade e a independência de cada um dos ministros do STF”.
Celso de Mello concluiu: “Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência”.

Postado pelo Lobo do Mar

domingo, 27 de maio de 2012

Promoção pronta para ir a voto


Por Marco Aurelio Reis

Rio - O projeto que garante a promoção dos praças integrantes do Quadro Especial das Forças Armadas (como taifeiros e motoristas) ficou pronto para ser encaminhado à Câmara dos Deputados. Ele estava tramitando na Casa Civil da Presidência da República desde janeiro. A proposta tem como entrave a exigência de sete anos de serviço para o militar beneficiado ser promovido de 3º sargento para 2º sargento, mas deve seguir para o Congresso com esse artigo. Lá, poderá ser alterada.

A informação que o projeto está pronto foi repassada pelo chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Ari Machado, o mesmo que descarta a possibilidade de o esperado reajuste dos soldos militares sair este ano. Machado deu a declaração em audiência com dirigentes das associações dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp-DF) e de Praças das Forças Armadas (Aprafa). No encontro, não falou, porém, do entrave da exigência dos sete anos para a promoção.

O projeto que altera a Lei 10.951/2004 prevê acesso do soldado estabilizado às graduações de cabo e 3º sargento e a promoção do cabo estabilizado, taifeiro-mor e 3º sargento do Quadro Especial à graduação de 2º sargento.

Com isso, frustra quem esperava a liberação para o acesso até a graduação de subtenente, o que corrigiria uma distorção existente dentro da Força Aérea. Na FAB, o quadro especial masculino já chega à graduação de 2º sargento, enquanto que o feminino tem garantido o acesso à graduação de subtenente.

ALTERAÇÃO

Deputado federal pelo Rio, o capitão da reserva Jair Bolsonaro disse à Coluna que vai fazer gestões para reduzir o prazo de sete anos na promoção dos sargentos do quadro especial. “Taifeiro-mor com dois anos só tem mais dois de serviço. Assim não alcançará a promoção”, alerta.

SUBMARINISTAS

Também está em estado avançado a proposta que cria o Quadro de Praças da Armada Submarinistas e do Quadro Técnico de Praças da Armada. A proposta tramita com velocidade porque o grupo é indispensável para operação dos novos submarinos, em especial os de propulsão nuclear.

PACOTE ADMINISTRATIVO

Novo quadro especial e reajustes da etapa alimentação e da remuneração mínima para reservistas por invalidez são ingredientes que fazem fontes da Coluna apostarem que está em gestão um pacote administrativo para as Forças Armadas. Ele viria com o esperado anúncio de reajuste.

APOSTA EM 6,99%

As mesmas fontes ainda dizem que parte do reajuste virá este ano e o restante será parcelado. Falam neste ano em índice para repor a inflação (5%) ou igual ao reajuste dado ao adicional dos comandantes (6,99%). Cresce, porém, quem já aposte que o aumento ficará mesmo para 2013.

Postado pelo Lobo do Mar



Rands, potencial beneficiário do golpe que PT nacional deu no PT de Recife, encontra-se com Lula

Na Folha Online:

Um dia após a Direção Nacional do PT anular as prévias que definiriam quem será o candidato do partido à Prefeitura de Recife, o pré-candidato Maurício Rands buscou ontem apoio do maior líder da sigla, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido decidiu fazer nova votação no dia 3 de junho, após divergência sobre o número de filiados aptos a votar. Rands disputa a indicação com o atual prefeito, João da Costa.

O encontro, pedido por Rands, ocorreu em São Paulo, no Instituto Lula, ONG mantida pelo ex-presidente. Rands não revelou o teor da conversa, mas disse ter saído satisfeito. “Ele [Lula] está achando que tem solução [para a situação em Recife].” O deputado federal licenciado e secretário de Governo de Pernambuco conta com apoio de líderes do PT, como o senador Humberto Costa (PT-PE). Ele tem ainda a bênção do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), cuja legenda é cortejada pelo PT para apoiar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

Postado pelo Lobo do Mar



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Em audiência com associações de reservistas, Ministério descarta aumento em julho

Por Marco Aurelio Reis

Rio - O reajuste dos soldos dos militares das Forças Armadas, esperado para ser concedido em julho, vai ficar para o ano que vem. A informação é do chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Ari Machado. Ele confirmou, em agenda interna da pasta, a existência de estudos no Ministério do Planejamento sobre o reajuste, mas disse que a comissão da Defesa que os acompanha já descarta a possibilidade de eles serem concluídos de modo a garantir o aumento este ano.

Machado deu as informações em audiência com dirigentes das associações dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp-DF) e de Praças das Forças Armadas (Aprafa). Procurado pelo DIA, o Ministério da Defesa confirma a existência de estudos, mas diz não ter previsão de data para entrada em vigor do aumento e nem o índice.

