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Nascimento do
PT:
O PT nasceu de cesariana, há 29
anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das
Comunidades Eclesiais de
Base.
Outros orgulhosos padrinhos foram
os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar
do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais,
segundo eles: o
proletariado.
Crescimento do
PT:
O PT cresceu como criança mimada,
manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o
socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas
denunciar os erros das elites
brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos,
mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de
coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se
misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como
muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo
adulto.
Mas nos estados, o partido
começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e
conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários,
empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o
figurino.
Maioridade do
PT:
E em 2002 o PT ingressou
finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que
se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de
convicções, amigos de fé, irmãos
camaradas.
Pessoas honestas e de princípios
se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre
intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro
Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo
liderado por Plínio de Arruda Sampaio
Junior.
Em seguida, foi a vez da
esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico
Alencar, entre outros, que fundaram o
PSOL.
Os militantes ligados a Igreja
Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado
Chico Alencar, em seguida, Frei
Betto.
E agora, bem mais recentemente, o
senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja
Católica.
Os ambientalistas, por sua vez,
começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do
partido.
Quem ficou no
PT?
Afinal, quem do grupo fundador
ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT
está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de
64.
Controlado pelos pelegos, todos
aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre
nas proximidades do presidente da
República.
Recebendo polpudos salários,
mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque
está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios.
Além do governo federal,
naturalmente.
É o triunfo da
pelegada.
Lucia
Hippolito
O PERIGO É O
SILÊNCIO
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Uma Urgente Aula de História- (Lúcia Hipólito)
Sindicato do crime organizado dos petralhas, já teme que Cachoeira use delação premiada para atingir mensaleiros do PT
Por Cardoso Lira
Organização criminosa do PT E
PSDB: o bipartidarismo da mentira!
Aviltamento do Marxismo pelos Bandidos e oportunistas, que estão no poder da República, nestas premissas, nenhum farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da História.
Organização criminosa do PT E
PSDB: o bipartidarismo da mentira!
“Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar." (Tenório Cavalcanti)
Deixa estar e aí está, muito bem, a organização criminosa dos petralhada tem um pavor igual ou maior que uma quase certa condenação com direito à prisão no julgamento do Mensalão do PT. O mega bandido e contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos é (O Cachoeira), um arquivo vivo pode ser escancarado para revelar suas ligações criminosas com poderosas células mais radicais do PT. Em silêncio forçado desde que foi preso em 29 de fevereiro, Carlinhos Cachoeira pode soltar o verbo para comprometer poderosos figurões, as células mais nocivas da organização criminosa, caso feche um acordo de delação premiada com a Justiça.
Bem, o risco de Cachoeira revelar o máximo que sabe, certamente para prejudicar aqueles que lhe viraram as costas recentemente, é altíssimo. Cachoeira teria muitas gravações comprometedoras que podem detonar a República dos petralhas e suas negociações com bandidos aliados que se encontram no poder. Dossiês com tamanho poder de detonação instantânea podem vazar na mídia a qualquer momento, dependendo de quem seja interessante atingir – principalmente no atual governo. As bombas podem estourar até o final do julgamento do mensalão no STF. Este seria uma espécie de “seguro de vida” de Cachoeira – que teme sofrer algo de ruim na cadeia. Como por exemplo ser eliminado pela organização criminosa que se encontra no poder.
Mesmo que não faça vazar tão explosivos vídeos comprometedores, Cachoeira também pode falar seguindo uma tática do advogado que está contratando: Ricardo Sayeg – conhecido adepto da delação premiada como forma de reduzir penas. Cachoeira não se conforma de ter torrado uns R$ 15 milhões com os honorários ao bandido criminalista Márcio Thomaz Bastos – que abandonou o caso depois que a bela companheira de Cachoeira, Andressa Mendonça, aparentemente sem provas concretas, foi acusada de chantagear um juiz federal para soltá-lo.
