Por Fabio Guibu, na Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou ontem a solenidade de entrega de uma vila rural, em Cabrobó (PE), em uma espécie de programa de auditório -com direito a sorteio de casas, broncas ao microfone e torcida da plateia.
Durante uma hora e cinco minutos, o presidente comandou o show ao microfone, abraçando e entrevistando sorteados e controlando ministros e governadores, coadjuvantes de palco no improvisado sorteio promovido por ele para distribuir as 55 casas da vila a 55 lavradores que tiveram suas terras cortadas pelas obras da transposição das águas do rio São Francisco.
A programação previa inicialmente o sorteio de apenas três casas. Mas o presidente decidiu cancelar os discursos logo no início da solenidade e continuar a festa.
Com um microfone nas mãos, levantou-se da cadeira e perguntou para as cerca de 500 pessoas da plateia se elas aprovavam a sua ideia. “Ééééé”, respondeu o público, formado em sua maioria por famílias de trabalhadores rurais e operários da obra de transposição.
Aval dado, o presidente foi à frente do palco. Um a um, chamou as autoridades presentes para sortear as casas, retirando de um aquário nomes escritos em pedaços de papel.
Atenderam a convocação os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Franklin Martins (Comunicação), os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), além do deputado federal e pré-candidado do PSB à Presidência, Ciro Gomes. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) havia viajado antes para Fortaleza.
Esgotadas as autoridades, Lula -que sorteou as casas 1, 7, 13 e 55- chamou até o cinegrafista oficial que registrava as cenas no palco para participar da festa. Depois, sem opções, escolheu um nome fixo para a função: “Dudu, fica em pé e vai tirando”, disse ele para o governador de Pernambuco.
A cada nome anunciado o público gritava: “Ele merece”. E o presidente pedia: “Suba aqui meu filho”. Como as grades que isolavam o público atrapalhavam o acesso, Lula ordenou a retirada de parte do bloqueio.
Descontraídos, os sorteados abraçavam ministros e governadores no palco. Lula chegou a ter seus pés tirados do chão num abraço dado por um dos beneficiados. Ciro Gomes fez o mesmo com outro lavrador.
Por duas vezes, o presidente entrevistou trabalhadores. “Vai criar o que, um cabrinha leiteira, uma galinha, um capote [galinha d'angola]? Muito bem”, afirmou. Animado, o público devolvia: “Lula, Lula, Lula”.
Lina Vieira acha sua agenda: encontro com Dilma aconteceu no dia 9 de outubro do ano passado
Agenda da ex-secretária da Receita Federal registra o dia em que ela se reuniu com Dilma para tratar de uma investigação contra a família Sarney
Alexandre Oltramari, de Natal
HISTÓRIAS DIFERENTES
Lina Vieira anotou em sua agenda pessoal a data e o assunto da reunião no Palácio do Planalto, que a ministra Dilma Rousseff (à dir.) nega ter existido
Em agosto passado, primeiro numa entrevista e depois em depoimento no Congresso, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la convocado para uma reunião no Palácio do Planalto. Na conversa, a ministra teria pedido que Lina interferisse no andamento de uma investigação tributária que incomodava a família do presidente do Senado, José Sarney. Se comprovado, o encontro criaria sérios constrangimentos legais à ministra, pré-candidata do PT à Presidência da República. Dilma, porém, sempre negou com veemência a existência da reunião. A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. O dia? Lina não se lembrava. O mês? Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal. E a agenda? Perdida em meio a uma infinidade de documentos empilhados quando de sua mudança de Brasília para Natal, onde mora. Dois meses após deixar todas essas perguntas no ar, a agenda que pode ajudar a aclarar o caso finalmente apareceu - e, segundo Lina, mostra o dia, a hora e o assunto tratado no encontro com a ministra-chefe da Casa Civil.
A ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma. Ela escreveu: “Dar retorno à ministra sobre família Sarney”. De acordo com um amigo de Lina, a quem ela confidenciou ter achado a agenda, bem como detalhes ainda não revelados sobre o encontro, a reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra. Convocada às pressas para a reunião, a ex-secretária conta que chegou a desmarcar o bilhete de um voo entre Brasília e São Paulo, emitido para o início da tarde de 9 de outubro, por causa da convocação inesperada. Aqui
COMENTO
Meus caros amigos, uma reportagem da VEJA conta como os partidários do cretino Molusco planejavam armar o mesmo jogo em 2010.
O laboratório dessa estratégia foi um assombroso ataque desfechado contra a Vale. Desde sua privatização, em 1997.
Bem, esse elemento corrupto e nocivo, parece que não tem limites e ainda se considera acima do bem e do mal, não é possível que não apareça uma autoridade nos meios de comunicação do nosso país, para freiar as bandidagens que essa facção está fazendo na nossa República.
Fazendo uma especie de mega bandidagem histórica, a corrupta e nociva candidata do governo entraria, então, em 2010 com o formidável trunfo de ter resgatado a joia mais bela da coroa estatal entregue pelo outro corrupto e bandido FHC à perversa iniciativa privada. Entraria, o super Eike que pulou fora a tempo. O plano, por enquanto, falhou. A débâcle dá chance para que uma questão tão complexamente vital para o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros, como é o papel do estado na economia, escape de se ver reduzida na corrupta campanha presidencial de 2010, infelizmente a um duelo tão simplista quanto falso entre a santa guerreira do estado e o dragão da maldade da iniciativa privada. É quase utópico. Felizmente dessa vez os gatunos cairam do cavalo, mas com certeza eles vão tramar outras bandidagens, visto que é só isto que eles mais sabem fazer.
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
LULA O SEM-LIMITES, O MAIOR DIFAMADOR DA REPÚBLICA
Por Reinaldo Azevedo
Pode-se achar justa ou injusta a popularidade de Lula; bom ou mau o seu governo — ou, ainda, bom no curto prazo, razoável no médio e desastroso no longo —; certas ou erradas as suas escolhas. Nas democracias, as divergências fazem parte do jogo, e se combinam, então, as regras que vão regular o confronto das diferenças. Assim é se os atores aceitam os princípios da democracia chamada, nos bons compêndios, de “liberal”. Um “bom” governo não quer dizer, necessariamente, um governo popular; um governo popular não é necessariamente bom — ou teríamos de reverenciar totalitarismos do século passado. Onde a disputa democrática atinge padrões elevados de civilidade, o jogo não é de aniquilação do outro. Um governo tenta aniquilar o “outro”, o(s) adversário(s), quando recorre à máquina do estado para obter uma vantagem que, de outro modo, não existiria. Por que o populismo, já muito estudado, é perverso? Porque ele corrói as instituições em benefício do mandatário de turno, que tenta, então se eternizar.
Assistimos, nos dias correntes, a formas quando menos derivadas do populismo — e o governo Lula está obviamente entre elas. Daquele modelo, revela especialmente o uso ilimitado da máquina pública a serviço do governante — no caso, a serviço do partido. Embora Lula seja a grande figura da legenda, cumpre não esquecer o DNA entre leninista e fascista do PT. Voltarei a este tema outras vezes, especialmente para tratar de um livro fascinante que acaba de ser publicado no Brasil: “Fascismo de Esquerda” (Editora Record), de Jonah Goldberg, de que se falará bastante ainda, espero. A tentação autoritária se esconde, muitas vezes, em idéias que parecem até muito práticas e mansas. Submetidas as falas de sólidas reputações democráticas ao escrutínio dos direitos individuais, não é difícil encontrar, palpitante, a tentação totalitária. Mas isso fica para os dias vindouros. Voltemos a Lula.
Vamos supor que o seu governo realmente fosse tudo aquilo que ele diz e que seus, sei lá, 70% ou 80% de popularidade sugerem. Isso lhe confere o direito de violar a Lei Eleitoral, a exemplo do que fez nesta patética viagem aos rudimentos de obras do São Francisco? Isso lhe confere autoridade para atacar o Tribunal de Contas da União, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo atraso de obras públicas, convidando-o, na prática, a desrespeitar as leis? Ora, o regime democrático tem seus rituais estabelecidos para mudar leis que não funcionam ou que são contraproducentes. Por que Lula não tentou mudá-las? O PSDB anuncia que entrará com uma representação; isso correrá lá pelos escaninhos do tribunal; alguém se lembrará de dizer que o que ele fez não caracterizou campanha porque o(a) candidato(a) do partido ainda não está definido etc. E tudo, muito provavelmente, dará em nada. Um tribunal que se especializou em cassar governadores — e instalar em seu lugar gente que não foi eleita — parece nada poder contra os abusos do presidente da República. Poder, ele pode. Mas, como diria Gregório de Matos, “não quer”.
Lula foi muito além do razoável e do aceitável ao levar Dilma Rousseff e Ciro Gomes (este já não conta nada, coitado!) à sua viagem, fazendo “comícios” (ele próprio usou a palavra) em canteiros de obras — atrasadas, diga-se, e não por culpa do TCU. Não vociferou contra adversários apenas entre tratores e escavadeiras. Usou amplamente a imprensa local para satanizá-los. Afirmou, por exemplo, de forma irônica, que não sabia que o tucano José Serra se preocupava com o Nordeste. Ora, é evidente que tudo aquilo se fazia com dinheiro público.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), evidenciou que tem lá seus descontentamentos com Lula, mas errou feio ao afirmar que o presidente tem o direito de fazer o que fez. Não tem, não, governador! Para fazer o que ele fez, é preciso esperar o início da campanha, licenciar-se (se for fazer comício em dia útil) e viajar com recursos do seu partido. Não há, atenção!, uma só democracia do mundo que permita aquele espetáculo grotesco. Aécio reclamou, com razão, que as verbas alardeadas estão só no discurso. É verdade. E essa impostura tem de ser denunciada. Mas o uso da máquina pública é inaceitável.
Lula usa, assim, a sua popularidade para fragilizar os mecanismos de controle da sociedade sobre o estado quando deveria, obviamente, estar fazendo o contrário. Ele não aceita que seu governo seja olhado e examinado de fora. Não por acaso, os alvos dessa viagem foram a oposição, a Justiça, o TCU e a imprensa — todos com olhares distintos entre si, não-concertados, mas obviamente externos. E ele só aceita ser olhado (e admirado!) por seus subordinados políticos e morais. Isso significa uma visão autocrática da política.
Tal comportamento faz dele um político muito pouco generoso e revela um caso que pode ser perfeitamente interpretado na aula de Massinha I de psicologia. Observem que, dizendo-se ao lado do povo, ele está sempre em guerra contra inimigos imaginários, que resistiriam em reconhecer a sua obra; que lhe negariam méritos. Será mesmo?
Quem é que jamais reconhece qualidades num governante do passado?
Quem é que se coloca sempre como a força inaugural?
Há 15 longos anos, de maneira explícita, Lula se dedica, dia após dia, a atacar FHC. Na hipótese de que se possa ser petista e intelectualmente honesto, como deixar de reconhecer os méritos do antecessor? Lembro que, na propaganda que o próprio governo faz do país em revistas estrangeiras, exalta-se a estabilidade da economia dos últimos 15 anos. Quem fundou as bases?
Ocorre que o Lula que reage à suposta difamação de seu governo e até de sua figura é o mais eficaz, tenaz e permanente difamador da República. E foi, mais uma vez, esse lado que aflorou na sua viagem ao São Francisco, numa prévia lamentável do que ele pretende que seja a campanha eleitoral. Estava lá a vender uma porção de mentiras, a exemplo do seu pactóide? Estava. Como sempre. Como de hábito. Mas esse nem foi o aspecto mais detestável das suas intervenções.
O mais detestável é usar a sua popularidade para fraudar as regras do jogo democrático. E é bom que seus adoradores, especialmente aqueles que dependem de regras estáveis para tocar os seus negócios, fiquem atentos. O caso da Vale — parece haver um recuo; vamos ver se é só tático — revela que essa gente não tem compromisso com formalidades de nenhuma natureza. No delírio da popularidade, atropela os códigos. É de se pensar o que não faria em momentos de dificuldade. Ou alguém supõe que essa brutalidade tem seus alvos preferenciais e episódicos — Agnelli, Serra, o DEM etc —, mas não deriva de um método? Se pensar assim, estará oferecendo o próprio lombo a prêmio.
Lula passou das medidas. E tanto pior para a política e para as instituições se isso não ficar claro. Tanto pior porque Lula não tem receio de superar os marcos do próprio Lula. Ele já sabe conjugar o verbo “intervir”, mas seu superego continua analfabeto.
COMENTO
"Meus prezados amigos, o que o Reinaldo chama de populismo, eu chamo de 'bandidagem'; Difamador, eu chamo de 'sabotador'; Desastroso, eu chamo de 'energúmeno'; usar a popularidade para fraudar as regras, eu chamo de um caso para o impeachment do Molusco.
Como tudo que esse governo faz é pensando nas eleições do ano que vem eu acho que já está passando da hora de uma intervenção neste sujo, corrupto e nocivo governo dos PETRALHAS.
Todos os dias são feitas dezenas de denúncias de corrupções e bandidagens e não acontece absolutamente nada. Não muda uma vírgula.
Vejam um exemplo de super bandidagem; Para os jogos Pan-Americanos, no RJ estava previsto um gasto de R$ 400 mi e foram gastos R& 4 bi e até hoje o TCU não sabe onde foi parar essa pequena diferença, vejam que absurdo imaginem o que vai acontecer na copa de 2014 e nas olimpídas super lucrativas de 2016.
