sábado, 15 de setembro de 2012

Reinaldo Azevedo antecipa matéria da Veja: PT desviou R$ 350 milhões e Lula sabia e comandava tudo.


Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”… Reportagem de capa de Policarpo Júnior, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos.

Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros.
Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das nove páginas.

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”.
(…)
LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEULula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.
(…)
VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZESA narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu.
(…)
PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO“Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STFO empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.

“O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA”Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula.
(…)
EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU“O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”




Petistas agora tentam rifar Marcos Valério. Líder do partido diz que publicitário “sabe que vai ser preso”

Leiam trecho de reportagem no Globo Online:
(…)
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, classificou de “ato de desespero” as declarações atribuídas a Marcos Valério. Segundo ele, o empresário estaria tentando envolver o nome do ex-presidente Lula no mensalão porque “sabe que vai parar na cadeia”. Ainda de acordo com o deputado, o assunto deve ter um “tratamento corriqueiro” pelo PT. “Esse tipo de ação é um ato de desespero de quem está no banco dos réus, de quem sabe que vai ser preso, de quem sabe que vai parar na cadeia”, disse Tatto, referindo-se às condenações de Valério no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Tatto, a direção do partido não deve entrar com uma ação contra as denúncias que teriam sido feitas por Valério. “Nem conversei com o presidente do PT (Rui Falcão). Mas, com certeza, esse assunto vai ter um tratamento corriqueiro”, disse. Para Haddad, comportamento de réus do mensalão é imprevisível
De acordo com a Veja, Valério tem dito que Lula era o chefe do mensalão. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu as acusações. O ex-ministro da Educação afirmou que Valério adota um “comportamento normal” às pessoas que sofrem processos dessa natureza, mas ele teme “um comportamento imprevisível” com o andamento do julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda de acordo com o petista, o empresário deve estar fragilizado perante a família, e, por isso, apresenta “recorrentemente versões diferentes”. “Existe um comportamento normal dessas pessoas que sofrem processos dessa natureza, de apresentar cada vez uma versão diferente. Isso acontece com as pessoas mais fragilizadas, que vão mudando as versões recorrentemente. Ele (Marcos Valério) está num momento difícil”, disse haddad, depois de uma carreata na Zona Norte da cidade.
Segundo ele, as denúncias publicadas na revista não devem afetar sua campanha. “A população tem compreensão de que se alguém se desviou do rumo certo, as acusações (sobre ela) têm que ser apuradas e julgadas”. Para o petista, no entanto, o comportamento dos envolvidos no esquema ainda deve render polêmica. “O comportamento dos condenados será imprevisível a partir de agora, tudo pode acontecer. Tem muita coisa em jogo na vida dele: mulher, filhos, parentes. É um momento de abalo psicológico muito forte”.

POSTADO PELO LOBO DO MAR

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Uma Urgente Aula de História- (Lúcia Hipólito)

Nascimento do PT:

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

Crescimento do PT:
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.


Maioridade do PT:
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Quem ficou no PT?
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.

Lucia Hippolito
O PERIGO É O SILÊNCIO

Sindicato do crime organizado dos petralhas, já teme que Cachoeira use delação premiada para atingir mensaleiros do PT

Por  Cardoso Lira

Aviltamento do Marxismo pelos Bandidos e oportunistas, que estão no poder da República, nestas premissas, nenhum farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da História.
Organização criminosa do PT E PSDB: o bipartidarismo da mentira!

“Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar." (Tenório Cavalcanti)

Deixa estar e aí está, muito bem, a organização criminosa dos petralhada tem um pavor igual ou maior que uma quase certa condenação com direito à prisão no julgamento do Mensalão do PT. O mega bandido e contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos é (O Cachoeira),  um arquivo vivo pode ser escancarado para revelar suas ligações criminosas com poderosas células mais radicais do PT. Em silêncio forçado desde que foi preso em 29 de fevereiro, Carlinhos Cachoeira pode soltar o verbo para comprometer poderosos figurões, as células mais nocivas da organização criminosa, caso feche um acordo de delação premiada com a Justiça.

