quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hitler e a PEC 37

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".
(Rui Barbosa)

Faroeste Caboclo com Santo Lula

"Minha Casa, Minha Dívida": vem aí a inflação da geladeira, do liquidificador, do forno elétrico, da batedeira, do sofá...


por cardoso lira

Depois que até o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que foco do governo é fazer o país crescer por meio doinvestimento, o governo lançou nesta quarta-feira mais uma medida de estímulo ao consumo. O programa social Minha Casa Melhor, que dá crédito barato para compra de móveis e eletrodomésticos, pode injetar R$ 18,7 bilhões na economia, o que representa 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país). E não será o consumo que vai puxar a economia, dizem especialistas. O último dado do PIB mostrou que o consumo das famílias estagnou. Saiu de expansão de 1% no fim do ano para 0,1% no início de 2013.
Crescer via investimento é a resposta para o problema maior do Brasil hoje: ter oferta suficiente para atender à demanda, problema que já aparece na inflação em alta. Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Armando Castelar, não faz sentido estimular consumo, se o problema é de oferta. Portanto, de mais investimento: — Política econômica não se faz via fogão e geladeira. E esse microgerenciamento, com subsídios dirigidos, cria incerteza.

Há um diagnóstico disseminado e endossado pelo Banco Central (BC), diz Castelar, de que não falta demanda, a ponto de o BC ter subido os juros. Portanto, estimular o consumo para crescer perdeu eficácia.— Pode aumentar o consumo de geladeira, mas não o consumo total. E pior, como temos problemas de oferta, esse consumo vai bater nos preços.

Estímulo é 'esquizofrênico', diz economista

Isso ocorre num momento em que os bens duráveis vêm encarecendo. Segundo o economista Paulo Levy, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em meados de 2012, havia deflação anual de 5% nesses produtos. — A inflação de duráveis vem subindo. Em abril foi de 0,09% e em maio, de 0,21%.

O economista Joaquim Elói Cirne de Toledo classificou como esquizofrênico esse novo estímulo, nos moldes adotados desde a crise de 2008 e 2009, enquanto o BC sobe juros. — O BC pisa no breque e Ministério das Cidades pisa no acelerador. 

A economista Monica de Bolle diz que o governo é pródigo em dar sinais contraditórios: — O próprio Mantega disse que o consumo deixou de ser o carro-chefe da economia e agora dá subsídio fiscal para o consumo. É tudo improvisado e contraditório. ( O Globo)


Britânicos que tiveram interesses contrariados na Petrobrás lideram pedido pela cabeça de Mantega


Por Jorge Serrão – 

Investidores britânicos da Petrobrás, que tiveram interesses contrariados por Guido Mantega, são os maiores interessados na queda do ministro da Fazenda. Também presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Mantega é vítima da indefinição cambial na inconsistente política econômica (se é que se pode chamar assim um entreguismo burro).

O dólar que boia no mar de lama do governo(e não flutua, como tentam defender) é a desgraça da gestão Dilma Rousseff (já em queda de popularidade) e do ministro da Fazenda que ela foi obrigada a engolir por imposição do onipresente antecessor Lula da Silva. Se o dólar sobe de cotação, empresas endividadas e importadores caem de pau. Se o dólar desce, os exportadores é que esperneiam nas tamancas contra o governo.

A Petrobrás é uma das empresas mais afetadas pela subida do dólar (que a especulação já fala em chegar, facilmente, aos R$ 2,30, contra a vontade do Banco Central do Brasil – que é passageiro e não piloto do titanic da política econômica). A estatal de economia mista aumenta seus prejuízos pagando caro pela importação de derivados de petróleo, sem que o governo lhe permita reajustar os preços internos dos combustíveis.

Por oportunismo, os inimigos externos de Mantega (e que já sinalizam o desejo de “fora, PT em 2014”) escalaram os agentes ideológicos que patrocinam por debaixo dos panos para protagonizarem “protestos populares” contra o reajuste das passagens de ônibus. Na versão dos governos, a passagem tem de ficar mais cara para compensar a alta do diesel. O que os governantes não contam é que a permissão para os aumentos faz parte da oportunista aliança com empresários de transportes que financiam as campanhas eleitorais e precisam faturar mais para isto.

