terça-feira, 8 de abril de 2014

Gim Argello no TCU: o Congresso Nacional mergulhará ainda mais na lama da corrupção?

POR CARDOSO LIRA

















Dilma e Argello, trocando favores e ameaçando a integridade do TCU.
O protesto dos servidores públicos.

Tribunal de Contas da União (TCU) é um órgão auxiliar do Congresso Nacional. Entre as suas competências, destacam-se a apreciação anual das contas da Presidência da República, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e apurar denúncias apresentadas por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato sobre irregularidades ou ilegalidades na aplicação de recursos federais.

O Congresso Nacional começa a analisar a indicação, feita pela Presidente Dilma Rousseff, do senador Gim Argello para o TCU. É uma indicação descabida, fruto de uma negociata em que o PTB cedeu os seus segundos no horário eleitoral em troca, entre outras coisas, desta vaga no tribunal.

Vejam, abaixo, a ficha de Gim Argello, o indicado de Dilma, publicada pelo Transparência Brasil. O Congresso Nacional não pode descer tão baixo. Ontem os funcionários do TCU e de diversos órgãos públicos fizeram um protesto contra a nomeação. Será que o povo terá que invadir o Congresso de novo?

TJ-DFT Vara do Distrito Federal - Ação Popular nº 2002.01.1.034497-2 - Foi responsabilizado pela criação irregular de cargos comissionados na Câmara Legislativa do Distrito Federal, configurando desvio de finalidade e violação aos princípios da isonomia e da moralidade administrativa. A Justiça decretou a nulidade do ato do então presidente e determinou ressarcimento ao erário. Na segunda instância, foi mantida sua responsabilização por ato lesivo ao erário, mas foi isentado do ressarcimento por se tratar de verba alimentar: TJ-DFT Apelação Cível nº 0034497-03.2002.807.0001. O parlamentar ainda recorre ao STJ: REsp 1352498/2012.

STF - Inquérito nº 3746/2013 - É alvo de inquérito que apuralavagem de dinheiro por movimentações financeiras atípicas.

STF - Inquérito nº 3723/2013 - É alvo de inquérito que apura peculato e corrupção ativa.

STF - Inquérito nº 3592/ 2013 - É alvo de inquérito que apura peculato.

STF - Inquérito nº 3570/ 2012 - É alvo de inquérito que apura crime eleitoral.

STF - Inquérito nº 3059/ 2010 - É alvo de inquérito que apura crime da Lei de Licitações.

STF - Inquérito nº 2724/ 2008 - É alvo de inquérito que apuraapropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Dilma vaiada na Copa das Confederações não vai discursar na abertura da Copa do Mundo. Para não ser vaiada de novo.

Mais da metade da população brasileira acredita que a Copa do Mundo trará mais prejuízos do que benefícios ao país, revela pesquisa realizada pelo Datafolha. Para 55% dos entrevistados, a competição vai resultar em problemas para a população em geral, contra 36% que estão otimistas com melhorias que a Copa deixará para o Brasil (9% não souberam responder a pergunta).

Em junho de 2013, havia equilíbrio: 44% afirmavam que o prejuízo seria maior, mas 48% dos brasileiros diziam que a Copa do Mundo traria mais benefícios. O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre benefícios e prejuízos pessoais: 49% acham que terão mais dificuldades no seu dia-a-dia enquanto 31% disseram que haverá vantagens.

A pesquisa do ano passado ocorreu durante o período em que as manifestações se espalharam pelo Brasil e dois dias antes da final da Copa das Confederações, realizada dia 30 de junho e vencida pelo Brasil (3 a 0 contra a Espanha, no Maracanã), evento considerado teste para a Copa do Mundo. "Mesmo agora, fora do clima dos protestos, essa crítica à realização da Copa cresceu. Esse é o resultado importante, já que anteriormente a população estava dividida", disse Mauro Paulino, diretor geral do Datafolha.

"O brasileiro não é bobo. Mudou da água para o vinho o que foi prometido em 2007 [ano da eleição à sede]. Não se imaginava que teria tantos problemas com orçamento, com redução brutal do investimento com mobilidade urbana, por exemplo. Não há legado", disse Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, especializada em marketing esportivo. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 3 de abril, em 162 municípios. Foram entrevistadas 2.637 pessoas, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

COPA EM BAIXA

Pela primeira vez no Datafolha, o número de pessoas que apoiam a realização da Copa do Mundo no Brasil ficou abaixo dos 50%. A pouco mais de dois meses para o início do evento, que terá o Brasil enfrentando a Croácia na partida inaugural, no dia 12 de junho, em São Paulo, 48% dos entrevistados na pesquisa disseram ser a favor da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Este número mostra tendência de queda desde 2008, quando foi realizada a primeira pesquisa, mas em relação à última, realizada em fevereiro, ficou dentro da margem de erro. Em novembro de 2008, ano seguinte à confirmação brasileira como sede, os favoráveis ao Mundial eram 79%, número que foi caindo para 65% (em junho de 2013) e 52% (fevereiro de 2014).