São muitas bandidagens neste governo corrupto, nocivo e danoso ao país e ao povo brasileiro. E as autoridades competentes precisam de alguma forma intervir em tanta corrupção, bandalheira e maracutaia na República".
Pode-se achar justa ou injusta a popularidade de Lula; bom ou mau o seu governo — ou, ainda, bom no curto prazo, razoável no médio e desastroso no longo —; certas ou erradas as suas escolhas. Nas democracias, as divergências fazem parte do jogo, e se combinam, então, as regras que vão regular o confronto das diferenças. Assim é se os atores aceitam os princípios da democracia chamada, nos bons compêndios, de “liberal”. Um “bom” governo não quer dizer, necessariamente, um governo popular; um governo popular não é necessariamente bom — ou teríamos de reverenciar totalitarismos do século passado. Onde a disputa democrática atinge padrões elevados de civilidade, o jogo não é de aniquilação do outro. Um governo tenta aniquilar o “outro”, o(s) adversário(s), quando recorre à máquina do estado para obter uma vantagem que, de outro modo, não existiria. Por que o populismo, já muito estudado, é perverso? Porque ele corrói as instituições em benefício do mandatário de turno, que tenta, então se eternizar.
Assistimos, nos dias correntes, a formas quando menos derivadas do populismo — e o governo Lula está obviamente entre elas. Daquele modelo, revela especialmente o uso ilimitado da máquina pública a serviço do governante — no caso, a serviço do partido. Embora Lula seja a grande figura da legenda, cumpre não esquecer o DNA entre leninista e fascista do PT. Voltarei a este tema outras vezes, especialmente para tratar de um livro fascinante que acaba de ser publicado no Brasil: “Fascismo de Esquerda” (Editora Record), de Jonah Goldberg, de que se falará bastante ainda, espero. A tentação autoritária se esconde, muitas vezes, em idéias que parecem até muito práticas e mansas. Submetidas as falas de sólidas reputações democráticas ao escrutínio dos direitos individuais, não é difícil encontrar, palpitante, a tentação totalitária. Mas isso fica para os dias vindouros. Voltemos a Lula.
Vamos supor que o seu governo realmente fosse tudo aquilo que ele diz e que seus, sei lá, 70% ou 80% de popularidade sugerem. Isso lhe confere o direito de violar a Lei Eleitoral, a exemplo do que fez nesta patética viagem aos rudimentos de obras do São Francisco? Isso lhe confere autoridade para atacar o Tribunal de Contas da União, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo atraso de obras públicas, convidando-o, na prática, a desrespeitar as leis? Ora, o regime democrático tem seus rituais estabelecidos para mudar leis que não funcionam ou que são contraproducentes. Por que Lula não tentou mudá-las? O PSDB anuncia que entrará com uma representação; isso correrá lá pelos escaninhos do tribunal; alguém se lembrará de dizer que o que ele fez não caracterizou campanha porque o(a) candidato(a) do partido ainda não está definido etc. E tudo, muito provavelmente, dará em nada. Um tribunal que se especializou em cassar governadores — e instalar em seu lugar gente que não foi eleita — parece nada poder contra os abusos do presidente da República. Poder, ele pode. Mas, como diria Gregório de Matos, “não quer”.
Lula foi muito além do razoável e do aceitável ao levar Dilma Rousseff e Ciro Gomes (este já não conta nada, coitado!) à sua viagem, fazendo “comícios” (ele próprio usou a palavra) em canteiros de obras — atrasadas, diga-se, e não por culpa do TCU. Não vociferou contra adversários apenas entre tratores e escavadeiras. Usou amplamente a imprensa local para satanizá-los. Afirmou, por exemplo, de forma irônica, que não sabia que o tucano José Serra se preocupava com o Nordeste. Ora, é evidente que tudo aquilo se fazia com dinheiro público.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), evidenciou que tem lá seus descontentamentos com Lula, mas errou feio ao afirmar que o presidente tem o direito de fazer o que fez. Não tem, não, governador! Para fazer o que ele fez, é preciso esperar o início da campanha, licenciar-se (se for fazer comício em dia útil) e viajar com recursos do seu partido. Não há, atenção!, uma só democracia do mundo que permita aquele espetáculo grotesco. Aécio reclamou, com razão, que as verbas alardeadas estão só no discurso. É verdade. E essa impostura tem de ser denunciada. Mas o uso da máquina pública é inaceitável.
Lula usa, assim, a sua popularidade para fragilizar os mecanismos de controle da sociedade sobre o estado quando deveria, obviamente, estar fazendo o contrário. Ele não aceita que seu governo seja olhado e examinado de fora. Não por acaso, os alvos dessa viagem foram a oposição, a Justiça, o TCU e a imprensa — todos com olhares distintos entre si, não-concertados, mas obviamente externos. E ele só aceita ser olhado (e admirado!) por seus subordinados políticos e morais. Isso significa uma visão autocrática da política.
Tal comportamento faz dele um político muito pouco generoso e revela um caso que pode ser perfeitamente interpretado na aula de Massinha I de psicologia. Observem que, dizendo-se ao lado do povo, ele está sempre em guerra contra inimigos imaginários, que resistiriam em reconhecer a sua obra; que lhe negariam méritos. Será mesmo?
Quem é que jamais reconhece qualidades num governante do passado?
Quem é que se coloca sempre como a força inaugural?
Há 15 longos anos, de maneira explícita, Lula se dedica, dia após dia, a atacar FHC. Na hipótese de que se possa ser petista e intelectualmente honesto, como deixar de reconhecer os méritos do antecessor? Lembro que, na propaganda que o próprio governo faz do país em revistas estrangeiras, exalta-se a estabilidade da economia dos últimos 15 anos. Quem fundou as bases?
Ocorre que o Lula que reage à suposta difamação de seu governo e até de sua figura é o mais eficaz, tenaz e permanente difamador da República. E foi, mais uma vez, esse lado que aflorou na sua viagem ao São Francisco, numa prévia lamentável do que ele pretende que seja a campanha eleitoral. Estava lá a vender uma porção de mentiras, a exemplo do seu pactóide? Estava. Como sempre. Como de hábito. Mas esse nem foi o aspecto mais detestável das suas intervenções.
O mais detestável é usar a sua popularidade para fraudar as regras do jogo democrático. E é bom que seus adoradores, especialmente aqueles que dependem de regras estáveis para tocar os seus negócios, fiquem atentos. O caso da Vale — parece haver um recuo; vamos ver se é só tático — revela que essa gente não tem compromisso com formalidades de nenhuma natureza. No delírio da popularidade, atropela os códigos. É de se pensar o que não faria em momentos de dificuldade. Ou alguém supõe que essa brutalidade tem seus alvos preferenciais e episódicos — Agnelli, Serra, o DEM etc —, mas não deriva de um método? Se pensar assim, estará oferecendo o próprio lombo a prêmio.
Lula passou das medidas. E tanto pior para a política e para as instituições se isso não ficar claro. Tanto pior porque Lula não tem receio de superar os marcos do próprio Lula. Ele já sabe conjugar o verbo “intervir”, mas seu superego continua analfabeto.
COMENTO
"Meus prezados amigos, o que o Reinaldo chama de populismo, eu chamo de 'bandidagem'; Difamador, eu chamo de 'sabotador'; Desastroso, eu chamo de 'energúmeno'; usar a popularidade para fraudar as regras, eu chamo de um caso para o impeachment do Molusco.
Como tudo que esse governo faz é pensando nas eleições do ano que vem eu acho que já está passando da hora de uma intervenção neste sujo, corrupto e nocivo governo dos PETRALHAS.
Todos os dias são feitas dezenas de denúncias de corrupções e bandidagens e não acontece absolutamente nada. Não muda uma vírgula.
Vejam um exemplo de super bandidagem; Para os jogos Pan-Americanos, no RJ estava previsto um gasto de R$ 400 mi e foram gastos R& 4 bi e até hoje o TCU não sabe onde foi parar essa pequena diferença, vejam que absurdo imaginem o que vai acontecer na copa de 2014 e nas olimpídas super lucrativas de 2016.
São muitas bandidagens neste governo corrupto, nocivo e danoso ao país e ao povo brasileiro. E as autoridades competentes precisam de alguma forma intervir em tanta corrupção, bandalheira e maracutaia na República".
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
PARA QUE SERVE O CAPITALISMO?
Por Reinaldo Azevedo
Roger Agnelli exerce a presidência da Vale segundo as leis vigentes no país, que obedecem a um ordenamento constitucional plasmado num regime de democracia plena. Se está fazendo uma boa ou uma má gestão na empresa, os acionistas é que podem dizer. E eles dispõem de mecanismos — também regulados por lei numa empresa de capital aberto — para intervir. Infelizmente para os mistificadores, os resultados são fabulosos. A melhor obra que um dirigente de uma empresa pode realizar, seguindo as leis de seu país, é garantir lucro aos acionistas. Não é pecado. Historicamente, o lucro fez a riqueza das nações, e o estado, a riqueza de alguns larápios.
Vivemos, claro, uma era em que o capitalismo voltou a ser demonizado — até pelos capitalistas. A genial Ayn Rand — não era uma grande teórica, mas tinha insights fantásticos — já se perguntava no livro What is Capitalism? que diabo mesmo era o tal “excedente social” que a Enciclopédia Britânica dava como uma das virtudes do capitalismo na comparação com sistemas anteriores. Numa síntese certeira, ela disparou: “Não existe, evidentemente, nada parecido com ‘excedente social’; toda riqueza é produzida por alguém e pertence a alguém”. Ela também ironizava aqueles que apontavam a “promoção do bem comum” ou ainda “a melhor alocação de recursos” como qualidades próprias do sistema. Quais recursos, cara pálida? De quem? Pra quê? Para Ayn Rand, a principal virtude do capitalismo, que realmente o distinguia de modelos anteriores, era a liberdade. Diante do Estado, é claro.
Sei que é uma pequena digressão. Dedico-me a ela para evidenciar que só se considera aceitável a ação troglodita e destrambelhada do governo para derrubar o presidente da Vale porque, no fundo, acredita-se que uma empresa pode e deve ser instrumento passivo da vontade do governantes, que ele vai chamar de “política pública”, “promoção do bem comum” e o diabo a quatro. Ninguém nega — nem a felizmente radical Ayn Rand negava, — que o estado tenha o seu papel no ordenamento da sociedade, mas ele não sabe produzir riqueza, não. E antes que a canalha petralha comece a gritar “E a Petrobras?”, respondo: a Petrobras é uma empresa de economia mista e só saiu da areia com o capital privado. Foi ele que lhe permitiu chegar ao pré-sal. Esta é uma verdade cristalina. E, se ele se ausentar, o petróleo vai ficar lá. Aliás, temos de tomar cuidado para que Lula não seja o fogueteiro precoce do que pode permanecer escondido sete mil metros abaixo do fundo do mar.
Essa gente quer negar o óbvio. Foi a privatização da telefonia que permitiu ao país entrar na economia na informação. Foi a privatização que fez da Vale a gigante que hoje realmente é. Foi a privatização que permitiu à Embraer ser um player internacional. O país não teve excesso de privatizações, mas falta. E é o capital privado, na cidade e no campo, que conseguiu fazer frente à demanda do crescimento chinês - ELE, SIM, O VERDADEIRO ELEMENTO A CONVERTER, AINDA QUE AD HOC, O PT À ECONOMIA DE MERCADO.
Ou alguém acha que essa gente realmente jogou no lixo — lugar adequado — as suas convicções dos 25 anos pregressos? Jogou nada! Dada a menor chance, recupera dos escombros da memória a sua tara estatista. É o que vemos agora. E isso na melhor das hipóteses. E QUE FIQUE CLARO: A CANDIDATA DILMA ROUSSEFF ESTEVE E ESTÁ NA LINHA DE FRENTE DA PRESSÃO CONTRA A VALE. EIS O QUE ELA NOS PROMETE!
Essa história da Vale está muito mal contada. Há caroço nesse angu que ainda não foi detectado, especialmente depois da entrada triunfal do coruscante Eike Batista na jogada. Os mandatos dos diretores da Vale terminam em 2011. Se as coisas não vão bem por lá — o que é piada —, os acionistas estão bem perto de pôr as cartas da mesa. Por que essa pressa agora? A, chamemos assim, eventual deformação ideológica, por si lastimável, parece ser apenas a hipótese mais benevolente para este avanço sobre a companhia. Haveria mais coisas aí? Há atores até agora ocultos nessa lambança? Eu aposto o mindinho no torno petista de modelar mistificações que sim! E não vou perdê-lo.
Elio Gaspari, num texto infelicíssimo, claramente favorável à ação do governo, considerou e recomendou: “Brigas desse tipo estimulam uma tendência para se tomar partido logo que o jogo começa. É muito melhor acompanhá-las dando razão aos dois lados.”
Uma banana! É muito melhor dar razão a quem tem razão e a quem segue o ordenamento jurídico do país. Mais: se isso é um conselho ao jornalismo, é coisa de quem ficou na janela, vendo a banda passar. Levanta e anda, Carolina!!! Ao jornalismo, parece, cabe é investigar os elementos dessa história que não são nada óbvios. Felizmente, os dois jornais que publicaram o conselho de Gaspari não o seguiram. Nesta quinta, em editorial, O Globo e Folha condenam a ação destrambelhada — e, para mim, suspeita — do governo.