Outro fator impeditivo do aumento de preços dos derivados de petróleo é o reflexo de tal aumento na inflação, que – em bom dilmês – tem que ser combatida “diuturnamente e noturnamente”. O governo esbanjador dodinheiro público, formado por políticos sociopatas que dependem dos mensalões para ficarem mais ricos ainda, só liga para a inflação porque ela traz prejuízos à imagem eleitoral. Na prática, o titanic Brasil segue o seu destino de mera colônia de exploração subdesenvolvida e onde o empreendedorismo vale nada ou muito pouco.

O engenheiro João Vinhosa, que foi do Conselho Nacional do Petróleo, lembra que, na década de 80, o poderoso presidente do extinto Conselho Nacional do Petróleo (CNP), General Oziel de Almeida Costa, por diversas vezes, declarou que, ao se fixar o reajuste dos preços dos derivados de petróleo, o CNP era inflexível: os menores percentuais de aumento tinham que ser dados para o gás de cozinha (para não impedir o pobre fazer sua comida) e para o óleo diesel (para evitar convulsão social, decorrente do repasse do aumento do preço do diesel ao preço das passagens do transporte urbano de massa).

Como a democradura dos sociopatas petralhas liga para coisa nenhuma – a não ser sua própria sede de poder e vaidade ilimitada de seus líderes -, a situação econômica tende a piorar. Não adianta manipular o noticiário com notícias plantadas sobre a melhora do tumor maligno que destrói nossa economia. A casa já está com a estrutura comprometida. Tende a desabar politicamente em 2014. Mas nada vai mudar se sair o PT e entrarem ou voltarem ao poder aqueles que têm as mesma falta de solução para um Brasil soberano, desenvolvido, eficiente e mais honesto.

Por trás da máscara


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aguinaldo Timóteo Critica Daniela Mercury e a chama de oportunista

Coveiro do PT enterra a lei em cova rasa.


POR CARDOSO LIRA

Deixa estar, e aí está, quando a polícia do PT desocupou o Pinheirinho, em São Paulo, cumprindo ordem judicial, um dos primeiros a se manifestar contra a Lei foi mega bandido quase padre, Gilberto Carvalho, a célula mais radical do PT e ainda secretário da guerrilheira Dilma. É claro, quem estava lá na linha de frente da balbúrdia era o seu aprendiz de feiticeiro da organização criminosa do PT, Paulo Maldos, ex-assessor do CIMI e ex-marido da ex-presidente da FUNAI, demitida na última sexta-feira. Dizia o Coveiro bandido larápio Carvalho, falando em nome da organização criminosa do governo:

“Nós achamos que havia alguma coisa que poderia ser feito ainda, sobretudo uma saída negociada e humana para aquelas famílias, sem a necessidade daquela praça de guerra que foi armada lá”

É importante dizer que a reintegração de posse somente é concedida pelo juiz depois que todos os recursos de negociação são tentados. É, portanto, um comentário cínico em cima de uma decisão judicial perfeita. Mas o Coveiro do PT não parou por aí. No caso da fazenda Buritis, onde um índio armado foi morto pela Polícia Federal ao reagir à reintegração de posse,  o secretário da Dilma também pregou a desobediência à Justiça,em nome da Presidente:

"Quando um juiz de primeira instância mandou a reintegração de posse, a presidente falou para o ministro aqui que não devia ter obedecido, porque para fazer uma operação como aquela lá fatalmente poderia dar em uma morte"

O Mega bandido e quase padre Carvalho  até escondeu da opinião pública que o juiz postergou por 10 dias a primeira ordem, justamente para que houvesse negociação. O corrupto e amaldiçoado governo omitiu-se. Quem foi para lá foi o CNJ. Não apareceu ministro da Justiça e nem ministra dos Direitos Humanos. Só depois da morte é que o Omisso porquinho sobrevivente da criação da Dilma, Cardozo, como bem definiu a senadora Kátia Abreu, apareceu por lá com a Força Nacional.(É um déspota analfabeto).