Os que afirmaram nesta última pesquisa serem contra a realização da Copa foram 41%, também o maior número desde 2008, que foi de apenas 10% (veja os números detalhados acima). "A população se empolgou inicialmente porque o Brasil realizaria a Copa novamente mais de 60 anos depois de 1950. Tudo mudou com o péssimo projeto executado. Foco nos estádios e falta de comunicação com a população minaram o projeto do governo", avalia o consultor esportivo Amir Somoggi.

O noticiário nos últimos meses detectou o aumento no preço da construção ou reforma dos 12 estádios que receberão os jogos do Mundial. A maior parte dessas obras é financiada pelo poder público --em 2007, o então presidente da CBF Ricardo Teixeira disse que a Copa seria realizada totalmente com dinheiro privado. Em 2010, a estimativa era que os estádios custariam R$ 4,8 bilhões, valor que vai ultrapassar os R$ 8 bilhões quando todas as arenas estiverem finalizadas. (Folha de São Paulo)

Pressão sobre Dilma e Petrobras forçará Lula a sair do silêncio sobre escândalos e sucessão




O Presidentro (ANTA E IGNÓBIO) Luiz Inácio MOLUSCO da Silva será obrigado a sair de seu comprometedor silêncio tático e cair dentro da mídia para dar à opinião pública uma satisfação sobre os escândalos que atingem figuras da cúpula de seu partido e a Petrobras que o PT aparelhou, desde o começo de 2003. Lula já fez reuniãozinha reservada com Dilma Rousseff em hotel, mas será forçado a sair do intimismo silencioso e explicar, publicamente, tudo que está acontecendo, incluindo os respingos de esgoto, sobre o PT, da Operação Lava Jato.

Luiz Inácio Lula da Silva deve explicações claras sobre sua decisão de comprar a refinaria Pasadena. Sim, a decisão foi dele – e não apenas doConselho de Administração e da diretoria da empresa. O Presidente da República representa e corporifica, em última instância, o acionista máximo da estatal de economia mista, o governo da União. Além de titular do Palácio do Planalto, Lula era o padrinho de dois cargos na Petrobras: José Sérgio Gabrielli, presidente da companhia, e da “gerentona” Dilma Rousseff, sua ministra das Minas e Energia e da Casa Civil que foi “Presidente” do Conselho de Administração da petroleira.

Lula também precisa vir a público para explicar a conduta reprovável do agora futuro ex-presidente da Câmara dos Deputados. Não adianta a manobra (certamente respaldada pelo chefão Lula) para que André Vargas tire uma licença de 60 dias do mandado e do cargo de vice-presidente da casa legislativa. Vargas está enrolado, por gravações legalmente feitas pela Polícia Federal, com o doleiro Alberto Youssef, pego na Operação Lava Jato, junto com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Lula terá de fazer um malabarismo para alegar que as negociatas de Vargas com o doleiro, envolvendo o Ministério da Saúde, não eram do conhecimento de seu candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da pasta, Alexandre Padilha. Apenas por ironia, o contrato de R$ 150 milhões foi para o fornecimento de Viagra. Justamente agora, o PT dá sinais de que precisa de um santo remédio contra a impotência reeleitoral. A falta de credibilidade internacional não se resolve com o mágico comprimidinho azul. O vermelho petralha tende a sair de moda, contra a própria vontade.


Dilma cai nas pesquisas, pode virar alvo de CPI, já é acionada judicialmente por investidores da Petrobras, e tem tudo para não se reeleger. E, do jeito que o desgaste se aprofunda, nem Lula poderá se apresentar como salvador da pátria, disputando a eleição no lugar dela. A traição programada de Lula pode até encontrar eco junto ao eleitorado ignorante do norte-nordeste que, na eleição passada, foi enganado pela marketagem petista, informando, nos grotões, que “Dilma era irmã do Lula, e para tudo continuar (bolsas família da vida) o voto nela era a única alternativa”.

Ameaçada de ser tirada do páreo em um golpe interno, do próprio Lula, a acuada Dilma foi forçada ontem a dar uma declaração patética de “resistência”, bem no estilo de uma guerrilheira urbana prestes a ser justiçada pelo próprio companheiro que a inventou e patrocinou sua aventura de poder. Dilma bravateou mais uma mentirinha na qual nem ela mesma deve acreditar: “Podem ter certeza. O meu governo continuará governando. Continuará mantendo seu caráter republicano. Mas não iremos recuar nem um milímetro da disputa política quando ela aparecer”.