Quanto a este blog e seus leitores… Bem, caras e caros, a gente sempre é bastante rápido em algumas coisas, não? Se anda como anta, pasta como anta, tem patas de anta, o olhar da anta, o cheiro da anta, o rabo da anta, o focinho da anta, não precisamos esperar o consenso para concluir: “É uma anta”.
EM EDITORIAL, FOLHA RECHAÇA AÇÃO INDEVIDA DO GOVERNO NA VALE
Felizmente, a Folha não se deixou levar por Elio Gaspari na questão da Vale e não confundiu a ingerência indevida do governo na companhia com uma mera partida de futebol — metáfora da predileção do “Guia” do jornalista — ou com uma rinha de galo. O editorial que segue põe as coisas nos seus devidos termos.
O que dizem Lula e Dilma e os fatos: Planalto só pagou 3,68% do R$ 1,68 bilhão previsto
Por Marcelo de Moraes, no Estadão
Cenário da campanha informal da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a região do Rio São Francisco não tem sido tão prestigiada em verbas federais. Em 2009, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), para uma dotação de R$ 1,68 bilhão para projetos que tratam diretamente do rio, o Planalto pagou apenas 3,68%, cerca de R$ 61,8 milhões. No ano passado, a situação foi parecida. Do total de R$ 1,39 bilhão em dotações, só R$ 102,2 milhões foram liberados (7,31%). O levantamento foi feito pela assessoria de orçamento da liderança do DEM, com dados do Siafi de 9 de outubro.
Os maiores pagamentos feitos este ano foram para os projetos dos chamados eixo norte e eixo leste do rio. Para a “integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste setentrional”, o eixo leste, foram R$ 33,9 milhões. Isso equivale a 6,45% do previsto, R$ 525,9 milhões.
O governo já tem empenhado este ano um valor bem significativo para esse projeto, chegando a R$ 321,5 milhões. Mas o pagamento de R$ 33,9 milhões representa pouco mais de 10,5% do total de empenho.
VALORES
Para a “Integração do Rio São Francisco com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas-Açú e Apodi”, o eixo norte, foram pagos este ano R$ 17,5 milhões, o que representa 2,45% de uma dotação de R$ 718,7 milhões. É outro projeto que já tem bastante dinheiro empenhado para 2009: R$ 227,1 milhões, mas com pagamentos modestos.
Para “implantação, ampliação ou melhoria de sistemas públicos de esgotamento sanitário em municípios das Bacias do São Francisco e Parnaíba”, os pagamentos em 2009 foram de R$ 8,5 milhões , equivalente a 3,28% da dotação de R$ 261,2 milhões.
Já para o “projeto de recuperação e preservação da Bacia do Rio São Francisco”, com dotação de R$ 6,9 milhões, os pagamento deste ano foram de R$ 339 mil (4,86%).
COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores deste humilde blog, é lógico que essa é só mais uma obra eleitoreira, visto que, ela vai se arrastar por muitos e muitos anos.
Não tenham dúvidas tudo que esse pessoal dessa facção do PT faz é pensando em se perpetuar no poder. Isso é muito claro, só não ver quem realmente não quer, ou quem faz parte da mesma".
Roger Agnelli exerce a presidência da Vale segundo as leis vigentes no país, que obedecem a um ordenamento constitucional plasmado num regime de democracia plena. Se está fazendo uma boa ou uma má gestão na empresa, os acionistas é que podem dizer. E eles dispõem de mecanismos — também regulados por lei numa empresa de capital aberto — para intervir. Infelizmente para os mistificadores, os resultados são fabulosos. A melhor obra que um dirigente de uma empresa pode realizar, seguindo as leis de seu país, é garantir lucro aos acionistas. Não é pecado. Historicamente, o lucro fez a riqueza das nações, e o estado, a riqueza de alguns larápios.
Vivemos, claro, uma era em que o capitalismo voltou a ser demonizado — até pelos capitalistas. A genial Ayn Rand — não era uma grande teórica, mas tinha insights fantásticos — já se perguntava no livro What is Capitalism? que diabo mesmo era o tal “excedente social” que a Enciclopédia Britânica dava como uma das virtudes do capitalismo na comparação com sistemas anteriores. Numa síntese certeira, ela disparou: “Não existe, evidentemente, nada parecido com ‘excedente social’; toda riqueza é produzida por alguém e pertence a alguém”. Ela também ironizava aqueles que apontavam a “promoção do bem comum” ou ainda “a melhor alocação de recursos” como qualidades próprias do sistema. Quais recursos, cara pálida? De quem? Pra quê? Para Ayn Rand, a principal virtude do capitalismo, que realmente o distinguia de modelos anteriores, era a liberdade. Diante do Estado, é claro.
Sei que é uma pequena digressão. Dedico-me a ela para evidenciar que só se considera aceitável a ação troglodita e destrambelhada do governo para derrubar o presidente da Vale porque, no fundo, acredita-se que uma empresa pode e deve ser instrumento passivo da vontade do governantes, que ele vai chamar de “política pública”, “promoção do bem comum” e o diabo a quatro. Ninguém nega — nem a felizmente radical Ayn Rand negava, — que o estado tenha o seu papel no ordenamento da sociedade, mas ele não sabe produzir riqueza, não. E antes que a canalha petralha comece a gritar “E a Petrobras?”, respondo: a Petrobras é uma empresa de economia mista e só saiu da areia com o capital privado. Foi ele que lhe permitiu chegar ao pré-sal. Esta é uma verdade cristalina. E, se ele se ausentar, o petróleo vai ficar lá. Aliás, temos de tomar cuidado para que Lula não seja o fogueteiro precoce do que pode permanecer escondido sete mil metros abaixo do fundo do mar.
Essa gente quer negar o óbvio. Foi a privatização da telefonia que permitiu ao país entrar na economia na informação. Foi a privatização que fez da Vale a gigante que hoje realmente é. Foi a privatização que permitiu à Embraer ser um player internacional. O país não teve excesso de privatizações, mas falta. E é o capital privado, na cidade e no campo, que conseguiu fazer frente à demanda do crescimento chinês - ELE, SIM, O VERDADEIRO ELEMENTO A CONVERTER, AINDA QUE AD HOC, O PT À ECONOMIA DE MERCADO.
Ou alguém acha que essa gente realmente jogou no lixo — lugar adequado — as suas convicções dos 25 anos pregressos? Jogou nada! Dada a menor chance, recupera dos escombros da memória a sua tara estatista. É o que vemos agora. E isso na melhor das hipóteses. E QUE FIQUE CLARO: A CANDIDATA DILMA ROUSSEFF ESTEVE E ESTÁ NA LINHA DE FRENTE DA PRESSÃO CONTRA A VALE. EIS O QUE ELA NOS PROMETE!
Essa história da Vale está muito mal contada. Há caroço nesse angu que ainda não foi detectado, especialmente depois da entrada triunfal do coruscante Eike Batista na jogada. Os mandatos dos diretores da Vale terminam em 2011. Se as coisas não vão bem por lá — o que é piada —, os acionistas estão bem perto de pôr as cartas da mesa. Por que essa pressa agora? A, chamemos assim, eventual deformação ideológica, por si lastimável, parece ser apenas a hipótese mais benevolente para este avanço sobre a companhia. Haveria mais coisas aí? Há atores até agora ocultos nessa lambança? Eu aposto o mindinho no torno petista de modelar mistificações que sim! E não vou perdê-lo.
Elio Gaspari, num texto infelicíssimo, claramente favorável à ação do governo, considerou e recomendou: “Brigas desse tipo estimulam uma tendência para se tomar partido logo que o jogo começa. É muito melhor acompanhá-las dando razão aos dois lados.”
Uma banana! É muito melhor dar razão a quem tem razão e a quem segue o ordenamento jurídico do país. Mais: se isso é um conselho ao jornalismo, é coisa de quem ficou na janela, vendo a banda passar. Levanta e anda, Carolina!!! Ao jornalismo, parece, cabe é investigar os elementos dessa história que não são nada óbvios. Felizmente, os dois jornais que publicaram o conselho de Gaspari não o seguiram. Nesta quinta, em editorial, O Globo e Folha condenam a ação destrambelhada — e, para mim, suspeita — do governo.
Quanto a este blog e seus leitores… Bem, caras e caros, a gente sempre é bastante rápido em algumas coisas, não? Se anda como anta, pasta como anta, tem patas de anta, o olhar da anta, o cheiro da anta, o rabo da anta, o focinho da anta, não precisamos esperar o consenso para concluir: “É uma anta”.
EM EDITORIAL, FOLHA RECHAÇA AÇÃO INDEVIDA DO GOVERNO NA VALE
Felizmente, a Folha não se deixou levar por Elio Gaspari na questão da Vale e não confundiu a ingerência indevida do governo na companhia com uma mera partida de futebol — metáfora da predileção do “Guia” do jornalista — ou com uma rinha de galo. O editorial que segue põe as coisas nos seus devidos termos.
O que dizem Lula e Dilma e os fatos: Planalto só pagou 3,68% do R$ 1,68 bilhão previsto
Por Marcelo de Moraes, no Estadão
Cenário da campanha informal da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a região do Rio São Francisco não tem sido tão prestigiada em verbas federais. Em 2009, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), para uma dotação de R$ 1,68 bilhão para projetos que tratam diretamente do rio, o Planalto pagou apenas 3,68%, cerca de R$ 61,8 milhões. No ano passado, a situação foi parecida. Do total de R$ 1,39 bilhão em dotações, só R$ 102,2 milhões foram liberados (7,31%). O levantamento foi feito pela assessoria de orçamento da liderança do DEM, com dados do Siafi de 9 de outubro.
Os maiores pagamentos feitos este ano foram para os projetos dos chamados eixo norte e eixo leste do rio. Para a “integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste setentrional”, o eixo leste, foram R$ 33,9 milhões. Isso equivale a 6,45% do previsto, R$ 525,9 milhões.
O governo já tem empenhado este ano um valor bem significativo para esse projeto, chegando a R$ 321,5 milhões. Mas o pagamento de R$ 33,9 milhões representa pouco mais de 10,5% do total de empenho.
VALORES
Para a “Integração do Rio São Francisco com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas-Açú e Apodi”, o eixo norte, foram pagos este ano R$ 17,5 milhões, o que representa 2,45% de uma dotação de R$ 718,7 milhões. É outro projeto que já tem bastante dinheiro empenhado para 2009: R$ 227,1 milhões, mas com pagamentos modestos.
Para “implantação, ampliação ou melhoria de sistemas públicos de esgotamento sanitário em municípios das Bacias do São Francisco e Parnaíba”, os pagamentos em 2009 foram de R$ 8,5 milhões , equivalente a 3,28% da dotação de R$ 261,2 milhões.
Já para o “projeto de recuperação e preservação da Bacia do Rio São Francisco”, com dotação de R$ 6,9 milhões, os pagamento deste ano foram de R$ 339 mil (4,86%).
COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores deste humilde blog, é lógico que essa é só mais uma obra eleitoreira, visto que, ela vai se arrastar por muitos e muitos anos.
Não tenham dúvidas tudo que esse pessoal dessa facção do PT faz é pensando em se perpetuar no poder. Isso é muito claro, só não ver quem realmente não quer, ou quem faz parte da mesma".
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O MST, A "CRIMINALIZAÇÃO" E OS BANDIDOS CRIMINOSOS
Por Gabriela Guerreiro, na Folha Online.
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) criticou nesta terça-feira o que chamou de “criminalização” de movimentos sociais brasileiros, em especial o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ao negar qualquer vínculo financeiro do governo com o movimento, Cassel disse que a oposição tenta criar um ambiente de tensão para aproximar o Ministério do Desenvolvimento Agrário do MST.
“Eu acho que a gente tem que superar de uma vez por todas o espírito de criminalização dos movimentos sociais, especialmente o MST, que não ajuda em nada. Uma coisa são ações do MST, que condeno. Outra coisa é a insistência de que o governo repassa recursos de forma inadequada a movimentos sociais. Isso não é verdadeiro, é uma falácia. Estou reivindicando ambiente de equilíbrio, sensatez e sobriedade”, afirmou.
Em depoimento à Comissão de Agricultura do Senado, Cassel rebateu levantamento apresentado pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), realizado pela ONG Contas Abertas, que apontou supostos repasses do governo ao MST –no valor total de R$ 159,8 bilhões.
“São recursos do Orçamento Geral da União de todos os ministérios, não do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra. No afã de ir atrás do MST, tem coisas que são ridículas, para dizer o mínimo. Está listada [no levantamento] a Cáritas [entidade ligada à Igreja Católica] como um braço do MST. Não é razoável isso. Vamos começar a perseguir igrejas agora, é isso?”, questionou.
Cassel criticou a invasão de uma fazenda produtora de laranjas no interior de São Paulo, na semana passada, por integrantes do MST. “Eu fui o primeiro a condenar o MST. A gente não pode ter a impunidade nesse caso”, afirmou.
Para o presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Plínio de Arruda Sampaio, o Congresso deveria investigar, além do MST, o dono da fazenda produtora de laranja no interior de São Paulo. “Querem investigar o MST? Eu voto a favor. Agora, tem que chamar também o seu Cutrale [dono da fazenda] para explicar aqui para quem ele deu dinheiro. O kit grilagem não é assim. Aquele que tem jagunço, reina absoluto”, criticou.
