quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Golpe Contra a Democracia no Brasil





Bem vindos a NOVA ORDEM MUNDIAL........

Por Carlos Martins



O Brasil está correndo Perigo:  Querem implantar uma ditadura comunista de forma democrática, enquanto o povo assiste a COPA, OLIMPíADAS e TV, depois disso tudo não existirá mais reação popular da CUT, da UNE, de BANDIDO ARMADO, pois o sistema engessou demograficamente desarticulando a Bandidagem armada, deixando apenas o TRÁFICO DE DROGAS, porque é a segunda atividade comercial mais lucrativa em nível internacional, depois do petróleo, com uma venda estimada em 500 bilhões de dólares por ano, mas também um engenhoso esquema que o SISTEMA usa para escravizar as populações e destruir os direitos civis. Hoje sabemos que a CIA, com a Inteligência Britânica e Mossad, controlam todo mercado mundial das drogas e financiam junto com a antiga KGB e a M16 britânica, junto com os chineses, que encontra-se sob poder dos Soberanos Invisíveis. Infelizmente aqui na América Latina temos as FARC's, o PT e os quartéis que financiam a esquerda comunista subvertendo a sociedade Capitalista Burguesa e Cristã, no qual, eles querem destruir o sistema democrático.


Saiba muito mais...





“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” - Albert Einstein
Postado pelo Lobo do mar

Brasileiros pagam R$ 200 bilhões em impostos, enquanto crescem a inflação e as dívidas públicas e pessoais


Por Cardoso Lira

MELHOR DEFINIÇÃO DO PT

O PT é um partido orientado por
intelectuais que  estudam e não trabalham, formado por
militantes que trabalham e não estudam,
comandado por sindicalistas que não estudam
nem trabalham, que estão MUITO RICOS com o apoio de
eleitores idiotas que trabalham pra burro
e não têm dinheiro nem pra comer nem pra estudar.

Por Jorge Serrão
A situação econômica brasileira inspira cuidados, mas o governo finge que tudo está sob controle, quando não está. A dívida pública mobiliária federal, que bateu o recorde de 2,008 trilhões, é apenas um sinal de descontrole de nosso regime capimunista. O endividamento aumentou graças à emissão de títulos para pagar juros vencidos e pela capitalização dos bancos oficiais. A diminuição da carga tributária – sempre prometida – acaba comprometida pela gastança governamental (quase sempre sem qualidade).

Por isso, logo mais à tarde, o Impostômetro (www.impostometro.com.br) da Associação Comercial de São Paulo já terá alcançado a marca de R$ 200 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos brasileiros desde o primeiro dia do ano. Soa como piada qualquer promessa oficial de melhorar o controle do gasto corrente para viabilizar os estímulos e a retomada da produção. Para complicar ainda mais, o Banco Central do Brasil tem cada vez mais dificuldades para manter a flutuação de mentira com o dólar que insiste em ficar abaixo de R$ 2 (para desespero ainda maior dos exportadores).

Agora, a nova conversa fiada do governo gira em torno de uma eventual demora do Congresso Nacional em aprovar o Orçamento Geral da União. O papo é balela porque o orçamento no Brasil é uma farsa: aprovado ou não, o governo só costuma liberar os recursos a conta-gotas, no sistema de duodécimos (a cada mês do ano). Assim mesmo, não permite o gasto de tudo que foi planejado, porque precisa produzir as maquiagens contábeis para o tal do superavit primário.

O risco de demorar a aprovar o orçamento é uma espúria chantagem feita pela classe política (leia-se Renan Calheiros e sua turma) contra o Judiciário. Os líderes do Congresso, de forma cínica, tentam culpar o Supremo Tribunal Federal pela interpretação constitucional do ministro Luiz Fux para que a pauta de votação obedeça a uma ordem cronológica. Assim, os deputados e senadores que, por incompetência ou vagabundagem, deixaram de votar os mais de 3 mil vetos presidenciais, agora só podem votar qualquer coisa depois de apreciá-los.