Se a Presidenta deu o recado para o Presidentro Lula, está na hora dele sair em defesa dela ou, de uma vez por todas, lhe trair a confiança, substituindo-a no time do poder. O risco dessa substituição será a clara demonstração de fraqueza e incompetência do atual governo. Se Lula for para o lugar de Dilma, que não deseja largar o osso duro do poder, ficará ainda mais complicado explicar ao eleitorado que é possível baixar a conta de luz e dos combustíveis apenas enfiando o dedo na tomada. No caso, no próprio focinho do porco que patrocina tanta porcaria...

Isto se não for inventada uma providencial diverticulite, para a diversão de Lula começar do nada, aqui na Terra do Nunca, a República Sindicalista de Banânia...

CPI pra quê?


Perfeito para políticagem

O doleiro Alberto Youssef bem que daria um excelente político brasileiro, do ponto de vista da tradicional quebra de promessas.

Quando foi condenado, em 2004, pelo escândalo do Banestado, Yousseff fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público, admitindo que movimentou apenas US$ 5 bilhões ilegalmente e se comprometendo a nunca mais mexer com o mercado de dólares.

Agora, as evidências obtidas na Operação Lava Jato mostram que Youssef deixou de honrar o compromisso, tornando-se sócio no esquema bilionário de lavagem de dinheiro público junto com a petralhada e outros comparsas menos votados.

Guerra judicial pela CPI

A oposição vai impetrar dois mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal.

Um para que seja criada a comissão para apurar desmandos na Petrobras.

O outro recurso pretende impedir que vingue a estratégia governista de ampliar o escopo da investigação.

JB para quem precisa


Propaganda inútil

A Petrobras deveria repensar, seriamente, seu esquema de publicidade e propaganda.

Ontem, gastou uma fortuna colocando um anúncio de página inteira em Globo: Recordes dos empregados da Petrobras.

O comercial soa ridículo no momento em que a empresa é alvo de tantas denúncias de corrupção e tem a competência de sua gestão e governança corporativa questionadas por investidores.

Ainda mais que, na página 20 do mesmo O Globo recebe destaque a reportagem: “Minoritário da Petrobras pede ação contra Dilma e Mantega – Acionista recorre à Procuradoria pela compra da refinaria de Pasadena”.

Outra ação

Não são apenas os investidores da Petrobras que tentam processar Dilma.

O engenheiro João Vinhosa também estuda como entrar com uma ação judicial contra Dilma para que ela responda a questionamentos sobre o enganoso Acordo de Quotistas da Gemini firmado em janeiro de 2004 para produzir e comercializar gás natural liquefeito.

João Vinhosa espera que o Ministério Público Federal desarquive a denúncia que já fez tempos atrás.


Lição do velho Karl

“É impossível submeter a administração do Estado aos interesses da produção nacional sem restabelecer o equilíbrio orçamentário. E como restabelecer o equilíbrio entre a despesa e a receita do Estado sem restringir os gastos estatais, isto é, sem ferir interesses dominantes? Pois são esses interesses que governam e legislam através da Câmara. O déficit do Estado era precisamente o objeto de suas especulações e a fonte principal de seu enriquecimento. As enormes somas que passavam pelas mãos do Estado davam oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimento, corrupções, subornos, malversações e ladroeiras de todo jeito. As relações entre a Câmara e o governo se multiplicavam pelas relações entre os órgãos da administração e seus contratados”,

Não são críticas de um oposicionista do governo petista sobre os escândalos na Petrobras, mas sim palavras de Karl Marx, no famoso ensaio sobre a revolução de 1848, na França.

Propinoduto da Petrobras alimenta campanhas e todos os crimes, bandidagens e assassinatos da organização criminosa do PT.

Investigada pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, a empresa Jaraguá Equipamentos doou R$ 4,5 milhões ao diretório nacional do PT entre 2010 e 2012. A empresa, que é fornecedora da Petrobras, é apontada pela PF como uma das financiadoras do esquema que seria comandado pelo doleiro Alberto Youssef, atualmente preso em Curitiba.

A Jaraguá Equipamentos foi contratada pela Petrobras para a obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, no valor de R$ 1,2 bilhão. Em 2010, ano de eleição presidencial, a companhia doou, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), R$ 2,5 milhões para o PT. Em 2011, repassou R$ 1 milhão ao partido. No ano seguinte, mais R$ 1 milhão. A prestação de contas partidárias de 2013 ainda não está disponível no sistema do TSE. Não há registro de doações para outras legendas pelo menos em 2010 e 2011.