Aliado dos bandidos e corruptos petistas, o ex-ministro da Justiça na gestão Lula era visto como uma espécie de torneira de segurança para que o cliente Cachoeira mantivesse o máximo de silêncio para não comprometer gente poderosa. Se Cachoeira romper o silêncio, o gravíssimo Mensalão pode ser superado por escândalos ainda maiores que podem abalar e provocar até a queda do “Criminoso Sindicato Petralha do Crime organizado”.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus e a luta continua para colocar esses bandidos e toda essa organização nociva, criminosa e abominável na cadeia. Principalmente as principais células do crime organizado.
Dilma menor.
Hoje o editor da Folha, Fernando Rodrigues, cita quatro episódios que
apequenam Dilma Rousseff e que mostram a sua verdadeira cara, não muito
diferente de Lula. Leia aqui. No
entanto, o editor esquece um quinto fato, talvez o mais grave de todos.
A mentirosa e enganosa redução das tarifas de energia elétrica, que só
se dará em 2013, feita em atabaolhado pronunciamento oficial de 7 de
setembro, montado para ajudar os candidatos petistas. Este blog e outros
denunciaram que o TCU havia mandado o governo devolver R$ 7 bilhões
cobrados pelo governo dos consumidores, indevidamente, nos últimos 7
anos. O valor agora, recalculado por fontes do próprio governo, pulou
para R$ 11 bilhões. Dilma nem no pronunciamento na TV, nem na reunião em
que detalhou o projeto, citou este fato. Simplesmente, escamoteou-o da
população. A forma como a conta de luz será reduzida está cada vez mais
nebulosa e, por isso, as empresas do setor perderam R$ 21 bilhões do seu
valor nos últimos dias, mais de 10% do que valiam. Vai haver uma
antecipação de renovação de concessões, o que permtirá reduzir a conta
de luz, diz Dilma. Resta saber se, no final das contas, as empresas,
quebradas ou em dificuldades, não serão sustentadas pelos velhos e bons
empréstimos do BNDES. A medida, eleitoreira, mostra uma Dilma ainda mais
pequena do que a pinta o editor da Folha. Alguém está surpreso?
Postado pelo Lobo do Mar
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
De vereador a senador, suplente da Marta é suspeito de enriquecimento ilícito.
Por Cardoso Lira
O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que assumirá uma vaga no
Senado com a saída de Marta Suplicy (PT-SP), é investigado pelo
Ministério Público de São Paulo desde agosto pela suspeita de
enriquecimento ilícito. O Ministério Público não informou a causa, mas o vereador disse que foi
intimado a explicar o motivo de manter R$ 360 mil em casa, entre dólares
e reais, conforme declarou à Justiça Eleitoral.
Ontem, o vereador colocou suas declarações de renda à disposição e disse que, ao ser informado pela Folha,
conversou com um procurador do Ministério Público para tirar dúvidas.
"Ele me respondeu: 'Não há nada contra você, abriu, você vai comprovar e
acabou. De onde veio o dinheiro, a fonte, aí tudo bem'."Dizendo-se
irritado com o caso, disse que só como pessoa física chegou a
receber, em média, cerca de R$ 560 mil por ano. "Posso guardar R$ 100
mil por ano."
O futuro senador já teve outros problemas na Justiça. Em 2010, o
Superior Tribunal de Justiça acatou recurso contra decisão de segunda
instância que o condenou a devolver R$ 32,7 milhões aos cofres públicos
em razão de um contrato firmado pela Empresa Metropolitana de
Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) quando ele presidia a companhia,
em 1992. Carlinhos, como é conhecido, declarou neste ano patrimônio de R$ 974 mil
-em 2008, o valor foi de R$ 1,5 milhão, sendo R$ 99,5 mil em moeda
nacional. Diz que empobreceu por ter transferido parte dos bens para os
filhos.
Com trânsito em diversas correntes políticas e fama de bom articulador,
foi eleito quatro vezes seguidas presidente da Câmara Municipal de São
Paulo, um recorde. Carlinhos expandiu o poder após ser chefe de gabinete
na então Secretaria das Administrações Regionais na gestão Paulo Maluf
(1992-1996). Também se aproximou das empresas de ônibus e se dizia "amigo" dos
empresários do setor. Na Câmara, onde quase chegou à agressão física com
adversários, foi o principal líder do "centrão", grupo de vereadores de
diversos espectros formado para obter vantagens dos prefeitos,
começando por Marta.