Assim, enquanto os políticos têm boa vida e não trabalham como deveriam para justificar seus altos salários, na economia real, quem se dana é o cidadão. Paga cada vez mais impostos. Só consegue consumir quando apela para o crédito nada fácil, sempre a juros altos, para comprar produtos cada vez mais caros ou em promoções de mentirinha. Também é punido pela especulativa inflação, quando os preços de vários produtos sobem, sem uma justificativa econômica plausível, apenas por vontade do fabricante/vendedor. Neste cenário, para piorar, a economia não cresce como deveria, roubando oportunidades de evolução real dos cidadãos-eleitores-contribuintes.

Consolo?

Só a economia consegue ficar pior que a situação moral de Renan Calheiros – alvo de protestos nas redes sociais e por qualquer lugar onde passe.

O descontentamento público contra a figura específica de Renan tem tudo para se espalhar para toda a classe política, com repercussões institucionais jamais vistas.

Juntando problemas econômicos com confusão política, o resultado institucional pode ser igual a nada que se viu até hoje na História do Brasil, apesar da aparente passividade da massa tupiniquim.

Minha Cuba, Minha vida...


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DO PT, comemora 10 anos no poder com festa em regime fechado.

O PT começou nesta semana a distribuir os convites para o ato em São Paulo em comemoração aos dez anos do partido no poder. O evento, que ocorre no próximo dia 20 em um hotel ao lado do sambódromo do Anhembi, terá como principais estrelas o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Segundo o PT, o evento deverá reunir cerca de 1.000 pessoas. Este será o primeiro de uma série de 13 seminários que o partido pretende fazer até o final do ano.
 
Os seminários deverão fazer balanços dos impactos das administrações do partido e passar ao largo da maior crise enfrentada pelo primeiro governo de Lula (2003-2006): o mensalão. Segundo o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, o objetivo é "construir uma narrativa própria do PT juntamente com seus militantes, sobre a chegada à Presidência da República".
 
Os atos são organizados em conjunto pela Fundação Perseu Abramo, o diretório nacional petista e o Instituto Lula, já que o ex-presidente deve estar presente em todos eles. Outros locais e datas estão sendo definidos de forma a não coincidir com outras viagens de Lula, que já anunciou que neste ano correrá o país defendendo seu legado.
 
A intenção é que a participação de Lula não fique restrita às capitais. A ideia é levar o ex-presidente a localidades do interior e destacar comunidades beneficiadas por políticas federais. Lula também pretende ter uma agenda de viagens ao lado de Dilma, para afastar os rumores de que ele tentará voltar ao Palácio do Planalto. (Folha Poder)
 
Comento
 
Esta organização criminosa é formada por uma quadrilha de déspotas, vagabundos, ladrões e malfazejo da pior espécie, todos deveriam está PRESO, visto que todos são bandidos, "PETISTA BOM É PETISTA MORTO"
 
ACORDA BRASIL!!!! 


Postado pelo Lobo do Mar

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

2013 com mais inflação e menos crescimento. É o Brasil pagando o preço dos 10 anos de PT no poder.


Por Cardoso Lira

A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 subiu pela sexta semana consecutiva, de 5,68% para 5,71%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,53%. Para 2014, a projeção segue em 5,50% há 13 semanas. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,47% para 5,49%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,53%.
 
Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em fevereiro de 2013 subiu de 0,40% para 0,41%, abaixo do 0,45% previsto há um mês. Para março de 2013, segue em 0,40%. Há quatro semanas, estava em 0,40%.
 
Já a projeção de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,10% para 3,09%. Para 2014, a estimativa de expansão subiu de 3,70% para 3,80%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,20% e 3,60%. A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 caiu de 3,17% para 3,10%. Para 2014, economistas seguem prevendo avanço industrial de 3,70%, mesma projeção da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,24% para 2013 e de 3,90% em 2014 para o setor.
 
Analistas elevaram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013, de 34% para 34,25%. Para 2014, a projeção caiu de 33,10% para 33%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 34% e 33% para esses dois anos.
 
Juros - Quanto à taxa básica de juros, a Selic, os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central mantiveram a previsão dos 7,25% atuais ao ano até o fim de 2013. Para o fim de 2014, as projeções seguem em 8,25% ao ano há sete semanas. A projeção para Selic média em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, a Selic média subiu de 8,21% para 8,23% ao ano, ante 8,35% há quatro semanas.
 
