domingo, 21 de outubro de 2012

PT ainda não completou a sua cota de incompetência na Educação.

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)

Por Cardoso Lira

O editorial abaixo, do Estadão, mostra o que qualquer brasileiro, com um pingo de experiência em educação, já preconizava: o insucesso do sistema de cotas inventado para fazer demagogia com dinheiro público. Os cotistas são mais limitados, não por culpa deles, mas por culpa de uma péssima gestão da Educação nos níveis fundamental e médio. Colocar um índio na faculdade e querer que ele tenha o mesmo aproveitamento de um branquelo que estudou em colégio particular e fez intercâmbio nos Estados Unidos não é política "afirmativa": é cinismo. Para tentar salvar o Programa Ciência sem Fronteiras, bingo! - o governo vai lançar o Programa Inglês sem Fronteiras. Mercadante descobriu que para estudar nos Estados Unidos é preciso ter proficiência em inglês. Mas tem mais. Também vai ter cota para estes programas. Leia abaixo.
Ao divulgar o decreto e a portaria que regulamentam a Lei de Cotas, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acabou reconhecendo que a lei dará acesso às universidades públicas a estudantes que não estão preparados para cursá-las. Aprovada há dois meses pelo Congresso, a Lei de Cotas obriga as universidades e institutos técnicos de nível médio federais a reservarem 50% de vagas para alunos que tenham feito integralmente o ensino médio em escolas públicas.

A lei também estabelece subcotas por critérios de renda e de raça. No primeiro caso, metade das vagas reservadas a "cotistas" deverá ser preenchida por estudantes com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 933). As universidades e institutos técnicos federais poderão exigir cópia da declaração do Imposto de Renda, extratos bancários e até nomear uma comissão encarregada de visitar o domicílio dos candidatos para verificar se vivem em famílias com baixa renda. O decreto cria ainda um Comitê de Acompanhamento das Reservas de Vagas nas Instituições Federais de Educação Superior e de Ensino Técnico, que terá, entre outras, a incumbência de fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas e propor "programas de apoio" a cotistas.
Já no caso das subcotas raciais não haverá qualquer tipo de controle, bastando aos candidatos declarar se são pretos, pardos ou indígenas. Pelo decreto, os candidatos pretos, pardos e indígenas disputarão as mesmas vagas. Caberá, contudo, às universidades federais a prerrogativa de separar as subcotas raciais das cotas para indígenas.

"Fomos o último país a abolir a escravatura nas Américas. A política de ações afirmativas busca corrigir essa dívida histórica. Temos de dar mais oportunidade àqueles que nunca tiveram, que são os pobres", disse o ministro da Educação, depois de anunciar que vem preparando um sistema de tutoria e cursos de nivelamento para cotistas. "Os alunos terão um tutor que os acompanhará, verá as deficiências, ajudará a reforçar o que é necessário", afirmou. Com isso, ele admitiu os problemas de aproveitamento e desempenho escolar que a Lei de Cotas introduzirá nas universidades e institutos técnicos federais. É como se reconhecesse que as universidades e institutos técnicos federais passarão a ter dois tipos de alunos - os de primeira classe, escolhidos pelo princípio do mérito, e os de segunda classe, beneficiados pelo sistema de cotas.

"A experiência demonstra que parte desses alunos precisa de acompanhamento, especialmente no início do curso. Temos de garantir que saiam em condições. Inclusive, vamos fazer uma política de assistência estudantil, para que os cotistas possam se formar e ter seu diploma", afirmou.

Contudo, mostrando como são tomadas as decisões do governo na área social, o ministro anunciou que o "modelo nacional de nivelamento e tutorias" não deverá estar pronto antes do próximo vestibular, quando o regime de cotas entra em vigor. Portanto, apesar da retórica oficial em favor de políticas afirmativas, o MEC não estava preparado para lidar com os problemas trazidos por uma lei que aumentará significativamente as responsabilidades, a burocracia e os gastos das universidades e institutos técnicos federais com atividades-meio.