CPI
Na opinião do ministro, a discussão em torno de uma CPI para investigar supostos repasses do governo federal ao MST está baseada em informações afastadas da realidade.
“Se criou CPI por conta de informações que são inverídicas. Um deputado [Ronaldo Caiado] disse que eu tinha assumido que repassei R$ 115 milhões ao MST. Isso está errado. Se a gente insistir nisso, a gente continua a alimentar um caldo de conflito que não serve para ninguém. Vamos tratar o episódio do MST com o rigor que deve ser tratado”, afirmou.
Em ofício de resposta a Caiado, Cassel confirmou o repasse de R$ 115 milhões a entidades rurais. O ministro nega, porém, que as entidades tenham qualquer vínculo ao MST, ao contrário do que afirma Caiado. Segundo Cassel, 90% dos recursos foram repassados à Emater e ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
“Tem que se superar esse instinto persecutório com o MST. Recurso público é sagrado, não pode pairar nenhuma dúvida sobre isso. Mas sou radicalmente contra esse ambiente de criminalização dos movimentos sociais que vem crescendo nos últimos dias”, afirmou.
A oposição diz ter número suficiente de assinaturas para protocolar o pedido de instalação da CPI esta semana. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado para que a comissão do MST seja instalada.
COMENTO
Meus caros amigos e leitores deste humilde blog, então ficamos assim:
o corrupto e criminoso governo do PT pára de dar dinheiro público, para os super bandidos do MST, esse movimento sujo, clandestino e abominável. Que tal? E também aplica as leis que punem as invasões. Acusar a suposta criminalização de movimentos sociais é só uma forma de passar a mão na cabeça desses megas bandidos, criminosos e pilantras dessa sub-facção criminosa, que tantos danos nocivos e transtornos vem causando ao nosso país. Está tudo muito claro, Molusco tem uma grande parcela de culpa em todos os crimes praticados, pelo seu braço armado, o MST.
É uma pena que as autoridades brasileiras estejam leniêntes, com essa super facção criminosa que está no poder da república, para locupletar-se.
E ainda pretendem se perpetuar. Onde estão nossas Forças Armadas?
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) criticou nesta terça-feira o que chamou de “criminalização” de movimentos sociais brasileiros, em especial o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ao negar qualquer vínculo financeiro do governo com o movimento, Cassel disse que a oposição tenta criar um ambiente de tensão para aproximar o Ministério do Desenvolvimento Agrário do MST.
“Eu acho que a gente tem que superar de uma vez por todas o espírito de criminalização dos movimentos sociais, especialmente o MST, que não ajuda em nada. Uma coisa são ações do MST, que condeno. Outra coisa é a insistência de que o governo repassa recursos de forma inadequada a movimentos sociais. Isso não é verdadeiro, é uma falácia. Estou reivindicando ambiente de equilíbrio, sensatez e sobriedade”, afirmou.
Em depoimento à Comissão de Agricultura do Senado, Cassel rebateu levantamento apresentado pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), realizado pela ONG Contas Abertas, que apontou supostos repasses do governo ao MST –no valor total de R$ 159,8 bilhões.
“São recursos do Orçamento Geral da União de todos os ministérios, não do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra. No afã de ir atrás do MST, tem coisas que são ridículas, para dizer o mínimo. Está listada [no levantamento] a Cáritas [entidade ligada à Igreja Católica] como um braço do MST. Não é razoável isso. Vamos começar a perseguir igrejas agora, é isso?”, questionou.
Cassel criticou a invasão de uma fazenda produtora de laranjas no interior de São Paulo, na semana passada, por integrantes do MST. “Eu fui o primeiro a condenar o MST. A gente não pode ter a impunidade nesse caso”, afirmou.
Para o presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), Plínio de Arruda Sampaio, o Congresso deveria investigar, além do MST, o dono da fazenda produtora de laranja no interior de São Paulo. “Querem investigar o MST? Eu voto a favor. Agora, tem que chamar também o seu Cutrale [dono da fazenda] para explicar aqui para quem ele deu dinheiro. O kit grilagem não é assim. Aquele que tem jagunço, reina absoluto”, criticou.
CPI
Na opinião do ministro, a discussão em torno de uma CPI para investigar supostos repasses do governo federal ao MST está baseada em informações afastadas da realidade.
“Se criou CPI por conta de informações que são inverídicas. Um deputado [Ronaldo Caiado] disse que eu tinha assumido que repassei R$ 115 milhões ao MST. Isso está errado. Se a gente insistir nisso, a gente continua a alimentar um caldo de conflito que não serve para ninguém. Vamos tratar o episódio do MST com o rigor que deve ser tratado”, afirmou.
Em ofício de resposta a Caiado, Cassel confirmou o repasse de R$ 115 milhões a entidades rurais. O ministro nega, porém, que as entidades tenham qualquer vínculo ao MST, ao contrário do que afirma Caiado. Segundo Cassel, 90% dos recursos foram repassados à Emater e ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
“Tem que se superar esse instinto persecutório com o MST. Recurso público é sagrado, não pode pairar nenhuma dúvida sobre isso. Mas sou radicalmente contra esse ambiente de criminalização dos movimentos sociais que vem crescendo nos últimos dias”, afirmou.
A oposição diz ter número suficiente de assinaturas para protocolar o pedido de instalação da CPI esta semana. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado para que a comissão do MST seja instalada.
COMENTO
Meus caros amigos e leitores deste humilde blog, então ficamos assim:
o corrupto e criminoso governo do PT pára de dar dinheiro público, para os super bandidos do MST, esse movimento sujo, clandestino e abominável. Que tal? E também aplica as leis que punem as invasões. Acusar a suposta criminalização de movimentos sociais é só uma forma de passar a mão na cabeça desses megas bandidos, criminosos e pilantras dessa sub-facção criminosa, que tantos danos nocivos e transtornos vem causando ao nosso país. Está tudo muito claro, Molusco tem uma grande parcela de culpa em todos os crimes praticados, pelo seu braço armado, o MST.
É uma pena que as autoridades brasileiras estejam leniêntes, com essa super facção criminosa que está no poder da república, para locupletar-se.
E ainda pretendem se perpetuar. Onde estão nossas Forças Armadas?
terça-feira, 13 de outubro de 2009
"O CAMINHO MAIS CURTO PARA CORRUPÇÃO É O PODER"
Super bandidagem Lulo-Petralha-Molusquiano, corrupto e nocivo governo autorizou contratação de 57,1 mil servidores desde 2003
No Globo:
Mesmo com a queda na arrecadação de R$ 56,7 bilhões até agosto, o ritmo de aprovação de leis criando cargos e funções comissionadas no âmbito dos três Poderes continuou acelerado em 2009, segundo reportagem de Cristiane Jungblut na edição desta terça-feira do jornal O GLOBO.
Só este ano, segundo levantamento do deputado tucano Arnaldo Madeira (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sancionou 25 leis que aumentam despesas com criação de cargos ou funções comissionadas - os projetos foram enviados nos últimos anos. A política do governo Lula de ampliar a estrutura do funcionalismo resultou no ingresso de 57,1 mil novos servidores no Executivo entre 2003 e 2009. Para o mesmo período, o governo autorizou a criação, por concurso público, de 160.701 vagas.
Segundo a reportagem, os cálculos do tucano apontam que as 25 leis sancionadas este ano têm um impacto financeiro de R$ 7,24 bilhões, já que elas preveem a criação de 26,1 mil vagas, sendo 14,4 mil no Poder Executivo (incluídas no total de 160 mil).
As vagas no Executivo foram criadas de janeiro de 2003 a maio de 2009, segundo estudo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento (Seges), com base em levantamento dos concursos autorizados desde 2003. Mas nem todas as vagas foram preenchidas. Segundo a Seges, do aumento líquido de 57 mil servidores (ingressos menos aposentadorias e demais exclusões), 29 mil foram destinados à Educação, sendo 14 mil professores.
Hoje, segundo dados do Planejamento, o Executivo já ultrapassou a marca do 1 milhão de servidores ativos: 543,1 mil servidores civis, 428,7 mil militares e ainda servidores de Banco Central, Ministério Público da União e empresas públicas. Ao todo, a União chega a 1,13 milhão de servidores, se contabilizados os 93,8 mil do Poder Judiciário e os 24,6 mil do Legislativo. O quadro total da União pula para 2,1 milhões quando são incluídos os aposentados e pensionistas dos três Poderes.
Mais bandidagem, Retenção de fundos bate recorde
Por Renato Andrade, no Estadão:
O expediente utilizado pelo governo para preservar o caixa federal, retendo parte do dinheiro destinado para os chamados fundos especiais, não é inédito. O valor retido, entretanto, tem aumentado. Em 2007, o Poder Executivo administrava 43 fundos especiais, de acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Desse total, dez acumularam R$ 4,5 bilhões a mais do que as despesas registradas no ano, quando o setor público fez um superávit primário de pouco mais de R$ 101 bilhões.
Em 2008, a mão do governo foi mais pesada. Dos 42 fundos existentes, 22 fecharam o exercício com saldo positivo. A diferença entre receitas e despesas garantiu aos cofres do Tesouro Nacional mais de R$ 29 bilhões, ou 25% do superávit primário apurado naquele ano, que foi de R$ 118 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.
Considerando os registros do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o volume de retenções esse ano pode bater novo recorde, já que o número de fundos atingidos aumentou e o volume de recursos retidos equivale a quase um quarto da economia feita por todo o setor público para o pagamento dos juros da dívida.
O desempenho do Fundo de Garantia para Promoção da Competitividade (FGPC) é um bom exemplo de como o governo tem manobrado os recursos do Orçamento para garantir dinheiro suficiente para o cumprimento da meta fiscal. Até agora, o FGPC acumula R$ 68,1 milhões em receitas, mas os gastos neste nove meses foram de apenas R$ 2 milhões. A previsão de receitas para o fundo em 2009 é de R$ 89,7 milhões.
Alguns fundos são considerados até mesmo por técnicos do executivo como uma espécie de reserva estratégia do governo.
O exemplo mais clássico é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Desde sua criação, em 2000, nenhum real alocado para o Fust foi utilizado para atender os objetivos fixados. Este ano, as receitas do fundo já somam R$ 1,5 bilhão.
Mais bandidagem 2, Fundos são usados para fazer caixa
Por Renato Andrade, no Estadão:
O corrupto governo tem usado parte do dinheiro destinado para alguns fundos especiais, administrados pelo Poder Executivo, para engordar o caixa e garantir o cumprimento da meta fiscal. A contenção de recursos desses fundos, que em tese são criados para garantir o atendimento de projetos e serviços considerados prioritários, vem crescendo. Somente este ano, o valor retido representa quase 24% do superávit primário acumulado por todo o setor público.
De acordo com levantamento feito pelo Estado, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, apurados pela liderança do Democratas, dos 51 fundos do Poder Executivo checados, 29 estão com sobra de receitas. A diferença acumulada até setembro já ultrapassa os R$ 10 bilhões.
O valor é expressivo, considerando que de janeiro a agosto União, Estados, municípios e empresas estatais dessas três esferas de poder economizaram R$ 43,477 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública, o chamado superávit primário.
A constituição dos fundos do Poder Executivo segue regra fixada por uma lei de 1964. O objetivo é assegurar receitas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços. Quando o dinheiro não é utilizado, ele é automaticamente destinado para o chamado superávit primário.
A lista inclui o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma das principais fontes de receita para as operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo do Regime Geral de Previdência (FRGPS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e até outros menos conhecidos, como o Fundo da Marinha Mercante. É em cima dos fundos menos conhecidos que o governo segura a maior parte do dinheiro.
O uso indevido dos fundos especiais é mais uma das medidas tomadas pelo governo para tentar manter recursos dentro do caixa e cumprir seu compromisso fiscal. Para engordar os cofres, o governo já decidiu este ano exigir um pagamento maior de dividendos por parte das empresas estatais, transferiu para o Tesouro Nacional depósitos judiciais que estavam recolhidos em bancos, além de determinar o retorno de R$ 4,2 bilhões em subsídios pagos nos empréstimos do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal do Brasil está retardando o pagamento das restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas para segurar o dinheiro nos cofres públicos, afetando diretamente o bolso da classe média. Diante do desgaste provocado, o governo estuda a possibilidade de ampliar os dois últimos lotes de restituição deste ano, que serão pagos em novembro e dezembro.
"Estrelas bandidas e corruptas do Senado correm risco de não se reeleger"
Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Como se não bastasse a crise que desmoralizou o Senado neste ano, as eleições de 2010 ameaçam tirar o brilho de antigas estrelas da política nacional, que enfrentam dificuldade para se reeleger. Os obstáculos atingem em cheio senadores de todos os partidos que estão sendo obrigados a fazer arranjos políticos para garantir, ao mesmo tempo, sua sobrevivência e a eleição nos Estados.
Na oposição, há casos emblemáticos como os dos senadores tucanos Sérgio Guerra (PE), atual presidente do PSDB, e Tasso Jereissati (CE), ex-presidente da sigla, que correm o risco de não voltar ao Senado. Os percalços eleitorais também abrangem senadores governistas, como Renan Calheiros (PMDB-AL), que provavelmente terá de encarar como adversários na corrida pelo Senado o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) e a candidata à Presidência pelo PSOL em 2006, Heloisa Helena.
