terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Ocaso de um Jornal

Por José Gobbo Ferreira

A primeira guerra mundial foi funesta para a Alemanha. Sua rendição e a subsequente assinatura do Tratado de Versailles impuseram enorme humilhação ao povo germânico. A Alemanha teve que admitir a responsabilidade única pela guerra, foi obrigada a pesadas reparações, num total de $6.600.000 (32 bilhões de marcos), perdeu território para a França, Polónia, Bélgica e Dinamarca, e foi forçada a desistir de suas colônias e de sua marinha. O resultado foi o caos econômico, uma inflação de nove zeros, e o crescimento exponencial de sua dívida externa.

Em 1924 uma nova constituição foi elaborada na cidade de Weimar, que optou pelo modelo federalista parlamentarista. O novo regime não conseguiu equacionar os problemas nacionais e, no meio da intensa agitação social reinante, elementos do Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler e pelo general Ludendorf tentaram um golpe de Estado em Munique.

Fracassado o golpe, Hitler fica preso por oito meses e, ao sair da prisão parecia que sua carreira política estava acabada. Seu partido recebeu apenas 3% dos votos.
A Alemanha ia conseguindo se recuperar quando a crise de 1929 interrompeu o processo. Aí começou a ascensão dos nazistas, que prometiam emprego, controle de preços, uma mudança no modelo democrata e forte oposição aos comunistas e judeus.

Em 1932 o Partido Nazista recebeu 37% dos votos e em 1933 Hitler foi nomeado Chanceler. Após o incêndio do Reichstag, o parlamento alemão, em fevereiro de 1933, em março Hitler recebeu plenos poderes para combater a desordem no país. Por meio da intimidação e da violência, de prisões, sequestros e assassinatos ele acaba tomando o poder de fato e, com a morte do presidente Hindemburg, se apossa também desse cargo e se torna o ditador absoluto da Alemanha, o líder, o führer.

Desde o começo da carreira de Hitler, em 1920, um jornal pressentiu o perigo que ele representava para a democracia: O Münchener Post. Esse periódico dedicou uma atenção toda especial à organização nazista, denunciando suas ações violentas e criminosas, tentando alertar a população para os riscos que a nação estava correndo ao conceder votos e apoio àquele partido.

O Münchener, um jornal pobre e modesto, combatia toda e qualquer ameaça à democracia, viesse de onde viesse, dos nazistas ou de qualquer outro partido ou organização. Mais atento a Hitler, por estar sediado em Munique, denunciou seus excessos com exaltação cada vez maior. Sem medo da tirania tornou-se um bastião intimorato da democracia. Sabiam todos seus jornalistas os perigos que estavam correndo, mas foram fiéis à verdade até sua destruição física pelos nazistas em 1933.

Na Rússia moderna, a Novaya Gazeta, fundada em 1993, é um jornal independente e de oposição ao atual Czar, Vladimir Putin. Essa posição independente inibe o número de anunciantes e a Gazeta só sobrevive graças ao apoio financeiro do banqueiro Alexander Lebedev, portador de 39% das ações e parceiro de Mikhail Gorbatchov, que possui outros 10%.

Embora não se possa provar que o governo russo esteja por trás dos atentados, quatro jornalistas da Gazeta foram assassinados por suas posições oposicionistas. Ninguém foi preso por esses crimes. Essa impunidade contribui para que a maneira de demonstrar descontentamento pela posição de jornalistas de oposição seja assassiná-los. 

A Rússia é o terceiro país mais perigoso para o exercício do jornalismo no mundo.
Mas esses crimes em nada diminuem a determinação de continuar defendendo os valores democráticos, de continuar acossando o poder, de continuar aferrado à verdade, defendendo os ideais que fazem a grandeza da profissão de jornalista.

Num país chamado Brasil existe um jornal de enorme circulação, parte de uma organização que conta com emissoras de rádio e TV, detentora uma parcela enorme da audiência nacional de telespectadores e de leitores das edições impressas. Por um motivo ou por outro, não parece ter problemas financeiros, nem sofre carência de assinantes ou anunciantes.

Porém, seus proprietários atuais tem um desprezo profundo pela verdade, manifestam o mais condenável desrespeito pela memória e pelas atitudes daqueles verdadeiros jornalistas aos quais devem seu sobrenome e sua atual fortuna.
Seu jornal não é pobre de dinheiro, como a Novaya Gazeta. Também não é um modesto jornal de província como o Münchener Post. Não tiveram jornalistas assassinados. E nem eles, proprietários, tem motivos para temer por sua integridade física.