A Jaraguá é uma das nove fornecedoras da Petrobras que, conforme revelou a Folha no sábado, depositaram R$ 34,7 milhões na conta da MO Consultoria. A polícia suspeita que essa consultoria repassaria propina para funcionários públicos e políticos. De 2009 a 2013, segundo um lado da PF, passaram pela empresa um total de R$ 90 milhões.

Além do diretório nacional do PT, parlamentares do PP também receberam em 2010 doações eleitorais da Jaraguá Equipamentos, como mostrou o jornal "O Estado de S. Paulo". Um dos deputados beneficiados é o ex-ministro Mário Negromonte (PP-BA), que recebeu R$ 500 mil. Ele disse à Folha que foi apresentado à empresa pelo ex-líder de sua legenda José Janene, que morreu em 2010.

Negromonte diz que esteve com os donos da Jaraguá uma única vez, mas que não se recorda dos nomes. "Foi um único contato". Sobre o doleiro Yousseff, Negromonte diz que esteve uma vez com ele ''acho que na casa de Janene''. "Diversas pessoas estavam lá", afirmou. Questionado pela reportagem em que tipo de evento ocorreu o encontro, Negromonte respondeu que achava que era um aniversário.

Ao ser questionado sobre os partidos dos ''diversos'' convidados, ele disse: "Não vou citar nome, minha querida. Não posso ficar colocando outras pessoas na minha entrevista. Eram diversas pessoas, mas não gravei".Procurados, o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e a Jaraguá Equipamentos não responderam a e-mails da reportagem até a conclusão desta edição. (Folha de São Paulo)


Molusco e Dilma não sabem como conter conspiração contra o governo – que envolve espionagem externa



Não existem ações concretas de partidos políticos de oposição para derrubar o governo – e muito menos risco imediato de golpismo fardado. O que há, de verdade, é um violento ataque de contrainformação contra um governo sem credibilidade, promovido por grandes empresas internacionais preocupadas com o muito de dinheiro que têm investido aqui no Brasil. O risco de perdas bilionárias leva a Oligarquia Financeira Transnacional a colaborar com a divulgação sistemática e cuidadosamente combinada de escândalos capazes de desgastar ou até derrubar o governo, atingindo seus principais integrantes e operadores.

Tudo é monitorado por empresas privadas de espionagem. Não são meras coincidências policiais as Operações Lava Jato, Hulk, Oversea, Porto Seguro, junto com a detonação de todos os problemas na Petrobras – Pasadena, Comperj, Abreu e Lima, plataformas superfaturadas, terceirizações e quarteirizações, além de outras broncas menos votadas como as caixas pretas da BR Distribuidora, Gemini, BB Millenium, PFICO (Petrobras International Finance Co), e Petrobras Global Finance B. V. (sediada em Rotterdam, na Holanda, que capta euros e dólares para a estatal).

Os problemas, denunciados por investidores, são acompanhados por investigações oficiais do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União. Várias delas podem redundar em processos judiciais. Em uma CPI, como a que o governo tenta abafar sobre a Petrobras, várias bombas atômicas podem explodir e implodir o desgoverno. Lula, Dilma e parceiros de negócios, nas alas política, sindical e de fundos de pensão, sabem que a conspiração rola abertamente. O sonho de poder virou pesadelo.

No momento, em meio à guerra assimétrica promovida por megainvestidores, o alto risco da delação premiada é o que mais apavora o governo no decorrer das quase certas ações na Justiça brasileira e na de Nova York, para apurar os prejuízos milionários na Petrobras. A petralhada tem um temor concreto de que Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró (principalmente este último) resolvam abrir o bico e soltar o verbo para relatar tudo que sabem sobre o real comando da organização criminosa que, no mínimo, praticou crime de estelionato (auferir vantagem ilícita a custa de terceiros, através de ardil) contra a Petrobras.

O elo mais frágil da corrente que se rompe é Paulo Roberto Costa. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, ex-conselheiro da BR Distribuidora e da Brasken (joint entre Petrobras e Odebrecht), está enrolado na Operação “Lava Jato” (operação da PF que investiga uma quadrilha suspeita de lavar R$ 10 bilhões em dinheiro ilegal, desviado do setor público). Ele está muito bem cuidado em Curitiba – onde a Justiça Federal é blindada de influências petralhas.


Parceiros de Costa, como o doleiro Alberto Youssef e o deputado federal André Vargas (vice-presidente da Câmara), são cabras marcados para detonação. Outro na corda bamba é Nestor Cerveró, ex-diretor internacional, indicado para o cargo pelo reeducando José Dirceu e responsável pela compra questionável de Pasadena. Junto com ele, Alberto Feilhaber (que foi empregado da Petrobrás durante 20 anos e que agora é vice-presidente da Astra Oil - segundo ficha dele no Linkedin). Também deve sobrar para todos os conselheiros e diretores da Petrobras na gestão Lula-Dilma.  