Bem, o risco de Cachoeira revelar o máximo que sabe, certamente para prejudicar aqueles que lhe viraram as costas recentemente, é altíssimo. Cachoeira teria muitas gravações comprometedoras que podem detonar a República dos petralhas e suas negociações com bandidos aliados que se encontram no poder. Dossiês com tamanho poder de detonação instantânea podem vazar na mídia a qualquer momento, dependendo de quem seja interessante atingir – principalmente no atual governo. As bombas podem estourar até o final do julgamento do mensalão no STF. Este seria uma espécie de “seguro de vida” de Cachoeira – que teme sofrer algo de ruim na cadeia. Como por exemplo ser eliminado pela organização criminosa que se encontra no poder.

Mesmo que não faça vazar tão explosivos vídeos comprometedores, Cachoeira também pode falar seguindo uma tática do advogado que está contratando: Ricardo Sayeg – conhecido adepto da delação premiada como forma de reduzir penas. Cachoeira não se conforma de ter torrado uns R$ 15 milhões com os honorários ao bandido criminalista Márcio Thomaz Bastos – que abandonou o caso depois que a bela companheira de Cachoeira, Andressa Mendonça, aparentemente sem provas concretas, foi acusada de chantagear um juiz federal para soltá-lo.

Aliado dos bandidos e corruptos petistas, o ex-ministro da Justiça na gestão Lula era visto como uma espécie de torneira de segurança para que o cliente Cachoeira mantivesse o máximo de silêncio para não comprometer gente poderosa. Se Cachoeira romper o silêncio, o gravíssimo Mensalão pode ser superado por escândalos ainda maiores que podem abalar e provocar até a queda do “Criminoso Sindicato Petralha do Crime organizado”.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus e a luta continua para colocar esses bandidos e toda essa organização nociva, criminosa e abominável  na cadeia. Principalmente as principais células do crime organizado.


Dilma menor.

Hoje o editor da Folha, Fernando Rodrigues, cita quatro episódios que apequenam Dilma Rousseff e que mostram a sua verdadeira cara, não muito diferente de Lula. Leia aqui. No entanto, o editor esquece um quinto fato, talvez o mais grave de todos. A mentirosa e enganosa redução das tarifas de energia elétrica, que só se dará em 2013, feita em atabaolhado pronunciamento oficial de 7 de setembro, montado para ajudar os candidatos petistas. Este blog e outros denunciaram que o TCU havia mandado o governo devolver R$ 7 bilhões cobrados pelo governo dos consumidores, indevidamente, nos últimos 7 anos. O valor agora, recalculado por fontes do próprio governo, pulou para R$ 11 bilhões. Dilma nem no pronunciamento na TV, nem na reunião em que detalhou o projeto, citou este fato. Simplesmente, escamoteou-o da população. A forma como a conta de luz será reduzida está cada vez mais nebulosa e, por isso, as empresas do setor perderam R$ 21 bilhões do seu valor nos últimos dias, mais de 10% do que valiam. Vai haver uma antecipação de renovação de concessões, o que permtirá reduzir a conta de luz, diz Dilma. Resta saber se, no final das contas, as empresas, quebradas ou em dificuldades, não serão sustentadas pelos velhos e bons empréstimos do BNDES. A medida, eleitoreira, mostra uma Dilma ainda mais pequena do que a pinta o editor da Folha. Alguém está surpreso?

Postado pelo Lobo do Mar

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

De vereador a senador, suplente da Marta é suspeito de enriquecimento ilícito.


Por Cardoso Lira

O vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que assumirá uma vaga no Senado com a saída de Marta Suplicy (PT-SP), é investigado pelo Ministério Público de São Paulo desde agosto pela suspeita de enriquecimento ilícito. O Ministério Público não informou a causa, mas o vereador disse que foi intimado a explicar o motivo de manter R$ 360 mil em casa, entre dólares e reais, conforme declarou à Justiça Eleitoral. 