Em 2009, foi acusado pela Polícia Federal de receber propina da
construtora Camargo Corrêa para interceder no Conpresp (órgão municipal
de preservação do patrimônio histórico) pela liberação de um terreno. Os
outros senadores por São Paulo são Eduardo Suplicy (PT) e Aloysio Nunes
Ferreira (PSDB).(Folha de São Paulo)
Mensalão: Molusco faz lobby para evitar que Zé Dirceu vá para a cadeia.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no comando das
articulações políticas e jurídicas para tentar salvar da prisão os
acusados de montar o esquema do mensalão. Lula e a cúpula do PT avaliam
que já não há mais o que fazer para evitar a condenação dos réus, cujo
contorno tomou forma ao longo de mais de um mês de julgamento pelo
Supremo Tribunal Federal (STF), mas que ainda é possível trabalhar a
prescrição das penas.
Esses assuntos foram discutidos em uma reunião realizada no dia 2 de
setembro, um domingo, no instituto que leva o nome do ex-presidente.
Participaram do encontro, a convite de Lula, os ex-ministros José
Dirceu e Márcio Thomaz Bastos, o presidente do PT, Rui Falcão, o
advogado Sigmaringa Seixas, amigo de longa data de Lula, além do
anfitrião. Lula foi claro ao fazer os convites: queria uma análise do
julgamento do mensalão, qual poderia ser o resultado, o que restaria
ser feito e seus reflexos nas eleições.
Um dos presentes ao encontro disse ao Valor que o nome do ministro
do STJ Teori Zavascki, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a
vaga de Cezar Peluso no Supremo, nem chegou a ser mencionado durante a
reunião. Durante o dia, circulou a informação de que Dilma antecipara a
indicação de Teori para que ele assuma o cargo de ministro no Supremo
ainda a tempo de votar no mensalão - para isso, ele pediria vistas da
Ação Penal nº 470, processo com mais de 50 mil páginas. Ou seja, o
julgamento seria interrompido por longo tempo.
"É um absurdo. O Lula acha que não tem mais o que fazer", contou um
dos presentes ao encontro. Consultado, o advogado Sigmaringa Seixas foi
da mesma opinião, segundo disse ao Valor um interlocutor assíduo do
advogado, que tem ajudado a cúpula do PT nas avaliações sobre o
andamento do processo. No Palácio do Planalto, auxiliares da presidente Dilma Rousseff
asseguraram que a indicação do ministro Teori Zavascki não teve como
objetivo influenciar o julgamento do processo do mensalão, mas
justamente abater no nascedouro pressões de alas do PT para que Dilma
usasse o peso do governo para ajudar os líderes do partido denunciados.
Além de poder ser considerado um ministro de "direita", argumentam
autoridades do governo, Teori é ligado ao ministro Gilmar Mendes e ao
ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.
Se ocorrer, o movimento é considerado como um "golpe branco", talvez
com reflexos eleitorais já na eleição municipal. Mas há outra hipótese
sendo considerada para livrar os condenados da prisão: primeiro, os
advogados embargam as decisões dos ministros, o que não muda as
condenações, mas depois atuariam fortemente para a aplicação de penas
mínimas, na fase chamada dosimetria das penas, o que só deve ocorrer no
próximo ano. Isso permitiria a prescrição de penas e impediria que os
réus fossem efetivamente presos. Algo absolutamente dentro das regras
do direito.
Quando tomar posse, Teori ouvirá a pergunta do presidente do
Supremo, Carlos Ayres Britto, se ele se considera apto a votar. Se ele
responder que sim, vota, embora ministros do próprio STF tenham
manifestado dúvidas sobre essa possibilidade, em conversas com o Valor.
A expectativa do grupo que se reuniu no Instituto Lula é a de que
Teori Zavascki opte por votar nos embargos ou somente na dosimetria das
penas. Apesar de todos os desmentidos, uma coisa é certa: o PT quer o
ministro Ayres Britto fora da presidência do STF quando o tribunal for
aplicar a dosimetria.