O pavor real é que se revele que parte do dinheiro desviado nos negócios na Petrobras e subsidiárias tenha servido para formar uma super-organização. O político que a comanda tem várias consultorias que gerenciam empreendimentos comerciais na África, hotéis em Cuba e na Venezuela, pelo menos três hotéis em Brasília, vários terrenos na capital federal e em São Paulo (registrados em nome de empresas no Panamá), além de fazendas produtoras de gado no Brasil, participações acionárias inferiores a 4% em várias empresas, e uma mini-frota de três jatinhos (em nome de laranjas, amigas empreiteiras).



POSTADO PELO LOBO DO MAR

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Presidente do PT diz que denúncias contra André Vargas "não são comprovadas". O que comprova que o PT corrupto não aprendeu nada com o Mensalão.

POR CARDOSO LIRA






Vargas e Falcão: uma conhecida afinidade com a corrupção como prática partidária.

Hoje o presidente do PT, Rui Falcão, dá uma entrevista aloprada tentando desqualificar os resultados da pesquisa Datafolha, pela qual Dilma Rousseff perdeu quase 16% das intenções de voto, uma queda de seis pontos percentuais. Deixando no ar que Lula pode voltar, o petista soltou uma frase que mostra o DNA do partido, a sua ligação umbilical com grandes esquemas de corrupção. Questionado sobre que fatos poderiam ter causado a queda de Dilma nas pesquisas, ele incluiu o caso do companheiro Vargas, declarando:

"E, por último, essas denúncias, não comprovadas, envolvendo um deputado do PT [André Vargas] em particular."

Como assim "não comprovadas"? O deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara dos Deputados, primeiro negou o uso do jatinho do doleiro Alberto Yousseff, preso na Operação Lava Jato. Depois, disse que pagou a gasolina. Por último, reconheceu que nem mesmo o combustível pagou. Aí disse que conhecia o doleiro superficialmente. Mentira! Gravações da Polícia Federal comprovam que ele é sócio do doleiro em váriasempreitadas e que uma delas daria a ele, nas palavras de Yousseff, a sua "independência financeira".

Como assim "não comprovadas"? O que fica comprovado, mais uma vez, quando ainda está na memória de todo o país a condenação do PT no processo do Mensalão, durante o qual passou quase dez anos negando tudo, é que o partido de Rui Falcão tem uma propensão a negar o que está provado, como se o eleitor fosse um estúpido. Mais dia, menos dia, André Vargas pedirá licença da Câmara. Mais dia, menos dia estará em Catanduvas, o presídio de segurança máxima do Paraná, estado pelo qual se elegeu. 
A Petrobras assinou pelo menos R$ 90 bilhões em contratos nos últimos três anos sem fazer qualquer tipo de disputa entre concorrentes, escolhendo, assim, o fornecedor de sua preferência. O valor contratado sem licitação corresponde a cerca de 28% dos R$ 316 bilhões gastos pela Petrobras entre 2011 e 2013 com empresas que não pertencem à estatal ou que não são concessionárias de água, luz, entre outras.

As modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.

O levantamento da Folha foi feito em registros de extratos de contratos disponíveis da companhia. Eles apontam ainda que compras bilionárias, serviços previsíveis e outros sem complexidade foram dispensados de concorrência. Em suas justificativas, a estatal alega, principalmente, que o contratado era um fornecedor exclusivo ou que havia uma emergência.

Para dispensar as disputas, a Petrobras se baseia num decreto de 1998 que lhe dá poderes para firmar contratos de forma mais simplificada que a prevista pela Lei de Licitações, promulgada em 1993. Esse decreto usa os mesmos termos da lei --como concorrência, convite, dispensa, inexigibilidade-- para classificar as formas de contratação. A principal diferença é que a estatal pode dispensar a disputa em compras de valores elevados, o que é proibido pela Lei de Licitações.

Desde 2010, a companhia briga na Justiça com o Tribunal de Contas da União, que a proibiu de contratar por esse formato. O TCU alega a necessidade de uma lei para que a estatal possa realizar os procedimentos simplificados. Para continuar assinando contratos com base no decreto, a Petrobras se vale de uma decisão provisória (liminar) do Supremo Tribunal Federal, que lhe permitiu manter o procedimento até uma decisão definitiva da corte.

Em 2009, a análise dos contratos sem concorrência foi um dos focos da CPI da Petrobras no Senado, que acabou praticamente sem nada investigar. Caso vingue a instalação de uma nova CPI, em discussão no Congresso, essas contratações estarão na mira dos congressistas. A análise dos contratos indica que o volume sem disputa começou a diminuir em 2012, com a chegada da nova diretoria da estatal comandada por Graça Foster.