(Veja com Estadão Conteúdo)
 
Postado Pelo Lobo do Mar

VAR-Palmares planejou execução de militares

 Por Cardoso Lira



Documentos do grupo guerrilheiro, no qual militou a presidente Dilma, indicam planos para ‘justiçamento’ de oficiais do Exército





Felipe Recondo e Leonencio Nossa, de o Estado de S. Paulo



BRASÍLIA - Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o "justiçamento", isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar.



Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica.



O arquivo inédito, revelado pelo Estado no ano passado e aberto à consulta pública na teraça-feira, 12, faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA). No Arquivo Nacional, em Brasília, novo endereço do acervo que estava em poder do serviço de inteligência da Aeronáutica, há um conjunto de documentos que tratam da VAR-Palmares. Mostram, entre outras coisas, a participação de militares da ativa e a queda de líderes do grupo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.



Os nomes dos integrantes do grupo receberam uma tarja preta, o que impede estabelecer relações diretas entre eles e as ações relatadas. É possível saber, por exemplo, que militantes de Belo Horizonte receberam em certa ocasião dez revólveres calibre 38 e munição, mas não os nomes desses militantes.



Na primeira página, o relatório de cinco páginas destaca que o grupo não tem "nenhuma possibilidade" de enfrentar os soldados nas cidades. Sobre o justiçamento de militares observa: "Deve ser feito em função de escolha cuidadosa (trecho incompreensível) elementos mais reacionários do Exército."



Extermínio. Na época da redação do texto, entre 1969 e 1970, a ditadura tinha recrudescido o combate aos adversários do regime. Falava-se em setores das forças de completo extermínio dos subversivos. Em dezembro de 1968, o regime havia instituído o AI-5, que suprimia direitos civis e coincidia com o início de uma política de Estado para eliminar grupos de esquerda.



Aeronáutica relata intenções da VAR-Palmares



A VAR-Palmares surgiu em 1969 com a fusão do grupo Colina (Comando de Libertação Nacional), em que Dilma militava, com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do capitão Carlos Lamarca. Dilma, à época com 22 anos, foi presa em janeiro de 1970 em São Paulo. Ela só foi libertada em 1972, após passar por uma série de sessões de tortura. Sempre que fala sobre seu envolvimento com a resistência ao regime militar, Dilma costuma ressaltar que sua visão atual da vida não tem "similaridade" com o que pensava durante o tempo de guerrilha.



O documento tornado público classifica as ordens como contraofensiva. Seria uma resposta aos "crimes" do regime militar contra a esquerda: "O justiçamento punitivo visa especialmente paralisar o inimigo, eliminando sistematicamente os cdf da repressão, os fascistas ideologicamente motivados que pressionam os outros."



O texto também dá orientações sobre como definir e vigiar possíveis alvos. A ideia era uma fazer uma lista dos oficiais "reacionários" e de pessoas ligadas à CIA, a agência central de inteligência dos Estados Unidos.



A VAR-Palmares tinha definido como alvos prioritários o delegado Sérgio Paranhos Fleury, do DOPS, e seu subordinado Raul Careca, acusados de comandarem a máquina da tortura nos porões de São Paulo: "Careca, Fleury são assassinos diretos de companheiros também. Trata-se de represália clara. Já outros investigados serão eliminados sob condição, conforme vimos acima."




https://www.facebook.com/photo.php?fbid=204601129680964&set=at.196416560499421.45198.196413510499726.100000072583366.1644442603&type=1&theater

Postado pelo Lobo do Mar

Organização criminosa do PT, quer "ouvir" empresários. Objetivo é pressionar desde já para as doações de 2014.

Por Cardoso Lira

Em meio às comemorações de seus dez anos no poder, o PT vai preparar um estudo sobre a estrutura de classe no país, algo que o partido não faz desde o fim dos anos 1980. O objetivo é entender o perfil de novos segmentos sociais, como a chamada "nova classe média", e qual a relação da legenda com o empresariado.
 
