quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TRÁFICO AMEAÇA MILITARES

Por Rogério Pagnan e Joel Silva, na Folha:

Em represália à ação no Complexo do Alemão, soldados do Exército que participam da ocupação dizem que estão sendo expulsos das favelas onde moram por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com soldados ouvidos pela Folha, pelo menos cinco deles receberam ordem de criminosos para não voltar para casa e desde sexta estão acampados no quartel improvisado próximo ao Complexo do Alemão. O Exército participa da ocupação do Alemão desde a semana passada com cerca de 800 homens -todos são lotados no Rio.

Na lista estão militares que moram em favelas como Caxias, favela da Galinha e Anchieta. Outros soldados não quiseram dizer à Folha onde moram com suas famílias. Ainda de acordo com relatos dos militares, os traficantes -todos armados- estão indo de moto e deixando a ordem para que os soldados “não voltem mais para casa”. Um soldado que mora em Caxias abandonou a casa com móveis recém-comprados, segundo os colegas. Outro militar disse que a mulher abandonou a casa onde moram após ser abordada por traficantes.O tenente-coronel Cláudio Tavares Casali, um dos comandantes da operação no Alemão, confirma que cerca de dez soldados que participam da operação foram “pressionados” por traficantes supostamente ligados aos criminosos do CV.

Ele disse saber apenas de um militar que afirmou que vai mudar de endereço após essa “pressão”. Casali disse que a Secretaria de Segurança foi informada e, agora, a polícia deve iniciar a investigação. Os militares que se sentirem ameaçados, segundo ele, estão sendo retirados da linha de frente e utilizados em outros serviços. Segundo os militares, as ameaças tiveram início na última sexta-feira quando o Exército cercou o Alemão. “Até então, ninguém mexia com ninguém. Agora, viram que estamos nas ruas e passaram a nos perseguir como se fôssemos policiais”, disse um soldado.

Não haverá mudança no Rio com corrupção policial

Por Luiz Fernando Vianna, na Folha:
Como coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio (1999/2000) e secretário nacional de Segurança Pública (2003), o antropólogo Luiz Eduardo Soares não conseguiu implantar a maior parte de suas ideias, mas nunca deixou de expressá-las, contrariando os coros de unanimidade.


Ele, por exemplo, enxerga “uma enorme ilusão” na oposição entre bem (polícias) e mal (tráfico) pregada pelo poder público e difundida pela mídia. Soares apoia operações de repressão ao tráfico de drogas, mas acredita que, se a corrupção policial -que tem nas milícias sua forma mais organizada- não for enfrentada, as conquistas do complexo do Alemão agora celebradas se tornarão frustrações mais adiante.

Folha - Quando lançou o livro “Elite da Tropa 2″, o sr. deu declarações apontando que “o tráfico já era”. Agora, com a operação no Complexo do Alemão, chegou a ser ridicularizado, como se os fatos provassem que estava errado. O tráfico já era mesmo?
Luiz Eduardo Soares - Sim, já era como tendência. O negócio de drogas vai muito bem, obrigado, mas não o tráfico na sua forma que envolve, no Rio, controle territorial, organização de grupos armados, pagamento a policiais, conflito com facções, num contexto político crescentemente antagônico e com pressões sobre os governos, pois a consciência pública vai amadurecendo e se tornando mais refratária a conviver com o ilegal nessa magnitude. É um sistema muito pesado, caro, arriscado. Há modalidades em partes mais desenvolvidas do mundo que são mais leves, racionais e econômicas, como o comércio que se dá com deslocamento nas ruas e delivery, e no qual o traficante não deve andar armado, porque já carrega a droga ilícita, que o coloca em risco de ser preso.