Mas lhes falta o principal para o exercício do jornalismo de primeira linha: o caráter! Por não estarem acostumados ao trato com a verdade, renegam aquela defendida por seus pais. Por terem herdado emprego e patrimônio, mas não a noção de honra jornalística, desmentem as palavras de seus maiores. Por terem o caráter voltado para os aspectos grosseiros do imediatismo, não tiveram olhos de ver e ouvidos de apreender os exemplos que lhes foram abundantemente prodigalizados por aqueles que os precederam.

E venderam as almas ao diabo, por medo, por covardia, por terem motivos para temer ações fiscais do governo, por fisiologismo, por mera bajulação, sabe-se lá. Tornaram-se merecedores do desprezo da classe jornalística e cobriram de vergonha um nome respeitável.

Ao contrário de seus pais, será um nome enxovalhado que deixarão para seus descendentes.

José Gobbo Ferreira é Coronel na reserva do EB.



Feitiço começa a virar contra a feiticeira. Suposta espionagem não é só dos EUA, envolve China e escancara amadorismo do PT em matéria de defesa cibernética.

Hoje o jornal O Globo, da mesma empresa jornalística que vem fazendo as reportagens-show sobre a suposta espionagem americana, faz uma crítica contundente ao Governo Federal. Parece que o feitiço começa a virar contra a feiticeira. Leia abaixo:
 Desde julho, quando O GLOBO publicou as primeiras informações sobre as operações da NSA na América Latina, sabe-se que o Brasil é um país de portas abertas à espionagem. Na época, o governo Dilma Rousseff anunciou investigações de "denúncias de envolvimento de empresas" com a espionagem e, também, sobre as "vulnerabilidades" das redes e equipamentos pelos quais fluem os dados produzidos no país. Passaram-se dois meses e não há informação sobre resultados, nem mesmo sobre o que efetivamente esteja sendo feito, ou se pensa em fazer, para proteção do sigilo de dados dos cidadãos, do governo e das empresas.
A iniciativa pública limitou-se, até agora, a pedidos de "explicações" a Washington, secundados pela retórica diplomática sobre a conveniência de um debate nas Nações Unidas. Prevalecem insuficiências objetivas. Uma delas é a indecisão sobre o papel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na eventual política de defesa cibernética, da qual só existe um breve rascunho.
O banco de dados da Anatel registra um crescimento de "incidentes/ ataques", como ela mesmo define, nas redes de telecomunicações em Curitiba (2012), na Bahia (2010/2011) e em São Paulo (2008/2009). Possui, também, informações sobre uma "sequência de ataques ao governo", a partir do dia 22 de junho de 2011. Não significa, necessariamente, que governos de outros países sejam responsáveis - embora se atribua à China a façanha de ter "desviado" cerca de 15% do volume de tráfego mundial da internet em 2010.
Os registros oficiais brasileiros confirmam a dimensão da vulnerabilidade do país e demonstram a profundidade da miopia governamental. Exemplar é o uso da fatia do orçamento federal aprovada para investimento na construção de um sistema nacional de "defesa contra ameaças" cibernéticas e para produção de "mecanismos de proteção de dados sensíveis". No ano passado, de cada R$ 100 aprovados para esse programa, somente R$ 31 foram usados. Neste ano, até junho, de cada R$ 100 previstos, só haviam sido gastos R$ 8.
Na liderança política de um país que mantém a quase totalidade do seu fluxo de dados via internet - sem infraestrutura de redes, cabos submarinos ou satélites próprios-, tem 90% do seu comércio feito por linhas marítimas e produz no mar 80% do seu petróleo, Dilma Rousseff parece ter optado pelo "samba" de uma nota só: reclamar de Barack Obama. Como a fila é grande, talvez precise de senha não-criptografada.

O crime eleitoral compensa. Por pronunciamento que custa R$ 50 milhões, Dilma pode ser multada em R$ 25 mil.

