terça-feira, 9 de abril de 2013
Empreiteira que paga palestra e empresta jato para Lula é beneficiada por obra financiada pelo BNDES em Cuba.
POR CARDOSO LIRA
Lula, palestras para a Odebrecht que não tem preço. Ex-presidente canalizou bilhões de dólares do BNDES para obras da construtora.
Lula veste o capacete da Odebrecht, junto com o seu dono, sacramentando um acordo de R$ 400 milhões do BNDES para construir o Itaquerão.
A Odebrecht aproveitou uma viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuba, em janeiro, para impulsionar discussões com o governo comunista sobre um novo contrato estratégico na ilha. Trata-se da reforma de pelo menos dois aeroportos: o maior, de Havana, e o de Santiago, negócio avaliado em US$ 175 milhões. O acerto deve sair nas próximas semanas e se negocia um financiamento do BNDES para a obra, segundo Hipólito Gaspar, da agência brasileira de exportação e investimentos Apex.
Um dos modelos discutidos foi a utilização das taxas aeroportuárias dos terminais como garantia do investimento da construtora. Em 2011, contabilizando apenas os turistas que chegaram de avião a Cuba, foram arrecadados US$ 67 milhões. Conforme a Folha revelou, Lula mantém relação próxima com as empreiteiras brasileiras: elas pagaram quase a metade de suas viagens internacionais como ex-presidente.
Durante a estadia em Havana, Lula visitou, ao lado de Raúl Castro, as obras do porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht com financiamento do BNDES (US$ 683 milhões). Ao fim da visita, participou de jantar com o embaixador brasileiro na ilha, José Felicio. O prestígio do ex-presidente atraiu ao evento toda a cúpula cubana, incluindo Raúl Castro e três vice-presidentes.
Lula deixou Havana como portador de uma lista de temas bilaterais e possíveis áreas para cooperação com o governo brasileiro, como ajuda no diagnóstico do sistema elétrico. Questionada sobre a obra nos aeroportos de Cuba, a Odebrecht afirmou apenas que a empresa "não executa obras de aeroportos no país". O BNDES informou que não comenta financiamentos ainda não aprovados.(Folha de São Paulo)
COMENTO
São mais de dez anos de, corrupção, bandidagem e crime hediondos, depois que esta organização criminosa chegou ao poder, o Brasil não é mais o mesmo, agora é "O PAÍS DOS PETRALHAS"
POSTADO PELO LOBO DO MAR
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Notícias de Defesa
"Correio braziliense 7/4/2013 !!
DEFESA !!
Fuga de talentos na elite militar.
Enquanto o governo brasileiro centra as atenções da Estratégia Nacional de Defesa no
reaparelhamento do Sistema de Defesa Nacional, as Forças Armadas se deparam com uma evasão sem precedentes em seus quadros técnicos. A elite dos oficiais formados nas escolas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica está optando cada vez mais por deixar a vida militar em busca de melhores salários e oportunidades de crescimento profissional na iniciativa privada e no funcionalismo público civil. Só em 2012, 245 oficiais militares deixaram as instituições. É como se um oficial deixasse o contingente militar brasileiro a cada dia útil do ano. Foi o maior volume de pedidos de demissão registrados entre militares do círculo de oficiais desde 2006. Só nos primeiros três meses deste ano, o Diário Oficial da União registrou a saída de outros 54 oficiais.
A fuga de cérebros das Forças Armadas cresce no momento em que o país vê com preocupação crescente a questão da defesa de fronteiras e de seus recursos naturais, sobretudo em função da descoberta de jazidas de petróleo na camada pré-sal. A perda de capital humano com a migração de militares para a iniciativa privada se soma ao prejuízo financeiro para o Estado. Cálculos extraoficiais estimam que a formação de um piloto da Aeronáutica custe em torno de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, incluindo não só o preço das horas-aula, mas também o internato do aluno, as horas de voo e o combustível das aeronaves utilizadas no treinamento.
reaparelhamento do Sistema de Defesa Nacional, as Forças Armadas se deparam com uma evasão sem precedentes em seus quadros técnicos. A elite dos oficiais formados nas escolas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica está optando cada vez mais por deixar a vida militar em busca de melhores salários e oportunidades de crescimento profissional na iniciativa privada e no funcionalismo público civil. Só em 2012, 245 oficiais militares deixaram as instituições. É como se um oficial deixasse o contingente militar brasileiro a cada dia útil do ano. Foi o maior volume de pedidos de demissão registrados entre militares do círculo de oficiais desde 2006. Só nos primeiros três meses deste ano, o Diário Oficial da União registrou a saída de outros 54 oficiais.
A fuga de cérebros das Forças Armadas cresce no momento em que o país vê com preocupação crescente a questão da defesa de fronteiras e de seus recursos naturais, sobretudo em função da descoberta de jazidas de petróleo na camada pré-sal. A perda de capital humano com a migração de militares para a iniciativa privada se soma ao prejuízo financeiro para o Estado. Cálculos extraoficiais estimam que a formação de um piloto da Aeronáutica custe em torno de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, incluindo não só o preço das horas-aula, mas também o internato do aluno, as horas de voo e o combustível das aeronaves utilizadas no treinamento.
Por conta disso, o oficial que pendura a farda é obrigado a pagar à União uma indenização inversamente proporcional ao seu tempo de permanência na Força. O interesse nesses especialistas é tão grande que, não raro, a empresa que contrata o ex-militar assume o valor da multa. Não repõe, contudo, a perda de um profissional intensamente treinado, com conhecimento profundo de questões estratégicas para o país.