Justifica uma operação do tamanho e com os custos da que aconteceu para combater um modelo em declínio?
Claro. O fato de estar em declínio não significa que esteja suspensa a sua capacidade de produzir danos à sociedade, como mortes e todo tipo de violência. A primeira medida fundamental é fazer com que a polícia pare de participar do tráfico. A parceria entre o tráfico e segmentos policiais corruptos, que vendem armas, alugam Caveirão, ganham percentuais da venda da droga, tem que ser objeto da preocupação prioritária.
(…)
Quando dá errado, acaba na chacina de Vigário Geral [em 1993, 21 inocentes foram mortos por policiais que vingavam colegas assassinados pelo tráfico].
Exatamente. Por exemplo, o conflito em São Conrado [em 21 de junho passado], não se deu em torno de uma operação policial planejada com inteligência, mas foi fruto de uma redefinição do contrato: inflação, mudança de preço, cobrança de sobrepreço. Os sócios se desentenderam. Em geral, os conflitos são desse tipo. O tráfico está em declínio, os ganhos estão se reduzindo, então precisa negociar uma redução do que se paga à polícia. E a polícia não aceita e às vezes exige aumento. Com isso, os traficantes têm que completar o ganho. O quarto estágio da economia da corrupção: é a milícia. É quando já há uma organização superior: “Nós não precisamos ser apenas sócios, podemos ser os protagonistas. Vamos buscar lucros participando de forma criminosa de tudo o que puder oferecer algum potencial econômico na vida da comunidade que estará sob nosso domínio, sob nosso terror”. Mas os milicianos são policiais. Não têm os custos da organização, do acesso às armas. Já estão cobertos. Nós pagamos a maior parte das ações, porque usam a polícia nas invasões. Muita gente diz que eles, pelo menos, se opõem ao tráfico. Não é verdade. Esperam que a polícia enfrente o tráfico e, se isso não acontece, fazem negócios com os traficantes. São muito mais fortes, numerosos, têm mais capacidade de organização, o rendimento é superior, têm visão política.
Outro ponto é a segurança privada. É uma das origens das milícias. Os salários dos policiais são insuficientes. O sujeito tem que complementar a renda. Vai buscar, como nós fazemos, na área de sua especialidade, no caso, a segurança. Isso é ilegal, as autoridades sabem disso, mas fingem que não veem. Se reprimirem, projetar-se-á a demanda sobre o governo e é possível que o orçamento da segurança entre em colapso. As autoridades toleram essa complementação. Veja que situação absurda: o Estado tem um pé na legalidade e um pé na ilegalidade.

A cobertura da mídia brasileira cobre a realidade com um véu ilusório?
Há uma enorme ilusão. Não quero me arrogar o papel do único que enxerga a realidade, pelo amor de Deus. Mas é assustador que pessoas tão inteligentes e bem intencionadas se iludam com a fábula de que o bem venceu o mal. Esse mal só existiu até esse momento porque foi alimentado por isso que chamamos de bem. E, se agora esse mal é afastado, esse bem que é parte do mal parece triunfante. Vamos nos surpreender sendo apunhalados pelas costas, porque parte dos heróis são os que estão nos condenando à insegurança, levando armas e drogas para as favelas.


COMENTO

Muito bem, não se trata de visão apocalíptica, não mas sim de lógica, esse pessoal, que se encontra no poder, não tem interesse nenhum em resolver o problema da segurança pública no nosso país.

Veja bem, o próprio "rei" aconselhou um repórter a fazer psicanálise para se tratar da “doença do preconceito”, revelou ter dito de si certa vez algo que deveria levá-lo ao divã do terapeuta mais próximo. Não fosse a inconfidência, a sua grosseria com o jornalista Leonencio Nossa, baseado no Palácio do Planalto, mereceria ser largada no aterro onde se amontoam os incontáveis rompantes, bravatas e despautérios do mais prolixo, nocivo e estúpido desprepáro dos governantes brasileiros. As cenas são constrangedoras.

Infelizmente o encadeamento das coisas obriga a revolver as palavras do digamos "presidente", em consideração ao interesse público. Pobre povo brasileiro. Será que ainda não chegou a hora de mudar isso tudo, mandar esses governantes desqualificados e corruptos para seus repectivos lugares?
Aquele lugar que Danti Aligheri descreve muito bem.

Que o diga o PT do Maranhão, obrigado este ano a desistir da candidatura própria no Estado em favor da reeleição da governadora Roseana Sarney.

A luta continua e a vida segue e esses governantes corruptos vão continuar a fazer mais vítimas pelo país a fora. "Pobre da classe trabalhadora deste país”. Nunca Antes......

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MOLUSCO INSISTE NA FARSA DE QUE O MENSALÃO FOI TENTATIVA DE GOLPE

Por Leonencio Nossa, no Estadão.