A preocupação em agitar a bandeira das cotas às vésperas de uma eleição é tanta que, na mesma entrevista em que reconheceu que o governo ainda não tem um plano de nivelamento e tutoria para cotistas, Mercadante disse que está cogitando de usar o sistema de cotas também no programa Ciência sem Fronteiras, que dá bolsas de graduação e pós-graduação no exterior. Mas, segundo ele, essa iniciativa teria de ser precedida do ensino em massa de inglês e de outras línguas. "Se não tem proficiência em inglês, só posso mandar os alunos para Portugal", afirmou. O ministro alegou que o MEC está preparando o programa Inglês sem Fronteiras. Mas, como se tornou rotineiro na administração petista, ele deverá ser implantado depois do anúncio da extensão do regime de cotas para o Ciência sem Fronteiras. 


A votação da Medida Provisória 2215/01, (Lei de Remuneração dos Militares), é de suma importância para os militares, pois será a oportunidade de corrigir injustiças que estão em vigor há longos anos. Solicitamos a sua ajuda para conseguirmos um número de assinaturas que possa representar o apoio do POVO brasileiro às Forças Armadas. Note Bem: Todos que tem um email podem assinar, (uma assinatura por email). Envie para sua lista de contatos. Obrigado!  


Postado pelo Lobo do mar

sábado, 20 de outubro de 2012

Em clima de chantagem eleitoral, Lula anuncia que vai se comportar como lobista e incitar a presidente Dilma a cometer crime

Por Cardoso Lira


Luiz Inácio Apedeuta Molusco da Silva participou ontem de comício em favor de candidatos do PT em Santo André (Carlos Grana) e Mauá (Donisete Braga). E anunciou que vai se comportar, junto ao governo federal, como um lobista das prefeituras petistas. A Folha publica o seguinte trecho de seu discurso:
“Estou disposto a falar com a presidenta e com os ministros quantas vezes esse companheiro [Braga] precisar pra gente fazer com que as coisas aconteçam mais rápido na cidade de Mauá. O mesmo quero fazer com o [Luiz] Marinho [prefeito reeleito de São Bernardo], o Grana e com todos os prefeitos que me procurarem. E não vou nem falar do Haddad…”
É a linguagem da chantagem. Entende-se que, se o prefeito eleito for do PT, haverá mais dinheiro para a cidade; se não for, haverá menos. Como discriminar e punir cidadãos em razão de suas opções políticas afronta a Constituição da República Federativa do Brasil, Lula está anunciando que, como lobista, vai incitar a presidente a cometer crimes.
Lembrou ainda a proximidade da ministra Miriam Belchior (Planejamento), ex-mulher de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, com a ABC. Depois da chantagem e do anúncio de que incitaria Dilma a cometer crimes, tentou maneirar: “Ser governante não é um clube de amizade. O que faz o governo federal trazer dinheiro para uma cidade é a qualidade do projeto”.
Ah, bom… Isso não mobiliza os “analistas”…

Deixa estar e aí está, mesmo depois de tantos crimes, tanta corrupção e tanta safadeza, Molusco que foi blindado do mensalão do PT, deveria pegar muitos anos de cadeia,  por ter comandado o maior esquema de corrupção do planeta. Parece que o apedeuta não quer largar o osso, quer passar por cima de tudo e de todos, já na hora das Forças Armadas cortar as asas deste bandido que tanto mal tem feito o nosso país.

Este petistas que já cometeu todas as modalidades de crimes precisa ser colocado atrás das grades custe o que custar, nem que para isto seja necessária medidas mais radicais e pouco ortodoxa. 

Postado pelo Lobo do Mar

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O MITO LULA, A ERA DO FASCISMO NO BRASIL

Dirceu viaja a Portugal no fim de semana para tratar de ocultos negócios dele e da família Lula

Por Cardoso Lira

Aviltamento do Marxismo pelos Oportunistas corruptos e bandidos que estão no poder da República, nestas premissas, nenhum político farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da História.

Por Jorge Serrão

Aproveitando que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal nem cogita decretar a prisão imediata de condenados no mensalão, o advogado e consultor internacional José Dirceu de Oliveira e Silva embarca, neste final de semana, para Portugal. Não vai apenas passear, mas principalmente supervisionar os grandes negócios lusitanos que ele e a família do ex-presidente Lula mantém, ocultamente, na Terrinha e além-mar.