Fontes ouvidas pelo Correio na ativa e na reserva atestam a preocupação existente no comando das três Forças, que têm investido em estudos para detectar o motivo de profissionais altamente qualificados abandonarem a estabilidade de uma carreira militar, mesmo com o clima de incerteza na economia. Falham em perceber que a defasagem dos salários em relação à iniciativa privada é o principal motivo para o abandono da farda.
Essa discrepância salarial é bem ilustrada na carreira de piloto, um dos alvos principais dos caça-talentos que miram nas turmas que se formam todos os anos em escolas Militares de alto nível, como a Academia da Força Aérea (AFA).
Um coronel da Aeronáutica, topo da hierarquia do círculo de oficiais superiores da Força, se aposenta com vencimentos líquidos da ordem de R$ 9,3 mil, aí incluídos o soldo e os adicionais relativos à habilitação do militar e, nos casos pertinentes, à permanência de três anos além dos 30 anos mínimos para o encerramento do ciclo de sua patente. Um piloto de helicóptero trabalhando para empresas de voo offshore — segmento em franca expansão por conta da exploração de bacias do pré-sal — ganha um salário médio de R$ 25 mil, mais uma série de benefícios.
Desmotivação !!
A lentidão com que se galga postos na carreira militar é outro fator que tem contribuído para desmotivar as gerações mais jovens de militares. Depois de passar pela academia e receber a patente de segundo-tenente, um militar do Exército, por exemplo, leva em média dois anos para chegar a primeiro-tenente. Seu vencimento líquido sobe, em valores atuais, de R$ 5.348,28 para R$ 5.509,07.
Serão mais três anos para ascender ao posto de capitão, ganhando R$ 5.943,02 por mês. Ou seja, em cinco anos de carreira com dedicação exclusiva, podendo ser deslocado periodicamente de cidade com toda a família, um oficial do ciclo subalterno vê o salário aumentar apenas R$ 594 ,74.
A dificuldade de um militar das áreas-meio — como engenheiros, pilotos e médicos — aos postos do círculo de oficiais-generais é outro ponto citado com frequência como um desestímulo para esses profissionais permanecerem nos quadros das Forças Armadas. "Ninguém assume isso lá dentro, mas o fato real é que, além do mérito, a questão política é um fator fortíssimo para um coronel ascender a general. E essa regra não é válida só no Exército. É o mesmo na Marinha e na Aeronáutica", diz umoficial da reserva que pediu anonimato.
MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social
NOTÍCIAS DE DEFESA
CORREIO BRAZILIENSE 7/4/2013
Reajuste salarial !!
Na tentativa de conter a sangria de talentos, o governo tem realizado estudos para melhorar o plano de carreira das três Forças Armadas, segundo fontes ouvidas pelo Correio. O reajuste de 30% concedido pela presidente Dilma Rousseff em 2012, dividido em três parcelas até 2015, já seria uma amostra da investida do Palácio do Planalto em evitar uma debandada maior de recursos humanos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Mas a principal estratégia do governo em segurar cérebros formados pelas Escolas Militares está no investimento em centros de excelência. No ano passado, a empresa Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) foi criada como a 126ª estatal brasileira. Vinculada à Marinha, a estatal será responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, o que inclui, entre outros projetos, a construção do primeiro submarino movido a propulsão atômica do país.
A preocupação em evitar a fuga de recursos humanos está expressa na exposição de motivos do projeto de lei que criou a nova estatal. "Temos vivenciado, nos últimos anos, a redução da força de trabalho por demissão voluntária (na busca de melhores condições salariais), às vezes para o próprio governo (carreira de ciência e tecnologia). Vale acrescentar que as mesmas dificuldades encontradas para a manutenção de especialistas é sentida também para o recrutamento de novos profissionais", diz o documento.
"A criação de uma empresa que possa proporcionar aos seus empregados condições semelhantes àquelas existentes no mercado de trabalho foi a alternativa encontrada para a manutenção do pessoal existente e a contratação de novos especialistas, o que nos permitirá preservar o conhecimento já alcançado", acrescenta o documento.
Falta de valorização é a principal reclamação !!
Formado em engenharia da computação pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) em 1995, André Gustavo de Albuquerque não pestanejou em largar o posto de primeiro-tenente do Exército e buscar melhores oportunidades na iniciativa privada assim que recebeu o diploma do centro de excelência do Exército. "As Forças Armadas não valorizam o engenheiro militar, mesmo que tenha investido em sua formação. Qualquer um da minha turma teria mais chances de conquistar boas posições na profissão fora do Exército", diz André, que hoje é engenheiro de sistemas sênior na multinacional de tecnologia Cisco Systems.
Na época, o engenheiro prestou concurso público para evitar pagar a indenização à União por deixar as Forças Armadas antes de cumprir o período de cinco anos equivalente à média do círculo de oficiais subalternos do Exército (segundo-tenente e primeiro-tenente). "Seria perda de tempo esperar", argumenta Albuquerque, hoje com 39 anos. "Além de enfrentar a pressão de ser obrigado a mudar para outras cidades à revelia, o salário baixo era uma realidade que afugenta. Sem falar que a chance de se chegar a general é praticamente nula para um engenheiro", salientou.
A reclamação por conta dos baixos salários está longe de ser um fenômeno recente. Em 1986, o então capitão de artilharia Jair Bolsonaro publicou um artigo na revista Veja citando o soldo como principal razão para os desligamentos de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Por ter se manifestado publicamente, Bolsonaro foi condenado a prisão disciplinar, mas colhe os frutos dessa bandeira até hoje, já no seu sexto mandato de deputado federal. Uma foto sua atrás das grades, durante a punição no quartel, está no mural de fotos que decora seu gabinete parlamentar no Congresso. "De lá para cá, a situação só piorou. Não tem nem como criticar o oficial que deixa as Forças, ele está agindo por instinto de sobrevivência", diz Bolsonaro (PP-RJ).