O enfraquecimento de cabeças coroadas da política é mais visível no Nordeste, onde tradicionalmente os governadores são responsáveis pela eleição de senadores. Depois de governar Pernambuco por oito anos consecutivos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tem mais cinco anos de mandato, é pressionado a sair candidato ao governo do Estado. O motivo é que a candidatura do peemedebista seria o caminho mais tranquilo para alavancar a eleição tanto de Sérgio Guerra quanto do ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE).
Com dificuldade para se reeleger ao Senado, os dois torcem para que Jarbas dispute o governo do Estado e, com isso, ganhem um palanque forte. Afinal, ambos terão como adversários o ex-prefeito de Recife, o petista João Paulo, e o deputado Armando Monteiro (PTB). Com mandato desde 1971, Maciel é o que tem mais “recall” junto ao eleitorado. Já o senador tucano é o que dispõe da maior estrutura partidária no Estado, mas sem o palanque de Jarbas enfrenta dificuldade de se reeleger para o Senado.
COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores, conforme o título desta postagem, o caminho mais curto para corrupção é o poder. Principalmente quando este é exercido de forma arbitrária, por alguém sem caráter, sem formação e sem preparo. Ou ainda por alguém que passou a vida inteira sem trabalhar, só por ter um dedo a menos, passou toda sua vida em cima de carro de som vociferando e excitando os trabalhadores principalmente os metalúrgicos a fazerem greves no ABCD paulista.
Estamos diante da maior bandidagem e corrupção da história da nossa república, desde que Cabral aqui pisou pela primeira vez, nunca houve uma facção tão exacerbadamente corrupta no nosso Brasil.
Nunca antes na história deste país, teve um governo tão comprometido, com a bandidagem de todas as formas, corrupção de todos os jeitos, safadeza molusquiana, em todos os níveis possíveis e imagináveis.
Nosso país está sem rumo, prescisamos de um 'bom timoneiro', para nos conduzir a um porto seguro, visto que estamos totalmente à matroca e estamos sendo levados pelos ventos que sopram em todas as direções e que podem nos jogar em cima dos arrecifes, onde naufragaremos de uma vez por toda.
Esse governo que não respeita a constituição, já conseguiu destruir as Forças Armadas e os militares, agora ele vai destruir o resto do país, isso com a leniência das autoridades que estão coniventes com tantas bandidagens".
No Globo:
Mesmo com a queda na arrecadação de R$ 56,7 bilhões até agosto, o ritmo de aprovação de leis criando cargos e funções comissionadas no âmbito dos três Poderes continuou acelerado em 2009, segundo reportagem de Cristiane Jungblut na edição desta terça-feira do jornal O GLOBO.
Só este ano, segundo levantamento do deputado tucano Arnaldo Madeira (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sancionou 25 leis que aumentam despesas com criação de cargos ou funções comissionadas - os projetos foram enviados nos últimos anos. A política do governo Lula de ampliar a estrutura do funcionalismo resultou no ingresso de 57,1 mil novos servidores no Executivo entre 2003 e 2009. Para o mesmo período, o governo autorizou a criação, por concurso público, de 160.701 vagas.
Segundo a reportagem, os cálculos do tucano apontam que as 25 leis sancionadas este ano têm um impacto financeiro de R$ 7,24 bilhões, já que elas preveem a criação de 26,1 mil vagas, sendo 14,4 mil no Poder Executivo (incluídas no total de 160 mil).
As vagas no Executivo foram criadas de janeiro de 2003 a maio de 2009, segundo estudo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento (Seges), com base em levantamento dos concursos autorizados desde 2003. Mas nem todas as vagas foram preenchidas. Segundo a Seges, do aumento líquido de 57 mil servidores (ingressos menos aposentadorias e demais exclusões), 29 mil foram destinados à Educação, sendo 14 mil professores.
Hoje, segundo dados do Planejamento, o Executivo já ultrapassou a marca do 1 milhão de servidores ativos: 543,1 mil servidores civis, 428,7 mil militares e ainda servidores de Banco Central, Ministério Público da União e empresas públicas. Ao todo, a União chega a 1,13 milhão de servidores, se contabilizados os 93,8 mil do Poder Judiciário e os 24,6 mil do Legislativo. O quadro total da União pula para 2,1 milhões quando são incluídos os aposentados e pensionistas dos três Poderes.
Mais bandidagem, Retenção de fundos bate recorde
Por Renato Andrade, no Estadão:
O expediente utilizado pelo governo para preservar o caixa federal, retendo parte do dinheiro destinado para os chamados fundos especiais, não é inédito. O valor retido, entretanto, tem aumentado. Em 2007, o Poder Executivo administrava 43 fundos especiais, de acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Desse total, dez acumularam R$ 4,5 bilhões a mais do que as despesas registradas no ano, quando o setor público fez um superávit primário de pouco mais de R$ 101 bilhões.
Em 2008, a mão do governo foi mais pesada. Dos 42 fundos existentes, 22 fecharam o exercício com saldo positivo. A diferença entre receitas e despesas garantiu aos cofres do Tesouro Nacional mais de R$ 29 bilhões, ou 25% do superávit primário apurado naquele ano, que foi de R$ 118 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.
Considerando os registros do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o volume de retenções esse ano pode bater novo recorde, já que o número de fundos atingidos aumentou e o volume de recursos retidos equivale a quase um quarto da economia feita por todo o setor público para o pagamento dos juros da dívida.
O desempenho do Fundo de Garantia para Promoção da Competitividade (FGPC) é um bom exemplo de como o governo tem manobrado os recursos do Orçamento para garantir dinheiro suficiente para o cumprimento da meta fiscal. Até agora, o FGPC acumula R$ 68,1 milhões em receitas, mas os gastos neste nove meses foram de apenas R$ 2 milhões. A previsão de receitas para o fundo em 2009 é de R$ 89,7 milhões.
Alguns fundos são considerados até mesmo por técnicos do executivo como uma espécie de reserva estratégia do governo.
O exemplo mais clássico é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Desde sua criação, em 2000, nenhum real alocado para o Fust foi utilizado para atender os objetivos fixados. Este ano, as receitas do fundo já somam R$ 1,5 bilhão.
Mais bandidagem 2, Fundos são usados para fazer caixa
Por Renato Andrade, no Estadão:
O corrupto governo tem usado parte do dinheiro destinado para alguns fundos especiais, administrados pelo Poder Executivo, para engordar o caixa e garantir o cumprimento da meta fiscal. A contenção de recursos desses fundos, que em tese são criados para garantir o atendimento de projetos e serviços considerados prioritários, vem crescendo. Somente este ano, o valor retido representa quase 24% do superávit primário acumulado por todo o setor público.
De acordo com levantamento feito pelo Estado, com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, apurados pela liderança do Democratas, dos 51 fundos do Poder Executivo checados, 29 estão com sobra de receitas. A diferença acumulada até setembro já ultrapassa os R$ 10 bilhões.
O valor é expressivo, considerando que de janeiro a agosto União, Estados, municípios e empresas estatais dessas três esferas de poder economizaram R$ 43,477 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública, o chamado superávit primário.
A constituição dos fundos do Poder Executivo segue regra fixada por uma lei de 1964. O objetivo é assegurar receitas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços. Quando o dinheiro não é utilizado, ele é automaticamente destinado para o chamado superávit primário.
A lista inclui o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma das principais fontes de receita para as operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo do Regime Geral de Previdência (FRGPS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e até outros menos conhecidos, como o Fundo da Marinha Mercante. É em cima dos fundos menos conhecidos que o governo segura a maior parte do dinheiro.
O uso indevido dos fundos especiais é mais uma das medidas tomadas pelo governo para tentar manter recursos dentro do caixa e cumprir seu compromisso fiscal. Para engordar os cofres, o governo já decidiu este ano exigir um pagamento maior de dividendos por parte das empresas estatais, transferiu para o Tesouro Nacional depósitos judiciais que estavam recolhidos em bancos, além de determinar o retorno de R$ 4,2 bilhões em subsídios pagos nos empréstimos do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal do Brasil está retardando o pagamento das restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas para segurar o dinheiro nos cofres públicos, afetando diretamente o bolso da classe média. Diante do desgaste provocado, o governo estuda a possibilidade de ampliar os dois últimos lotes de restituição deste ano, que serão pagos em novembro e dezembro.
"Estrelas bandidas e corruptas do Senado correm risco de não se reeleger"
Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Como se não bastasse a crise que desmoralizou o Senado neste ano, as eleições de 2010 ameaçam tirar o brilho de antigas estrelas da política nacional, que enfrentam dificuldade para se reeleger. Os obstáculos atingem em cheio senadores de todos os partidos que estão sendo obrigados a fazer arranjos políticos para garantir, ao mesmo tempo, sua sobrevivência e a eleição nos Estados.
Na oposição, há casos emblemáticos como os dos senadores tucanos Sérgio Guerra (PE), atual presidente do PSDB, e Tasso Jereissati (CE), ex-presidente da sigla, que correm o risco de não voltar ao Senado. Os percalços eleitorais também abrangem senadores governistas, como Renan Calheiros (PMDB-AL), que provavelmente terá de encarar como adversários na corrida pelo Senado o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) e a candidata à Presidência pelo PSOL em 2006, Heloisa Helena.
O enfraquecimento de cabeças coroadas da política é mais visível no Nordeste, onde tradicionalmente os governadores são responsáveis pela eleição de senadores. Depois de governar Pernambuco por oito anos consecutivos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tem mais cinco anos de mandato, é pressionado a sair candidato ao governo do Estado. O motivo é que a candidatura do peemedebista seria o caminho mais tranquilo para alavancar a eleição tanto de Sérgio Guerra quanto do ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE).
Com dificuldade para se reeleger ao Senado, os dois torcem para que Jarbas dispute o governo do Estado e, com isso, ganhem um palanque forte. Afinal, ambos terão como adversários o ex-prefeito de Recife, o petista João Paulo, e o deputado Armando Monteiro (PTB). Com mandato desde 1971, Maciel é o que tem mais “recall” junto ao eleitorado. Já o senador tucano é o que dispõe da maior estrutura partidária no Estado, mas sem o palanque de Jarbas enfrenta dificuldade de se reeleger para o Senado.
COMENTO
"Meus prezados amigos e leitores, conforme o título desta postagem, o caminho mais curto para corrupção é o poder. Principalmente quando este é exercido de forma arbitrária, por alguém sem caráter, sem formação e sem preparo. Ou ainda por alguém que passou a vida inteira sem trabalhar, só por ter um dedo a menos, passou toda sua vida em cima de carro de som vociferando e excitando os trabalhadores principalmente os metalúrgicos a fazerem greves no ABCD paulista.
Estamos diante da maior bandidagem e corrupção da história da nossa república, desde que Cabral aqui pisou pela primeira vez, nunca houve uma facção tão exacerbadamente corrupta no nosso Brasil.
Nunca antes na história deste país, teve um governo tão comprometido, com a bandidagem de todas as formas, corrupção de todos os jeitos, safadeza molusquiana, em todos os níveis possíveis e imagináveis.
Nosso país está sem rumo, prescisamos de um 'bom timoneiro', para nos conduzir a um porto seguro, visto que estamos totalmente à matroca e estamos sendo levados pelos ventos que sopram em todas as direções e que podem nos jogar em cima dos arrecifes, onde naufragaremos de uma vez por toda.
Esse governo que não respeita a constituição, já conseguiu destruir as Forças Armadas e os militares, agora ele vai destruir o resto do país, isso com a leniência das autoridades que estão coniventes com tantas bandidagens".
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ABOMINÁVEIS PETRALHAS RIDÍCULOS E PERIGOSOS
Por Reinaldo Azevedo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda vai ganhar o Prêmio Nobel de Literatura — uma homenagem à sua obra de ficção —, deu uma entrevista em que sugere que houve sabotagem no vazamento da prova do Enem. Deixou no ar a suspeita de que foi uma tramóia política, coisa dos adversários do seu governo. Vai ver um daqueles rapazes que tentaram vender a prova tem uma tia cuja vizinha é cunhada do primo do irmão de um motorista que freqüenta a mesma roda de pagode da faxineira da sede do PSDB. Taí uma relação que tem de ser investigada! Lula só não admitiu que a incompetência é de Fernando Haddad, o Megalomimoso, que pretendeu fazer um dos maiores vestibulares do Planeta com o mesmo nível de segurança com que se faz uma rifa no PT.
O MST, o braço mais radical do lulo-petismo, atribuiu a agentes infiltrados aquelas barbaridades perpetradas da fazenda da Cutrale. Não fossem estes baderneiros, aquilo não teria acontecido porque sabemos que a turma comandada por João Pedro Stedile (ver posts abaixo) é essencialmente pacífica. Não sei, não… Vai ver os radicais de FHC conseguiriam furar o cinturão de segurança do MST. Vocês sabem: quando é para radicalizar, os tucanos são exemplares.
No Rio, a população padece as agruras de um dos sistemas de transportes mais caóticos da terra. Não pega bem, eu sei. O paraíso está logo ali, em 2016. É chato ficar vendendo uma cidade futurista, com um povo sorridente, feliz e sestroso, e ver o socialismo moreno naquela penúria. Antigamente, isso renderia tanta música do Chico Buarque!!! Haveria tantos desdentados vertendo o seu lirismo de contestação, espremidos em vagões fétidos ou errando, em massa, pelos trilhos…
Isso é coisa de antigamente, de quando, como escreve Diogo Mainardi em sua coluna desta semana, Marilena Chaui considerava o nacionalismo uma construção ideológica “dazelite”. Agora, não! O patriotismo foi “socializado” pelo povo. Não venham dizer que o sistema de transporte é uma xyzwhijp! Se deu problema, só pode ser… sabotagem! É coisa de gente descontente com as Olimpíadas de 2016.
