terça-feira, 22 de abril de 2014

Dilma tem várias "responsabilidades": não leu o contrato de Pasadena, não demitiu o diretor irresponsável e abafou o prejuízo da Petrobras durante vários anos.

por cardoso lira














Voltemos à foto histórica! Você tem alguma dúvida de que Gabrielli, Graça Foster, Dilma Rousseff e Paulo Roberto Costa eram uma equipe totalmente afinada na Petrobras?

Dilma Rousseff não pode achar que os brasileiros são idiotas e que ela pode fugir das suas responsabilidades alegando que está em ata que ela não conhecia as cláusulas do negócio escandaloso de Pasadena. As cláusulas, segundo o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, em depoimento na Câmara, afirmou que estas cláusulas são "inócuas" e que existem em qualquer contrato da Petrobras. Ninguém desmentiu. Nem Dilma. Nem Graça Foster. Por que não mostram outros contratos provando que estas cláusulas só existiram para a negociata de Pasadena?

Mas há outras responsabilidades da qual Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo máximo na governança da estatal. Por que não pediu para ler o contrato ou para ter maiores informações diante de um negócio novo e tão vultoso? Por que, posteriormente, ao tomar conhecimento das cláusulas e que as informações estariam incompletas, não demitiu Nestor Cerveró e, em vez disso, promoveu o culpado para uma Diretoria Financeira da Petrobras Distribuidora? Por que, quando soube da perda bilionária da Petrobras, lá em 2008, Dilma Rousseff não determinou a abertura de sindicância interna, o que só ocorreu agora, após a prisão de Paulo Roberto Costa, o outro ex-diretor que montou um verdadeiro propinoduto na companhia?

É claro que Dilma Rousseff não pode fugir das suas responsabilidades. Neste aspecto, José Sérgio Gabrielli esta coberto de razão. É José  mas não é Dirceu e não quer pagar o pato pelas tramóias e falcatruas desta organização criminosa chamada PT. 
Dilma com o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), um dos nomes cotados a aparecer nas gravações da Polícia Federal
Dilma com Fernando Collor de Mello, outro suspeito de operações nada republicanas na Petrobras.
Dilma, no seu modelito laranja da Petrobras, com o deputado Luiz Argôlo (PP-BA), já flagrado nos grampos da Polícia Federal em rolos com a estatal.

Petistas e integrantes da cúpula do governo apostam que, se a CPI da Petrobras não for enterrada nesta semana, como eles esperam, a polêmica em torno da compra da refinaria de Pasadena tenderá a "morrer" em breve. Para o grupo, apesar das declarações de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, segundo o qual a presidente Dilma Rousseff tem, sim, responsabilidade pelo negócio, a estratégia da oposição de manter a petista no foco do debate não prosperará por muito mais tempo.
 "O Estado de S. Paulo"

POSTADO PELO LOBO DO MAR

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Camping digital do PT tem aulas de como criar perfis falsos, palestra pela volta da censura e reconhecimento de que perderam a internet para a militância espontânea da oposição

Link permanente da imagem incorporada
O criador da Dilma Bolada, na foto com Padilha Labogen, é um modelo de empreendedor social para os militantes virtuais pagos pelo partido. Cobrou cachê de R$ 50 mil para palestrar no evento, segundo fontes do PT.

No último sábado, o ponto de partida do discurso em que Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) não foi o ensino, a segurança ou a saúde pública. Padilha começou a falar à militância petista com a página inicial do site do governo do Estado mostrada em uma projeção. "Se um jovem entrar no site e quiser descobrir como se inscrever em uma faculdade paulista, não vai conseguir e vai desistir."

A escolha tem razão de ser, já que a fala ocorreu no Camping Digital, organizado pelo partido a fim de orientar seus seguidores a como se portar na web nas eleições. Inspirado na Campus Party, evento anual que ocorre em São Paulo com entusiastas de tecnologia, o evento custou R$ 400 mil ao partido.

Durante o feriado de Páscoa, militantes acamparam em um clube na zona rural de São José dos Campos (a 97 km da capital) e assistiram a palestras e debates. Entre quinta e domingo, a Folha esteve acampada em meio a eles. As principais conclusões são que os petistas têm dificuldade de difundir seu discurso nas redes sociais a quem não é simpatizante do partido e que a oposição é mais bem articulada. "Este é o novo espaço de disputa", defendeu Tiago Pimentel, um dos palestrantes. "E a direita percebeu isso antes de nós."

Para quebrar a rejeição que enfrentam na internet, principalmente no Facebook e no Twitter, os petistas devem adotar a linguagem do "meme", imagens de fácil compreensão e na maioria das vezes de cunho humorístico, em detrimento do discurso de "panfleto" --descrito por palestrantes como "textos longos e chatos que ninguém lê".