Funcionalismo público !!
Também formado pelo IME em engenharia da computação, Victor Dalton deixou o Exército, mas preferiu a estabilidade do serviço público à iniciativa privada. Passou 10 anos na Força, serviu em Manaus, no Rio de Janeiro e em Brasília, mas não resistiu à oportunidade de prestar concurso para a Câmara dos Deputados. "Quando eu passei, meu tio, que é general aposentado, fechou a cara. Ficou chateado mesmo, mas depois se conformou", lembra Dalton. "Tenho muito orgulho de ter pertencido ao Exército, mas o serviço público me garantiu um salto remuneratório que eu nunca teria lá. É difícil resistir", diz. "Para você ter uma ideia, são sete especialidades em que os oficiais se formam na Aman.
Dos sete melhores de cada turma, na minha geração, apenas dois continuam no Exército. E um está pensando seriamente em sair", conta Dalton. As mudanças constantes e a dificuldade de sua mulher, Anna Meirelles, migrar de emprego em emprego a cada cidade nova pesaram na decisão do servidor.
"Antigamente, esse era um movimento dos oficiais da reserva. Hoje, os jovens estão saindo das Forças cada vez mais cedo. É uma perda grande para a Defesa", diz o consultor legislativo Fernando Rocha. Ele mesmo concluiu o círculo de oficiais superiores do Exército, chegou ao posto de coronel mas, quando entrou para a reserva, preferiu ingressar nos quadros da Câmara a ter que viver apenas com a pensão de militar. "Não foi exatamente uma escolha esperar entrar na reserva. Eu bem que tentei sair antes, mas não encontrei chance", diz Rocha. "Deixei o coração no Exército, mas a pátria não começa no quartel, ela começa na família. E quando a família sofre, já sabe. Não tem vocação militar que aguente", afirma o coronel da reserva.
Fernando Rocha, consultor legislativo e coronel da reserva "A Força não valoriza o engenheiro militar, mesmo que tenha investido em sua formação.
Qualquer um da minha turma teria mais chances de conquistar boas posições fora do Exército" André de Albuquerque, engenheiro de sistemas.
Aumento concedido aos Militares no ano passado. O reajuste será escalonado até 2015.
Os centros de excelência !!
Instituto Militar de Engenharia
Sempre citado no topo do ranking das melhores escolas de engenharia do país, o Instituto Militar de Engenharia (IME) pertence ao Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército. É resultado da fusão da Escola Técnica do Exército com o Instituto Militar de Tecnologia, que aconteceu em 1959, e hoje concentra cursos de graduação e pós-graduação em sete áreas de engenharia.
Instituto Tecnológico de Aeronáutica.
Com um dos vestibulares mais disputados do país, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) ajudou a fazer de São José dos Campos (SP), onde fica sua sede, uma Meca da tecnologia em aviação do país. Grandes empresas brasileiras do setor, como a Embraer, caçam seus talentos nas turmas de formandos do instituto, que oferece cursos em seis áreas de engenharia, incluindo eletrônica e aeroespacial.
Academia Militar das Agulhas Negras Localizada em Resende (RJ), a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) é responsável pela formação de oficiais do Exército. Estudantes a partir do terceiro ano do ensino médio entre 16 e 21 anos podem se candidatar em concurso público para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), onde cursam um ano de ensino superior. Só depois, poderão ingressar na Aman, onde passarão pelo ciclo básico de ensino militar antes de se integrar a uma Arma, Quadro de Material Bélico ou Serviço de Intendência.
Academia da Força Aérea Subordinada ao departamento de Ensino da Aeronáutica, a Academia da Força Aérea (AFA) tem como objetivo a formação de oficiais da ativa para os quadros de aviadores, intendentes e de infantaria da Força Aérea Brasileira (FAB). Localizada em Pirassununga (SP), é a sucessora da antiga Escola de Aeronáutica. Abrange os cursos de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica (CFOINF), o Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV) e o Curso de Formação de Oficiais Intendentes (CFOINT).
Escola Naval
É responsável pela formação dos Militares que ocuparão os postos iniciais das carreiras dos Oficiais dos Corpos da Armada, dos Fuzileiros Navais e dos Intendentes da Marinha. Trata-se da mais antiga instituição de ensino de nível superior do Brasil. Tem origem na Academia Real de Guardas-Marinha, criada em 1782, em Lisboa, e migrou para o Brasil em 1808, com o desembarque da família real portuguesa no Rio de Janeiro.
Comentário:
Faltou colocar os militares graduados especializados em manter estes equipamentos em funcionamentos e não foi contabilizada a evasão destes profissionais, que muitos deles não têm seu valor merecido dentro da caserna, mas sem eles o que será das Forças Armadas?
A Escola Especialistas de Aeronáutica - EEAer tem 27cursos especializados, assim como no Exército e na Marinha, os graduados tem função especifica voltada a carreira militar, mas não tem motivação profissional para permanecer na vida militar onde não tem o devido reconhecimento.