O fato de Lula assumir as articulações para tentar amenizar as
perdas do PT em função de um fato que, em sua opinião, "nunca existiu",
deixou José Dirceu menos tenso, segundo interlocutores do ex-ministro.
Não pelo fato de ser Lula e seu enorme prestígio, mas porque foi um
peso que estava apenas sobre suas costas. Lula e Dirceu tratam de tudo
referente ao mensalão, mas o PT é hoje um partido mais unido, em
virtude de estar sob o fogo cerrado permitido pela Ação Penal nº 470.
A simples composição da reunião no Instituto Lula já é um sinal
dessa reaproximação entre grupos e pessoas. Outra é a nomeação da
senadora Marta Suplicy para o Ministério da Cultura, logo após ela
entrar efetivamente na campanha do candidato do PT a prefeito de São
Paulo, Fernando Haddad. Dilma, que estava ao largo do mensalão e do processo eleitoral
também adotou uma postura mais atuante - a indicação de Zavascki foi
meteórica, para os padrões da presidente. No PT há quem diga que foi
uma retaliação de Dilma a um comentário do futuro presidente do STF,
Joaquim Barbosa, que teria se insinuado a indicar nomes nas
substituições de ministros.
A reinserção de Dilma no PT e sua promessa de apoiar nomes do PMDB
para as presidências do Senado e da Câmara tornam mais forte o projeto
de reeleição da presidente da República. Isso se o julgamento do
mensalão não fragilizar o PT nas eleições de outubro. De acordo com um
dos presentes ao encontro dominical, foi dito que o julgamento do grupo
petista não está afetando o desempenho petista entre os eleitores.(Valor Econômico)
Postado pelo Lobo do Mar
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Relator condena nove por lavagem de dinheiro; só Ayanna, absolvida da acusação de gestão fraudulenta, escapou
Por Gabriel Castro e Laryssa Borges, na VEJA.com:
O ministro relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, votou nesta segunda-feira pela condenação de nove réus do processo pelo crime de lavagem de dinheiro. Ao analisar o item 5 da denúncia (o terceiro na ordem estabelecida pelo relator), Barbosa considerou culpados todos os acusados deste trecho do processo.
Nesta etapa, o STF analisa a acusação de lavagem de dinheiro contra réus ligados aos núcleos publicitário e financeiro do esquema: Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcellos, Geiza Dias, Rogério Tolentino, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório.
A única ressalva feita por Joaquim diz respeito a Ayanna Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural. O relator afirmou que ela também participou dos crimes de lavagem de dinheiro. Mas, como a ré foi absolvida pelo STF da acusação de gestão fraudulenta, não ficou provado o chamado crime antecedente para caracterizar a prática da lavagem de dinheiro. Joaquim pediu a absolvição de Ayanna por essa razão, mas afirmou manter a convicção de que ela é culpada – tanto de um crime quanto de outro.
Banco RuralOs quatro réus ligados ao Banco Rural são acusados de lavagem de dinheiro porque, segundo o Ministério Público, atuaram na a concessão de empréstimos fraudulentos ao PT e a empresas de Marcos Valério, além de terem dissimulado pagamentos a representantes de partidos políticos. Para realizar as operações, os acusados desrespeitaram normas do Banco Central e adulteraram o modelo de gerenciamento de riscos da instituição bancária. Em troca, a cúpula do Banco Rural esperava favores políticos – em especial, o acesso à liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco.
Uma menção em especial chamou a atenção no voto do relator: o ministro citou duas reuniões entre Kátia Rabello e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como uma prova do conluio entre Marcos Valério e a executiva do Banco Rural. ”Parece bastante revelador o fato de Kátia Rabello ter participado de duas reuniões com o ex ministro da Casa Civil, uma no próprio Palácio do Planalto e outra num jantar no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. Era Marcos Valério quem agendava essas reuniões, agindo como intermediário entre José Dirceu e o Banco Rural”, disse o ministro.