Depois de uma década à frente do governo federal, o Partido dos Trabalhadores se aproximou de empresários de grandes companhias - envolvidos em projetos liderados pelo Estado ou beneficiados pela ampliação do mercado interno - mas ainda vê resistências no setor. A intenção é identificar "quem está do nosso lado, quem não está", como diz o presidente da sigla, Rui Falcão, e rever as estratégias de aliança e de discurso.
 
"É preciso atrair o empresariado para o modelo de desenvolvimento que nós estamos conduzindo, mas você precisa quebrar essa mudança que a oposição extrapartidária fez agora", diz Falcão, referindo-se ao que chama de aliança entre empresários, altos funcionários de Estado e grupos de comunicação.
 
O presidente do PT refere-se a uma alteração que teria ocorrido no discurso da oposição. Falcão afirma que, depois de o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não ter produzido todos os efeitos esperados pelos adversários, a oposição passou a desqualificar a presidente Dilma Rousseff como má gestora. Primeiro, afirma o dirigente, diziam que Dilma era técnica, mas não política, e "agora precisam dizer que não é uma boa técnica". A inflexão teria pavimentado o caminho para uma série de críticas em relação ao aumento da inflação, à falta de investimento e à capacidade de o governo resolver o gargalo da infraestrutura.
 
A preservação da imagem de Dilma como boa gestora e o estreitamento das relações com o empresariado passaram, por sua vez, a fazer parte do contra-ataque petista. Em setembro, Dilma anunciou a redução das tarifas de energia, mas seu pronunciamento em rádio e TV se baseou muito menos nos benefícios para a população do que nas consequências para o setor produtivo. Toda a agenda do empresariado e, em especial, dos pontos defendidos pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), estava ali representada, como a busca por competitividade, em letras garrafais, a logística e a redução de custos. O fundador do MBC é o empresário do setor siderúrgico Jorge Gerdau, que se transformou em conselheiro de Dilma, incentivou a criação e integra a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, ligada à Presidência da República.
 
Além disso, nos dois últimos meses, Dilma intensificou os contatos com o empresariado e vem realizando reuniões individuais no Planalto. Esteve com Gerdau; Eike Batista, do Grupo EBX; Luiz Trabuco, do Bradesco; Marcelo Odebrecht, do Grupo Odebrecht; Emilio Botin, do Santander; Bruno Lafont, do Grupo Lafarge; Rubens Ometto, da Cosan, entre outros.
 
Rui Falcão lembra que desde 1987 o PT concluiu que para desenvolver a economia brasileira, em primeiro lugar, "não pode ter partido único", e, em segundo, é preciso ter associação no meio empresarial. "Você faz um tipo de aliança. Umas são mais permanentes, outras são episódicas. O Gerdau atua numa área que se não tiver apoio vai sucumbir", defende Falcão.
 
O relacionamento do governo com o comandante do Grupo Gerdau, que tem atuação em 14 países, é visto por Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT, como uma necessidade. "Diante de uma economia mundial concentrada em 500 corporações transnacionais, que mandam em qualquer setor de atividade e que interviriam na política, financiando partidos", diz Pochmann, o Brasil também precisa ter capitalistas à altura."Há uma crítica constante no Brasil para a tal das escolhas dos campeões. Todo mundo elogia a Coreia. O que a Coreia fez? Também elegeu campeões. Talvez com metas, com compromissos um pouco diferentes dos nossos. Mas o caminho é esse", defende.
 
Rui Falcão, em princípio, diz não concordar com a afirmação, mas é a favor da associação com empresários que ajudem a criar uma nação soberana, forte, com um Estado indutor do desenvolvimento, e que tenham planejamento de longo prazo."Eu quero estar junto com estes empresários. Ah, é o empreiteiro, é o Eike, é não sei quem, [diz-se] pô, o PT junto com eles... [Mas] isso ajuda a levar o projeto nacional numa direção que, no meu entender, favorece o projeto do PT. A aliança não é só com partidos", afirma Falcão.E do mesmo modo que a relação com os partidos aliados às vezes passa por turbulências, os atritos também se dão com o empresariado. Mas a compreensão é menor. A percepção é de ingratidão quando setores do capital beneficiados pelas políticas do PT se juntam ao que chamam de oposição extrapartidária.
 
O secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, verbaliza este sentimento. "Mesmo com o avanço do capitalismo - fizemos um mercado de massa, a democratização do crédito - uma pergunta que fica é: por que aumenta tanto a oposição, por que não nos tragam de jeito nenhum, por que não nos aceitam? Temos exemplos históricos. Mas vamos nos debruçar para entender porque a classe dominante, mesmo sendo beneficiada, age assim. Por que a Fiesp faz propaganda com você [em apoio ao governo] para abaixar a luz e, no outro momento, se arma contra. Ela se sente vitoriosa junto com a gente e, ao mesmo tempo, radicaliza na oposição", diz.
 
A queixa, no entanto, tem limites. Frateschi em seguida pondera: "Se a gente vive uma contradição com isso, imagino que a dele [do empresariado] deva ser bem maior".Rui Falcão, questionado se o ideário do interesse nacional não camufla o que há de interesse próprio dos empresários aliados, vai além e reconhece que a parceria envolve ganhos mútuos. "Não tem só ideias generosas. Tem base material. Até entre nós", admite. O PT, desde que chegou ao poder federal, viu crescer exponencialmente as doações para suas campanha eleitorais.
 
Outro ganho esperado com a aproximação com determinados setores empresariais é a criação de um eleitorado sensível às propostas do PT. Falcão cita o caso da área ligada à exploração de petróleo e da discussão a respeito da obrigatoriedade da produção nacional, como na contratação de sondas e de plataformas. Ele afirma haver divergências sobre o assunto e que há funcionários da Petrobras que defendem alugá-las, por exemplo, em Cingapura, para agilizar a produção e porque é melhor a relação custo/benefício. "Mas sou a favor que elas sejam produzidas no Brasil. Em primeiro lugar, cria uma cadeia enorme de fornecedores e ajuda o país a ter domínio de uma área estrutural e estratégica, que gera empregos. E, em segundo lugar, é um emprego qualificado, de um proletariado que tende a ser consciente, organizado e portanto sensível às nossas propostas", diz. (Valor Econômico)
 
Postado pelo Lobo do Mar

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Corrupção dos petralhas!!!!


O discurso de quem perdeu para Renan






Por Pedro Taques

Sr. Presidente, senhoras senadoras, senhores senadores. Cidadãos que nos acompanham pela TV e Rádio Senado. Amigos das redes sociais,

É como um perdedor que ocupo hoje esta tribuna. Venho como alguém a quem a derrota corteja: certeira, transparente, inevitável, aritmética. Sou o titular da perda anunciada, do que não acontecerá.

Mas o bom povo de Mato Grosso não me deu voz nesta Casa para só disputar os certames que posso ganhar, mas para lutar, com todas as minhas forças, as batalhas que forem justas. Sigo o exemplo do apóstolo Paulo, também um perdedor, degolado em Roma por levar a mensagem do Cristo: quero poder dizer a todas as pessoas que combati o bom combate.

As palavras dos vitoriosos são lembradas. Seus feitos, realçados. Sua versão, tende a se perenizar. O sorriso do orgulho lhes estampa a face, tantas vezes, antes mesmo de vencerem. E nem sempre se pergunta que vitória foi esta que obtiveram. Será a vitória do Rei Pirro, que bateu os romanos na Batalha de Heracleia (280 A.C.) e olhando desconsolado para suas tropas destroçadas, disse que “outra vitória como aquela o arruinaria”? Será a vitória do Marechal Pétain, que ocupou o poder numa França emasculada pelos nazistas, traindo o melhor de sua gente? Será a vitória sem honra dos alemães diante do levante de Varsóvia?

Pois existem vitorias que elevam o gênero humano e outras que o rebaixam. Vitórias da esperança e vitórias do desalento. E, tantas vezes, é entre os derrotados, os que perderam, os que não conseguiram, que o espírito humano mais se mostra elevado, que a política renasce, que a sociedade progride.