Bem, fomos descobertos! Ricardo Kotscho, o Amaral Netto da pororoca lulista, já nos denunciou. Terei de confessar. Fraudei a prova do Enem; Diogo sabotou os trens, e temos um Cabo Anselmo infiltrado no MST. Diogo é experiente nesse negócio. Com 16 anos, foi flagrado depredando bancos. O negócio dele é a ação direta. Eu, que fui trotskista quando criança, acho que é preciso acirrar as contradições de classe, tentando fraturar este bloco formado pela burguesia nacional, pelo capitalismo financeiro globalizado e pela craçe trabaiadora. Não quero a burguesia e os bancos metidos com bolcheviques como aquele Sérgio Rosa, que preside a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e que Eike Batista (ex-Luma de Oliveira) quer na presidência da Vale… Acho que isso atrapalha o esforço para aperfeiçoar o nosso sistema de exclusão social.
A vigarice, como se nota, não tem mesmo limites. Petistas e apaniguados são a exata expressão da caricatura que as esquerdas faziam do Regime Militar. Na boca destes novos patriotas, o “Ame-o ou deixe-o” virou poesia nacionalista; lá no cocho do Kotscho, por exemplo, não se ajoelhar diante da divindade eneadáctila é assim como estar possuído por “ideologias estranhas à índole patriótica do nosso povo”. O próximo passo será formar milícias nacionalistas para exorcizar os recalcitrantes na base do porrete.
O Brasil está cheio de sabotadores, sim. De sabotadores da democracia. Que esperam continuar no poder para levar adiante o seu projeto. No entorno de Lula já há gente chamando de “histórica” a lei proposta pelos Kirchners para tentar quebrar a espinha da imprensa.
COMENTO
Prezados amigos, não nos enganemos. Essa gente suja é: abominável ridícula, perigosa, bandida, pernóstica e nociva a democracia brasileira.
As maluquices de Stedile, o chefão do MS(P)T O comandante do braço armado Lulo-molusquiano-petralha.
Por Eduardo Scolese, na Folha.
João Pedro Stedile, 55, da direção nacional do MST, afirma que o movimento não perdeu o foco, que condena todo o tipo de “vandalismo” e que o presidente Lula está “mal informado”, numa referência à declaração do petista na qual chamou exatamente de “vandalismo” a ação do movimento numa área de plantação de laranja no interior de São Paulo. Em entrevista à Folha Stedile minimiza a derrubada dos pés de laranja na área da Cutrale, pois, segundo ele, a produção seria destinada à exportação, e não para a mesa dos brasileiros.
Oposição fraca, Medíocre e apática, cobra apuração de ingerência da Família Sarney em ministério que cuida do pré-sal
Na Folha:
A revelação feita pela Folha de que o executivo Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, e o apadrinhado do clã maranhense Silas Rondeau interferem com desenvoltura na agenda do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) fez a oposição cobrar uma apuração da Polícia Federal e do Ministério Público para saber se o titular da pasta não cometeu crime.
Do ponto ponto de vista administrativo, dizem os parlamentares ouvidos pela reportagem, deve-se observar se Lobão eventualmente ultrapassou os limites de conduta ética que deve observar no exercício do cargo, uma análise que deverá ser feita pela Comissão de Ética da Alta Administração Federal.
“Se há corruptores, há corruptos. Sem a participação de um servidor esse é um círculo que não se completa. Trata-se de um esquema que funciona necessariamente em duas pontas, o que deve ser investigado em qualquer esfera do governo”, afirmou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Segundo o tucano, a investigação “neste caso é ainda mais urgente, porque estamos falando do ministério do pré-sal, que é uma riqueza que o governo superdimensiona. Portanto tem que superdimensionar a vigilância também”.
De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), Lobão “deverá responder pelo crime de responsabilidade, na condição de ministro de Estado. Na esfera administrativa, como está licenciado do Senado [tem mandato eletivo pelo PMDB do Maranhão], deverá se submeter à Comissão de Ética do Executivo”.
A próxima reunião da comissão, que pode atuar por meio de ofício ou por representação, é no final deste mês. Em regra, as notícias com esse perfil são analisadas pelo grupo, de sete membros, que decide, sob sigilo, se cabe ou não abertura de processo para avaliar a conduta do servidor em questão.
Comandante Dilma, aliada de Sarney, pede cautela
Na Folha:
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem em Belém (PA) que é preciso ter “cautela” em relação à revelação feita pela Folha de que o executivo Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), interferia na agenda do ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
“Acho que cautela e caldo de galinha não fazem mal para ninguém”, disse. “Porque no Brasil nós temos o hábito de pegar uma denúncia qualquer e sair condenando. Acho que tem que ouvir as partes, ouvir as explicações antes de a gente sair por aí condenando”, completou.
A ministra ressaltou, porém, que, por causa dos compromissos em Belém, não havia tido tempo de ler a reportagem.
Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal mostram Fernando Sarney e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, ligado aos Sarney, marcando reuniões e orientando Lobão sobre o que dizer a empresários.
Dilma faz campanha em procissão, ouve governadora ser chamada de “safada” e que “sua hora vai chegar”
Por Angela Lacerda, no Estadão.
A digamos "ministra da Casa Civil", Dilma Rousseff, aproveitou ontem a procissão do Círio de Nazaré, que reuniu 2 milhões de pessoas, em Belém, para fazer propaganda da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ver que o tema tinha receptividade, a pré-candidata à Presidência passou a falar de um dos principais programas sociais, o Minha Casa, Minha Vida.
“Fico muito satisfeita com o fato de termos feito o programa Minha Casa, Minha Vida, porque é visível aqui a importância que as pessoas atribuem à casa, como o local fundamental para qualquer pessoa ter segurança, criar seus filhos, desenvolver suas relações afetivas, enfim, ter um teto para desfrutar todos os momentos da vida - os bons e os ruins”, declarou.
Dilma lembrou que a meta do programa é entregar 1 milhão de casas para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Juntamente com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida deverá ser um dos projetos mais explorados pela ministra na disputa eleitoral de 2010.
Ao assistir à manifestação religiosa em Belém, que considerou uma das maiores do mundo, Dilma disse ter ficado impressionada com o fato de muita gente levar miniaturas de casas e tijolos. “Perguntei a duas pessoas que carregavam as miniaturas se era por agradecimento ou pedido. Uma respondeu que era por agradecimento, outra por promessa para conseguir uma casa.”
No palanque do governo estadual, montado em um órgão público no percurso da procissão, Dilma presenciou um protesto contra a governadora Ana Julia Carepa (PT). Os manifestantes cobraram do governo do Estado “saúde” e “segurança” e chamaram a governadora de “safada”. Logo em seguida, o mesmo grupo gritou: “Dilma/pode esperar/a sua hora vai chegar.”
Os manifestantes integravam o numeroso grupamento de pessoas que, com grande esforço, acompanha o Círio de Nazaré segurando uma corda de 800 metros de comprimento - outra tradição da cerimônia, que ocorre há 217 anos. Descalços, eles disputam o lugar na corda. Muitos desmaiam durante a procissão.
EMPRESÁRIO CORRUPTO, EIKE BATISTA: Apareceu o PTtriota bilionário para tentar tomar a Vale. É a facção do PT e sua tentação chinesa!;
Por Reinaldo Azevedo
Poucos se lembram de que o Lula caroável, afável, bonachão, esconde uma personalidade política vingativa, que não esquece jamais um desafeto. Pode fazer as pazes? Pode! Mas ele só aceita a paz do fraco — isto é, o “arrependido” precisa beijar a sua mão e não aspirar a mais nada a não ser à subordinação a seu projeto político. Foi assim que esmagou no passado lideranças de seu próprio partido. Geraldo Alckmin (PSDB), que disputou com ele a Presidência em 2006, mereceu a alcunha, imaginem!, de “troglodita”. O seu pecado? Disse que Lula estava errado em algumas coisas. Quem está na mira é Roger Agnelli, presidente da Vale. E o instrumento da vendeta é o reluzente e coruscante Eike Batista, que saiu da coleira de Luma de Oliveira para entrar na história.
Todos conhecem o enredo. Os petistas sempre quiseram meter a mão grande na Vale para, sem trocadilho, valer. Embora o partido, por intermédio dos fundos de pensão, influam na companhia — e, portanto, a gigante da mineração é apenas mais ou menos privada —, a idéia sempre foi dar as cartas por lá. A “marolinha” indispôs Agnelli com Lula e com o PT. O presidente considera que ele não foi “PTtriota” o bastante ao demitir funcionários e cortar investimentos — atendendo, vejam que absurdo!, às necessidades da companhia. Reacendeu-se o velho desejo. E o que era uma vaga intenção virou um plano. E o projeto está na rua.
Eike Batista ocupa hoje generoso espaço nos dois principais jornais de São Paulo. Na Folha, na forma de um perfil-entrevista, com um pé em Caras e outro no jornalismo de negócios e um pouco de astrologia. No Estadão, numa entrevista convencional. Como se vê, entrevistados e entrevistadores não deram nem exigiram exclusividade. É a Operação-Vale em ação. Ao Estadão, Eike até diz quem é seu candidato a presidir a mineradora: Sérgio Rosa, presidente da Previ — o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O mesmo Rosa que foi aliado do petismo na luta de foice que se travou, a partir de determinado momento, entre Daniel Dantas e o partido — ou grande parcela dele — pelo controle da Brasil Telecom. O banqueiro acabou, no fim da história, levando uma bolada. Mas teve de cair fora da empresa.
O PT conseguiu criar uma espécie de “ente” que gerencia o capitalismo brasileiro. O partido tem hoje o domínio do estado, dos bancos públicos e dos fundos de pensão e vê o setor privado como mero instrumento de suas demandas. Mesmo que perca as eleições no ano que vem, seu poder continuará gigantesco. Os setores do empresariado que se aproximaram do lulo-petismo sonhando mudar a sua natureza estão percebendo que foram essencialmente inocentes — para não dizer estúpidos. É evidente que o PT não é socialista ao velho estilo — aquele socialismo que morreu com a União Soviética. O que não quer dizer que não seja autoritário. Os petistas entendem o seu partido como o ente que substitui a sociedade e os controles formais do estado democrático. Seu horizonte político e moral é a ditadura dos virtuosos — eles se acham virtuosos…
Segue um trecho da entrevista de Eike Batista ao Estadão. Não sei se Agnelli cai. Se cair, que os empresários se preparem. A depender do futuro, ele é só primeiro. Eike é, assim, o instrumento da tentação chinesa do PT.
Que se registre: um empresário anunciar a investida para comprar participação numa empresa, repetindo rigorosamente o discurso do presidente da República e já declarando qual é seu candidato a presidir a companhia — não por acaso, um homem do PT —, é coisa obviamente inédita na história do Brasil e, acredito, na do capitalismo. Nunca antes nestepaiz ou nestemundo…
*
Por Irany Tereza e David Friedlander:
Depois de meses fugindo do assunto e de muitas respostas genéricas, o empresário Eike Batista finalmente revela detalhes de seu interesse pela Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo. Disse que pode voltar a negociar com o Bradesco, mas no momento está de olho na compra de um lote das ações que a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem na mineradora. “É pequeno, mas, para sentar ali no conselho e direcionar, acho fantástico”, afirmou ao Estado e à AE Broadcast, na sexta-feira.
Com um discurso igual ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eike criticou a administração da Vale por investir fora do País e disse que gostaria de ter Sérgio Rosa, presidente da Previ, no lugar de Roger Agnelli, atual presidente da Vale. “Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil”, afirma. A seguir, a entrevista.
O sr. acha que vai conseguir comprar um pedaço da Vale?
A Vale é o sonho de qualquer minerador. Ela poderia fazer investimentos para agregar valor aos produtos que exporta. E pode também ser um instrumento para dar eficiência à logística do País. Olhando de fora, enxergo na Vale diamantes não polidos a rodo.
Como foi a negociação para comprar a participação do Bradesco na Vale?
Foi uma conversa, não houve um proposta firme, por escrito. Foi só conceito, tipo eu tô aqui!. Houve a conversa e a resposta de volta (o Bradesco não quis vender).
Não houve uma proposta?
Olha, nosso interesse é falar o menos possível. Apenas dizer que existe o interesse estratégico, sim. A gente acha que agregaria valor ao ativo, que seria bom para o Estado, para os fundos de pensão, que são os maiores acionistas, porque a gente sabe criar valor. Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil.
Essa é a intenção? Ter o Sérgio Rosa no comando?
Sim. Estou falando em tese.
Nas suas empresas, o sr. tem o controle. Aceitaria entrar entrar numa empresa onde o controle está nas mãos dos outros?
Quando a gente conversa com autoridades, eu sempre digo assim: é para usar o chapéu de empresário que quer ganhar dinheiro ou do empresário que pensa no Brasil? Aqui a gente estaria pensando no Brasil, participando da gestão. Enxergaram isso aqui? Viram aquilo lá? Poder avaliar quando chegar uma proposta para comprar alguma coisa.