A um mês de deixar o Planalto, o presidente Lula revelou ontem que, na crise do mensalão, em 2005, ameaçou o Congresso dizendo-se “a encarnação do povo”. Ele aproveitou um discurso de improviso durante visita ao canteiro de obras da usina hidrelétrica de Estreito para relatar encontros privados com o senador José Sarney (PMDB).

“Uma vez o Sarney foi conversar comigo e eu disse: Sarney, eu só quero que o senhor diga lá dentro (Congresso Nacional) o seguinte: Se eles (oposição) tentarem dar um passo além da institucionalidade, eles não sabem o que vai acontecer neste País”, relatou. “Este País teve presidente que foi embora, presidente que se matou ou foi cassado. Eles vão saber que eu sou diferente. Que não é o Lula que está na Presidência, mas a classe trabalhadora”.

Lula confidenciou que tinha “muita dúvida” se teria condições de governar o País. “Este País já tinha criado as condições para o Getúlio Vargas se matar, não deixar o Juscelino assumir e cassou o João Goulart. Eu falei: o que eles vão aprontar comigo? E eles tentaram em 2005. Só que eles não sabiam que este País, pela primeira vez, tinha eleito um presidente que era a encarnação do povo, lá em Brasília.”

E não é que os EUA estavam certos sobre o governo Lula!?

Por Jamil Chade, no Estadão:
Um governo permeado pela corrupção, defensor de posições polêmicas em relação ao Irã e com um profundo sentimento antiamericano. Essa era a percepção que a diplomacia americana mantinha sobre o governo Lula, de acordo com mensagens sigilosas trocada pelo embaixador no Brasil e o Departamento de Estado entre 2008 e 2009. As mensagens foram divulgadas ontem pela organização WikiLeaks.

Os documentos escancaram uma realidade de desconfiança mútua e uma acirrada disputa no interior do governo brasileiro sobre qual estratégia adotar em relação a Washington. Do lado americano, não se esconde a necessidade de contar com o Brasil como um estabilizador na América Latina, obrigando a Casa Branca a insistir em aprofundar a relação.

Isso não impediu, porém, que os diplomatas americanos fizessem avaliações duras sobre Lula, indicando uma gestão marcada pela corrupção entre seus “mais próximos aliados”, assolado pela “praga” da compra de votos e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil. A crítica é feita pelo ex-embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel. “O governo Lula tem sido afetado por uma grave crise política”, afirma o documento, citando “escândalos e tráfico de influência”.

“A principal preocupação popular - crime e segurança pública - não diminuiu durante sua administração (de Lula)”, informa um telegrama enviado ao Departamento de Estado. O documento, de 2008, insinua que o Bolsa-Família o ajudou se reeleger em 2006. “Lula foi eleito em 2002 em grande parte pela promessa de promover um agenda social ambiciosa, incluindo generosos pagamentos aos pobres. Diante da popularidade dessas medidas, ele foi reeleito em 2006″, completou. Um outro documento deixa clara a percepção americana sobre o Brasil: “Cooperação amistosa. Mas não uma forte amizade.”

Para Washington, a resistência vem diretamente do Itamaraty que “mantém uma tendência antiamericana”. “O governo de centro-esquerda tem evitado uma cooperação mais estreita em temas políticos e militares e tem nos mantido a uma certa distância dos temas de segurança.”

COMENTO

Muito bem, este simples e humilde escriba, desde do início do governo Lula, vem denunciando as bandidagens, falcatruas e as maracutais deste governo.

O que os EUA, somente agora vinheram descubrir, este blog já publicava há muito tempo.
E o Brasil ainda “passa humilhação” com Aerolula, diz presidente Molusco da Silva, ao defender o “Aerodilma” ou "Aerovana".

A luta continua, e a vida segue..... E a "Geopolítica", o narcotráfico e os sujos e abomináveis PETRALHAS continuarão a fazer cada dia mais vítimas, pelo país a fora. Quando é que, esses políticos vão pagar pelos seus delírios e seus crimes: de corrupção, formaçao de quadrilha, lavagem de dinheiro, apropiação do erário público iniqüidades administrativas, sapiências telúricas e peculato?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

UMA CÉLULA DOS TRAFICANTES DO RIO, INFILTRADA NO PAC DOS PETRALHAS

Muito bem, Traficantes mandaram trabalhadores do PAC fazer obras que os ajudaram a fugir, pelo jeito tem dedos sujos da petralhada nesse imgróglio facinoroso.