Especula-se, principalmente nos bastidores do mercado português de infraestrutura, que o “capitão do time de Lula” e os filhos do ex-presidente seriam grandes investidores em parcerias com grandes empresas nos ramos de petróleo & gás, mineração, construção e telefonia. Também atuariam, perifericamente, nos setores imobiliário e de mídia. Os empreendimentos da conexão lusitana dos companheiros Lula e Dirceu iriam muito além de Portugal, abrangendo ex-colônias portuguesas, como Angola.

Antes de viajar, Dirceu pode até sofrer o dissabor de ser condenado, também, por formação de quadrilha. O ministro relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, pediu ontem a condenação de José Dirceu, José Genoino, Marcos Valério e mais outros oito réus. A sorte de Dirceu é que alguns ministros tendem a seguir o voto do bondoso revisor Ricardo Lewandowski que já pediu absolvição de todos os acusado por formação de quadrilha.

Se for aliviado da condenação por formação de quadrilha, Dirceu terá a grande chance de escapar do risco humilhante de prisão, nas fase de definição de penas e de recursos. Esta é a aposta do “Capitão do time” de Lula e de seus companheiros do PT.

Jurisprudência salvadora

Lewandowski argumentou que a associação dos réus para a prática criminosa não colocou em risco a paz social:

“Precisamos verificar se esta quadrilha tinha ou não este escopo de colocar em risco a paz social ou se foi para praticar alguns crimes, pelos quais estão respondendo e muitos já condenados”.

O ministro revisor citou um voto, com base na jurisprudência e na doutrina criminal, dado pela ministra Rosa Weber:

“Quadrilha, na minha compreensão, é a estrutura da societa celeris que causa perigo por si mesma a sociedade. Nada tem a ver com a simples convenção plural de criminosos. Portanto não há prática de vários crimes feitos em autoria. É preciso que haja uma conjunção permanente para praticar uma série indeterminada de crimes".

Organização estável

]Joaquim Barbosa foi bem claro no voto: “O extenso material probatório demonstra a existência de uma organização estável que agia contra a administração pública”.

Barbosa contestou a defesa de Dirceu, e reafirmou que nos autos existem comprovações de sobra de que era ele quem comandava o núcleo político e repassava funçoes aos núcleos financeiro (liderado por Kátia Rabello, do Banco Rural) e publicitário (controlado por Marcos Valério).

O relator acrescentou: “Os integrantes do chamado núcleo financeiro, visando a obtenção de vantagens indevidas, proporcionaram aos outros dois núcleos o aporte de recursos obtidos mediante empréstimos simulados além de mecanismos de lavagem de dinheiro”.

Experiência tucana

Joaquim Barbosa lembrou o aprendizado de Valério com o esquema mineiro-tucano que acabou aprimorado pelos petistas:

"Para exata compreensão, é preciso salientar que Valério é um profissional do crime, já tendo prestado serviços ao PSDB na eleição de Eduardo Azeredo em Minas Gerais. Como forma de ilustrar a realidade, Simone Vasconcelos operadora do esquema, trabalhou na eleição de Azeredo e foi indicado por Valério. Foi nessa empreitada criminosa que ele adquiriu o conhecimento oferecido ao PT, que o grupo de Dirceu aceitou".

Foi uma singela dica de que, na gestão Barbosa no STF, o Mensalão Mineiro vai receber também tratamento especial...

Interlocutor privilegiado

Barbosa destacou que Marcos Valério atuava como interlocutor privilegiado do núcleo político, agendando reuniões entre Dirceu e Kátia Rabello, com "plena consciência de sua conduta":

“Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Marcos Valério participavam das decisões da DNA e da SMP&B. Todos os sócios participavam das decisões administrativas. Além das fraudes contábeis, os membros do núcleo publicitário atuaram na simulação de vários empréstimos e, para encobrir o caráter simulado, se utilizaram de inúmeros mecanismos fraudulentos”.

Barbosa lembrou que, “além das fraudes contábeis, os membros do núcleo publicitário atuaram na simulação de vários empréstimos e, para encobrir o caráter simulado, se utilizaram de inúmeros mecanismos fraudulentos. Tudo somado, não há como negar que eles praticaram o crime de quadrilha”.

Hermano queimadão

Na visita de Lula a Argentina, onde foi ganhar R$ 250 mil para palestrar à elite empresarial de lá, pegou nada bem o encontro fechado dele com o vice-presidente argentino, no luxuoso hotel Hyatt Palacio Duhau, no bairro da Recoleta.