COMENTO
Amigos, petistas são todos iguais, bandidos por natureza, seja político, chefe de facção ou empresário, não faz nenhuma diferença. Principalmente esses bandios que estão no poder do país para locupletar-se do erário público, são os piores e mais danosos para a nossa nação.
Esse digamos "empresário", Eike Batista é da mesma laia de Daniel Dantas, jogam no mesmo time, é só pesquisar as banidagens, que essa dupla já fizeram no passado, vai ver que, é só mais corrupto entre tantos no Brasil e com a leniência desta facção exacerbadamente criminosa e danosa que está no poder da República.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda vai ganhar o Prêmio Nobel de Literatura — uma homenagem à sua obra de ficção —, deu uma entrevista em que sugere que houve sabotagem no vazamento da prova do Enem. Deixou no ar a suspeita de que foi uma tramóia política, coisa dos adversários do seu governo. Vai ver um daqueles rapazes que tentaram vender a prova tem uma tia cuja vizinha é cunhada do primo do irmão de um motorista que freqüenta a mesma roda de pagode da faxineira da sede do PSDB. Taí uma relação que tem de ser investigada! Lula só não admitiu que a incompetência é de Fernando Haddad, o Megalomimoso, que pretendeu fazer um dos maiores vestibulares do Planeta com o mesmo nível de segurança com que se faz uma rifa no PT.
O MST, o braço mais radical do lulo-petismo, atribuiu a agentes infiltrados aquelas barbaridades perpetradas da fazenda da Cutrale. Não fossem estes baderneiros, aquilo não teria acontecido porque sabemos que a turma comandada por João Pedro Stedile (ver posts abaixo) é essencialmente pacífica. Não sei, não… Vai ver os radicais de FHC conseguiriam furar o cinturão de segurança do MST. Vocês sabem: quando é para radicalizar, os tucanos são exemplares.
No Rio, a população padece as agruras de um dos sistemas de transportes mais caóticos da terra. Não pega bem, eu sei. O paraíso está logo ali, em 2016. É chato ficar vendendo uma cidade futurista, com um povo sorridente, feliz e sestroso, e ver o socialismo moreno naquela penúria. Antigamente, isso renderia tanta música do Chico Buarque!!! Haveria tantos desdentados vertendo o seu lirismo de contestação, espremidos em vagões fétidos ou errando, em massa, pelos trilhos…
Isso é coisa de antigamente, de quando, como escreve Diogo Mainardi em sua coluna desta semana, Marilena Chaui considerava o nacionalismo uma construção ideológica “dazelite”. Agora, não! O patriotismo foi “socializado” pelo povo. Não venham dizer que o sistema de transporte é uma xyzwhijp! Se deu problema, só pode ser… sabotagem! É coisa de gente descontente com as Olimpíadas de 2016.
Bem, fomos descobertos! Ricardo Kotscho, o Amaral Netto da pororoca lulista, já nos denunciou. Terei de confessar. Fraudei a prova do Enem; Diogo sabotou os trens, e temos um Cabo Anselmo infiltrado no MST. Diogo é experiente nesse negócio. Com 16 anos, foi flagrado depredando bancos. O negócio dele é a ação direta. Eu, que fui trotskista quando criança, acho que é preciso acirrar as contradições de classe, tentando fraturar este bloco formado pela burguesia nacional, pelo capitalismo financeiro globalizado e pela craçe trabaiadora. Não quero a burguesia e os bancos metidos com bolcheviques como aquele Sérgio Rosa, que preside a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e que Eike Batista (ex-Luma de Oliveira) quer na presidência da Vale… Acho que isso atrapalha o esforço para aperfeiçoar o nosso sistema de exclusão social.
A vigarice, como se nota, não tem mesmo limites. Petistas e apaniguados são a exata expressão da caricatura que as esquerdas faziam do Regime Militar. Na boca destes novos patriotas, o “Ame-o ou deixe-o” virou poesia nacionalista; lá no cocho do Kotscho, por exemplo, não se ajoelhar diante da divindade eneadáctila é assim como estar possuído por “ideologias estranhas à índole patriótica do nosso povo”. O próximo passo será formar milícias nacionalistas para exorcizar os recalcitrantes na base do porrete.
O Brasil está cheio de sabotadores, sim. De sabotadores da democracia. Que esperam continuar no poder para levar adiante o seu projeto. No entorno de Lula já há gente chamando de “histórica” a lei proposta pelos Kirchners para tentar quebrar a espinha da imprensa.
COMENTO
Prezados amigos, não nos enganemos. Essa gente suja é: abominável ridícula, perigosa, bandida, pernóstica e nociva a democracia brasileira.
As maluquices de Stedile, o chefão do MS(P)T O comandante do braço armado Lulo-molusquiano-petralha.
Por Eduardo Scolese, na Folha.
João Pedro Stedile, 55, da direção nacional do MST, afirma que o movimento não perdeu o foco, que condena todo o tipo de “vandalismo” e que o presidente Lula está “mal informado”, numa referência à declaração do petista na qual chamou exatamente de “vandalismo” a ação do movimento numa área de plantação de laranja no interior de São Paulo. Em entrevista à Folha Stedile minimiza a derrubada dos pés de laranja na área da Cutrale, pois, segundo ele, a produção seria destinada à exportação, e não para a mesa dos brasileiros.
Oposição fraca, Medíocre e apática, cobra apuração de ingerência da Família Sarney em ministério que cuida do pré-sal
Na Folha:
A revelação feita pela Folha de que o executivo Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney, e o apadrinhado do clã maranhense Silas Rondeau interferem com desenvoltura na agenda do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) fez a oposição cobrar uma apuração da Polícia Federal e do Ministério Público para saber se o titular da pasta não cometeu crime.
Do ponto ponto de vista administrativo, dizem os parlamentares ouvidos pela reportagem, deve-se observar se Lobão eventualmente ultrapassou os limites de conduta ética que deve observar no exercício do cargo, uma análise que deverá ser feita pela Comissão de Ética da Alta Administração Federal.
“Se há corruptores, há corruptos. Sem a participação de um servidor esse é um círculo que não se completa. Trata-se de um esquema que funciona necessariamente em duas pontas, o que deve ser investigado em qualquer esfera do governo”, afirmou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Segundo o tucano, a investigação “neste caso é ainda mais urgente, porque estamos falando do ministério do pré-sal, que é uma riqueza que o governo superdimensiona. Portanto tem que superdimensionar a vigilância também”.
De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), Lobão “deverá responder pelo crime de responsabilidade, na condição de ministro de Estado. Na esfera administrativa, como está licenciado do Senado [tem mandato eletivo pelo PMDB do Maranhão], deverá se submeter à Comissão de Ética do Executivo”.
A próxima reunião da comissão, que pode atuar por meio de ofício ou por representação, é no final deste mês. Em regra, as notícias com esse perfil são analisadas pelo grupo, de sete membros, que decide, sob sigilo, se cabe ou não abertura de processo para avaliar a conduta do servidor em questão.
Comandante Dilma, aliada de Sarney, pede cautela
Na Folha:
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem em Belém (PA) que é preciso ter “cautela” em relação à revelação feita pela Folha de que o executivo Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), interferia na agenda do ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
“Acho que cautela e caldo de galinha não fazem mal para ninguém”, disse. “Porque no Brasil nós temos o hábito de pegar uma denúncia qualquer e sair condenando. Acho que tem que ouvir as partes, ouvir as explicações antes de a gente sair por aí condenando”, completou.
A ministra ressaltou, porém, que, por causa dos compromissos em Belém, não havia tido tempo de ler a reportagem.
Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal mostram Fernando Sarney e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, ligado aos Sarney, marcando reuniões e orientando Lobão sobre o que dizer a empresários.
Dilma faz campanha em procissão, ouve governadora ser chamada de “safada” e que “sua hora vai chegar”
Por Angela Lacerda, no Estadão.
A digamos "ministra da Casa Civil", Dilma Rousseff, aproveitou ontem a procissão do Círio de Nazaré, que reuniu 2 milhões de pessoas, em Belém, para fazer propaganda da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ver que o tema tinha receptividade, a pré-candidata à Presidência passou a falar de um dos principais programas sociais, o Minha Casa, Minha Vida.
“Fico muito satisfeita com o fato de termos feito o programa Minha Casa, Minha Vida, porque é visível aqui a importância que as pessoas atribuem à casa, como o local fundamental para qualquer pessoa ter segurança, criar seus filhos, desenvolver suas relações afetivas, enfim, ter um teto para desfrutar todos os momentos da vida - os bons e os ruins”, declarou.
Dilma lembrou que a meta do programa é entregar 1 milhão de casas para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Juntamente com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida deverá ser um dos projetos mais explorados pela ministra na disputa eleitoral de 2010.
Ao assistir à manifestação religiosa em Belém, que considerou uma das maiores do mundo, Dilma disse ter ficado impressionada com o fato de muita gente levar miniaturas de casas e tijolos. “Perguntei a duas pessoas que carregavam as miniaturas se era por agradecimento ou pedido. Uma respondeu que era por agradecimento, outra por promessa para conseguir uma casa.”
No palanque do governo estadual, montado em um órgão público no percurso da procissão, Dilma presenciou um protesto contra a governadora Ana Julia Carepa (PT). Os manifestantes cobraram do governo do Estado “saúde” e “segurança” e chamaram a governadora de “safada”. Logo em seguida, o mesmo grupo gritou: “Dilma/pode esperar/a sua hora vai chegar.”
Os manifestantes integravam o numeroso grupamento de pessoas que, com grande esforço, acompanha o Círio de Nazaré segurando uma corda de 800 metros de comprimento - outra tradição da cerimônia, que ocorre há 217 anos. Descalços, eles disputam o lugar na corda. Muitos desmaiam durante a procissão.
EMPRESÁRIO CORRUPTO, EIKE BATISTA: Apareceu o PTtriota bilionário para tentar tomar a Vale. É a facção do PT e sua tentação chinesa!;
Por Reinaldo Azevedo
Poucos se lembram de que o Lula caroável, afável, bonachão, esconde uma personalidade política vingativa, que não esquece jamais um desafeto. Pode fazer as pazes? Pode! Mas ele só aceita a paz do fraco — isto é, o “arrependido” precisa beijar a sua mão e não aspirar a mais nada a não ser à subordinação a seu projeto político. Foi assim que esmagou no passado lideranças de seu próprio partido. Geraldo Alckmin (PSDB), que disputou com ele a Presidência em 2006, mereceu a alcunha, imaginem!, de “troglodita”. O seu pecado? Disse que Lula estava errado em algumas coisas. Quem está na mira é Roger Agnelli, presidente da Vale. E o instrumento da vendeta é o reluzente e coruscante Eike Batista, que saiu da coleira de Luma de Oliveira para entrar na história.
Todos conhecem o enredo. Os petistas sempre quiseram meter a mão grande na Vale para, sem trocadilho, valer. Embora o partido, por intermédio dos fundos de pensão, influam na companhia — e, portanto, a gigante da mineração é apenas mais ou menos privada —, a idéia sempre foi dar as cartas por lá. A “marolinha” indispôs Agnelli com Lula e com o PT. O presidente considera que ele não foi “PTtriota” o bastante ao demitir funcionários e cortar investimentos — atendendo, vejam que absurdo!, às necessidades da companhia. Reacendeu-se o velho desejo. E o que era uma vaga intenção virou um plano. E o projeto está na rua.
Eike Batista ocupa hoje generoso espaço nos dois principais jornais de São Paulo. Na Folha, na forma de um perfil-entrevista, com um pé em Caras e outro no jornalismo de negócios e um pouco de astrologia. No Estadão, numa entrevista convencional. Como se vê, entrevistados e entrevistadores não deram nem exigiram exclusividade. É a Operação-Vale em ação. Ao Estadão, Eike até diz quem é seu candidato a presidir a mineradora: Sérgio Rosa, presidente da Previ — o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O mesmo Rosa que foi aliado do petismo na luta de foice que se travou, a partir de determinado momento, entre Daniel Dantas e o partido — ou grande parcela dele — pelo controle da Brasil Telecom. O banqueiro acabou, no fim da história, levando uma bolada. Mas teve de cair fora da empresa.
O PT conseguiu criar uma espécie de “ente” que gerencia o capitalismo brasileiro. O partido tem hoje o domínio do estado, dos bancos públicos e dos fundos de pensão e vê o setor privado como mero instrumento de suas demandas. Mesmo que perca as eleições no ano que vem, seu poder continuará gigantesco. Os setores do empresariado que se aproximaram do lulo-petismo sonhando mudar a sua natureza estão percebendo que foram essencialmente inocentes — para não dizer estúpidos. É evidente que o PT não é socialista ao velho estilo — aquele socialismo que morreu com a União Soviética. O que não quer dizer que não seja autoritário. Os petistas entendem o seu partido como o ente que substitui a sociedade e os controles formais do estado democrático. Seu horizonte político e moral é a ditadura dos virtuosos — eles se acham virtuosos…
Segue um trecho da entrevista de Eike Batista ao Estadão. Não sei se Agnelli cai. Se cair, que os empresários se preparem. A depender do futuro, ele é só primeiro. Eike é, assim, o instrumento da tentação chinesa do PT.