Se Dilma Rousseff fosse pagar os 10 minutos que usou para turbinar a sua candidatura à reeleição, às vésperas do dia 7 de setembro, em horário nobre, em cadeia nacional de rádio e TV, pagaria mais de R$ 50 milhões. Agora, se for condenada por propaganda eleitoral antecipada, como deseja o PPS, que entrou com representação no TSE, Dilma pagará uma multa máxima de R$ 25 mil. A lei faculta que a multa seja aumentada, se o custo da propaganda for maior, mas o TSE aparelhado jamais agiu desta forma. O PT não tem moral para falar em financiamento público de campanha. Dilma Rousseff tem telhado de vidro para propor qualquer mudança na legislação eleitoral. E,  sem dúvida alguma, o crime eleitoral compensa no Brasil. 

Folha

Operação da PF atinge cúpula do Ministério do Trabalho; 22 são presos; roubalheira pode ter chegado a R$ 400 milhões. Sabem quem aparece no rolo? A mensaleira Simone Vasconcelos, aquela cuja pena Barroso gostaria de ter reduzido se pudesse… Sorte que não pôde, né?

Ai, ai, ai.. Simone Vasconcelos, ex-braço-direito de Marcos Valério, está de volta ao noticiário. E não é coisa boa! Para quem não lembra, ela foi condenada a 12 anos e sete meses de cadeia por quatro crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas. No julgamento dos embargos de declaração, o ministro Roberto Barroso recusou pedido para redução da pena, mas não abriu mão de falar, mais uma vez, como uma espécie de ombudsman do julgamento: “Fiquei impressionado com a dureza da pena aplicada a essa embargante. Se tivesse participado do julgamento, teria cogitado incluir como ré colaboradora. Pelo material que vi, ela não só não dificultou, como forneceu listas de nomes”.
Pois é. Leiam agora o que informa a Folha.
*
A Polícia Federal desarticulou ontem um suposto esquema de desvio de recursos públicos centrado em verbas do Ministério do Trabalho. Por ordem da Justiça Federal, o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto, foi ouvido pela PF em Brasília, sendo liberado em seguida. Ele é suspeito de participar das fraudes em apuração. Foram presas 22 pessoas. Outras 11 foram conduzidas mediante ordem judicial.
A suspeita da PF e da CGU (Controladoria Geral da União) é que a fraude tenha desviado R$ 400 milhões, valor liberado nos últimos cinco anos para o IMDC (Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania), uma Oscip de Belo Horizonte que presta serviços de qualificação profissional para jovens e adultos desempregados. A entidade atua em 11 Estados e no Distrito Federal. O presidente do IMDC, o empresário Deivson Vidal, foi preso e teve carros, dinheiro, joias e um helicóptero apreendidos. Foram realizadas buscas também na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.
A entidade teria fraudado convênios de cursos e serviços de transporte de jovens, cobrando por trabalho que não foi prestado. “O então secretário-executivo [Pinto] atuava facilitando a atuação investigada no ministério de modo a excluir, inclusive, a Oscip do cadastro de inadimplentes e permitindo que prestações de contas pudessem ser feitas sem a devida precaução”, disse o delegado Marcelo Freitas. Funcionário do Banco do Brasil e filiado ao PDT, Pinto, 41, chegou à pasta como assessor especial em 2007. Em três anos, assumiu a secretaria-executiva, transformando-se num dos principais aliados do então ministro Carlos Lupi, que deixou o posto sob acusações de irregularidades em 2011. Na semana passada, outra operação da PF resultou na prisão de um assessor do ministério. A acusação era de desvio de R$ 47,5 milhões em convênios com a ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador, de São Paulo.
Minas
A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) também foi alvo da operação de ontem, já que recursos repassados pela União para o chamado sistema “S” (Sesc, Senai, etc) também foram usados de forma supostamente ilegal pelo IMDC. Um empresário que presidia a comissão de licitação da Fiemg foi preso e Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência de publicidade de Marcos Valério, operador do mensalão, foi conduzida para depor. Condenada no mensalão, ela emitiu notas fiscais da sua empresa por serviços de transporte supostamente não prestados no projeto da Fiemg ligado à moda, o Minas Trend Preview. As notas foram emitidas em nome da IMDC.

Postado pelo Lobo do Mar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Dra. Damares Alves aborda a perversão de nossas crianças imposta pelo Go...