"Se a gente faz uma piada de política que envolve o Michael Jackson, por exemplo, atingimos não só a pessoa que gosta de política, mas também a que gosta de Michael Jackson", exemplificou Cleyton Boson, coordenador de mídias sociais da Prefeitura de Guarulhos.

Em relação às possíveis investidas endereçadas ao PT, Emídio de Souza, presidente do partido no Estado e coordenador de campanha de Padilha, deu o recado: "Não deixem ataque sem defesa". Ele aproveitou para rebater reportagens que trataram o evento como uma forma de a sigla recrutar um exército para as redes sociais. "Para defender Padilha, Dilma ou Lula, não precisamos treinar ninguém. Aqui todo mundo é escolado."

ANONIMATO

O rastreamento da NSA, agência de segurança dos EUA, é motivo suficiente para se usar técnicas que dificultam a identificação na web. Foi com essa justificativa que várias mesas versaram sobre como tentar driblar métodos utilizados por sites para traçar o perfil do usuário. As técnicas ensinadas, porém, também podem ser usadas para dificultar possíveis investigações sobre responsáveis por ofensas na rede.

No debate de encerramento do encontro, o ex-ministro Franklin Martins defendeu uma legislação específica para tratar da regulação de emissoras de televisão e de rádio. O objetivo seria garantir que minorias tivessem mais espaço nos meios de comunicação. "Todos os serviços públicos que dependem de concessão no Brasil têm regulação, exceto a radiodifusão", afirmou. "Isso não tem nada a ver com censura." (Folha de São Paulo)

Lula, Eike e a Polícia Federal



Por João Vinhosa
Conforme matéria publicada no Alerta Total do último dia 18 de abril, Lula tem de estar preocupado em ser alvo da devassa da PF nos negócios de Eike Batista junto à Petrobras.
A propósito, o professor Ildo Sauer – diretor de Gás e Energia da Petrobras durante cinco anos (todo o primeiro governo Lula e parte de 2007) – já havia alertado sobre os procedimentos de Lula e Dilma relativos à atuação de Eike no setor petrolífero.
Das diversas entrevistas dadas pelo professor Sauer sobre o assunto, duas delas merecem destaque: 1 – a entrevista dada à Revista Adusp, da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo em outubro de 2011; 2 – a entrevista dada ao jornalista Heródoto Barbeiro no programa “O Brasil em Discussão” da Rede Record de 23 de setembro de 2012, que pode ser vista no sitewww.maracutaiasnapetrobras.com, mais precisamente no link http://www.maracutaiasnapetrobras.com/entrevista.html
O que é mais preocupante é o constrangedor silêncio de Lula e Dilma diante das categóricas acusações do ex-diretor da Petrobras. Na realidade, tal silêncio é tão constrangedor que leva a crer que as categóricas acusações de Sauer têm o poder de provocar um “apagão mental” nas autoridades citadas, emudecendo-as.
E não se alegue que tais acusações são eleitoreiras. Tal alegação não pode ser acolhida porque datam de outubro de 2011, e o professor Sauer não é candidato a nada.
O que Ildo Sauer falou
“O Lula foi avisado em 2006, e a Dilma também, de que agora um novo modelo geológico (Pré-Sal) havia sido descoberto, cuja dimensão era gigantesca.”
“O ato mais entreguista da história foi o leilão de petróleo para Eike.”
“(Eike) formou a empresa em julho de 2007, obteve as concessões em novembro; e, em julho de 2008, fez a Initial Public Offering e a empresa já valia US$ 10 bilhões.”
“Em lugar nenhum do mundo, uma empresa formada em julho seria capaz de pagar um bilhão e meio de reais para comprar direitos de exploração em novembro.”
“Tudo que ele tinha de ativo: a equipe recrutada da Petrobras e os blocos generosamente leiloados por Lula e Dilma. Só isso.”
“O que caberia a um governo que primasse por um mínimo de dignidade para preservar o interesse público? Cancelar o leilão e processar esses caras que saíram da Petrobras com segredos estratégicos. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, os dois do governo anterior e um do governo Lula, estavam nessa empreitada.”
“Eu acho que quem errou profundamente foi o presidente da República e a ministra da Casa Civil, que comandava a política energética, que era responsável pela energia. Sabendo o que aconteceu, em nome do interesse estratégico do país, não poderia ter feito o leilão de 2007”.
“A concretização do eventual benefício se deu com a manutenção do leilão, e essa decisão foi do presidente da República e da então ministra da Casa Civil, hoje presidenta da República.”
“Demandaria uma investigação da Polícia ou do Ministério Público para saber se há ilícitos. Mas, politicamente, eu entendo que houve um problema gravíssimo de responsabilidade do então presidente da República e da sua czar da energia, a atual presidenta da República”
Conclusão
Diante do que foi apresentado, lícito torna-se afirmar que as investigações sobre a atuação de Eike no setor petróleo não estarão completas se o professor Ildo Sauer não for ouvido a respeito de suas acusações.
Mais: se, porventura, o professor Sauer não for ouvido pelas autoridades, não restará qualquer resquício de credibilidade às investigações sobre a atuação de Eike junto à Petrobras.