Uma das hipóteses é que a nociva e estúpida bandidagem tenha fugido do Complexo do Alemão pelas galerias pluviais. A reportagem do Jornal Nacional chegou a uma delas. Tijolos novos e cimento. Parece possível e incontestável. Na verdade esse tipo de crime, não é novidade, vindo dos petralhas pode se esperar todo tipo de maracutaia.

Na verdade, custo a crer, no entanto, as evidências, são muito claras. Um repórter da Globo afirmou que parte dessas galerias foi construída pelo pessoal do PAC sob as ordens dos… traficantes no complexo do Alemão!

A polícia não pisava no Alemão havia 25 meses! Em outubro do ano passado, a então "ministra" Dilma Vana Rousseff esteve no Alemão. A presença de autoridades foi devidamente negociada com o narcotráfico. Em 02/10/2009, o site do Ministério das Cidades informava, orgulhoso o seu estúpido feito:

Dilma e Fortes visitam obras do PAC no Complexo do Alemão.
O ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhados do governador em exercício do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do presidente da EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado), Ícaro Moreno Júnior, visitaram nesta sexta-feira (02) obras do PAC no Complexo do Alemão. O roteiro incluiu o Morro do Adeus, o Morro da Baiana, o terreno da antiga fábrica da Poesi (aproximadamente 80 mil m² destinados a equipamentos), o Centro Integrado de Assistência à Saúde (CIAS), obras do teleférico, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e as novas unidades habitacionais da Avenida Itaoca, 1833.
No início da visita, foi apresentado o andamento das obras, que começaram em março de 2008 e empregam hoje 2.400 funcionários. Destes, 80% são moradores do Complexo do Alemão. Para a ministra Dilma, “o Alemão está sendo transformado em um verdadeiro bairro, de dar inveja a muitos bairros de classe média”. Fortes lembrou que a parceria entre governos federal, estadual e municipal, em obras como essa, é fundamental para a melhoria nas condições de vida das pessoas.”

Perfeito! Já que a polícia não entrava no Complexo do Alemão, o narcotráfico e crime organizado, deu um jeitinho de fazer o PAC servir a seus criminosos propósitos.

Na verdade o PAC é muito mais abrangente, e serve para vários outros propósitos, não só para a bandidagem do Alemão, mas também para outros fins políticos eleitoreiros.

Nunca antes na história deste país, se viu tantos políticos envolvidos com o crime organizado, tergiversão, iniqüidades administrativas, sapiências telúricas e bandidagem Molusquiana.

FARC usarão PCC e aliados no Brasil para assumir narcovarejo nos morros do RJ se CV e ADA “caírem”

A “geopolítica” do narcotráfico e da bandidagem no Brasil pode sofrer profundas mudanças num curto e médio prazos. A bandidagem dos morros Cariocas deve se unir com FARC, com o propósito de ampliar seus negócios com drogas e armas vindo da Colombia.

E a luta continua a vida segue e os narcotraficantes e os políticos brasileiro continuarão a cada dia fazer mais vítimas pelo país a fora.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Beatles - Let It Be

The Beatles, in Hey Jude

A BANDEIRA!












Por Reinaldo Azevedo

Caetano Veloso não gosta muito do que escrevo — sabendo quem sou, e bem, me chama “Ronaldo Azevedo” (ver post abaixo). Entendo! Ele agora é o meu Zé Dirceu, que chama Diogo Mainardi de “Diego”… Ele não gosta, mas, vejam vocês!, não é que até me orgulho do que andei escrevendo aqui para vocês? Vejam bem essa imagem que vai aí no alto., de Rafael Andrade, da Folhapress. Viram?

Agora leiam isto:
“Como já escrevi aqui algumas vezes, apelando a certo simbolismo: é preciso subir o morro, arriar a bandeira do Comando Vermelho ou dos Amigos dos Amigos e hastear a Bandeira Nacional. Quem o fará?”