Hoje já existe curso tecnológico de ensino superior na vida civil, se comparando com a carga horária dos alunos especialistas que faz curso profissional com duração de 02 (dois) anos em regime de internato, como fica a equiparação destes profissionais que exercem a mesma profissão cito como exemplo o curso superior de tecnólogo em mecânico de avião, existem hoje muitos graduados com formação superior dentro das forças armadas que estão deixando a sua vocação para ingressar em outras atividades, como juízes, promotores, auditores e etc, simplesmente por causa da falta de ascensão profissional na carreira na vida militar e a defasagem salarial, que esta afetando tos os militares das Forças Armadas.
Postado pelo Lobo do mar
FUGA DE TALENTOS NA ELITE MILITAR
POR CARDOSO LIRA
Baixa remuneração, humilhação e demora de ascensão na carreira estão entre os
motivos para a fuga de oficiais formados em escolas da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica. O setor privado e até o serviço público estão
mais atraentes. A debandada de especialistas preocupa as Forças
Armadas Brasileiras.
Enquanto o corrupto e abominável governo brasileiro do PT, esta organização criminosa nojenta centra as atenções da Estratégia Nacional
de Defesa no reaparelhamento do Sistema de Defesa Nacional, as Forças
Armadas se deparam com uma evasão sem precedentes em seus quadros
técnicos. A elite dos oficiais formados nas escolas da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica está optando cada vez mais por deixar a vida
militar em busca de melhores salários e oportunidades de crescimento
profissional na iniciativa privada e no funcionalismo público civil. Só
em 2012, 245 oficiais militares deixaram as instituições. É como se um
oficial deixasse o contingente militar brasileiro a cada dia útil do
ano. Foi o maior volume de pedidos de demissão registrados entre
militares do círculo de oficiais desde 2006. Só nos primeiros três meses
deste ano, o Diário Oficial da União registrou a saída de outros 54
oficiais.
"Ninguém assume isso lá dentro, mas o fato real é que, além do
mérito, a questão política é um fator fortíssimo para um coronel
ascender a general."
A fuga de cérebros especiais das Forças Armadas cresce no momento em que o país vê
com preocupação crescente a questão da defesa de fronteiras e de seus
recursos naturais, sobretudo em função da descoberta de jazidas de
petróleo na camada pré-sal. A perda de capital humano com a migração de
militares para a iniciativa privada se soma ao prejuízo financeiro para o
Estado. Cálculos extraoficiais estimam que a formação de um piloto da
Aeronáutica custe em torno de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos,
incluindo não só o preço das horas-aula, mas também o internato do
aluno, as horas de voo e o combustível das aeronaves utilizadas no
treinamento.
Por conta disso, o oficial que pendura a farda é obrigado a pagar à
União uma indenização inversamente proporcional ao seu tempo de
permanência na Força. O interesse nesses especialistas é tão grande que,
não raro, a empresa que contrata o ex-militar assume o valor da multa.
Não repõe, contudo, a perda de um profissional intensamente treinado,
com conhecimento profundo de questões estratégicas para o país e um militar preparado para defender a nossa pátria, tão destruída por esta organização criminosa que se encontra no poder da República.
POSTADO PELO LOBO DO MAR josecardosolira@gmail.com
Brasil Quebrado do PT: apenas 3,6% dos municípios podem fazer convênios com o governo federal.
Por Cardoso Lira
A MELHOR DEFINIÇÃO DO PT
O PT é uma organizaçao criminosa, orientada por falços
intelectuais que estudam e não trabalham, formada por
militantes corruptos e bandidos, que trabalham e não estudam,
comandado por sindicalistas ladrões que não estudam
nem trabalham, que estão MUITO RICOS com o apoio de
eleitores idiotas que trabalham pra burro e não têm dinheiro nem
pra comer nem pra estudar, só para sustentar picaretas e marajás.
O GLOBO
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) feito
a partir de dados do Tesouro Nacional e dos ministérios aponta que
96,4% de 5.563 municípios do país estão, este mês, inaptos a fazer
convênios com o governo federal. Por conta disso, apenas 200 cidades em
todo o Brasil podem receber verbas de transferências voluntárias. É
dinheiro que pode ser usado, por exemplo, para reformar e ampliar
postos de saúde, para obras de dragagem e pavimentação e até para
construção de equipamentos de lazer e reformas de escolas e creches.
Segundo a CNM, as cidades inaptas têm restrição no Cadastro Único de
Convênios (CAUC), uma espécie de Serasa das prefeituras. Em sete estados
— Alagoas, Piauí, Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima e Sergipe —, todos
os municípios estão inadimplentes. Rio Grande do Sul, que no
levantamento aparece como sendo o estado com menos cidades com
pendências, ainda assim tem 89,5% dos municípios inaptos. No Rio,
apenas Natividade e Niterói estão aptos. — Estamos monitorando o CAUC
desde janeiro e houve um aumento grande de inadimplência entre março e
abril. Eram 4.042 cidades inaptas no mês passado.
Essas que entraram agora vão parar de receber os repasses dos convênios
que têm. São obras que acabam paralisadas — diz Paulo Ziulkoski,
presidente da CNM — Uma parte do problema se deve à falta de capacidade
técnica, mas os municípios chegaram ao fundo do poço muito porque o
governo oferece os programas, os prefeitos aceitam e depois não têm
como arcar com a manutenção. O ProInfância, que é para construir e
reformar creches, é importante. Mas o governo federal faz o prédio e
depois cada criança matriculada custa entre R$ 700 e R$ 800. Daí, a
prefeitura recebe pouco mais de R$ 250 por aluno. Para mantê-los, o
prefeito deixa de pagar a Previdência, não aplica a renda mínima em
Saúde e em Educação e acaba com pendência no CAUC.