“É imprescindível atentar para o contexto em que tais reuniões se deram. Não se trata de um fato isolado, de meras reuniões entre dirigentes de um banco e o então ministro-chefe da Casa Civil, mas de encontros ocorridos no mesmo contexto em que se verificaram as operações de lavagem de dinheiro levadas a efeito pelo grupo crimininoso apontado na denúncia”, afirmou, ainda, Barbosa. Dirceu não é réu neste capítulo da denúncia. Mas a citação é um pequeno sinal de que o relator vê irregularidades na atuação do petista.
A cúpula do banco também é acusada de ocultar os registros financeiros da entidade para acobertar movimentações financeiras irregulares. “O Banco Rural, a época dos exames periciais, ao não entregar as informações requeridas pelo STF, tentava dissimular a real situação de sua contabilidade, pois não possuía os livros diários de 2004 devidamente registrados – sendo que só foram providenciados em 2006, já no bojo das investigações”, disse o ministro relator.
Já na fase de distribuição de recursos aos beneficiários do mensalão, o Banco Rural cometeu, segundo Joaquim, outra sequência de crimes. Por ao menos 46 vezes, a instituição bancária entregou recursos em espécie a políticos e seus representantes. Nos registros constantes do banco, entretanto, a empresa SMP&B aparecia como destinatária do dinheiro – tudo para acobertar os repasses ilegais.
O ministro afirmou que são fartas as provas de que houve sucessivas fraudes nas transações envolvendo empresas de Marcos Valério e o Banco Rural. Para o ministro, o esquema do mensalão se valeu de diversas etapas de lavagem de recursos ilícitos, seja utilizando empréstimos falsos tomados junto ao Banco Rural e ao BMG, seja na manipulação de notas fiscais e registros contábeis das empresas do publicitário Marcos Valério.
“Todas essas fraudes contábeis constituíram uma importante etapa para que os membros do núcleo publicitário conseguissem repassar, através do Banco Rural, valores milionários com a dissimulação da natureza, origem, localização e destinação dessas quantias, bem como ocultação dos verdadeiros beneficiários”, disse ele, ao analisar o repasse de 32 milhões de reais feito pela instituição bancária ao esquema.
Notas falsasDe acordo com o relator, as duas empresas de Marcos Valério adulteraram balanços e emitiram 80.000 notas fiscais falsas. Somente a SMP&B utilizou ao menos 2.497 desses documentos forjados, segundo o relator. As notas falsas serviam para esconder repasses irregulares. Boa parte deles alimentou o esquema do mensalão.
Ao relatar o caso da agência de publicidade SMP&B, por exemplo, Barbosa se remeteu também a laudos para afirmar que “a contabilidade da SMP&B entre 2001 e 2004 foi alterada de maneira substancial”, com notas fiscais fraudulentas e “erros voluntários caracterizados como fraude contábil”.
TolentinoJoaquim Barbosa também afirmou ser irregular o empréstimo de 10 milhões de reais concedido pelo banco BMG ao advogado Rogério Tolentino. Parte dos recursos foi utilizada no esquema do mensalão após o advogado repassar, a pedido de Valério, cheques em branco à funcionária Simone Vasconcelos, subordinada do publicitário mineiro. O relator afirmou que não há dúvidas de que o repasse fraudulento tinha como objetivo esconder a transferência de recursos para o valerioduto.
Após o voto do relator, quem usará a palavra na próxima sessão do STF é o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo. O julgamento prosseguirá na quarta-feira, às 14h.
Postado pelo Lobo do Mar
Brigas internas no PT, fracasso na campanha e risco de perda no mensalão afetam saúde do abominável e terrível Molusco
Por Cardoso Lira -
A doença parece ser o único verdadeiro opositor do Molusco e apedeuta Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de mais um fim de semana em repouso forçado, Lula se submete hoje a amanhã a uma bateria de exames no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, onde médicos proclamaram que ele tinha obtido a milagrosa cura de um câncer de laringe. Semana passada, Lula foi obrigado a cancelar compromissos de campanha por causa de dor na garganta e febre – problemas que o deixam indisposto.