Agora, com a sede da FUNAI invadida, no seu quintal e na porta da sua sala, tendo a sua autoridade contestada por meia dúzia de índios manipulados por ONGS e pelo CIMI, Gilberto Carvalho muda o discurso. Ontem afirmou:

“Caso não o deixem (o prédio), cabe a nós entrar com um pedido de reintegração de posse... Quando você está no governo, tem de zelar pela legalidade, institucionalidade"

Muito bem, e como assim? Por que não vai negociar, com o amaldiçoado e quase padre Gilberto Carvalho? O Bandido da ala mais radical da organização criminosa do PT? Não é tão fácil resolver os problemas de forma pacífica? E as mais de 60 fazendas invadidas somente no Mato Grosso do Sul não podem ter reintegração de posse, para evitar violência? Mande o Maldos negociar com os mandurukus! Mande a guerrilheira nociva, imprestável, revanchista e abominável, Maria do Rosário!Gilberto Carvalho é a maior prova de que este governo petista é um governo salafrário vive de peculato, crime e de conveniências e não de respeito à lei. Nosso Estado de Direito a Pátria Brasileira está, realmente, em grande perigo. (Só não vê, que não quer ou que é bandido  igual aos ABOMINÁVEIS PETRALHAS !!!



No país em que muitos intelectuais se comportam como prostitutas, seria fatal que prostitutas se comportassem como intelectuais. Ou: O declínio do que não chegou ao esplendor