Ontem, o vereador colocou suas declarações de renda à disposição e disse que, ao ser informado pela Folha, conversou com um procurador do Ministério Público para tirar dúvidas. "Ele me respondeu: 'Não há nada contra você, abriu, você vai comprovar e acabou. De onde veio o dinheiro, a fonte, aí tudo bem'."Dizendo-se irritado com o caso, disse que só como pessoa física chegou a receber, em média, cerca de R$ 560 mil por ano. "Posso guardar R$ 100 mil por ano." 

O futuro senador já teve outros problemas na Justiça. Em 2010, o Superior Tribunal de Justiça acatou recurso contra decisão de segunda instância que o condenou a devolver R$ 32,7 milhões aos cofres públicos em razão de um contrato firmado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) quando ele presidia a companhia, em 1992. Carlinhos, como é conhecido, declarou neste ano patrimônio de R$ 974 mil -em 2008, o valor foi de R$ 1,5 milhão, sendo R$ 99,5 mil em moeda nacional. Diz que empobreceu por ter transferido parte dos bens para os filhos.

Com trânsito em diversas correntes políticas e fama de bom articulador, foi eleito quatro vezes seguidas presidente da Câmara Municipal de São Paulo, um recorde. Carlinhos expandiu o poder após ser chefe de gabinete na então Secretaria das Administrações Regionais na gestão Paulo Maluf (1992-1996). Também se aproximou das empresas de ônibus e se dizia "amigo" dos empresários do setor. Na Câmara, onde quase chegou à agressão física com adversários, foi o principal líder do "centrão", grupo de vereadores de diversos espectros formado para obter vantagens dos prefeitos, começando por Marta.

Em 2009, foi acusado pela Polícia Federal de receber propina da construtora Camargo Corrêa para interceder no Conpresp (órgão municipal de preservação do patrimônio histórico) pela liberação de um terreno. Os outros senadores por São Paulo são Eduardo Suplicy (PT) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).(Folha de São Paulo)