Amado Boudou é suspeito de envolvimento em vários esquemas de corrupção, principalmente a gravíssima acusação de usar sua gráfica para emissão ilegal, não autorizada e falsa de pesos argentinos.

Como Boudou é o membro com pior imagem no governo de Cristina, tendo tudo para se transformar em réu na justiça argentina, Lula marcou um gol contra em recebê-lo tão efusivamente.

Nem os petistas fazem melhor

O sindicalista Hugo Yasky, da Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) promete uma grande mobilização por lá contra a condenação de nossos mensaleiros por aqui.

Na visão do hermano Yasky, o julgamento do Mensalão tem o objetivo de tentar intimidar Lula:

“Por trás deste julgamento que é orquestrado pelos grandes grupos multimídia e a Justiça, que atua em favor dos poderosos, está nada mais e nada menos que a tentativa de evitar que Lula continue sua carreira política”.

Tema de debate

José Dirceu foi o tema central de discussão no primeiro debate do segundo turno enrre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), ontem à noite, na TV Bandeirantes.

Haddad reclamou que Serra tem “obsessão por José Dirceu”.

Serra alegou que Dirceu é “guru político” do petista e foi “homenageado e aplaudido pelo PT” após condenado no Mensalão.

Conclusão do debate: coitado do cidadão-eleitor-contribuinte de São Paulo...

Imoral subserviência

Carta contundente do médico paulista Humberto de Luna Freire Filho aos jornais e blogs:

“Causa nojo a qualquer cidadão brasileiro minimamente informado, e que assiste ao julgamento do mensalão, ver e ouvir o subserviente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowiski, constantemente fugindo dos autos constantes da Ação Penal 470, para defender a bandidagem à qual ele deve o cargo. Conduta essa tão imoral que, nem o outro contratado do PT, José Antônio Dias Toffoli, que também entrou para a suprema corte pela portas dos fundos, está mostrando tanto empenho nessa ridícula defesa do indefensável”.

O médico acrescenta, com muita propriedade:

“É triste para o país ver que, mais cedo ou mais tarde, esses dois indivíduos ocuparão a presidência da corte. Uma vergonha para a nossa Justiça. Mesmo sendo adepto de que as mudanças sempre obedeçam os princípios constitucionais, a essa altura eu não faria a menor objeção por uma opção traumática em nome da cidadania e da preservação dos princípios éticos e morais da nossa sociedade”.
Postado pelo Lobo do Mar

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

José Dirceu e mensaleiros condenados por formação de quadrilha.



Por cardoso lira

 
Na análise do último capítulo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federa), o relator, Joaquim Barbosa, votou nesta quinta-feira (18) pela condenação por formação de quadrilha de 11 réus dos chamados núcleos político, financeiro e operacional, entre eles o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).
 
Além do petista, o ministro considerou culpado o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério, seu advogado Rogério Tolentino, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sua funcionária Simone Vasconcelos, além de réus ligados ao Banco Rural Kátia Rabello, Vinicius Samarane e José Roberto Salgado.
 
Todos já foram condenados por outros crimes no processo. O relator entendeu que eles se associaram para cometer os crimes do mensalão. Os ministros entenderam que o esquema desviou recursos públicos da Câmara e do Banco do Brasil, que misturados a empréstimos fictícios do Rural, foram utilizados para a compra de apoio político no Congresso nos primeiros anos do governo Lula (2003-2010).
 
Segundo o relator, não há como negar que os réus "de forma livre e consciente, associaram de maneira estável, organizada e com divisão de tarefas para o fim de praticar crimes contra a administração pública e contra o sistema nacional, além de lavagem de dinheiro." Essa associação, disse Barbosa, foi formada pelos réus e enquadra-se "perfeitamente na descrição do crime de quadrilha" e descartou a caracterização da coautoria. Ele disse que os réus tinham "propósito de cometer crimes, que de fato foram cometidos".
 
Barbosa votou pela absolvição de Geiza Dias e Ayanna Tenório, que já tinham sido inocentadas em outras etapas. Outros nove ministros precisam votar no caso. Os núcleos apontados no voto de Barbosa são liderados por José Dirceu (político), o empresário Marcos Valério (publicitário) e Kátia Rabello (financeiro). Dirceu era o ministro mais poderoso do ex-presidente, tendo sido o coordenador da vitoriosa campanha presidencial petista em 2002.
 