Escrevi isso no dia 27 de outubro do ano passado, repetindo o que afrimava havia uns 15 pelo menos. Sempre recorri à imagem da bandeira para enfatizar justamente o caráter de retomada do território. O link está aqui. Mas eu o reproduzo abaixo, para que vocês percebam a sua incrível atualidade. Em outubro do ano passado, fazia 13 meses que a Polícia não pisava no Complexo do Alemão! Ontem, portanto, quebrou-se um jejum de mais de dois anos. Por quê? Os motivos estão explicado abaixo. Leiam. Volto em seguida.

O BRASIL E AS RELAÇÕES COM “FB”, O PRESIDENTE DO COMPLEXO DA IDEOLOGIA ALEMÃ

Estivesse a infra-estrutura necessária já instalada, a Olimpíada que vai acontecer no Rio em 2016 poderia começar amanhã. Não acho que ela corra riscos - não por causa da segurança pública. Pensar, aliás, a questão apenas segundo essa perspectiva não deixa de ser uma rendição ao humanismo brucutu abraçado pelo lulo-petismo. Se os atletas ficassem confinados à Vila Olímpica ou fizessem passeios monitorados, em áreas previamente definidas, estaria tudo certo. É possível, aliás, viver no Rio de Janeiro - e em qualquer cidade - ignorando como e por que “aqueles povos” se matam. O risco não é a Olimpíada ser cancelada por causa da violência. O risco é ela acontecer apesar da violência. Explico.

É claro que é possível ocupar militarmente a cidade e garantir a segurança de que os atletas e o público precisam. Isso já foi feito em outros eventos, como no Pan, por exemplo. Encerrada a disputa, tudo voltou ao padrão anterior, só que pior. Pior porque a bandidagem percebe que não há, efetivamente, uma política de segurança pública que seja preventiva e que garanta o essencial no Rio - e em qualquer lugar tomado pelo narcotráfico: o ocupação do território. Como já escrevi aqui algumas vezes, apelando a certo simbolismo: é preciso subir o morro, arriar a bandeira do Comando Vermelho ou dos Amigos dos Amigos e hastear a Bandeira Nacional. Quem o fará?

Pior do que a ocupação oportunista da cidade, por razões que apelam ao puro marketing e só para mostrar ao mundo - o palco de Lula é o “planetinha”, né?, como ele chamou certa feita a Terra, num rasgo de intimidade com seus pares do Sistema Solar - seria um acordo com o narcotráfico, garantindo a “Pax” enquanto os jogos estivessem sendo disputados.

Isso seria inédito? Não! Porque está em curso exatamente agora. Há 13 meses a Polícia não sobe o Complexo do Alemão - que batizei de “Complexo da Ideologia Alemã”. A Polícia não subiu, mas Dilma esteve lá 15 dias antes de FB, o presidente daquele país, pôr em prática a Lei do Abate. Afinal, um país também é dono de seu espaço aéreo, não? E o mandatário daquela nação é o traficante FB. É ele quem manda prender, soltar, matar, abater objetos voadores que ocupem os seus céus e também é quem autoriza a entrada de representantes de países estrangeiros por ali. Quando uma autoridade do Brasil pretende fazer uma visita oficial a seu país, FB manda o seu chanceler negociar com o representante da nação estrangeira.

Mas isso, naturalmente, tem um preço. FB exige o fim das hostilidades do país visitante, não é? Afinal, trata-se da paz dos fortes. No Complexo da Ideologia Alemã, os “alemão” (que é como o narcotráfico chama a polícia) não entram. É uma das exigências para que se possam realizar por lá as obras do PAC, um presente generoso do mandatário do país vizinho.

Assim, vamos parar com essa bobagem de que a violência ameaça a realização da Olimpíada de 2016. A violência é uma tragédia que atinge o povo daqueles países estranhos dominados pelo Estado Geral do Narcotráfico. Eventualmente, os bandidos cruzam a fronteira e ameaçam também alguns brasileiros. Entenderam a natureza do jogo?