João Vinhosa é Engenheiro

POSTADO PELO LOBO DO MAR

domingo, 20 de abril de 2014

Astra estava disposta a negociar com Petrobras


  • POR CARDOSO LIRA


Refinaria Pasadena, da Petrobras, nos EUA
Foto: Agência Petrobras / Divulgação
Refinaria Pasadena, da Petrobras, nos EUA Agência Petrobras / Divulgação
SÃO PAULO - Documentos obtidos pela revista “Época” mostram que a Astra - a empresa belga que comprou o controle acionário da refinaria Pasadena, no Texas (EUA), por US$ 42,5 milhões - estava disposta a negociar com a Petrobras. No entanto, a estatal brasileira preferiu entrar na Justiça duas vezes e obteve um prejuízo de US$ 1,2 bilhão no negócio. Após comprar a refinaria, a Astra pagou dívidas antigas, fez investimentos e vendeu 50% de Pasadena à Petrobras por US$ 360 milhões. Havia no contrato uma cláusula segundo a qual, em caso de divergência entre os sócios, a empresa divergente deveria comprar a parte do outro. A divergência ocorreu em 2008, e a Astra fez uma proposta para vender a refinaria à Petrobras. A estatal brasileira decidiu não pagar e entrar na Justiça. Perdeu e foi obrigada a pagar uma indenização de US$ 639 milhões.
O prejuízo poderia ter ficado neste valor se a Petrobras tivesse aceitado um acordo com a Astra. Documentos obtidos pela revista mostram que a empresa belga estava disposta a negociar. Segundo executivos ouvidos, a Astra já estava satisfeita com o valor da indenização e não havia interesse de extrair nos Tribunais todo o dinheiro possível da Petrobras. Como trading, pretendia fazer dinheiro nos anos seguintes vendendo petróleo à estatal brasileira. O litígio com a Petrobras também não interessava à empresa belga porque afetava suas relações comerciais com empresas do mundo todo.

No dia 9 de julho de 2009, segundo documentos internos da Petrobras, o chefe do Jurídico Internacional, o advogado Carlos Borromeu, defendeu, perante a diretoria da empresa, que a estatal continuasse brigando com a Astra nos tribunais americanos.
Segundo a revista, os maiores beneficiados com a continuidade da briga judicial foram os advogados contratados para defender a Petrobras na Justiça americana. Mesmo perdendo a causa, cobraram US$ 3,9 milhões em honorários. Outros beneficiados foram ex-funcionários da estatal brasileira que foram trabalhar na Astra.
O departamento jurídico da Petrobras, como na maioria das empresas, têm grande peso e raramente uma decisão é tomada em desacordo com os advogados. O departamento jurídico também é decisivo na escolha dos advogados que trabalham para a companhia. Na Petrobras, os advogados se reportam diretamente ao presidente da empresa, que na época era José Sérgio Gabrielli. Procurado pela revista, ele disse que “a disputa judicial buscava o melhor resultado para a Petrobras”.
No documento de julho, apesar de o prejuízo da Petrobras na disputa já ter alcançado US$ 639 milhões, Barromeu afirmou no documento que a estratégia mais inteligente era "prosseguir litigando de modo a evitar quaisquer pagamentos adicionais à Astra", a quem atribuiu uma postura "belicosa". Disse que a chance de a empresa belga aceitar um acordo, naquele momento, era de apenas 30%. Para ele, havia 50% de chance de a Petrobras estancar os prejuízos caso continuasse brigando na Justiça. Diretores e altos executivos presentes à reunião na qual o documento foi apresentado consideraram os percentuais sem sentido e, no mínimo, invertidos. Gabrielli, porém, não se sabe se influenciado pelos advogados ou convicção, decidiu levar ao Conselho de Administração a posição de Borromeu. Presidido pela então ministra Dilma Rousseff, o conselho aprovou a sugestão dos advogados e manteve o litígio.
Técnicos da Petrobras registraram em documentos a insatisfação com o resultado da reunião e com a decisão de Gabrielli. " Caso no litígio a Petrobras perca, o custo total irá para cima de US$ 1 bilhão, acrescidos de honorários de sucumbência. Vale lembrar que a Petrobras já perdeu na arbitragem, e a possibilidade de perder na Corte é preocupante", escreveram. Os técnicos foram ignorados.
 



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pasadena-documentos-mostram-que-astra-estava-disposta-negociar-com-petrobras-12235525#ixzz2zQtruzy8 
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.