Mensalão: Molusco faz lobby para evitar que Zé Dirceu vá para a cadeia.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no comando das articulações políticas e jurídicas para tentar salvar da prisão os acusados de montar o esquema do mensalão. Lula e a cúpula do PT avaliam que já não há mais o que fazer para evitar a condenação dos réus, cujo contorno tomou forma ao longo de mais de um mês de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas que ainda é possível trabalhar a prescrição das penas.
Esses assuntos foram discutidos em uma reunião realizada no dia 2 de setembro, um domingo, no instituto que leva o nome do ex-presidente. Participaram do encontro, a convite de Lula, os ex-ministros José Dirceu e Márcio Thomaz Bastos, o presidente do PT, Rui Falcão, o advogado Sigmaringa Seixas, amigo de longa data de Lula, além do anfitrião. Lula foi claro ao fazer os convites: queria uma análise do julgamento do mensalão, qual poderia ser o resultado, o que restaria ser feito e seus reflexos nas eleições.
Um dos presentes ao encontro disse ao Valor que o nome do ministro do STJ Teori Zavascki, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga de Cezar Peluso no Supremo, nem chegou a ser mencionado durante a reunião. Durante o dia, circulou a informação de que Dilma antecipara a indicação de Teori para que ele assuma o cargo de ministro no Supremo ainda a tempo de votar no mensalão - para isso, ele pediria vistas da Ação Penal nº 470, processo com mais de 50 mil páginas. Ou seja, o julgamento seria interrompido por longo tempo.
"É um absurdo. O Lula acha que não tem mais o que fazer", contou um dos presentes ao encontro. Consultado, o advogado Sigmaringa Seixas foi da mesma opinião, segundo disse ao Valor um interlocutor assíduo do advogado, que tem ajudado a cúpula do PT nas avaliações sobre o andamento do processo. No Palácio do Planalto, auxiliares da presidente Dilma Rousseff asseguraram que a indicação do ministro Teori Zavascki não teve como objetivo influenciar o julgamento do processo do mensalão, mas justamente abater no nascedouro pressões de alas do PT para que Dilma usasse o peso do governo para ajudar os líderes do partido denunciados. Além de poder ser considerado um ministro de "direita", argumentam autoridades do governo, Teori é ligado ao ministro Gilmar Mendes e ao ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.
Se ocorrer, o movimento é considerado como um "golpe branco", talvez com reflexos eleitorais já na eleição municipal. Mas há outra hipótese sendo considerada para livrar os condenados da prisão: primeiro, os advogados embargam as decisões dos ministros, o que não muda as condenações, mas depois atuariam fortemente para a aplicação de penas mínimas, na fase chamada dosimetria das penas, o que só deve ocorrer no próximo ano. Isso permitiria a prescrição de penas e impediria que os réus fossem efetivamente presos. Algo absolutamente dentro das regras do direito.
Quando tomar posse, Teori ouvirá a pergunta do presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, se ele se considera apto a votar. Se ele responder que sim, vota, embora ministros do próprio STF tenham manifestado dúvidas sobre essa possibilidade, em conversas com o Valor. A expectativa do grupo que se reuniu no Instituto Lula é a de que Teori Zavascki opte por votar nos embargos ou somente na dosimetria das penas. Apesar de todos os desmentidos, uma coisa é certa: o PT quer o ministro Ayres Britto fora da presidência do STF quando o tribunal for aplicar a dosimetria.
O fato de Lula assumir as articulações para tentar amenizar as perdas do PT em função de um fato que, em sua opinião, "nunca existiu", deixou José Dirceu menos tenso, segundo interlocutores do ex-ministro. Não pelo fato de ser Lula e seu enorme prestígio, mas porque foi um peso que estava apenas sobre suas costas. Lula e Dirceu tratam de tudo referente ao mensalão, mas o PT é hoje um partido mais unido, em virtude de estar sob o fogo cerrado permitido pela Ação Penal nº 470.
A simples composição da reunião no Instituto Lula já é um sinal dessa reaproximação entre grupos e pessoas. Outra é a nomeação da senadora Marta Suplicy para o Ministério da Cultura, logo após ela entrar efetivamente na campanha do candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Dilma, que estava ao largo do mensalão e do processo eleitoral também adotou uma postura mais atuante - a indicação de Zavascki foi meteórica, para os padrões da presidente. No PT há quem diga que foi uma retaliação de Dilma a um comentário do futuro presidente do STF, Joaquim Barbosa, que teria se insinuado a indicar nomes nas substituições de ministros.
A reinserção de Dilma no PT e sua promessa de apoiar nomes do PMDB para as presidências do Senado e da Câmara tornam mais forte o projeto de reeleição da presidente da República. Isso se o julgamento do mensalão não fragilizar o PT nas eleições de outubro. De acordo com um dos presentes ao encontro dominical, foi dito que o julgamento do grupo petista não está afetando o desempenho petista entre os eleitores.(Valor Econômico)
Postado pelo Lobo do Mar

terça-feira, 11 de setembro de 2012



Relator condena nove por lavagem de dinheiro; só Ayanna, absolvida da acusação de gestão fraudulenta, escapou

Por Gabriel Castro e Laryssa Borges, na VEJA.com:

O ministro relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, votou nesta segunda-feira pela condenação de nove réus do processo pelo crime de lavagem de dinheiro. Ao analisar o item 5 da denúncia (o terceiro na ordem estabelecida pelo relator), Barbosa considerou culpados todos os acusados deste trecho do processo.
Nesta etapa, o STF analisa a acusação de lavagem de dinheiro contra réus ligados aos núcleos publicitário e financeiro do esquema: Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcellos, Geiza Dias, Rogério Tolentino, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório.
A única ressalva feita por Joaquim diz respeito a Ayanna Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural. O relator afirmou que ela também participou dos crimes de lavagem de dinheiro. Mas, como a ré foi absolvida pelo STF da acusação de gestão fraudulenta, não ficou provado o chamado crime antecedente para caracterizar a prática da lavagem de dinheiro. Joaquim pediu a absolvição de Ayanna por essa razão, mas afirmou manter a convicção de que ela é culpada – tanto de um crime quanto de outro.
Banco RuralOs quatro réus ligados ao Banco Rural são acusados de lavagem de dinheiro porque, segundo o Ministério Público, atuaram na a concessão de empréstimos fraudulentos ao PT e a empresas de Marcos Valério, além de terem dissimulado pagamentos a representantes de partidos políticos. Para realizar as operações, os acusados desrespeitaram normas do Banco Central e adulteraram o modelo de gerenciamento de riscos da instituição bancária. Em troca, a cúpula do Banco Rural esperava favores políticos – em especial, o acesso à liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco.
Uma menção em especial chamou a atenção no voto do relator: o ministro citou duas reuniões entre Kátia Rabello e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como uma prova do conluio entre Marcos Valério e a executiva do Banco Rural. ”Parece bastante revelador o fato de Kátia Rabello ter participado de duas reuniões com o ex ministro da Casa Civil, uma no próprio Palácio do Planalto e outra num jantar no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. Era Marcos Valério quem agendava essas reuniões, agindo como intermediário entre José Dirceu e o Banco Rural”, disse o ministro. 
“É imprescindível atentar para o contexto em que tais reuniões se deram. Não se trata de um fato isolado, de meras reuniões entre dirigentes de um banco e o então ministro-chefe da Casa Civil, mas de encontros ocorridos no mesmo contexto em que se verificaram as operações de lavagem de dinheiro levadas a efeito pelo grupo crimininoso apontado na denúncia”, afirmou, ainda, Barbosa. Dirceu não é réu neste capítulo da denúncia. Mas a citação é um pequeno sinal de que o relator vê irregularidades na atuação do petista.
A cúpula do banco também é acusada de ocultar os registros financeiros da entidade para acobertar movimentações financeiras irregulares. “O Banco Rural, a época dos exames periciais, ao não entregar as informações requeridas pelo STF, tentava dissimular a real situação de sua contabilidade, pois não possuía os livros diários de 2004 devidamente registrados – sendo que só foram providenciados em 2006, já no bojo das investigações”, disse o ministro relator.
Já na fase de distribuição de recursos aos beneficiários do mensalão, o Banco Rural cometeu, segundo Joaquim, outra sequência de crimes. Por ao menos 46 vezes, a instituição bancária entregou recursos em espécie a políticos e seus representantes. Nos registros constantes do banco, entretanto, a empresa SMP&B aparecia como destinatária do dinheiro – tudo para acobertar os repasses ilegais.
O ministro afirmou que são fartas as provas de que houve sucessivas fraudes nas transações envolvendo empresas de Marcos Valério e o Banco Rural. Para o ministro, o esquema do mensalão se valeu de diversas etapas de lavagem de recursos ilícitos, seja utilizando empréstimos falsos tomados junto ao Banco Rural e ao BMG, seja na manipulação de notas fiscais e registros contábeis das empresas do publicitário Marcos Valério.
“Todas essas fraudes contábeis constituíram uma importante etapa para que os membros do núcleo publicitário conseguissem repassar, através do Banco Rural, valores milionários com a dissimulação da natureza, origem, localização e destinação dessas quantias, bem como ocultação dos verdadeiros beneficiários”, disse ele, ao analisar o repasse de 32 milhões de reais feito pela instituição bancária ao esquema.
Notas falsasDe acordo com o relator, as duas empresas de Marcos Valério adulteraram balanços e emitiram 80.000 notas fiscais falsas. Somente a SMP&B utilizou ao menos 2.497 desses documentos forjados, segundo o relator. As notas falsas serviam para esconder repasses irregulares. Boa parte deles alimentou o esquema do mensalão.
Ao relatar o caso da agência de publicidade SMP&B, por exemplo, Barbosa se remeteu também a laudos para afirmar que “a contabilidade da SMP&B entre 2001 e 2004 foi alterada de maneira substancial”, com notas fiscais fraudulentas e “erros voluntários caracterizados como fraude contábil”.
TolentinoJoaquim Barbosa também afirmou ser irregular o empréstimo de 10 milhões de reais concedido pelo banco BMG ao advogado Rogério Tolentino. Parte dos recursos foi utilizada no esquema do mensalão após o advogado repassar, a pedido de Valério, cheques em branco à funcionária Simone Vasconcelos, subordinada do publicitário mineiro. O relator afirmou que não há dúvidas de que o repasse fraudulento tinha como objetivo esconder a transferência de recursos para o valerioduto. 
Após o voto do relator, quem usará a palavra na próxima sessão do STF é o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo. O julgamento prosseguirá na quarta-feira, às 14h.