Muito bem, é isso aí, nem precisa ser médico para saber que Molusco, ainda em tratamento pós-tumor, no mínimo, anda somatizando os recentes desgastes políticos. A saúde do PT anda péssima nesta eleição municipal. Além disso, o abominável e corrupto Molusco se envolve em muitas brigas cada vez mais não-declaradas publicamente com o governo. Anda rompido com seu ex-aliado Guido Mantega, já tendo pedido a cabeça dele à Presidenta Dilma Vanda Estela Rousseff – com quem sempre posa em fotos bem arrumadinhas, toda vez que aparecem sinais de divergências sérias entre os dois.
Mais crítica que a saúde eleitoral petista é a situação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal. Lula e o comando petralha já dão como muito provável o risco de condenação para os principais dirigentes do partido – como José Dirceu e José Genoíno. Agora, o maior temor petista é com a condenação e possibilidade concreta de cadeia para Marcos Valério – o publicitário que até agora aparece como grande culpado de todas as operações mensaleiras (que não envolvem só ele, é claro). Preso – o que se avaliava impensável antes do julgamento -, o medinho da petralhada é que, por vingança, Valério jogue o PT no ventilador da história.
O risco também é altíssimo se o publicitário Duda Mendonça também for condenado e obrigado a puxar cadeia. Da mesma forma que Valério, Duda pode abrir a boca e comprometer ainda mais alguém da cúpula petista. Na CPI dos Correios, o baiano ensaiou que teria muito a dizer. Como sua empresa continuou com negócios com o governo, preferiu não criar problemas. Mas se o cárcere se tornar uma realidade, Duda tem tudo para soltar o verbo e principiar o começo do fim para alguns membros da cúpula petista – há 10 anos no papel de “zelite” do poder político tupiniquim, sem oposição efetiva e eficaz.
O julgamento final do mensalão tem tudo para atrapalhar bastante. Mas ainda não deve ser o ponto decisivo para a queda da petralhada. A verdade concreta é que a saúde e sobrevivência do PT no poder dependem muito mais do fator econômico. Se a gravíssima crise em curso na Europa – com o risco cada vez mais concreto de a Alemanha abandonar o Euro -, afetar as classes baixa e média brasileira, o partido sofrerá um desgaste de imagem inevitável. Só nesta conjuntura crítica, alguma nova denúncia de corrupção pode colar em seus dirigentes e forçar uma queda do partido. Ou, então, se as marionetes Lula e Dilma contrariarem os poderes globalitários – que são os derrubadores tradicionais de esquemas no poder.
Se depender da incompetência da tradicional oposição política interna, tudo fica como dantes no Palácio do Planalto e adjacências.
Vida que segue... Ave- atque Vale! Fiquem com Deus.
Comento
Deixa estar e aí está, desde de que o PT chegou ao poder da República abriu as portas para o banditismo, institucionalizado e para corrupção edêmica, as bandidagens, a corrupção e a criminalidade desenfreada, cada dia aumenta mais.
Postado pelo Lobo do Mar
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ascensão e queda da organização criminosa do PT
Por Cardoso LiraAviltamento do Marxismo pelos Bandidos e oportunistas, que estão no poder da Repúblicanestas premissas, nenhum farsante escapa da vala comum reservada aos falsificadores da História.Organização criminosa do PT E PSDB: o bipartidarismo da mentira!“Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar." (Tenório Cavalcanti) |
Por Maria Lucia Victor Barbosa
Para simularem uma espécie de ideologia de esquerda e protegerem seu “pobre operário”, Lula da Silva, que há muito não é pobre nem operário, ardilosamente os donos do poder inventaram que elite é aquela entidade suja e rancorosa composta por ricos impiedosos, que aliados a uma imprensa a serviço de monstruosos interesses têm como objetivo destruir o magnânimo pai da pátria e seu partido. Enfim, uma atraente versão tropical e populista da luta de classes, algo que deve ter feito Karl Marx tremer na tumba.
Nos estudos clássicos de Sociologia o termo elite ou escol tem sentido bem diferente como os vistos nas primeiras abordagens elaboradas pelos chamados “maquiavelistas”, Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca, Robert Michels e Georges Sorel. Em vez da luta de classes eles consideravam que a história das sociedades é a luta das elites pelo poder.