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)

"Os lugares mais quentes do inferno são destinados aos que, em tempo de grandes crises moral, optam por ficar na neutralidade". (Dante Alighieri)


"O socialismo/comunismo é uma filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja. Sua virtude inerente, é a distribuição equitativa da miséria." (Cardoso Lira)

O que existe por trás da suposta espionagem na Petrobras?

Por cardoso lira

''A espera da morte é causa de aflição dolorosa; dela se poupa o mortal quando perece./ Por conseguinte, não lamentes quem deixa esta vida e se foi; além da morte não existe mais dor física". (Cardoso Lira)




"O socialismo/comunismo é uma filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja. Sua virtude inerente, é a distribuição equitativa da miséria." (Cardoso Lira)














Que os Estados Unidos da América acompanham de perto o pré-sal é tema por demais conhecido, desde que, nos idos de 2009, vazaram os telegramas do Wikileaks. O Brasil, à época, prometeu um determinado marco regulatório e, depois, mudou as regras no meio do jogo, o que contrariou interesses americanos. A estratégia de postergar o projeto teria sido comandada por Dilma Rousseff, que nem mesmo era pré-candidata, com apoio de Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins. Tanto é que o projeto pré-sal, segundo declarou à imprensa a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, está dois anos atrasado. 
Quem não lembra do escândalo do roubo de computadores e discos rígidos de contêiner da Petrobras, em 2008, contendo dados sigilosos sobre o pré-sal? De quem era o contêiner? Da gigante Halliburton, uma empresa que é praticamente gerenciada pelo Pentágono e que detinha, à época, um contrato de quatro anos com a Petrobras, no valor de U$ 270 milhões de dólares. O que previa o contrato? Realizar ensaios de pesquisas em reservatórios petrolíferos de altas pressões e temperaturas, condições semelhantes às da chamada camada pré-sal da bacia de Santos, na qual foram encontrados os campos gigantes de Tupi e Júpiter.

Espionem o que diz a Wikipédia ou teclem no Google "halliburton+espionagem":

Em 2008 a Associação dos Engenheiros da Petrobrás - AEPET - levantou suspeitas sobre a atuação daHalliburton dentro da ANP, com denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal brasileiro. A empresa participaria da gerência das informações contidas no BDEP sem licitação, através de sua subsidiária no Brasil, Landmark Digital and Consulting Solutions. A AEPET também criticou o fato de um dos diretores da Agência, Nelson Narciso, ter sido diretor da Halliburton em Angola, gerando um possível conflito de interesses. Quando computadores contendo informações sigilosas foram roubados de um contêiner utilizado pelaPetrobras, houve especulações de que a empresa também poderia estar envolvida. Ao fim das investigações a Polícia Federal concluiu que o roubo se tratou de um crime comum, descartando a hipótese de espionagem industrial. Nelson Narciso deixou a ANP em meados de 2010, quando seu mandato expirou. 
 
Agora, às vésperas do leilão do campo de Libra, considerado o mais promissor, surgem denúncias de espionagem dos americanos. E um ex-diretor declara ao Fantástico que a informação privilegiada que só a Petrobras tem sobre onde há menos ou mais petróleo daria significativa vantagem a um competidor, que só iria "na certa". Sugere, assim, que é esta informação que os americanos teriam buscado via espionagem.
O que não dá para entender sobre este papinho de informação privilegiada é que a Petrobras, independente do consórcio vencedor, participará do mesmo com 30%. E será a operadora. Faz parte do marco. E mais: a estatal está indo atrás da chinesa Sinopec e da norueguesa Statoil para montar um consórcio onde ela participaria com 40%, o que praticamente alijaria qualquer concorrente.
Enfim, existe muito mais do que uma matéria do Fantástico por detrás desta história de espionagem, onde restos de apresentações de power point perdidas na rede viram provas irrefutáveis contra um país amigo. E o depoimento de um jornalista americano, casado com um brasileiro, que trabalha para um jornal inglês de esquerda,  vira expressão da verdade absoluta. Vejam o conteúdo panfletário e o viés ideológico da declaração do repórter ao Fantástico:
— Não é surpresa, já que a grande maioria da espionagem que o NSA faz não tem nada a ver com terrorismo. Terrorismo é só a desculpa que os Estados Unidos usam para fazer tudo que eles querem fazer. Eles usam essa sistema para fazer espionagem contra inocentes, governos aliados, e muitas empresas grandes.
Ao que parece, a real intenção do governo brasileiro é afastar os americanos do pré-sal, via mídia, por meio de factóides. Para construir um discurso e criar mais uma bandeira para as eleições de 2014. Ainda vamos ver Dilma afirmar, nos palanques, que nós mantivemos a nossa soberania e que vamos explorar o pré-sal sem eles, já que também somos uma grande potência. E não se duvide de que estas matérias no Fantástico não sejam simplesmente peças de um bem elaborado merchandising estatal. A Globo, depois que rasgou a sua história e declarou que o seu negócio é negócio, não jornalismo, é capaz de tudo, assim como a turma do PT que transformou a Petrobras nesta grande caixa preta, impenetrável até mesmo para espiões americanos.Tuma e a Operação Lula.