Voltei
Não venham, pois, os cretinos caetanear comigo, falar do que não sabem, acusar-me de estar contra a tomada dos morros. Uma ova! Cito a imagem da bandeira num texto do ano passado, mas eu a emprego há muitos anos. Quem armou a desordem nas ruas, na Vila Cruzeiro e, depois, no Complexo do Alemão, foi a junção de duas politicagens: a do governo federal, que se comportava no Alemão como governo estrangeiro, e a de Sérgio Cabral, que resolveu operar o milagre da segurança pública: a) botar “ordem” em alguns morros com as UPPs; b) desempregar mão-de-obra do tráfico, que agora pode ser feito, desde que com discrição, sem ameaça da polícia; c) não prender ninguém. Como a gente vê, deu tudo errado, embora o clima de pátria unida force a mão para dizer que deu tudo certo.

Sem essa! Eu sou um dos pioneiros da bandeira! Porque sempre achei que é uma questão de território, defendia a presença das Forças Armadas nessas operações. Minha outra sugestão era e é prender bandido. Até agora, convenham, o resultado é pífio nesse particular.

Vamos ver quantos serão os presos da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. Nas 13 favelas onde há hoje UPPs, eles tomaram chá de sumiço. Vai ver estão estudando Schopenhauer, que é coisa sabidamente difícil, que exige concentração — antes, ao menos, de Caetano Veloso fazer uma suma do pensamento do autor. Quem entende o que pensa Mangabeira Unger resolve Schopenhauer em dois acordes de violão e um trinado.


COMENTO

Muito bem, alguns artistas brasileiros, parece que não tem cerebro, Caetano, Gil, Chico e tantos outros, 'pensam com o nariz'.
Esses artistas poderiam usar suas popularidades para fazerem o bem e não ficar com idéias de revanchismo com pessoas que não fizeram nada com eles.

Enquanto eles ficarem defendendo esses governos corruptos que cometem verdadeiras atrocidades com a nação e com o povo, eles não passarão de simples artistas medíocres e fracassados.

Com um Tecido Social, totalmente esgarçado, silogismos, sapiência telúrica, iniqüidades administrativas e tergiversação, esse pessoal que se encontra no poder, vai continuar fazendo a cada dia mais vítimas, pelo país a fora. Seja no escala federal, estadual e municipal. NO CEARÁ, A FORTALEZA BELA, É UM EXEMPLO DE INIQÜIDADES ADMINISTRATIVAS E IMCOMPETÊNCIA, TANTO POR PARTE DO ESTADO COMO DO MUNICIPIO.

Mesmo ganhando muito mal e com um soldo muito abaixo do desejável, os militares e as FFAA, foram excelentes e mostraram para a nação brasileira e para os governantes, a sua importância para o país.

E por falar em governantes me lembrei de corrupção. O que é corrupção?
É a suprema perversão da vida de uma sociedade, é a subversão do valores legítimos, ela é o agente da ordem social, a negação da ética destruindo as instituições democráticas que, aviltam e desqualificam o ser humano em seus desvios éticos e morais.

domingo, 28 de novembro de 2010

RECIBO DO FRACASSO E DA INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA

Por Maria Lucia Barbosa

O Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil, sonho de turistas estrangeiros. E não faltam belezas naturais em todo Estado do Rio. No entanto, o que se vê nestes tristes dias é a explosão descomunal de um processo de violência vinculada ao narcotráfico, se bem que tiroteios, assaltos, assassinatos faz tempo atemorizam a população carioca.

Segundo consta, começou com Leonel Brizola o que hoje é o Estado paralelo do crime. Para se eleger, Brizola fez acordo com bicheiros e a polícia não podia subir os morros para não incomodá-los. Dos bicheiros aos narcotraficantes foi tramado o enredo tenebroso que se alastrou pelo tempo sustentado pela corrupção das autoridades, pela impunidade, pela indiferença social.

Se esse câncer social não é de agora, é preciso lembrar que Lula da Silva iniciou seu primeiro mandato prometendo que tudo iria mudar. Foram prometidos doze presídios de segurança máxima, mas só um foi construído em Cantanduvas – PR. Uma ideia megalomaníaca acenava com a regularização de todas as favelas do Brasil e, claro, nada foi feito nesse sentido. Alçado ao posto de redentor dos pobres, pela propaganda e pelo culto da personalidade, Lula da Silva vive se gabando que praticamente acabou com miséria no País. Mas, se o Brasil é um paraíso sem pobreza e desemprego, o que leva jovens favelados a se unirem aos narcotraficantes como única opção para uma breve e bestial vida?