Mas, como em 2013 também foram reduzidos os gastos totais da empresa, o percentual contratado sem concorrência voltou a aumentar e chegou a 30%. No caso do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, chamam a atenção os valores: duas obras --R$ 3,9 bilhões e R$ 1,9 bilhão-- não tiveram concorrência em 2011.

A Petrobras apresentou como justificativa para as obras das estações de tratamento de água e esgoto do complexo dessa refinaria, tocada por um consórcio liderado pela UTC Engenharia, falta de tempo hábil para uma disputa. As obras estão anunciadas desde 2006.

No caso da obra chamada Pipe Rack (suportes para tubulações), cujo consórcio é liderado pela Odebrecht, a Petrobras achou o preço da concorrência elevado e preferiu chamar um grupo de construtoras para fazê-la. Mas, como recebeu vários aditivos depois, a obra está mais cara que o previsto inicialmente.

Duas companhias, a Vallourec Tubos e a Confab Industrial, são contratadas em valores que ultrapassam os R$ 20 bilhões, sob a alegação de que o material delas é exclusivo. Ambas são fornecedoras de tubos. A exclusividade também foi a justificativa para contratar a BJ Services e a Schlumberger, responsáveis pela cimentação de poços de petróleo.

Até contratos como terceirização de pessoal dispensam concorrência. Em 2012, a Personal Services ganhou R$ 38 milhões sem disputa sob a alegação de emergência para oferecer apoio administrativo. (Folha de São Paulo)

POSTADO PELO LOBO DO MAR

domingo, 6 de abril de 2014

Salário dos MILITARES - Comandantes ENZO, SAITO e Moura Neto convocados pela Câmara para explicar sobre SALÁRIO DOS MILITARES.

POR CARDOSO LIRA

Salário dos MILITARES - Comandantes ENZO, SAITO e Moura Neto convocados pela Câmara para explicar sobre SALÁRIO DOS MILITARES.
 Os militares já há alguns anos tem se mobilizado em prol de uma revisão séria nos soldos. No final de 2012 uma convocação feita por meio da internet colheu mais de 300 mil assinaturas enviadas à Comissão de Segurança Nacional do Senado. O abaixo assinado exigia uma discussão séria sobre a remuneração dos militares das Forças Armadas. Nos últimos meses vários sites e blogs tem batido na questão da evasão de cérebros das Forças Armadas. Os sites Sociedade Militar e Montedo forneceram números que mostram que uma percentagem cada vez mais alta de oficiais e sargentos tem abandonado as forças armadas ainda antes dos primeiro quinquênio de serviço militar.
Ontem a câmara informou ao público que um requerimento dos deputados Izalci (PSDB-DF), Duarte Nogueira (PSDB-SP) e Cesar Colnago (PSDB-ES), defendido pelo presidente da CREDN, Eduardo Barbosa (PSDB-MG), foi aprovado nesta quarta-feira, 2. "Entre outras coisas, uma política salarial adequada ajudará a reverter a situação atual de perda de recursos humanos altamente qualificados das Forças Armadas", diz a justificativa do documento.
Os deputados destacaram ainda a importância das Forças Armadas, por exemplo, no atendimento às populações ribeirinhas, apoio em situações de catástrofes e na execução de obras de infraestrutura, no Brasil e no exterior com o Batalhão de Engenharia que atua no Haiti. "O êxito desses programas também dependem da motivação e do fortalecimento dos quadros das nossas Forças", afirmaram.
Cúpula - Nesta quarta-feira, 2, o presidente da CREDN, Eduardo Barbosa, recebeu a confirmação do ministério da Defesa dando conta que os comandantes da Marinha, Almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, General Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito; além do chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, General José Carlos De Nardi, e do Secretário-Geral do ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, acompanharão o ministro.
A audiência ocorrera no próximo dia 9 de abril.
Dados de Câmara e Revista Sociedade Militar.
POSTADO PELO LOBO DO MAR

Somos a TV e o rádio da oposição.

  POR CARDOSO LIRA

À base de propina, corrupção, distribuição de cargos, direcionamento de emendas parlamentares e destruição das empresas estatais, o governo petista montou uma base de apoio fisiológica que lhe dá um imenso poder de fogo para a próxima eleição. Vejam como pode ficar a distribuição do horário eleitoral, segundo publicado hoje pelo Radar On-line da Veja:

Postado por O EDITOR 1 comentários

Fornecedores da Petrobras ameaçam parlamentares com fim das doações para que não haja CPI. Eles representam 30% do caixa das campanhas eleitorais.