Tuma promete "bomba"

Previsto para novembro, o livro "Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado", do delegado e ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior, promete ser uma bomba. Segundo amigos próximos, Tuma deve fazer acusações a um antigo aliado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a integrantes da cúpula do PT e a vários jornalistas.


Grampo flagrou conversas com acusado

O livro é resultado de um depoimento dado ao repórter Cláudio Júlio Tognolli. Tuma Júnior foi secretário nacional de Justiça no governo Lula e perdeu o cargo, em 2010, depois que gravações e e-mails interceptados pela Polícia Federal, durante uma investigação sobre contrabando, revelaram diálogos dele como principal alvo da operação, Li Kwok Kwen

(Mosaico Politico, Brasil Econômico)



E no Rosegate não vai nada?


Por Jorge Serrão – 

Um repórter norte-americano, radicado no Brasil, já está sob proteção de agentes do governo dos EUA. O jornalista vem recebendo ameaças desde que souberam que ele detém informações gravíssimas, com detalhes e documentos, sobre a corrupção nos desgovernos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Tudo fruto da espionagem promovida pela Agência Nacional de Segurança (NSA) do Tio Sam.

Alerta Total já cansou de informar, desde que estourou o abafado e impune escândalo do Rosegate, que existem provas, legais ou não, obtidas por “monitoramentos” que envolvem diretamente Lula, e indiretamente Dilma, com os negócios escusos praticados pela poderosa Rosemary Nóvoa Noronha – ocupante do esdrúxulo cargo de ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo.

A espionagem norte-americana sabe tudo e um pouco mais sobre o escândalo que corre em estranhíssimo e inconcebível segredinho de Justiça (algo tão mais grave ou hediondo que qualquer espionagem estrangeira). Um dossiê completo sobre o Rosegate está nas mãos do repórter norte-americano protegido pela CIA e suas empresas terceirizadas de segurança. O cara que sabe tudo só não encontra um veículo brasileiro de informação com coragem para detonar o caso.

Tentem perguntar, grosseiramente, para o agente secreto Tio Sam: “E no Rosegate, não vai nada?”. Ironicamente, ele responderá: “Já foi tudo”... A revelação dos fatos mais graves sobre o caso Rose acabará, definitivamente, com a carreira de Luiz Inácio Lula da Silva – classificado como o “melhor amigo” dela. O Alerta Total já cansou de revelar que os espiões obtiveram fotos, documentos e telefonemas das relações de negócios e “amizade” entre os dois personagens.

O material pode não ter serventia judicial – pela forma nada convencional como foi obtido: via espionagem descarada. Mas, se divulgado, o que pode acontecer a qualquer momento, acaba com a carreira de Lula e pode levar o desgoverno Dilma juntinho para os quintos do infernos. Eis o motivo pelo qual os dirigentes petralhas reagiram tão indignadamente às revelações de que foram alvos de espionagem da NSA.

Agora, para tornar o Rosegate um escândalo ainda mais escatológico, a revista Veja (que sempre sabe muito mais do que tem a coragem de publicar) dedica uma reportagem especial para revelar o esquema milionário de defesa de Rosemary. Por que a protegida de Lula precisa ser defendida por um exército de 40 advogados, dos três maiores e melhores escritórios do Brasil, que atendem de forma vip a pobres banqueiros, empresários e figurões da republiqueta tupiniquim?

Outra que não será respondida, com várias indagações penduradas: Onde a Doutora Rose arrumou tanto dinheiro para pagar por um aparato milionário de defesa jurídica? Será que o amigo Lula ou os parceiros dele Lula estão ajudando financeiramente no pagamento dos caríssimos defensores de Rosemary?