Na verdade, a explosão do terrorismo nunca antes vista no Rio de Janeiro e nesse país é o recibo do fracasso dos governos Federal e Estadual na área da Segurança Pública. E quando os criminosos continuam a por fogo em ônibus e outros veículos, mesmo diante de todo aparato policial e do apoio das FFAA, o recado está dado para as autoridades: vocês não valem nada, somos nós que mandamos.

Dirá o governador Sérgio Cabral, eleito com espetacular votação, que as Unidades de Polícia Preventiva asseguraram a paz em algumas favelas cariocas e, que por isso, bandidos de lá fugiram para por fogo nas ruas. De fato, não deixa de ser interessante a presença da policia junto à população, mas as UPPs, que valeram votos para a candidata do presidente, não são suficientes. Há que ter no governo um sistema de inteligência capaz de rastrear com antecedência as manobras dos traficantes e das milícias, prisões sem trégua para retirar os marginais do meio social, juízes que não soltem os bandidos facilmente, ação constante de confisco de armas e drogas, uma polícia bem paga e bem armada que não dê trégua aos criminosos.

No tocante à remuneração dos policiais, o estabelecimento de um piso salarial nacional, projeto que tramita no Congresso, já foi detonado por Lula da Silva. Ele quer mesmo o trem-bala, desperdício não menos faraônico do que seria a construção de uma ONG em forma de pirâmide, que serviria unicamente para cultuar o presidente da República e facilitar seus negócios.

Sobre a ação da Polícia Militar e Civil, especialmente do Bope, é justo louvar a coragem e o heroísmo dos policiais que arriscam suas vidas numa guerra sem fim. E se a magnitude da violência ultrapassou a violência cotidiana e demandou o apoio das FFAA, esse apoio devia ser habitual para que não se chegasse ao que se presencia agora. Portanto, apesar dos discursos e poses de autoridades federais e estaduais para TVs é lógico afirmar que governos fracassaram redondamente quanto à Segurança da população. Relembre-se que, se o problema é mais acentuado no Rio, existe em todo país.

Não basta, então, dizer que os acontecimentos derivam da fuga de bandidos das favelas por causa das UPPs. O problema é muito mais profundo e estrutural. Seria também necessário maior controle das fronteiras por onde entram drogas e armas, especialmente na Tríplice Fronteira e nas fronteiras com a Colômbia e a Bolívia.

No tocante às sanguinárias Farc, é conhecido seu intercâmbio com traficantes brasileiros, mas, lamentavelmente, o presidente Lula da Silva recusou o pedido do então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para classificar as Farc como terroristas. Além disso, existe liderança das Farc morando no Brasil com o privilégio de ter sua mulher nomeada para cargo governamental. Sem falar que altas autoridades do governo Lula, que continuarão no governo Rousseff, frequentam o Foro de São Paulo onde se reúnem as esquerdas latino-americanas, incluindo, as Farc, das quais são muito amigas.

Resumindo, o espetáculo da guerra do tráfico no Rio de Janeiro é o retrato do final de oito anos do governo Lula que passa recibo do fracasso na Segurança Pública. É também um dos aspectos da herança maldita que Dilma Rousseff vai receber. Outras maldições continuarão na Saúde, na Educação, na infraestrutura, na gastança, na dívida pública, no descontrole da inflação que o reconduzido ministro Mantega quer camuflar. O povo quis. O povo terá.

COMENTO

Muito bem, essa onda de popularidade dos governantes na América Latina, parece que está com os dias contados, visto que, eles já perceberam que o caminho, não é bem do jeito que eles achavam.

Governantes não precisam ser populares, o que eles tem que ser: bons administradores.
E isso basta, essa onda de querer ser popular para se perpetuar no poder, já era. O governante terá que ser correto, honesto e não cometer crimes, o que não é bem o caso por aqui. Acho que já chegou a hora de ações mais ortodóxas e radicais, principalmente com essa facção dos sindicalistas do ABC, que pretende se perpetuar no poder da República por aqui.