Quando o Ministério Público denunciou o esquema, em 2006, Dirceu foi apontado como o "chefe da quadrilha", o que ele nega. O relator afirmou que os réus se associaram e que "a quadrilha levou a efeito diversos crimes para os quais foi constituída e pelos quais alguns dos membros foram condenados pelo plenário". Ele disse ainda que "como é próprio de toda quadrilha organizada, havia uma divisão de tarefas porque o sucesso dependia das condutas dos membros"
 
Na sessão de hoje, o ministro concluiu sua análise sobre a participação de Dirceu. Ele rebateu argumentos da defesa de que ao assumir a Casa Civil, o petista deixou de ter influência nas ações do partido e lembrou favores do grupo do empresário Marcos Valério a uma ex-mulher de Dirceu."Após assumir a Casa Civil [José Dirceu] continuou a ditar, embora extraoficialmente, continuou a ditar os rumos da agremiação partidária."
 
"Todo esse manancial probatório produzido tanto no inquérito quanto em juízo comprova que ele [Dirceu] era quem comandava o núcleo político que por sua vez repassava as orientações ao núcleo de Marcos Valério, o qual por sua vez agia em concurso com o Banco Rural". Barbosa classificou o ex-tesoureiro de principal braço operacional do núcleo político e ele entre os agentes políticos do grupo e publicitário. O ministro disse que a relação de Dirceu, Delúbio e Valério tinham finalidade ilícita.
 
"Diante do vasto acervo probatório, é no mínimo fantasiosa a alegação da defesa de Delúbio de que não havia uma prova de formação de quadrilha", disse. "Os autos apontaram justamente o contrário, há provas mais do que consistente de que Delúbio, além de funcionar como principal braço do político, era o elo entre o núcleo político e publicitário", completou. O relator afirmou que Genoino "era o interlocutor político do grupo criminoso". "A alegação que ele não teria relação com financeiros não afasta o crime a ele imputado. Cabia a Genoino exclusivamente a interlocução política, formulando as propostas de acordo", disse.
 
Sobre Marcos Valério, considerado pela acusação como operador do esquema, Barbosa apontou que ele era interlocutor do núcleo político e financeiro e agendava reuniões de Dirceu. Ele citou depoimentos afirmando que Marcos Valério era chamado por deputados "influente" e "amigo e colaborador" do governo federal. E completou: "Não há como negar que os membros do núcleo publicitário praticaram os crimes de quadrilha", disse. O ministro ainda ironizou o trânsito de Valério entre os núcleos. "Tinha muita desenvoltura esse Marcos Valério".
 
Barbosa disse que os integrantes do núcleo financeiro, entre eles Kátia Rabello, "ingressaram na quadrilha em troca de vantagens indevidas". Para o relator, os réus ligados ao Rural tinham uma "gama de interesse que pretendiam satisfazer junto ao governo federal" e em contrapartida chegaram a financiar parcialmente o esquema. "Eles [réus do Banco Rural] não se limitaram a formar uma associação estável com os outros dois núcleos, eles foram além e efetivamente praticaram crimes contra o sistema financeiro nacional", disse.
 
O relator disse que parte dos argumentos de defesa é enfraquecida. "As defesas tentam destorcer a realidade dos fatos e assim negar a existência de associação. Apoiam-se os réus em seus próprios relatos e sobre seleção de testemunhas com as quais os réus mantém vínculos de amizade ou relações profissionais", disse. (Folha Poder)

Postado pelo Lobo do mar

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

STF absolve Duda Mendonça de lavagem de dinheiro e evasão de divisas


Por Laryssa Borges e Gabriel Castro, na VEJA.com:

Responsável pela campanha que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o publicitário Duda Mendonça foi absolvido nesta segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do mensalão. Ele respondia pelos crime de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, por ter recebido recursos do esquema do publicitário Marcos Valério de Souza.
Duda utilizou a empresa offshore Dusseldorf, com sede nas Bahamas, para receber 10,4 milhões de reais como pagamento pelas campanhas publicitárias. O veredicto foi firmado nesta segunda-feira com ampla maioria pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na 36ª sessão plenária convocada para julgar o processo do mensalão. Apenas os ministros Joaquim Barbosa, relator da ação penal, Luiz Fux e Gilmar Mendes consideraram Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, culpados por lavagem de dinheiro.
O voto condutor da absolvição dos dois publicitários foi proferido pelo revisor do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski. Para ele, é fundamental que os réus soubessem claramente que a origem dos recursos recebidos era ilegal e, com isso, tivessem a intenção de lavar o dinheiro. Segundo o magistrado, cujo entendimento foi seguido pelos ministros Rosa Weber, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, não existem provas cabais de que os dois publicitários soubessem que o dinheiro recebido era resultado de crimes anteriores.
Conforme a acusação do Ministério Público Federal, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes utilizaram duas técnicas para receber o pagamento pelas peças publicitárias da campanha vitoriosa “Lulinha paz e amor”, de 2002. Ora sacaram diretamente de uma conta corrente do Banco Rural, em São Paulo, recursos providenciados pelo publicitário mineiro Marcos Valério, operador do mensalão, ora receberam diretamente no exterior o restante do pagamento. Ao todo o MP identifica 53 operações de remessa de dinheiro para o exterior em favor de Duda e de sua sócia.
Embora não tenha havido contestação sobre a existência dos depósitos no exterior – o próprio publicitário admitiu o recebimento dos recursos em depoimento espontâneo na CPI dos Correios, em 2005, a maioria dos ministros considerou que os réus não tinham conhecimento de que os recursos eram resultado de crimes. Sem a ciência de que o dinheiro era criminoso, não haveria razão para lavá-lo.
Decano do STF, o ministro Celso de Mello se apegou a um aspecto temporal para defender que não há certeza de que Duda e Zilmar tinha conhecimento pleno da origem ilegal dos recursos. Ele lembrou, por exemplo, que a conta da empresa Dusseldorf foi aberta em 19 de fevereiro de 2003, período em que os contratos com o Banco do Brasil ou os empréstimos do Banco Rural, cujos recursos irrigaram o valerioduto, ainda não tinham sido firmados. 
“Como réus poderiam saber da existência de uma organização criminosa em processo de formação e destinada no futuro ao cometimento de crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro? Como os réus poderiam saber que em 31 de dezembro de 2003 seria assinado um contrato entre a Câmara dos Deputados e a (agência de publicidade) SMP&B e que seriam desviados valores? Como em 19 de fevereiro de 2003 os réus poderiam saber que em setembro de 2003 seria assinado contrato entre Banco do Brasil e a (agência de publicidade) DNA e que recursos seriam desviados?”, questionou Celso de Mello. “O crime antecedente verificou-se em momento posterior ao crime de lavagem”, resumiu ele.
“Os atos preparatórios, inclusive a abertura da conta, foram feitos sem a ciência de que o dinheiro provinha de atos criminosos”, completou o ministro Ricardo Lewandowski.
Evasão de divisas
Por nove votos a um (vencido o ministro Marco Aurélio), o STF também livrou os dois publicitários de uma condenação por evasão de divisas. Embora a acusação quisesse que Duda e Zilmar fossem apenados por retirar dinheiro do país sem declarar ao Fisco, os ministros entenderam que, para caracterizar o crime, deveria haver um saldo mínimo de 100 000 dólares em 31 de dezembro de cada ano. No caso de Duda e Zilmar, tanto em 2003 quanto em 2004, época de vigência do mensalão, havia menos de 600 dólares na conta Dusseldorf nesse dia.
Impunidade
Com um voto duro pela condenação dos publicitários, o ministro Gilmar Mendes questionou o fato de o crédito do publicitário Duda Mendonça junto ao PT ter sido pago também por um publicitário, e ainda mais concorrente do profissional baiano. Para o magistrado, nem o mais inocente cidadão admitiria que a prática heterodoxa de receber recursos por meio de uma offshore não tivesse como objetivo ocultar a prática de crimes.
“O ônus do pagamento transferido a um empresário do mesmo ramo, concorrente. Nem o mais cândido dos ingênuos admite isso. Um publicitário passa a fornecer recursos, ele vai pagar a dívida e não há razão para desconfiar?”, questionou o ministro sem, contudo, convencer os demais integrantes da corte.
Em seu voto, Mendes ainda afirmou que a diversidade de operações para o pagamento e recebimento desses recursos revela práticas alheias ao senso comum, delineando uma “confiança muito grande na impunidade”. “É um todo intrincado de uma ousadia quase que incomensurável quando se conhece todo o entrelaçamento das operações. É uma confiança muito grande na impunidade”, disse ele.
Na mesma sessão, o STF também condenou cinco réus por evasão de divisas: três do núcleo publicitário (Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Simone Vasconcelos) e dois do núcleo financeiro (Kátia Rabello e José Roberto Salgado) e absolveu Geiza Dias, Cristiano Paz e Vinícius Samarane (ligados a Marcos Valério e ao Banco Rural) das mesmas acusações.