Calma, tem mais perguntas: Por que tal caso segue em segredo de Justiça, já que é um escândalo de uma gravidade que transforma o famoso mensalão em um pequeno roubo de galinhas? Vale indagar, ainda: Por que o chefão da Rosemary, Luiz Inácio Lula da Silva, não é convidado, publicamente, a prestar esclarecimentos na Justiça sobre a atuação dela em negócios escusos?

O buraco do Rosegate é muito mais embaixo, ou muito mais em cima, dependendo do ponto de vista. A espionagem norte-americana, condenável e ilegal, ferindo a soberania que nunca tivemos porque não nos damos ao respeito como nação, sabe de absolutamente tudo e um pouco mais sobre o Rosegate. Se Hollywood quiser fazer o filme humorístico “O BEBUM de Rosemary” a coisa ficará institucionalmente séria.

O maior temor petista é que o repórter que sabe de tudo está blindado e com “seguro de vida”. Se qualquer coisa acontecer a ele, o barraco petralha vai para o chão, expondo todo o banditismo do Governo do Crime Organizado no Brasil. A gigantesca blindagem montada para proteger Rosemary é tão sólida que vai se desmanchar assim que os interesses do Tio Sam quiserem botar no ar tudo de publicável que se descobriu.

Tecnicamente falando, Luiz Inácio Lula da Silva já era. Sua recente indignação pública sobre a espionagem norte-americana foi apenas uma demonstração de desespero – normal em pessoas que se sentem acuadas. Agora, a principal estratégia da milionária defesa petista, segue duas linhas de ação. Primeiro, manter o criminoso e comprometedor silêncio sobre o Rosegate? Segundo, preparar argumentos jurídicos para tornar ilegais quaisquer “provas” obtidas pela via da espionagem.

Assim, se algum dia o caso Rose for parar em um Supremo Tribunal Federal da vida, os envolvidos no escândalo só poderão acabar condenados pela via fácil e perigosa das mesmas “teorias do domínio do fato” que condenaram os mensaleiros – que permanecerão impunes na prática, mesmo que puxem alguma cadeia, pois o crime deles já compensou e muito, sob os pontos de vista político e financeiro.

A missão quase impossível de manter a blindagem de Luiz Inácio Lula da Silva no Rosegate depende de três fatores. No curto prazo, de deixar o escândalo longe da mídia, em segredo judicial e o mais devagar possível do ponto de vista processual. No médio prazo, fazer de tudo para eleger Lula Senador por São Paulo em 2014, a fim de lhe dar imunidade parlamentar e foro privilegiado para se defender da merda que vai estourar, inevitavelmente.

O terceiro fator é o mais imponderável deles todos. Lula precisa ter saúde para sobreviver a tudo. Seus médicos garantem que tudo vai bem, no melhor dos mundos possíveis. Tomara que Lula realmente esteja melhor do que pensa. Ele merece viver muito para ver a amada amiga Rose provar sua fidelidade absoluta, jurando por Deus, nos tribunais, que Lula nada sabia sobre tudo que fez...

Quando isso acontecer, “O BEBUM de Rosemary” vai receber, de Hollywood, os Oscar(es) de melhor filme de ficção e de efeitos especiais...

No Rosegate, só não vai nada, se o Tio Sam não quiser... Por isso, o “Tio” (como Rose se referia ao amigo Lula nos ambientes de intimidade) anda mais nervoso que nunca... 

E o Obama é quem leva a bronca da Dilma – segundo relatam os jornais revisionistas que mordem e assopram a petralhada...
Por Maria Lucia Victor Barbosa

No teatro da vida a farsa sempre esteve presente. A hipocrisia, a mentira, a simulação, a impostura, a bajulação ajudam os vencedores da arena da existência, sobretudo, se são dotados da retórica capaz de iludir e convencer.

Na atualidade o famigerado “politicamente correto”, que exclui valores, embaça percepções e nivela por baixo para atingir o que Alexis de Tocqueville denominou de “males da igualdade”, elevou ao máximo a farsa como modo de escapar ao julgamento negativo da maioria. A pessoa diz o que se quer que ela diga e não o que pensa ou sente.

Na política, palco máximo da simulação, a farsa nunca esteve tão exacerbada na medida em que conta com o poderoso auxílio da propaganda, que se sofisticou e se disseminou através dos meios de comunicação especialmente os televisivos.