Transferências: até 6% do PIB
Sem a verba das transferências voluntárias, as cidades contam com as
transferências constitucionais e legais — distribuição de recursos
oriundos da arrecadação de tributos federais ou estaduais aos estados,
Distrito Federal e municípios —, como o Fundo de Participação dos
Municípios e a Lei Kandir. Recebem ainda verbas do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), que, segundo o Ministério do
Planejamento, “os entes federativos são aptos a receber conforme
determina a Lei 11.578/2007, que rege as transferências obrigatórias, e
não menciona adimplência ao CAUC como condição”.
— No Orçamento da União, dependendo do ano, as transferências
voluntárias representam de 4% a 6% do PIB — diz Ziulkoski — Com a
maioria dos municípios sem poder receber, os investimentos caem muito,
já que poucos convênios são para custeio. Se isso perdurar, a economia
será afetada. E quem paga o preço mais alto é o cidadão.
Em Altos, no Piauí, a impossibilidade de firmar convênios com a União já
fez, segundo a prefeita Patrícia Leal (PPS), com que a cidade de 40
mil habitantes perdesse verba de, pelo menos, três ministérios: — O
Ministério da Saúde não liberou R$ 200 mil para a reforma do Centro
Ortopédico e melhoria do hospital municipal, o das Cidades não liberou
R$ 3 milhões para calçamento e o da Infraestrutura não liberou R$ 1
milhão para obras. Caímos em cinco exigências do CAUC e nossa dívida já
é superior a R$ 2 milhões, sendo R$ 1,5 milhão só para a Previdência
Social. A situação é muito difícil.
Moradora de São Sebastião, na periferia de Altos, Daniele Maria do
Nascimento, de 20 anos, é mãe de um menino de um ano e quatro meses e
diz que é um sofrimento ter que levar o filho ao médico. Ela precisa
caminhar por seis quilômetros em ruas sem calçamento até o hospital
municipal. Na última sexta-feira, Daniele tentava fazer com que
Gabriel, gripado e com suspeita de pneumonia, fosse atendido.
— Não tem médico, só um estudante de medicina. Ele não fez exame, passou
um remédio, que não tenho dinheiro para comprar, e mandou meu filho
para casa. Antes, tinha farmácia que dava medicamentos, mas acabou. E o
hospital nem tem equipamento para saber se ele está com pneumonia ou
não. O menino não melhora. Ele fica cansado o tempo todo.
A prefeita reconhece o problema: — Nosso hospital está com o teto e o
reboco das paredes caindo, e sem alguns equipamentos. Também não temos
dinheiro para pavimentação. A cidade nem conseguiu prestar contas para
órgãos como a Funasa, o que prejudica bastante.
São Paulo e Salvador com nome sujo
A falta de repasses, por conta do nome sujo no CAUC, não afeta só
cidades médias e pequenas. As prefeituras de São Paulo e Salvador, por
exemplo, têm pendências e os prefeitos Fernando Haddad (PT-SP) e ACM
Neto (DEM-BA), que tomaram posse este ano, buscam uma solução. Na
capital baiana, foi editado um decreto no dia 2 de janeiro e todas as
pendências estão sendo levantadas nos órgãos responsáveis pelos
registros negativos. A prefeitura também foi à Justiça e, em nota,
informa que conseguiu liberar cerca de R$ 40 milhões. “A Justiça
entendeu que a responsabilidade das inadimplências é da gestão anterior e
que, portanto, a população não pode sofrer as consequências disso”.
Em São Paulo, são três pendências que impedem que o município celebre
convênios. Segundo a assessoria, “todas são antigas e já estão em
processo de regularização”. A nota diz ainda que uma delas já está
regularizada e será corrigida pela Caixa Econômica Federal no CAUC.
Além disso, o Instituto de Previdência Municipal “já adotou medidas
administrativas para efetuar a regularização” da dívida de
contribuições ao Pasep. O valor pendente é de R$ 1,3 milhão. Sobre o
terceiro registro, que diz respeito a convênio encerrado em 2009 entre a
Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e a
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a nota diz
que “a Secretaria de Negócios Jurídicos foi comunicada e está tomando
as medidas legais cabíveis”.
— O que o levantamento mostra é que os municípios estão com problema de
caixa. Eles têm recurso aquém do necessário. O prefeito tem que
escolher: paga a Previdência ou paga os salários dos servidores. E,
então, incorre no CAUC — diz Eduardo Tadeu Pereira, que preside a
Associação Brasileira dos Municípios. — A solução passa por repactuar a
divisão do bolo orçamentário. Os municípios precisam de uma fatia
maior.