Minha voz não é a da vitoriosa derrama de El-Rey de Portugal, mas a dos derrotados inconfidentes que fizeram germinar o sonho da nossa independência. O grande herói brasileiro, senador Aécio, – Tiradentes - é um perdedor, pois a Conjuração Mineira não venceu, naquele momento, mas nem as partes de seu corpo pregadas na via pública, ao longo do caminho de Vila Rica, o impediram de ser um brasileiro imortal.

Valho-me da memória de outro grande brasileiro, Ulisses Guimarães, anticandidato, lançado em 1973 pelo então MDB, MDB Jarbas Vasconcelos, MDB Pedro Simon, MDB Requião, tendo como vice-anticadidato Barbosa Lima Sobrinho. “Vou percorrer o país como anticandidato”, disse Ulysses, para denunciar a “anti-eleição”, do regime militar.

Ulysses Guimarães, este grande perdedor, este grande brasileiro.

Pois aqui estou, emulando o espírito daqueles grandes homens:

Eu me anticandidato à Presidência deste Senado da República.

Apresento-me para combater o bom combate. Quero ser Presidente da Casa da Federação. Quero que a sociedade brasileira observe que as coisas podem ser diferentes, que o passado não precisa necessariamente voltar, que há modos novos e melhores de fazer política, que esta Casa não é um apêndice, um “puxadinho” do Poder Executivo, mas que estamos aqui também pelo voto direto que nos deram o bom povo de nossos Estados.

Chega do Senado-perdigueiro! Chega do Senado-sabujo! Somos senadores, não leva-e-trazes do Poder Executivo!

Não podemos respeitar os demais poderes, o Executivo ou o Judiciário, se não nos respeitamos a nós próprios. Não ajudamos a boa governança constitucional, se nos olvidamos de nossos deveres, de nosso papel e nossas prerrogativas. Nossa omissão alimenta o agigantamento dos outros poderes, o que a Constituição repele.

É como derrotado que posso dizer francamente que a sociedade brasileira clama por mudança, por dignidade, por esperança, por novos costumes políticos, por uma nova compreensão de nosso papel como senadores.

Anticandidato-me à Presidência do Senado, para combater o mau vezo do Poder Executivo de despejar suas medidas provisórias, ainda que fora de situações de urgência e relevância, em continuado desprestígio de nossas prerrogativas legislativas.

Lanço-me para que façamos valer a Constituição e seu artigo 48, II, segundo o qual devemos velar pelas prerrogativas de nossa Casa Legislativa. Almejo aplicar severa e serenamente, o artigo 48, XI, do Regimento Interno do Senado, segundo o qual o Presidente tem o dever de impugnar proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis e ao próprio Regimento”.

Eu, anunciado perdedor, comprometo-me perante meus pares e perante todo o país a impugnar estes exageros do Poder Executivo. Será que o anunciado vencedor pode fazer idêntica promessa?

Vou aplicar o mesmo rigor aos “contrabandos legislativos”, impedindo que o oportunismo de alguns acrescente às já abusivas Medidas Provisórias as emendas de interesses duvidosos que nada têm a ver com o objeto original da medida que se supõe urgente e relevante.

Prometo desconcentrar o meu poder como Presidente, distribuindo a relatoria dos projetos por sorteio. Como agirá o vencedor? Distribuirá apenas entre os seus?

Vou criar uma agenda pública e transparente, a ser informada a toda a sociedade brasileira, para a apreciação dos vetos presidenciais, estas centenas de esqueletos que deixamos por aqui. Vou designar as comissões e convocar as sessões do Congresso Nacional que se façam necessárias. Como farão os vencedores?

Vou além: toda a agenda legislativa tem de ser democratizada. Comprometo-me a construir mecanismo pelo qual os cidadãos possam formular diretamente requerimentos de urgência para votação de matérias, nas mesmas condições que a Constituição exige para a iniciativa popular de projetos de lei.

Farei ainda com que o Senado invista no desenvolvimento de mecanismos seguros de petição digital, para facilitar a mobilização dos cidadãos em torno das iniciativas populares já previstas na nossa Carta Magna.