Postado pelo Lobo do Mar

Brigas internas no PT, fracasso na campanha e risco de perda no mensalão afetam saúde do abominável e terrível Molusco



Por Cardoso Lira - 

A doença parece ser o único verdadeiro opositor do Molusco e apedeuta Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de mais um fim de semana em repouso forçado, Lula se submete hoje a amanhã a uma bateria de exames no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, onde médicos proclamaram que ele tinha obtido a milagrosa cura de um câncer de laringe. Semana passada, Lula foi obrigado a cancelar compromissos de campanha por causa de dor na garganta e febre – problemas que o deixam indisposto.


Muito bem, é isso aí, nem precisa ser médico para saber que Molusco, ainda em tratamento pós-tumor, no mínimo, anda somatizando os recentes desgastes políticos. A saúde do PT anda péssima nesta eleição municipal. Além disso, o abominável e corrupto Molusco se envolve em muitas brigas cada vez mais não-declaradas publicamente com o governo. Anda rompido com seu ex-aliado Guido Mantega, já tendo pedido a cabeça dele à Presidenta Dilma Vanda Estela Rousseff – com quem sempre posa em fotos bem arrumadinhas, toda vez que aparecem sinais de divergências sérias entre os dois.

Mais crítica que a saúde eleitoral petista é a situação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal. Lula e o comando petralha já dão como muito provável o risco de condenação para os principais dirigentes do partido – como José Dirceu e José Genoíno. Agora, o maior temor petista é com a condenação e possibilidade concreta de cadeia para Marcos Valério – o publicitário que até agora aparece como grande culpado de todas as operações mensaleiras (que não envolvem só ele, é claro). Preso – o que se avaliava impensável antes do julgamento -, o medinho da petralhada é que, por vingança, Valério jogue o PT no ventilador da história.

O risco também é altíssimo se o publicitário Duda Mendonça também for condenado e obrigado a puxar cadeia. Da mesma forma que Valério, Duda pode abrir a boca e comprometer ainda mais alguém da cúpula petista. Na CPI dos Correios, o baiano ensaiou que teria muito a dizer. Como sua empresa continuou com negócios com o governo, preferiu não criar problemas. Mas se o cárcere se tornar uma realidade, Duda tem tudo para soltar o verbo e principiar o começo do fim para alguns membros da cúpula petista – há 10 anos no papel de “zelite” do poder político tupiniquim, sem oposição efetiva e eficaz.

O julgamento final do mensalão tem tudo para atrapalhar bastante. Mas ainda não deve ser o ponto decisivo para a queda da petralhada. A verdade concreta é que a saúde e sobrevivência do PT no poder dependem muito mais do fator econômico. Se a gravíssima crise em curso na Europa – com o risco cada vez mais concreto de a Alemanha abandonar o Euro -, afetar as classes baixa e média brasileira, o partido sofrerá um desgaste de imagem inevitável. Só nesta conjuntura crítica, alguma nova denúncia de corrupção pode colar em seus dirigentes e forçar uma queda do partido. Ou, então, se as marionetes Lula e Dilma contrariarem os poderes globalitários – que são os derrubadores tradicionais de esquemas no poder.

Se depender da incompetência da tradicional oposição política interna, tudo fica como dantes no Palácio do Planalto e adjacências. 

Vida que segue... Ave- atque Vale! Fiquem com Deus.

Comento

Deixa estar e aí está, desde de que o PT chegou ao poder da República abriu as portas para o banditismo, institucionalizado e para corrupção edêmica, as bandidagens,  a corrupção e a criminalidade desenfreada, cada dia aumenta mais.  

Postado pelo Lobo do Mar