Ziulkoski discorda. Para ele, o orçamento até poderia ser menor se os
municípios arcassem com menos serviços: — Em 1988, as prefeituras tinham
25 mil funcionários na área de Saúde. Hoje, mais de 1,6 milhão. O
gasto com pessoal já chega a quase 50%. Essa situação impacta todo o
Brasil. E, se o município fica inadimplente, não tem investimento. E aí
não tem emprego, arrecada-se menos impostos. O governo federal só
deveria firmar acordo com quem têm condições de arcar, já que os
programas são sempre subfinanciados. Procurado, o Ministério da Fazenda,
que é o órgão responsável pelo CAUC, disse ter encaminhado as
perguntas ao setor que coordena a área, mas não respondeu ao GLOBO até o
fechamento da matéria. (O Globo)
Postado pelo Lobo do Mar
domingo, 7 de abril de 2013
Erenice, ex-braço-direito de Dilma, demitida por causa de lambanças da Casa Civil, está de volta. E continua poderosa! Ninguém vaia, ninguém protesta, ninguém dá selinho…
Por Cardoso Lira
POR REINALDO AZEVEDO
Erenice, demitida da Casa Civil depois de um escândalo, torna-se poderosa lobisa e já segue agenda de Dilma (foto: Dida Sampaio/13.07.2010/Estadão Conteúdo)
No Brasil
em que um deputado evangélico se transforma no inimigo público nº 1 da
imprensa e dos descolados — ele pode não ser a voz de Deus, mas os que
querem linchá-lo não são a voz do povo! — porque é contra o casamento
gay (“Oh! Como pode? Que escândalo!”), os que trataram e tratam os
cofres públicos como se fossem assunto privado não têm com que se
preocupar. Vejam lá João Paulo Cunha e José Genoino, condenados e
cassados (questão de tempo), na Comissão de Constituição de Justiça. São
tratados pelo jornalismo como príncipes, como pensadores. Setenta e
três milhões de reais só do Banco do Brasil foram para o ralo dos
larápios. Mas Genoino diz que não houve dinheiro
público naquela sem-vergonhice. Nem Ricardo Lewandowski acreditou.
Assim, não é de se estranhar que Erenice Guerra — ex-braço-direito da
então ministra Dilma e depois ela própria chefe da Casa Civil, demitida à
esteira de um escândalo — esteja de volta. E mais poderosa do que
nunca!
Reportagem
publicada na edição de VEJA desta semana mostra que Erenice montou um
escritório de lobby numa mansão de Brasília, desfila num carrão avaliado
em R$ 200 mil, reúne-se com empresários e agentes públicos e continua,
atenção!, INFLUENTE NO PALÁCIO DO PLANALTO. Mais do que isso: ela também
lida também com questões que dizem respeito à campanha eleitoral de
2014.
Não é a
primeira que foi defenestrada do governo e que volta com força. Dilma
devolveu os ministérios do Trabalho e dos Transportes a prepostos dos
ex-ministros Carlos Lupi e Alfredo Nascimento, respectivamente. Os dois
saíram do governo tangidos por escândalos. Como Dilma quer contar com o
PDT e com PR na eleição do ano que bem, como quer o seu tempo de TV, fez
o que estava a seu alcance para contentar as duas legendas:
entregou-lhes cargos públicos; deu-lhes uma fatia da administração.
Eles, naturalmente, ficaram gratos, vão apoiar a campanha pela reeleição
de Dilma e dirão que o fazem em defesa do povo.
Como só um
homem mexe com o senso de justiça da imprensa — Marco Feliciano! —,
essas negociações, assim, meio pornôs no que respeita à moralidade
pública, foram feitas a céu aberto. Ninguém espera que o PDT ou o PR
apresentem uma bula de princípios éticos para Dilma, não é mesmo?
Com
Erenice, no entanto, é um pouco diferente. Ela não tem votos no
Congresso nem tem minutos na TV. Mas, pelo visto, tem um lugar no
coração de Dilma. Na Casa Civil, conheceu as entranhas do Palácio.
Voltou, assim, meio nas sombras, mas atuando já nas altas esferas. Leiam
trechos da Reportagem de Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin. Volto em
seguida.
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Braço-direito de Dilma no governo passado, Erenice foi demitida em setembro de 2010, duas semanas antes da eleição, depois de VEJA revelar que ela integrava um bem articulado esquema de corrupção montado no Palácio do Planalto. Com a vitória de Dilma, reconstruiu a carreira longe dos holofotes. Hoje, ela atua como lobista de sucesso – que recebe em seu escritório autoridades de primeiro escalão para negociar projetos bilionários — e participa até mesmo das articulações eleitorais em curso. Na semana passada, Erenice esteve em Fortaleza com Dilma e a comitiva da presidente, que cumpriu agenda oficial na cidade. Erenice se hospedou no mesmo hotel reservado para a equipe presidencial e agiu como se ainda fosse, formalmente, uma das estrelas do time. Ela conversou com políticos e cobrou deles empenho na campanha pela reeleição da petista. Apresentou-se sempre como uma interlocutora do Planalto e quis saber quem simpatizava com Eduardo Campos (PSB), o aliado que pode virar adversário na corrida presidencial. Há mais do que mera lealdade à amiga Dilma nesse tipo de trabalho. Há. isso sim, uma boa dose de estratégia comercial. Erenice ganha para fazer lobby de interesses privados junto ao governo do PT, no qual tem uma extensa rede de contatos.
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Braço-direito de Dilma no governo passado, Erenice foi demitida em setembro de 2010, duas semanas antes da eleição, depois de VEJA revelar que ela integrava um bem articulado esquema de corrupção montado no Palácio do Planalto. Com a vitória de Dilma, reconstruiu a carreira longe dos holofotes. Hoje, ela atua como lobista de sucesso – que recebe em seu escritório autoridades de primeiro escalão para negociar projetos bilionários — e participa até mesmo das articulações eleitorais em curso. Na semana passada, Erenice esteve em Fortaleza com Dilma e a comitiva da presidente, que cumpriu agenda oficial na cidade. Erenice se hospedou no mesmo hotel reservado para a equipe presidencial e agiu como se ainda fosse, formalmente, uma das estrelas do time. Ela conversou com políticos e cobrou deles empenho na campanha pela reeleição da petista. Apresentou-se sempre como uma interlocutora do Planalto e quis saber quem simpatizava com Eduardo Campos (PSB), o aliado que pode virar adversário na corrida presidencial. Há mais do que mera lealdade à amiga Dilma nesse tipo de trabalho. Há. isso sim, uma boa dose de estratégia comercial. Erenice ganha para fazer lobby de interesses privados junto ao governo do PT, no qual tem uma extensa rede de contatos.