Mobilizarei também toda a Casa para promover a atualização dos textos dos Regimentos Internos do Senado e do Congresso Nacional, documentos originários de resoluções dos anos 70, aprovadas durante o período escuro de nosso país e anteriores até mesmo à nossa Constituição democrática.

Aos servidores do Senado faço o compromisso de dar o que eles, profissionais dedicados, mais querem: organização, estruturação administrativa eficiente, seriedade, probidade. É também o que espera a sociedade brasileira. Não serão tolerados abusos de qualquer ordem. Funcionários públicos, representantes do povo, estamos aqui para servir a Sociedade e o Estado e não para nos servimos deles!

Como farão os vencedores? O que farão aqueles que já venceram antes e nada fizeram? Como esteve o Senado, quando ocupado pelos presumidos vencedores de hoje?

Posso ser um perdedor, mas para mim, a lisura, a transparência, o comportamento austero são predicados inegociáveis de um Presidente do Senado. Será que os vencedores também poderão dizê-lo?

Os que hão de vencer dialogarão com a classe média, com os trabalhadores, as organizações da sociedade civil, com a Câmara dos Deputados, com estudantes e donas-de-casa? Os vencedores darão continuidade a reformas como a do Código Penal, a Administrativa e o Pacto Federativo, ou preferirão deixar as coisas como estão?

A ética estará com os vencedores ou com os perdedores, Senhores Senadores?

Quais de nós serão mais bem acolhidos, não nesta Casa, mas pela sociedade brasileira. Os vencedores ou os perdedores?

Queremos o melhor para nós ou o melhor para a nação?

Existem voltas ainda hoje esperadas, como a de Dom Sebastião, que se perdeu nas batalhas africanas. A volta do Messias, esperado por judeus e cristãos. Os desaparecidos na época do regime militar, senador Aluísio, que hão de aparecer, ainda que para a dignidade de serem enterrados pela família.

Mas existem voltas que criam receios, de continuísmo, de letargia, de erros ressurgentes.

Sou o anticandidato, o que perderá. Não sou especial. Não tenho qualidades que cada cidadão brasileiro, trabalhador e honesto, não tenha também. A ética que proclamo é aquela que quase todos os brasileiros se orgulham de cultivar. Eu não temo o próprio passado e, portanto, não tenho medo do futuro. Falo pelos derrotados deste país, todos os que ainda não conseguiram seus direitos básicos: as mulheres, senadora Lídice da Mata; os índios, senador Wellington Dias; as crianças, senadora Ana Rita; os negros, senador Paulo Paim; os assalariados, senador Jaime Campos; os sem casa, senador Rodrigo Rolemberg; os sem escola, amigo Cristovam Buarque.

Falo pelos sem voto, aqueles que, embora titulares da soberania popular – o cidadão – se vêem alijados da disputa pela Presidência desta Casa, porque o terreno da disputa se circunscreveu aos partidos da maioria.

Essa não é mais a candidatura do Pedro Taques, e sim do PDT, do PSOL, do PSB, do DEM, do PSDB e de corajosos senadores de outras legendas, que não se submetem. Por que, como diz o poeta cuiabano Manoel de Barros, “quem anda no trilho é trem de ferro, liberdade caça jeito”.

Essa candidatura é daqueles que nunca tiveram voz nesta Casa, é dos mais de 300 mil brasileiros que assinaram a petição online “Ficha Limpa no Senado: Renan não”, promovida pelo portal internacional Avaaz.

Sei que nossa derrota é certeira, transparente, inevitável, aritmética. Mas faço minha a fala do inesquecível Senador Darcy Ribeiro:

“Fracassei em tudo o que tentei na vida.

Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.

Tentei salvar os índios, não consegui.

Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei,

Mas os fracassos são minhas vitórias.

Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

Nas andanças do tempo, vencedores podem ser efêmeros; os derrotados de um dia, vencem noutro. Maiorias se tornam minorias. Mas a dignidade, Senhores Senadores, jamais esmorece. Nós, os que vamos perder, saudamos a todos, com a dignidade intacta e o coração efusivo de esperança.

Pedro Taques é Senador pelo PDT. Discurso da anticandidatura dele à Presidente do Senado, contra o vencedor antecipado Renan Calheiros.