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é um exemplo das obras superfaturadas da Petrobras. Ali atuam as grandes empreiteiras e maiores fornecedores da estatal. Andrade Gutierrez, por exemplo, a maior doadora eleitoral das campanhas de 2012, lidera o consórcio para implantação de tubos e participa de outro consórcio, para terraplanagem, junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, também grande alimentadores de caixas de campanha. Apenas nesta obra, o TCU encontrou indícios de superfaturamento da ordem de R$ 780 milhões. 

Segundo o Estadão, de cada R$ 10 doados por empresas a candidatos e comitês nas eleições de 2010 e 2012, R$ 3 vieram de fornecedores da Petrobrás. Maior companhia brasileira, a estatal está no centro da mais ampla rede de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. Detentores de contratos com a companhia petrolífera desembolsaram ao menos R$ 1,4 bilhão em contribuições às campanhas de postulantes a presidente, governador, prefeito, deputado e senador. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.


Dilma perderá; o Brasil Capimunista está perdido



Mais de 70% dos entrevistados em enquetes eleitorais manifestam o desejo de mudanças a partir de 2015. Até as pesquisas amestradas são forçadas a admitir que Dilma Rousseff despenca do poder. Dilma perdeu a credibilidade internacional para continuar no governo. Ela perderá a eleição. Ninguém aguenta tantos escândalos, desmandos e imposturas. O Brasil ruma para uma perda total (“PT”, na sigla das seguradoras), se o crime organizado, a egoísta vaidade política e a incompetência gerencial continuarem dominando o País.

Agora, quem acaba de terminar com o PT é o mundialmente famoso escritor brasileiro, Paulo Coelho. Em entrevista ao jornal O Globo, o mago detonou: “Não vou à Copa, embora tenha ingressos. Eu não posso estar dentro do estádio sabendo o que se passa lá fora com os hospitais, a educação e tudo o que o clientelismo do PT tem renegado muito. Há uma profunda decepção. Eu acho que o poder cega. O PT foi muito bem, é responsável por um grande avanço; mas que não começou com ele, esim com o FHC. De repente eu vi que a coisa toda começou a virar meio um clientelismo. Acho que o PT infelizmente perdeu o rumo, como qualquer partido que fica muito tempo no poder".
POSTADO PELO LOBO DO MAR

sábado, 5 de abril de 2014

PF estoura propinoduto da Petrobras na Operação Lava Jato. Delação premiada pode derrubar governo do PT.


POR CARDOSO LIRA

Nove fornecedores da Petrobras depositaram R$ 34,7 milhões na conta de uma empresa de fachada controlada pelo doleiro Alberto Youssef, segundo laudo da Polícia Federal obtido pela Folha. A confissão de que a empresa não tem atividade de fato foi feita por um empregado do doleiro, Waldomiro de Oliveira, em nome de quem a MO Consultoria está registrada na Junta Comercial de São Paulo. A Folha teve acesso ao depoimento do funcionário, que decidiu colaborar com a PF na tentativa de receber uma pena menor.

A polícia suspeita que a MO Consultoria servia para repassar propina para funcionários públicos e políticos. Outro laudo aponta que passaram por essa empresa um total de R$ 90 milhões entre 2009 e 2013. Segundo relatório da PF, há "fortes indícios da utilização dascontas da empresa para trânsito de valores ilícitos". A consultoria foi descoberta pela PF durante a investigação da Operação Lava Jato, que apura lavagem de dinheiro com uso simulado de importação e exportação.
Os contratos da suposta consultoria eram uma forma de as empresas darem uma aparência legal a subornos, segundo suspeita da PF. Hánotas fiscais das consultorias, mas não há provas de que o serviço foi prestado, deacordo com a polícia. Grandes grupos que pagaram à MO atuam nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, suspeita de ter sido superfaturada.

Os maiores pagamentos à consultoria foram feitos por duas empresas do grupo Sanko, fornecedor de tubos para empresas contratadas pela Petrobras: R$ 26 milhões. Asvendas diretas da Sanko para a Petrobras subiram mais de 7.000% entre 2011 e 2013, segundo a empresa: de R$ 38,7 mil para R$ 2,77 milhões. Os maiores negócios da Sanko, porém, não são feitos diretamente com a Petrobras, mas com fornecedores da estatal. A Sanko diz que faturou R$ 120 milhões em 2013.