No Ceará, a
ex-ministra teve uma audiência com o vice-governador Domingos Filho
(PMDB) para tratar de um projeto de exploração de energia solar tocado
no estado pelo empresário Eike Batista. Mas a base de operações dela é
mesmo em Brasília, numa luxuosa casa no Lago Sul, um dos endereços mais
exclusivos da capital. Ali, funciona o escritório Guerra Advogados
Associados, que Erenice mantém em sociedade com os irmãos. O escritório é
de advocacia apenas no nome. Erenice não aparece como advogada em
nenhum processo novo sequer, nem na Justiça local nem nos tribunais
superiores de Brasília. Não sem razão. A especialidade da casa é outra:
fazer lobby. Utilizando-se das boas relações que tem no governo federal e
entre políticos petistas e de partidos aliados, Erenice bajula e é
bajulada por autoridades — de senadores da República a funcionários do
alto escalão do governo — e fecha negócios valiosos envolvendo o setor
público. Na quarta-feira, ela recebeu o secretário executivo do
Ministério da Previdência, o petista Carlos Gabas. “Foi um almoço de
amigos. Conversamos sobre a vida e o que estamos fazendo para manter
nossa sanidade mental”, disse Gabas, que chegou ao escritório em carro
oficial e é quem manda de fato na pasta. “Até onde eu sei, nada foi
provado contra ela.” Não é bem assim.
No
Ministério Público, após uma investigação sumária e repleta de falhas, o
procedimento destinado a apurar as peripécias da ex-ministra de fato
foi arquivado. Mas um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU),
órgão do próprio governo, acusou Erenice de irregularidades graves
quando esteve no comando da Casa Civil. Entre elas, ter usado o cargo
para viabilizar negócios de empresas que contratavam os serviços de
consultoria de seu filho Israel. Erenice agiu ainda para favorecer a
Unicel, companhia de telefonia que tinha seu marido, José Roberto
Camargo, como representante. Esse lobby rendeu frutos num primeiro
momento, mas o grande negócio — que era a venda da Unicel para a Nextel –
foi barrado pela Anatel depois de revelado por VEJA.
(…)
Voltei
Este blog publicou com exclusividade, no dia 1º de novembro do ano passado, a operação que havia sido montada para vencer a Unicel, uma empresa falida, à Nextel. Curiosamente, informei então, coisas desse fantástico mundo das coincidências em que transitam os petistas, a Nextel estava sendo beneficiada por uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que tinha tido o dedo — ou a mão inteira — de Erenice. A operação de compra e venda transitava na surdina. Revelada, a Anatel teve de intervir e impediu a operação. Legalmente ao menos, com certeza, ela não se realizou…
EncerroEste blog publicou com exclusividade, no dia 1º de novembro do ano passado, a operação que havia sido montada para vencer a Unicel, uma empresa falida, à Nextel. Curiosamente, informei então, coisas desse fantástico mundo das coincidências em que transitam os petistas, a Nextel estava sendo beneficiada por uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que tinha tido o dedo — ou a mão inteira — de Erenice. A operação de compra e venda transitava na surdina. Revelada, a Anatel teve de intervir e impediu a operação. Legalmente ao menos, com certeza, ela não se realizou…
Convenham, não é? O Brasil tem coisas mais importantes e urgentes, como punir as pessoas por delito de opinião.
COMENTO
Este realmente é o país dos petralhas.....
POSTADO PELO LOBO DO MAR
sábado, 6 de abril de 2013
Palocci toca a Fazenda por debaixo dos panos e Lula o escala para levantar grana para campanha de 2014
POR CARDOSO LIRA
'OS POLÍTICOS E AS FRALDAS DEVEM SER MUDADOS FREQUENTEMENTE PELA MESMA RAZÃO' (Eça de Queiroz)
"O Aviltamento do Marxismo pelos oportunistas e corruptos que estão no poder
da República. Nesta premissa, nenhum bandido ou político farsante escapará da
vala comum reservada aos falsificadores da história". (Cardoso Lira)
Se
em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite,
enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que
entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem
por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando
encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles.
(Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)
Antônio Palocci Filho volta a ser o verdadeiro
ministro da Fazenda. Guido Mantega é apenas um figurante – que segue suas
orientações. Fingindo que supervisiona tudo, no maior jogo de dissimulação,
está a Presidenta Dilma Rousseff – que obedece a todas as ordens de seu
antecessor. Luiz Inácio Lula da Silva demonstra tanta sede de poder que se
comporta como o cara que constrói uma ponte sem que embaixo tenha ao menos um
riacho. Age como um semideus que faz o que bem entende.
Um dos homens mais invisíveis dos bastidores
econômicos do País, o médico Palocci não vai apenas agir como oculto curandeiro
econômico, enquanto Mantega fica refém do perigoso discurso de aumentar
novamente juros que nunca foram baixos no mundo real. Palocci já é o
responsável direto, com Lula negociando junto ou por trás, da captação mi ou
bilionária para a campanha reeleitoral de Dilma. A missão árdua do Doutor
Palocci é convencer os bancos a voltarem para o lado do PT, abandonando a ideia
de apostar na oposição, investindo pesado em Aécio Neves ou Eduardo Campos.