Que se registre: um empresário anunciar a investida para comprar participação numa empresa, repetindo rigorosamente o discurso do presidente da República e já declarando qual é seu candidato a presidir a companhia — não por acaso, um homem do PT —, é coisa obviamente inédita na história do Brasil e, acredito, na do capitalismo. Nunca antes nestepaiz ou nestemundo…
*
Por Irany Tereza e David Friedlander:
Depois de meses fugindo do assunto e de muitas respostas genéricas, o empresário Eike Batista finalmente revela detalhes de seu interesse pela Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo. Disse que pode voltar a negociar com o Bradesco, mas no momento está de olho na compra de um lote das ações que a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem na mineradora. “É pequeno, mas, para sentar ali no conselho e direcionar, acho fantástico”, afirmou ao Estado e à AE Broadcast, na sexta-feira.
Com um discurso igual ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Eike criticou a administração da Vale por investir fora do País e disse que gostaria de ter Sérgio Rosa, presidente da Previ, no lugar de Roger Agnelli, atual presidente da Vale. “Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil”, afirma. A seguir, a entrevista.
O sr. acha que vai conseguir comprar um pedaço da Vale?
A Vale é o sonho de qualquer minerador. Ela poderia fazer investimentos para agregar valor aos produtos que exporta. E pode também ser um instrumento para dar eficiência à logística do País. Olhando de fora, enxergo na Vale diamantes não polidos a rodo.
Como foi a negociação para comprar a participação do Bradesco na Vale?
Foi uma conversa, não houve um proposta firme, por escrito. Foi só conceito, tipo eu tô aqui!. Houve a conversa e a resposta de volta (o Bradesco não quis vender).
Não houve uma proposta?
Olha, nosso interesse é falar o menos possível. Apenas dizer que existe o interesse estratégico, sim. A gente acha que agregaria valor ao ativo, que seria bom para o Estado, para os fundos de pensão, que são os maiores acionistas, porque a gente sabe criar valor. Honestamente, por mim, comprar uma participação, ter o Sérgio Rosa (presidente da Previ) administrando essa companhia, com a gente podendo dar um input do que fazer (participar da gestão estratégica) já está de bom tamanho. É ajudar o Brasil.
Essa é a intenção? Ter o Sérgio Rosa no comando?
Sim. Estou falando em tese.
Nas suas empresas, o sr. tem o controle. Aceitaria entrar entrar numa empresa onde o controle está nas mãos dos outros?
Quando a gente conversa com autoridades, eu sempre digo assim: é para usar o chapéu de empresário que quer ganhar dinheiro ou do empresário que pensa no Brasil? Aqui a gente estaria pensando no Brasil, participando da gestão. Enxergaram isso aqui? Viram aquilo lá? Poder avaliar quando chegar uma proposta para comprar alguma coisa.
COMENTO
Amigos, petistas são todos iguais, bandidos por natureza, seja político, chefe de facção ou empresário, não faz nenhuma diferença. Principalmente esses bandios que estão no poder do país para locupletar-se do erário público, são os piores e mais danosos para a nossa nação.
Esse digamos "empresário", Eike Batista é da mesma laia de Daniel Dantas, jogam no mesmo time, é só pesquisar as banidagens, que essa dupla já fizeram no passado, vai ver que, é só mais corrupto entre tantos no Brasil e com a leniência desta facção exacerbadamente criminosa e danosa que está no poder da República.
sábado, 10 de outubro de 2009
LULA E MANTEGA DOIS PETRALHAS E TRAPALHÕES PODEM RECUAR
Governo bandido, corrupto e nocivo do PT, pode recuar e pagar restituição.
Por Fabio Graner e Adriana Fernandes, no Estadão:
Diante do constrangimento gerado pela notícia que o Ministério da Fazenda está adiando as restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), o governo discute a reversão da medida. A ideia é ampliar o valor dos dois últimos lotes de restituição deste ano - previstos para novembro e dezembro. Dois superlotes evitariam que as devoluções do imposto pago a mais em 2008 sejam feitas apenas em 2010. A exceção ficaria para quem foi retido na malha fina por causa de algum problema na declaração de renda.
Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a economia gerada até agora pelo adiamento da devolução do IRPF, da ordem de R$ 1,5 bilhão, não seria tão significativa a ponto de compensar o desgaste político que a manobra causou ao governo.
A decisão de retardar as restituições atinge a classe média, considerada eleitoralmente sensível ao noticiário e que ajuda a formar opinião de outros eleitores. Faltando um ano para as eleições, o governo não quer provocar a ira de quem vai às urnas. Por isso, segundo uma fonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou insatisfeito com a decisão da Fazenda.
Lula discutiu a retenção das restituições ontem pela manhã com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência. O governo considerou que a oposição fez seu papel ao criticar o adiamento, mas considerou exagerada a avaliação que houve “confisco”.
À tarde, em entrevista no Itamaraty, o corrupto presidente afirmou que o governo não tem interesse econômico ao retardar as restituições do IR. Ele argumentou que o atraso aumentará os custos do governo, pois aos pagamentos serão corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic. “É falta de compreensão achar que o governo tenha interesse econômico de reter a restituição”, disse.
O presidente Lula Silva afirmou hoje que o governo não tem nenhum interesse em segurar as restituições do Imposto de Renda. O atraso nos pagamentos foi antecipado em reportagem da Folha e confirmado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) ontem.
“Nós queremos que o povo tenha dinheiro para consumir, e se tiverem dinheiro na mão quem mais vai ganhar são os índices das empresas e do comércio”, afirmou.
Lula disse que há uma falta de compreensão a interpretação de que o governo tenha interesses econômicos do atraso, disse que não é a primeira vez que isso acontece, mas que também o governo já pagou a restituição adiantada.
Segundo a Folha, de cerca de R$ 15 bilhões que seriam inicialmente devolvidos até dezembro, cerca de R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no primeiro trimestre do ano que vem.
De junho a outubro houve um recuo de 21,7% nas restituições em comparação com igual período do ano passado –de R$ 7 bilhões para R$ 5,48 bilhões. As maiores reduções foram em agosto e setembro, quando os valores devolvidos aos contribuintes foram diminuídos a menos da metade dos números de 2008. Ontem foi liberado mais um lote de restituição, com redução de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal esteja demorando mais a pagar a restituição do Imposto de Renda de 2009 devido à queda na arrecadação. Segundo ele, o ajuste que foi feito é normal e não prejudica o contribuinte, já que o valor é corrigido pela Selic.
“Neste ano, existe um ajuste para que a restituição demore mais a ser feita, mas sempre o nosso critério é fazer o mais rápido possível. No ano passado, nos tínhamos uma folga orçamentária e foi feito mais rapidamente, mas este ano temos mais dificuldade”, afirmou.
O ministro negou que o foco da Receita Federal tenha mudado dos grandes contribuintes para os pequenos. “Não tem nenhuma procedência achar que mudamos o foco da Receita. Os grandes contribuintes são sempre o foco, até por uma questão de lógica.”
Molusco esteve hoje com o colega sul-africano, Jacob Zuma, com quem assinou acordos de cooperação na área de esporte e de comércio. O Brasil se comprometeu a colaborar na Copa de 2010, na África do Sul.
COMENTO
Amigos o desnorteado e desequilibrado molusco, evidencia que o corrupto e nocivo ministro Guido Mantega nem sempre é um petista exemplar. Um petista exemplar não pode hesitar na hora de mentir e negar a bandidagem, visto que é isso que os corruptos petistas mais fazem.
Ontem, Guido Mantega deu um escorregão. Confrontado com a evidência inegável de que o governo está fazendo caixa com o dinheiro alheio, só lhe restou admitir. Vocês sabem: se lhe faltou o pudor político na hora da retenção da grana, lembrou-se de ter um tantinho de pudor técnico, reconhecendo o que é evidente.
Molusco não precisa disso. Nunca precisou. Como quer um cineasta, essa retenção é indecorosa e abominável. Quem tem direito a ela pagou mais imposto do que era devido segundo as leis brasileiras que estão em vigência, que também prevêem a forma da devolução.
O governo enfrenta um problema grave de queda de arrecadação - fruto da “marolinha” e das renúncias fiscais para confrontá-la -, mas também de explosão irresponsável de gastos públicos e da exacerbada corrupção Lulo-molusquiana.
O "mega canalha e maior ator do Brasil”, no entanto, não se dá por achado. Ok. Sendo como ele fala, que liberem, então, o dinheiro a quem tem direito de recebê-lo. Basta de tanta bandidagem e corrupção na República, por essa corja de escróques que estão no poder do nosso país.
Por Fabio Graner e Adriana Fernandes, no Estadão:
Diante do constrangimento gerado pela notícia que o Ministério da Fazenda está adiando as restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), o governo discute a reversão da medida. A ideia é ampliar o valor dos dois últimos lotes de restituição deste ano - previstos para novembro e dezembro. Dois superlotes evitariam que as devoluções do imposto pago a mais em 2008 sejam feitas apenas em 2010. A exceção ficaria para quem foi retido na malha fina por causa de algum problema na declaração de renda.
Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a economia gerada até agora pelo adiamento da devolução do IRPF, da ordem de R$ 1,5 bilhão, não seria tão significativa a ponto de compensar o desgaste político que a manobra causou ao governo.
A decisão de retardar as restituições atinge a classe média, considerada eleitoralmente sensível ao noticiário e que ajuda a formar opinião de outros eleitores. Faltando um ano para as eleições, o governo não quer provocar a ira de quem vai às urnas. Por isso, segundo uma fonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou insatisfeito com a decisão da Fazenda.
Lula discutiu a retenção das restituições ontem pela manhã com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência. O governo considerou que a oposição fez seu papel ao criticar o adiamento, mas considerou exagerada a avaliação que houve “confisco”.
À tarde, em entrevista no Itamaraty, o corrupto presidente afirmou que o governo não tem interesse econômico ao retardar as restituições do IR. Ele argumentou que o atraso aumentará os custos do governo, pois aos pagamentos serão corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic. “É falta de compreensão achar que o governo tenha interesse econômico de reter a restituição”, disse.
O presidente Lula Silva afirmou hoje que o governo não tem nenhum interesse em segurar as restituições do Imposto de Renda. O atraso nos pagamentos foi antecipado em reportagem da Folha e confirmado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) ontem.
“Nós queremos que o povo tenha dinheiro para consumir, e se tiverem dinheiro na mão quem mais vai ganhar são os índices das empresas e do comércio”, afirmou.
Lula disse que há uma falta de compreensão a interpretação de que o governo tenha interesses econômicos do atraso, disse que não é a primeira vez que isso acontece, mas que também o governo já pagou a restituição adiantada.
Segundo a Folha, de cerca de R$ 15 bilhões que seriam inicialmente devolvidos até dezembro, cerca de R$ 3 bilhões só deverão ser liberados no primeiro trimestre do ano que vem.
De junho a outubro houve um recuo de 21,7% nas restituições em comparação com igual período do ano passado –de R$ 7 bilhões para R$ 5,48 bilhões. As maiores reduções foram em agosto e setembro, quando os valores devolvidos aos contribuintes foram diminuídos a menos da metade dos números de 2008. Ontem foi liberado mais um lote de restituição, com redução de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a Receita Federal esteja demorando mais a pagar a restituição do Imposto de Renda de 2009 devido à queda na arrecadação. Segundo ele, o ajuste que foi feito é normal e não prejudica o contribuinte, já que o valor é corrigido pela Selic.
“Neste ano, existe um ajuste para que a restituição demore mais a ser feita, mas sempre o nosso critério é fazer o mais rápido possível. No ano passado, nos tínhamos uma folga orçamentária e foi feito mais rapidamente, mas este ano temos mais dificuldade”, afirmou.
O ministro negou que o foco da Receita Federal tenha mudado dos grandes contribuintes para os pequenos. “Não tem nenhuma procedência achar que mudamos o foco da Receita. Os grandes contribuintes são sempre o foco, até por uma questão de lógica.”
Molusco esteve hoje com o colega sul-africano, Jacob Zuma, com quem assinou acordos de cooperação na área de esporte e de comércio. O Brasil se comprometeu a colaborar na Copa de 2010, na África do Sul.
COMENTO
Amigos o desnorteado e desequilibrado molusco, evidencia que o corrupto e nocivo ministro Guido Mantega nem sempre é um petista exemplar. Um petista exemplar não pode hesitar na hora de mentir e negar a bandidagem, visto que é isso que os corruptos petistas mais fazem.
Ontem, Guido Mantega deu um escorregão. Confrontado com a evidência inegável de que o governo está fazendo caixa com o dinheiro alheio, só lhe restou admitir. Vocês sabem: se lhe faltou o pudor político na hora da retenção da grana, lembrou-se de ter um tantinho de pudor técnico, reconhecendo o que é evidente.
Molusco não precisa disso. Nunca precisou. Como quer um cineasta, essa retenção é indecorosa e abominável. Quem tem direito a ela pagou mais imposto do que era devido segundo as leis brasileiras que estão em vigência, que também prevêem a forma da devolução.
O governo enfrenta um problema grave de queda de arrecadação - fruto da “marolinha” e das renúncias fiscais para confrontá-la -, mas também de explosão irresponsável de gastos públicos e da exacerbada corrupção Lulo-molusquiana.
O "mega canalha e maior ator do Brasil”, no entanto, não se dá por achado. Ok. Sendo como ele fala, que liberem, então, o dinheiro a quem tem direito de recebê-lo. Basta de tanta bandidagem e corrupção na República, por essa corja de escróques que estão no poder do nosso país.
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