Reservistas cobraram também o pagamento da dívida dos 28,86%, mas Defesa informou que Ministério do Planejamento não liberou a verba
Foto: DivulgaçãoCom isso, não descarta nem confirma que o aumento será concedido em 2013. “Falamos com o chefe de gabinete durante 25 minutos sobre a situação dos nossos soldos, muito aquém dos demais servidores federais e até mesmo dos policiais militares do Distrito Federal”, contou o presidente da Amarp-DF, sargento Genivaldo da Silva.

No encontro, os dirigentes cobraram também o pagamento da dívida dos 28,86% A Defesa informou que o pagamento depende da liberação de verba pelo Ministério do Planejamento. Segundo o chefe de gabinete, foi pedida a planilha de cálculo atualizada para o ajuste no orçamento e a dívida “provavelmente também não sairá neste ano”.

Para oficiais superiores ouvidos pelo DIA, a sinalização de aumentos só para 2013 seria cortina de fumaça. “Reduz a pressão e a expectativa por aumento já e, de quebra, faz qualquer índice anunciado soar como satisfatório, uma vez que seria encarado como antecipação”, avalia um oficial superior.

Oficiais ainda veem chance de aumento este ano

Apesar de, oficialmente, a Defesa estar falando em reajuste em 2013, nos bastidores, oficiais superiores ainda esperam que o reajuste parcelado tenha a primeira parte creditada em julho, com efeito financeiro em agosto. Apoiam essa expectativa na concessão imediata do reajuste da gratificação de cargo dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Previsto no projeto de lei que concedia reajuste também para servidores federais civis, o aumento veio por medida provisória. Conforme a coluna ‘Informe do Dia’ antecipou ontem, esse aumento é pequeno (6,99%), mas deixa os comandantes sem ter o que falar para a tropa que pede reajuste.

A mesma MP elevou o piso do auxílio-invalidez pago aos militares das Forças Armadas. Irá em julho de R$ 1.089 para R$ 1.520 (aumento de 39%), beneficiando quem não recebe valor acima em função do soldo maior. Também a etapa de alimentação sofrerá reajuste, ficando acima dos R$ 3,50 que são pagos atualmente.

“Os três aumentos são prova de que a equipe econômica está debruçada sobre o orçamento da Defesa. O governo está com dinheiro em caixa, uma vez que reduziu os juros básicos e vai reduzi-los ainda mais, não gastando tanto com custo da dívida pública. Por isso, ainda é possível esperar a concessão de parte do reajuste para este ano”, disse um oficial superior.

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Fim de sigilo da Delta põe PT e PMDB em crise

Por Eugênia Lopes, no Estadão:

O PT e o PMDB estão em pé de guerra depois de o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), ter defendido a quebra do sigilo bancário da Delta Construções em nível nacional e de seu principal acionista, Fernando Cavendish. Diante da crise, Cunha optou ontem pela cautela. Mas o deputado confidenciou a correligionários que fez uma reavaliação da blindagem da empreiteira e que, diante das evidências, não tem como evitar que as investigações recaiam sobre a Delta nacional e seu proprietário.

A decisão irritou o PMDB, em especial a ala ligada ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Ele é amigo de Cavendish, com quem viajou para o exterior. Os peemedebistas alegam que a quebra de sigilo da Delta é uma reivindicação da oposição para tirar o foco do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, que estaria envolvido com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Com a provável aprovação da quebra dos sigilos da Delta, os peemedebistas estão certos de que a oposição terá munição para pedir a convocação de Cabral.

Em represália, o PMDB passou ontem a trabalhar com a ideia de não se aliar ao PT para convocar Perillo. Dizem que é mais fácil, agora, não aprovar a convocação de nenhum dos governadores alvo de denúncias. ‘Não é nosso’. Por ora, a cúpula do PMDB tenta manter postura de distanciamento. A alegação é que Cabral nunca foi “nosso” — ou seja, do PMDB — e não haveria motivos para o partido se empenhar na sua defesa. O líder da sigla na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), avisou que não pretende trocar seus titulares na CPI — Luiz Pittman (DF) e Íris Araújo (GO). Eles prometem votar a favor da quebra do sigilo.

Segundo integrantes da CPI, Cunha cogitou tornar a sessão de hoje em administrativa, para aprovar a quebra dos sigilos da Delta nacional e de Cavendish. O relator teria sido demovido da ideia pelo próprio PT. “Não se pode fazer uma reunião administrativa nas coxas”, disse o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), ao garantir que apoia a decisão de pedir a quebra dos sigilos.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Comissão da Anistia aprova pensão e pagamento de retroativo ao pai de ministro da Saúde

Por Demétrio Weber, no Globo:

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, a condição de anistiado político de Anivaldo Pereira Padilha, de 71 anos. Ele terá direito a receber mensalmente R$ 2.484,00, além do pagamento retroativo de R$ 229,3 mil. Anivaldo é pai do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ligado à Igreja Metodista de São Paulo, ele foi preso e exilado na década de 70 por sua participação na Ação Popular (AP), organização de esquerda que lutava contra o regime militar.

Postado pelo Lobo do Mar