Pareto (1848-1923) entendia elite de modo positivo, pois fariam parte do escol pessoas de qualidades excepcionais tanto pelo seu trabalho quanto por seus dotes naturais e, de forma realista afirmou: “Todo escol que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições está em plena decadência; só lhe resta deixar o lugar a outra elite que tenha as qualidades viris que lhe faltam”.
Gaetano Mosca (1858-1941) preferiu o termo classe dirigente ou dominante em vez de elite para designar a distinção entre dirigentes e dirigidos.
Sem aprofundar a discussão sobre tais teorias lancemos um olhar sobre o quadro das eleições municipais lembrando que, pelo fato do PT se manter na presidência da República há quase 10 anos se pode dizer que é a classe dirigente, dominante ou elite sem, é claro, as boas qualidades de que falou Pareto.
Posto isso, recorde-se que na sua longa trajetória para lograr Lula lá os petistas desenvolveram certas táticas que continuam usando, tais como: Jamais aceitar críticas por menores que sejam e reagir às mesmas com maior agressividade possível; encarar o adversário como inimigo; invés de argumentar desqualificar quem não reza por sua cartilha como incompetente, rancoroso, invejoso, membro da famigerada e suja elite; usar a sedutora e comovente imagem de vitima transformando suas vítimas em seus algozes; distorcer ao máximo os fatos; usar de meios baixos para atacar adversários como, por exemplo, falsos dossiês ou compra de apoios.
Essas táticas foram usadas à exaustão para resguardar a figura de Lula tornada excelsa. Para ele só o elogio, qualquer crítica é considerada como grave preconceito. Então, amparado pelos companheiros e pelo marketing o guardião do poder petista exerceu plenamente o paternalismo pedagógico e a alienação das massas. Ele foi o “líder-preceptor que precede ao nascimento do Estado-Nação”. Por isso sempre dizia com prazer: “nunca antes nesse país”.
Antes de chegar ao cargo mais alto da República o PT soube ser oposição. Durante os oito anos de mandato de FHC petistas gritaram: “fora Fernando Henrique”. Ao mesmo tempo, tudo que FHC fazia era estridentemente criticado.
Apesar disso, quando Lula finalmente alcançou a presidência da República, Fernando Henrique inventou a “transição”, ou seja, colocou a disposição de Lula seus melhores técnicos para que ensinassem aos neófitos do PT como se governa.
Então, o PT copiou as bandidagens politicas, econômicas e sociais de FHC, mas sempre as criticando como herança maldita. Mesmo assim o PSDB foi o grande auxiliar de Lula, muito mais do que parte do PT que cindiu e formou o PSOL e mais ainda do que a base aliada. E quando Lula poderia ter sofrido o impeachment à época da CPI dos Correios, FHC sustentou o amigo no poder. Aliás, com raras exceções, os tucanos sempre demonstraram um imenso encantamento por Lula e nunca souberam ser oposição enquanto o PT, de modo implacável, atacava como ainda ataca Fernando Henrique e sua herança maldita.
O resultado é o que se vê no momento em São Paulo: José Serra em queda e Celso Russomanno subindo nas pesquisas de intenção de voto.
Na verdade, o PSDB não soube ocupar seu lugar como oposição. Deixou um vácuo que vai sendo ocupado por outro ator político. O PT, que nunca brilhou muito na capital paulista entrou em rota de desgaste com o julgamento do mensalão no STF, a doença de Lula, a emergência de outras lideranças políticas, a insatisfação do funcionalismo público e dos ditos movimentos sociais com a presidente Rousseff.
Ascenção e queda são ciclos inevitáveis na vida pessoal e na dinâmica das sociedades. No Brasil algumas mudanças estão acontecendo. Uma coisa boa e que trás um raio de esperança é o julgamento do mensalão a demonstrar a independência do Poder Judiciário e, portanto, o resguardo da democracia.
No mais, como disse Pareto, perdem os que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições. Isto é bem mais importante do que apresentar renovação de candidatos. Que o PSDB aprenda a lição se quiser chegar de novo à presidência da República.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.blogspot.com.br - Twitter - @maluvi
Postado pelo Lobo do Mar
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