Também estão na lista de pagadores da consultoria outras empresas que foram contratadas para a obra da refinaria em Pernambuco, como o consócio Rnest, formado por Engevix e EIT (R$ 3,2 milhões), Jaraguá Equipamentos (R$ 1,9 milhão), Galvão Engenharia (R$ 1,53 milhão) e OAS, tanto a construtora quanto a holding (R$ 1,18 milhão na soma). 
A obra da refinaria começou em 2005, durante o governo Lula, com a estimativa de que custaria US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), mas a conta já chegou a US$ 17 bilhões (R$ 38 bilhões). Auditorias do Tribunal de Contas da União apontam que só nos quatro principais contratos da refinaria, que chegam a R$ 10,8 bilhões, o superfaturamento pode chegar a R$ 505 milhões.

Um dos negociadores dos contratos da refinaria foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que também foi preso na Operação Lava Jato, por tentativa de ocultar documentos. A PF suspeita que Costa tenhanegócios com Youssef e que usava os canais do doleiro para pagar subornos. Policiais estimam que Youssef movimentou R$ 10 bilhões em quatro anos.

Em seu depoimento, Waldomiro Oliveira disse que sua função no escritório do doleiro era "fazer contratos com empresas indicadas por Alberto Youssef e, em seguida, receber depósitos, que seriam posteriormente transferidos para empresas também indicadas por Alberto Youssef". O doleiro usava outras duas empresas para esse fim, segundo o colaborador: Empreiteira Rigidez e a RCI. Youssef é o mesmo doleiro que disponibilizou um jatinho para que o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), viajasse para o Nordeste com a família. (Folha de São Paulo)

Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) cancelaram os depoimentos que prestariam à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na próxima terça-feira (8) e no dia 15 para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal. O recuo foi articulado por aliados da presidente Dilma Rousseff, que consideram desnecessário Foster e Lobão falarem agora diante da possibilidade de criação da CPI da Petrobras. Os depoimentos tinham sido sugeridos pelo PT antes dos pedidos de criação da comissão de inquérito –para que Foster, e depois Lobão, rebatessem as denúncias de irregularidades no negócio envolvendo a compra da refinaria. A presença do ministro e da presidente da Petrobras era uma tentativa de convencer a oposição de desistir da CPI, mas a estratégia não fez o PSDB e o DEM mudarem de ideia. Como a oposição, e depois os próprios governistas, apresentaram pedidos de CPI, aliados de Dilma agora consideram que as audiências na comissão poderiam desgastar ainda mais a imagem da estatal.
Presidente da CAE, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Foster está disposta a falar e só cancelou o depoimento diante da “estratégia” traçada pela bancada do PT no Senado. “A Graça me disse que quer falar, mas foi orientada para ir à CPI, já que teremos a comissão. A estratégia veio da liderança do PT no Senado”, afirmou Lindbergh. ”O acerto era ela vir para falar e, depois, a oposição discutiria se teria CPI ou não. Então, não temos obrigação dela vir”, completou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O líder afirmou que, se o Congresso efetivamente instalar CPI, a presidente da Petrobras deve ser a primeira a ser chamada a depor –por isso duas audiências não se justificam. “Se a CPI não for criada, nós traremos ela e o ministro. O convite está mantido.” Foster encaminhou ofício por email à CAE cancelando o depoimento. No documento, Foster afirma que vai aguardar o desenrolar dos fatos antes de ir ao Congresso. Lobão, segundo Humberto Costa, também deve encaminhar em breve o pedido de cancelamento.
 CPI
Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB) indicou nesta sexta-feira o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para relatar o pedido do PT que inviabiliza a criação da CPI da Petrobras no Congresso. A CCJ vai analisar o questionamento petista na próxima terça-feira (8). Dornelles, que integra a base aliada do governo federal, vai ter que decidir se o argumento dos petistas de que não há “fato determinado” para a criação de inquérito deve prosperar. Por meio de assessores, Dornelles disse que ainda vai estudar o convite de Vital, mas sinalizou que não deve aceitar a relatoria. O senador afirmou que está envolvido com a aprovação da medida provisória 672, por isso não teria tempo de discutir o casoe há outros nomes mais “preparados” para a função.
 O relator da CCJ também terá que analisar outro pedido, apresentado pelo PSDB, que pede para que a CPI da Petrobras reúna apenas temas ligados à estatal. O PT afirma que os quatro temas sugeridos pela oposição sobre a Petrobras para serem investigados pela CPI não têm conexão entre si –por isso não constituem objeto a ser analisado pela comissão. Se o pedido do PT for aceito pela CCJ, e depois a decisão for mantida pelo plenário do Senado, nenhuma CPI da Petrobras deve ser instalada. Do contrário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já adiantou que a comissão de inquérito a ser criada é a proposta por senadores governistas. Há quatro pedidos de criação de CPIs da Petrobras em tramitação no Congresso, dois apresentados pela oposição e dois por aliados de Dilma. Dois deles são de CPIs exclusivas do Senado, e outros dois de CPIs mistas (com deputados e senadores).

POSTADO PELO LOBO DO MAR