No país em que se multiplicam intelectuais que se comportam como prostitutas e prostitutos, era questão de tempo que as prostitutas reivindicassem a condição de intelectuais. Não que, em muitos casos, a comparação não lhes seja realmente vantajosa e não possam produzir um saber que, vá lá, consegue ser ao menos mais prazeroso do que o rame-rame e o vai e vem de mera exaltação e justificação do poder em que se transformaram muitos setores da academia no Brasil. Vamos convir, não é? Receber dinheiro público — ou de estatais — para “pensar” e “produzir pesquisa” a serviço de um partido só é coisa diferente de cobrar para fazer gostoso porque é pior. A prostituta, ao menos no seu formato original — não me refiro às que passaram a falar como pós-doutorandas (já chego lá) —, tem o diferencial positivo da sinceridade. Não disfarça o que faz, não busca maquiar a natureza do seu trabalho. Já os que recebem capilé público para aplaudir o poder de turno tentam transformar a prostituição intelectual numa manifestação de resistência.
Leio no Globo um troço realmente espetacular. Reproduzo trecho em vermelho. Volto em seguida.
Quatro Prostitutas que participaram da campanha de prevenção à Aids com a frase “Sou feliz sendo prostituta”, que acabou sendo retirada do ar, vão enviar notificação extrajudicial ao Ministério da Saúde, na quarta-feira, conforme informou a coluna do Ancelmo Gois nesta terça-feira. Por meio do documento, elas pedem a revogação da autorização de uso de imagem e exigem a imediata suspensão das outras peças publicitárias em que aparecem.
As prostitutas da campanha argumentam “radical mudança” na campanha original, que deixou de privilegiar “o enfrentamento do estigma e preconceitos como estratégia de prevenção às DST e Aids” para focar-se apenas no incentivo ao uso da camisinha, tornando-se “higienizada e descontextualizada”.
“A proposta era reafirmar o entendimento, já consolidado técnica e politicamente, de que, para além das questões e informações biomédicas, o gozo de direitos básicos, autoestima e cidadania constitui condição imprescindível para a promoção da saúde, especialmente em grupos considerados sob maior vulnerabilidade social em razão do estigma, preconceito e discriminação social”, diz a notificação, elaborada pela Rede Brasileira de Prostitutas.
Segundo a ONG Beijo da Rua, o Ministério da Saúde retirou do ar peças que tratam de felicidade (“sou feliz sendo prostituta”), de cidadania (“o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs) e da luta contra a violência (“não aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”), deixando apenas as que associam prevenção com camisinha.(…)
Voltei
Bem, prostituta que fala e argumenta desse jeito tem de estar dando aula na universidade, dedicando-se a conquistar clientes ideológicos, não é mesmo? Entendi. Campanhas de prevenção à AIDS não podem ser “higienizadas”… Claro, claro! “Estão falando de higienismo social, Reinaldo Azevedo…” Sim, sim, suponho que seja isso. Mas não deixa ter a sua graça mesmo assim.
Vejam bem: eu tenho uma visão, vamos dizer, “progressista” sobre esse tema. Existem casos, especialmente nos rincões do Brasil, de mulheres que foram levadas à prostituição ainda meninas por familiares. Não tenho números, mas não creio que seja a regra. A prostituição, no mais das vezes, é uma escolha mesmo. O antigo feminismo gostava de acreditar que ninguém faz isso por gosto. Faz! Tio Rei veio da pobreza. Havia as mulheres pobres, a maioria, que iam trabalhar nas fábricas, fazer faxina, vender cocada, e havia aquelas que decidiram fazer a felicidade da molecada e dos casados insatisfeitos. Era por gosto mesmo, não por determinação social ou da natureza. Assim como a pobreza, em regra, não faz o marginal, também não faz a prostituta.
Mas o determinismo social é coisa da velha sociologia, que ainda tinha duas patas no marxismo e duas no falso cristianismo da Escatologia da Libertação. O mundo mudou. O pós-marxismo vive a era da afirmação das identidades, da expressão do “eu-enquanto-isso-e-aquilo”. Ainda que os “mudernos” flertem com a ideia de que, na origem, a prostituição não é uma escolha (o Brasil é viciado numa história triste…), mudam a perspectiva: transformam a prostituição numa escolha ética mesmo, num modo de relacionamento social que não é apenas aceitável; é mais do que isso: ele seria portador de um saber não convencional que teria lições a dar à detestável sociedade conservadora. Nessa perspectiva, vista com maus olhos é a mulher pobre que decidiu, sei lá, lutar para superar a pobreza ou que venceu neste mundo cão. Esta seria não mais do que a “classe média” que Marilena Chaui odeia, entenderam?
Compreendam: não estamos mais diante do antigo paradigma da puta que é, no fundo, uma santa — o mito de Maria Madalena está aí (embora seja preciso fazer uma observação a respeito, já, já) — ou que exerce uma função redentora, de controle social. Leiam, a propósito, “Amar, Verbo Intransitivo”, de Mário de Andrade. Maria Madalena, a propósito, se arrepende e muda de vida; na perspectiva da sociologia prostituinte, não há arrependimento, mas transformação da atividade numa nova economia política.
E isso não se dá apenas com a prostituição, não! Os teóricos dos, por assim dizer, atos viciosos decidiram ocupar a cena para anunciar ao mundo que errados estão aqueles que, inseridos no mundo da produção — essa gente que faz a sociedade funcionar —, não compreendem a particularíssima abordagem, então, das prostitutas, dos consumidores de drogas, dos traficantes, dos que que saem por aí depredando prédios públicos, dos que resolvem submeter instituições a rituais de constrangimento e humilhação. São esses os heróis da modernidade.
O curioso é que a sociedade “careta” e “retrógrada”, a tal classe média que Marilena Chaui odeia, continua a ser a aquela que paga a conta de todas as generosidades que se cobram do estado, não é? Se alguns milhares, quem sabe milhões, decidiram enfiar o pé na jaca e consumir drogas, a conta ainda será distribuída entre aqueles que, sem consumir nada, se dedicam a trabalhar e a arrecadar recursos para o Fisco. Se milhares, quem sabe milhões, decidiram fazer sexo sem proteção, também essa conta será enviada àqueles reacionários, acusados de especialistas no papai-e-mamãe.
O declínio sem auge
Vocês assistiram ao filme “O Declínio do Império Americano”, dirigido pelo canadense Denys Arcand? Há uma cena em que uma prostituta masturba o seu cliente — um professor metido a pensador pós-moderno — enquanto faz uma longa arenga, muito douta, muito sábia, plena de saberes alternativos, sobre a crise do ano 1000… Ela não para nem mesmo quando ele avisa que, como diriam os portugueses, está “a vir-se”.
Essa história da notificação extrajudicial é uma evidência, sim, da nossa decadência. A única coisa chata é que a decadência colhe o país antes da chegada ao esplendor.

POSTADO PELO LOBO DO MAR

terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma INSTITUIÇÃO à beira de um ataque de nervos

Por Valmir Fonseca

Tudo começou com a “Placa”, lembram - se?

Inaugurada por imposição da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em homenagem aos cadetes falecidos em atividade de instrução no decorrer do Curso de Formação de Oficiais e em desagravo ao Márcio Lapoente da Silveira, ela foi fixada e permanentemente mantida nas instalações da Academia Militar das Agulhas Negras.