Esse ápice da arte de fingir chegou ao nosso país com o governo petista que, finalmente, conseguiu marqueteiros aptos a esculpir imagens ou confeccionar máscaras para compor personagens ideais e palatáveis ao gosto popular.

Assim, Lula da Silva, sindicalista esperto, verborrágico, afeito a retórica de porta de fábrica, vestiu a roupagem do operário pobrezinho, necessário à ideologia de esquerda que precisava de um representante do proletariado e, num passe de mágica virou estadista.

Nada mais longe da verdade, pois Lula de fato é um semianalfabeto que de pobre não tem mais nada, um populista ambicioso e sem escrúpulos que venceu pela sorte e não pelo valor. Sua fala vulgar, rudimentar, grotesca, algo circense provocou o sentimento de identidade com a massa, que sendo culturalmente necessitada de proteção viu nele o pai generoso a distribuir caridades oficiais que livraram os mais pobres da “maldição” do trabalho. Mas ai de quem disser essas coisas do “líder”, imediatamente é tachado de preconceituoso e marcado com novos significados de certos termos inventados pelo PT. 

Por exemplo: fulano é da elite. Elite quer dizer produto de qualidade, mas na “novilíngua” petista passa a significar rico e, portanto, mau. As pessoas não percebem que os mandarins do PT estão riquíssimos e que Lula é o queridinho dos banqueiros, dos empresários dos empreiteiros que, aliás, sustentam suas ricas campanhas.

Sicrano é de direita. Direita é outro termo no linguajar petista que estigmatiza quem é assim chamado. Ser de direita ensina o PT é ser atrasado, neoliberal, mau-caráter, aquele que odeia os pobres. O bom é ser de esquerda, aquela bem totalitária, que matou milhões em nome da causa, impediu a liberdade, infelicitou, oprimiu e igualou o povo na miséria conservando a rica classe dirigente. Curiosamente, o PT nunca conseguiu definir seu socialismo e sua classe dirigente adora gozar das delícias da burguesia.

Do alto de sua arrogância o boquirroto Lula, que gosta de ensinar ao mundo como é que ser faz para converter um país em paraíso, elegeu a primeira mulher presidente. E daí? Ela é a mulher submissa, que não dá um passo sem obedecer ao seu dono e senhor, a gerente que não conseguiu tocar nem loja de R$ 1,90.

Vergada sob a herança maldita do seu mentor e de sua própria incompetência, Rousseff está conduzindo o Brasil pelos fiascos dos pibinhos que nos torna lanterninha dos BRICS, pela calamidade da inflação, pelo flagelo da inadimplência. Mas ela não é a mãe do PAC? O PAC foi um aborto, uma ficção como a transposição do Rio São Francisco e tantas outras promessas não cumpridas.

Na véspera de 7 de setembro, a governanta veio à TV fazer sua propaganda política. Reconheceu que “ainda somos um país com serviços públicos de baixa qualidade”, como se isso não dissesse respeito a seu governo. Entretanto, o que Lula e ela fizeram para melhorar estes serviços nos seus quase 11 anos de poder?

Como o forte do PT não é autocrítica, Rousseff, na mesma performance se vangloriou de trazer os médicos cubanos escravos, doutrinadores ou não, que dão um bom lucro para Fidel Castro e, provavelmente, para o governo brasileiro.

A última da governanta foi no G20. Ela discursou tirando satisfações do presidente Obama sobre espionagem. Uma tentativa de levantar os brios nacionalistas brasileiros e se colocar como vítima. Quem sabe também de obter o assento na Comissão de Segurança da ONU, almejado pelo PT há longo tempo. Ficou falando sozinha, pois os participantes estavam preocupados com o importante caso da Síria.

O fato é que o Brasil está longe de alcançar sua independência enquanto o povo continuar a votar nesse tipo de gente. E não se duvide que a bancada da Papuda, que deve aumentar caso os “mensaleiros” sejam presos, possa ser reeleita, apesar da cusparada que o Congresso Nacional deu na cara do país mantendo o mandato do deputado presidiário, Natan Donadon. Infelizmente, o ser humano ama a farsa e a pratica.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - www.maluvibar.blogspot.com.br -mlucia@sercomtel.com.br


Postado pelo Lobo do Mar