6/10/2012 às 5:25

Organização criminosa do  PT prepara, imaginem vocês, uma resposta ao Supremo

Leio na Folha que o PT prepara, imaginem vocês, uma “resposta” ao Supremo sobre a condenação de seus capas-pretas no processo que julga os mensaleiros. Tivessem sido absolvidos, não haveria, claro, resposta nenhuma! Como foram condenados, então é preciso reagir.
É mais uma das expressões do chamado “fascismo de esquerda” (ver texto na home). As instituições são boas ou não e são respeitadas ou não na exata medida em que servem ou não aos interesses do partido. Ou, então, a gente mete fogo nelas!
Está de acordo com o que quer Rui Falcão. Está de acordo com o que pediu o presidente da CUT. Está adequado à pregação de Marilena Chaui, que cobra que alguém  levante “a voz contra o STF”.
Marilena é aquela que, em recente intervenção, afirmou que Paulo Maluf, hoje aliado do PT, não é de direita porque “ele sempre se apresentou como engenheiro”.
Faz sentido! Se o cara é engenheiro, como é que vai ser de direita, né?
Vocês conhecem aquela piada do “tens um aquário”?

Saem os mensaleiros, entra o consultor.

Distante das discussões partidárias desde que deixou a Casa Civil em 2011, o ex-ministro Antonio Palocci voltou a participar de reuniões da cúpula do PT, ao lado de Lula e da presidente Dilma Rousseff. Ele tem participado, nos últimos meses, de encontros para deliberar sobre os rumos das eleições municipais, avaliar o impacto do julgamento do mensalão e discutir o cenário eleitoral de 2014. As reuniões reservadas ocorrem em São Paulo, na sede do Banco do Brasil, onde fica o escritório da Presidência da República. Já houve quatro encontros do gênero. Segundo a Folha apurou, Palocci esteve em todos.

Na semana passada, Lula e Dilma voltaram a reunir o grupo, dessa vez com a presença de um não petista, o ex-ministro de Lula Franklin Martins (Comunicação Social). De Brasília, Dilma costuma levar aos encontros os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Marco Aurélio Garcia, assessor especial. O presidente do PT, Rui Falcão, também participa. Interlocutores de alguns dos atuais integrantes do grupo relatam que Palocci é sempre discreto. Fala muito pouco. Há uma ordem expressa nesses encontros: o conteúdo das conversas deve permanecer sob sigilo. Nenhum dos presentes quis revelar o teor das discussões. Sob Lula, essas reuniões costumavam ocorrer no Palácio da Alvorada.

Palocci deixou o posto mais importante do governo Dilma em junho de 2011, após a Folha revelar que ele multiplicara por 20 seu patrimônio em quatro anos. Parte dos ganhos veio em 2010, quando já coordenava a campanha de Dilma à Presidência. De lá para cá, evita ao máximo aparecer. Vez por outra, porém, é acionado por Lula. Ex-ministro da Fazenda, ele mantém o status de petista com maior trânsito no mundo empresarial. Costuma fazer a ponte quando o ex-presidente precisa falar com alguns empresários. Internamente, é visto como analista político pragmático.

Nesta campanha, manteve comunicação constante com o marqueteiro do candidato petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Foi Palocci quem, em 2006, trouxe João Santana para tocar a reeleição de Lula. Segundos interlocutores de Dilma, ele se mantém afastado das discussões no governo justamente para não causar polêmica. Até a conclusão desta edição, a Folha não havia localizado o ex-ministro.(Folha de São Paulo)

Postado pelo Lobo do Mar