Naquela oportunidade, afirmamos que ela representaria o fim dos sonhos, a morte dos anseios, a descrença na caserna, o desrespeito pelos superiores, o funeral da disciplina.
Era um sinal de que tudo estava perdido.

A falta de reações permitiu que a Secretaria desembestasse frontal e ousadamente contra uma instituição centenária, permanente, e que goza da mais alta credibilidade no âmbito popular.

A Resolução da Secretaria de Direitos Humanos, publicada nesta sexta-feira (7) no "Diário Oficial da União", determinou a criação de um grupo de trabalho para apurar casos de maus-tratos e torturas dentro de unidades militares.
Conhecemos a parcialidade e a sanha que impulsionam a Secretaria dos Direitos Humanos, contudo, semelhante investida contra o Exército Brasileiro é mais do que uma medida arbitrária e revanchista.

Nós que labutamos por mais de 40 anos naquela exemplar Instituição, vemos horrorizados como um mar de lama pode ser jogado sobre toda a sua História.
Nós passamos a maior parte de nossa vida militar lidando com soldados, com jovens que adentravam os quartéis, com precária educação, reduzido vigor físico e, em geral, sem os mínimos padrões que deveriam ser apanágios de um cidadão.

Na caserna, incutimos neles hábitos de cidadania, treinamento físico, pontualidade, higiene, disciplina e um profundo amor à Pátria.
Longe da grandeza militar e do respeito aos subordinados, de menosprezar, ferir, desmoralizar, muito menos torturar, um jovem, em geral, voluntário.

Por vezes, a dureza do treinamento, o critério da seleção rigorosa em determinados cursos, determinavam aos instrutores e responsáveis um elevado grau de exigência para a melhoria do próprio instruendo, mas sempre respeitando o “não faça aos outros, o que não gostaria que fizessem com você”.

O respeito sempre foi a base para a formação de Oficiais e de Sargentos que cursaram a AMAN e as Escolas de Sargentos, todas de mais alto gabarito, tanto no que diz respeito aos temas profissionais, como os dos currículos escolares.

Para nós, criados e formados com rígidos padrões, baseados na hierarquia e na disciplina, cala como uma agressão esta atividade aviltante da Secretaria contra a nossa Instituição.

Temos vergonha do que esta acontecendo, pois fere as nossas convicções, saber que sem o menor pejo, um reles grupo, sabe - se lá como será formado, prenhe de revanchismo, parte para denegrir a nossa instituição como se fosse um antro de facínoras.

Realmente, chegamos ao fundo do poço.

É incrível, como sem fazer força, devidamente amparados pelo desgoverno, qualquer ministério, secretaria ou autarquia pode extrapolar as suas atribuições e investir contra o que quiser.

Hoje, é obrigação das autoridades militares, do inefável Ministro da Defesa impedir a concretização desta vergonhosa ação.

Este passo, caso concretizado, ensejará a total investida nos currículos das escolares militares, nas suas normas, e, sem duvida, nos seus princípios.

De fato, após tantos revezes está difícil manter a cabeça erguida por ter passado a vida inteira acreditando que orgulhosamente éramos militares, que nos apegamos aos valores e às virtudes mais caras.

Sim, ao invadirem os quartéis à cata de criminosos, melhor fariam se buscassem entre seus antigos subversivos contumazes em atos terroristas, assaltos e sequestros.

Ao duvidarem dos padrões que nortearam e norteiam a vida dos militares, maculam a identidade da nossa Instituição.

Na Reserva, impotente e com uma indescritível mágoa no coração, vemos a Instituição que tanto amamos e respeitamos chegar à beira do colapso.

Meu único consolo é que já estou na Reserva; se na Ativa, melhor seria pedir as contas.

Não ficaria surpreso, se diante de tantos descalabros, alguém pedisse demissão.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.


Por Cardoso Lira
O revanchismo da Presidenta Dilma Rousseff e de sua corrupta e abominável célula criminosa, pode lhe render um processo por crime de responsabilidade – que pode causar seu impeachment. Dilma vai ferir o artigo 85 da Constituição Federal se sacramentar seu apoio à inconstitucional e ilegal resolução, publicada sexta-feira passada no Diário Oficial da União, que cria um grupo de trabalho para apurar 23 denúncias de violações de direitos humanos em instalações das Forças Armadas envolvendo, principalmente, cadetes e soldados.