Ex-ministro da Casa Civil de Dilma – derrubado em
maio de 2011 por causa de denúncias sobre seu enriquecido patrimônio pessoal -,
Palocci sempre agiu na sombra do poder. Foi derrubado do cargo, mas nunca saiu
do poder federal. A maior virtude dele é não ter um comportamento espalhafatoso
ou politicamente radicalóide – como seu colega mais visível nas sombras, José
Dirceu. Palocci é simpático e mais afável no trato com empresários e políticos,
além de contar com respaldo da banca financeira transnacional – com quem
cumpriu todos os acordos explícitos ou secretos enquanto foi ministro da
Fazenda de Lula.
Dirceu tem ciúmes do poder de Palocci, mas pouco
pode fazer para derrubá-lo, além do que sempre fez até agora. Lula tem total
confiança em Palocci – e delega a ele a maior parte do trabalho invisível de
fechar negócios aqui e no exterior. Palocci fecha e Lula sacramenta, levando os
louros da vitória e, certamente, a maior parte dos lucros nas negociações.
Risco fatal para Lula
O maior problema de Lula é a voz – e não os
prováveis efeitos de um tratamento de câncer que seus médicos julgam estar completamente
curado, embora ele continue a tomar medicações para prevenir ou inibir tumores.
Quanto mais ele força falar, suas cordas vocais
começam a se deteriorar – o que representa uma verdadeira tragédia para o político
falastrão.
Médicos já aconselharam Lula a parar de fazer
longos discursos, pois ele pode acabar com a fala completamente comprometida,
apesar do intenso tratamento de fonoaudiologia.
Lula já recebeu ordens expressas para não fumar e
nem beber, mas os mais próximos duvidam que ele cumpra integralmente a
determinação dos médicos.
Não tem brasileiro na listinha?
Existe o risco muito alto do santo nome de uma
poderosa figura do Poder Judiciário aparecer na listinha internacional de 13
mil pessoas envolvidas nos 12 mil movimentos de empresas com fortunas
escondidas em Paraísos fiscais.
Ontem, o Consórcio Internacional de Jornalismo
Investigativo (ICIJ) expôs parcialmente o resultado de quinze meses de
pesquisas em 2,5 milhões de arquivos digitais – principalmente nas Ilhas
Virgens britânicas, Cook e Cayman.
Curiosamente, o trabalho foi patrocinado pelo
governo do Canadá – que faz parte da comunidade britânica -, a partir de onde a
oligarquia financeira transnacional exerce seu poder sobre todos os negócios do
mundo.
Mensalão – Aconteceu! MP não se intimida, e Lula é agora um investigado
O
PT ameaçou até botar as tropas na rua para que isto não acontecesse,
mas aconteceu. Lula passou à condição de investigado no caso do
mensalão. A Al Qaeda Eletrônica até ensaiou aquela conversa mole de
“Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo” para intimidar o
Ministério Público, mas não adiantou. Agora o ex-presidente da República
é, oficialmente, um investigado.
“Mas a
Polícia Federal pode se negar?” Claro que não! O que ela pode é fazer o
inquérito e concluir que ele não cometeu nenhum crime. Vamos ver. Mas
vai ter de investigar. Se o MP pediu que o faça, é porque viu, quando
menos, indícios de prática criminosa.
Leiam o que informa Gabriel Castro, na VEJA.com:
A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar denúncias feitas pelo operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci Filho. Valério acusou Lula de ter intermediado um repasse de 7 milhões de reais da Portugal Telecom ao PT.
A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar denúncias feitas pelo operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério de Souza, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Antonio Palocci Filho. Valério acusou Lula de ter intermediado um repasse de 7 milhões de reais da Portugal Telecom ao PT.
A decisão
foi tomada nesta quinta-feira pelo Ministério Público e significa que a
investigação sobre o papel de Lula no esquema do mensalão avançou mais
um passo – será o primeiro inquérito aberto contra o ex-presidente da
República. Até agora, apenas um procedimento de investigação para checar
os indícios fornecidos por Valério em seus depoimentos contra o
ex-presidente havia sido instaurado.
Nos
depoimentos, Valério afirmou que Lula teve participação direta na
montagem do esquema de desvio de recursos e compra de apoio político no
Congresso Nacional. As acusações de Valério levaram o MPF a abrir outras
cinco apurações preliminares. Dessas, uma já foi encaminhada à
Procuradoria Eleitoral do Distrito Federal porque envolve denúncia de
caixa dois; as outras investigações ainda estão sob análise de
procuradores e também podem se transformar em inquéritos.
Portugal Telecom
O novo inquérito vai apurar a participação de Lula na intermediação de um empréstimo de 7 milhões de reais da Portugal Telecom para o PT. De acordo com depoimento prestado por Marcos Valério à Procuradoria Geral da República no ano passado, uma fornecedora da Portugal Telecom, sediada em Macau, repassou o dinheiro ao PT para quitar dívidas de campanha. Os recursos teriam entrado no país por meio das contas de publicitários que trabalharam para o partido.
O novo inquérito vai apurar a participação de Lula na intermediação de um empréstimo de 7 milhões de reais da Portugal Telecom para o PT. De acordo com depoimento prestado por Marcos Valério à Procuradoria Geral da República no ano passado, uma fornecedora da Portugal Telecom, sediada em Macau, repassou o dinheiro ao PT para quitar dívidas de campanha. Os recursos teriam entrado no país por meio das contas de publicitários que trabalharam para o partido.
Segundo a
denúncia, Lula teria se reunido com Miguel Horta, então presidente da
Portugal Telecom, para negociar o repasse. A transação estaria ligada a
uma viagem feita por Valério a Portugal, em 2005. O episódio foi usado,
no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário
em negociações financeiras envolvendo o PT.
Postado pelo Lobo do Mar
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