A Guerrrilheira nociva e abominável Dilma, acaba de fabricar, de graça, uma crise militar. A medida é ilegal e inconstitucional, pois atenta contra os princípios fundadores da instituição militar e atropela o papel da Justiça Militar – que já trata de tais assuntos. Recomendada pela ONU e pela OEA, a medida é uma clara quebra da soberania brasileira em sua expressão do poder militar. A medida tem data de 5 de abril. Mas a ministra Maria do Rosário aguardou dois meses para fazer sua publicação, até que Paulo Vannuchi fosse escolhido membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.   

Militares na ativa e na reserva odiaram e prometem reagir contra a Resolução da Secretaria de Direitos Humanos que vai invadir a competência dos comandantes militares, do Ministério Público e da Justiça Militar para apurar casos de maus-tratos e torturas dentro de unidades militares. Os comandantes já avisam, nos bastidores, que não vão aceitar pedidos de busca e apreensão de documentos em quartéis – atendendo a recomendações emanadas do grupo criado pela Secretaria de Direitos Humanos.

A maioria dos oficiais de quatro estrelas do Exército, Marinha e da Aeronáutica ficaram especialmente injuriados com as declarações de José Dirceu de Oliveira e Silva, condenado no Mensalão, apoiando a iniciativa revanchista da turma de Dilma e Maria do Rosário. Dirceu até escreveu em seu Blog do Zé: “Todo apoio à iniciativa do governo federal de investigar as 23 denúncias de violações dos direitos humanos em instalações das Forças Armadas. A criação de um grupo de trabalho com esta finalidade, inclusive, já foi determinada pela Secretaria de Direitos Humanos”.

A crise militar está criada. Se Dilma não recuar, pode rolar o confronto mais sério entre o governo e os militares, depois que o presidente João Figueiredo saiu pela garagem do Palácio do Planalto, em 1985, deixando o poder nas mãos da turma da Nova República e seus elementos bandidos, gângster e revanchistas.

Leia, abaixo, o artigo do General Azevedo: Uma INSTITUIÇÃO à beira de um ataque denervos


Bolsa Vadia



Silêncio Propagandístico



Indo ou vindo?

Postado pelo Lobo do Mar

Toffolli, ex-assessor de Zé Dirceu, diz que Mensalão vai durar mais dois anos.


Toffoli jogou para a torcida, condenando José Genoíno para  poder absolver José Dirceu, sem que o acusassem de proteger o partido que sempre defendeu. Agora diz que o ex-chefe não é culpado de nada. Tem só 45 anos e pode ficar no STF até os 70. A matéria abaixo é da Folha.
 
O ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, estima que o julgamento do mensalão vá demorar ainda de um a dois anos para ser concluído. Só então serão executadas as penas. Até lá, os réus devem permanecer em liberdade, inclusive os quatro deputados que hoje exercem mandato.
 
Em entrevista à Folha e ao UOL, Toffoli calcula que o julgamento dos chamados embargos de declaração (recursos que contestam possíveis inconsistências na sentença) deve começar no segundo semestre e se estender até a metade do ano que vem.  Depois será a vez dos embargos infringentes, caso seja admitida a sua análise (há quem defenda que eles são inconstitucionais). Esse tipo de recurso, que pede um novo julgamento, ocorre no caso de réus que tiveram pelo menos quatro votos a seu favor, dos onze possíveis.
 
Ex-advogado do PT e ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil --um dos condenados no mensalão--, Toffoli nega ter recebido pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou ao Supremo em 2009. Sobre se sentir impedido pela ligação anterior com o PT, ele afirma que fez uma análise solitária e concluiu que deveria participar do julgamento.
 
Toffoli condenou o petista José Genoino e disse que teria sido cômodo se declarar suspeito: "Mas eu estava ali diante do destino: que juiz eu queria ser a partir dali? Optei por enfrentar".  "Não há provas contra José Dirceu", declarou, repetindo o argumento que usou para absolver o ex-chefe.  O STF concluiu em dezembro o julgamento do mensalão condenando 25 dos réus. A fase atual é de análise da primeira leva de recursos.

Postado pelo Lobo do mar