sexta-feira, 28 de outubro de 2011

“Que país queremos ser?”

Por Cardoso Lira

O jornal britânico “The Guardian” desta quinta traz uma reportagem de Tom Phillips sobre a corrupção no Brasil, os esforços para banir os corruptos do serviço público, o trabalho da imprensa e a mobilização da sociedade contra os malfeitores. Na verdade, trata-se de uma reportagem sobre a importância que a revista VEJA tem nesse processo de depuração e de aprimoramento da democracia. A íntegra está aqui. O jornal entrevistou Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da revista e diretor editorial do “Grupo Veja”.

Segue uma tradução da reportagem, publicada pela VEJA Online:

De sua sala na redação instalada no 19º andar, Eurípedes Alcântara desfruta de uma vista espetacular do “novo Brasil”. Helicópteros atravessam o céu, carros novos abrem caminho pela cidade, arranha-céus e shoppings de luxo brotam no cenário urbano.

Mas Alcântara, um dos jornalistas mais poderosos do país, também não perde de vista o Brasil velho. Um país de negociatas, rinhas e corrupção endêmica que custam bilhões a cada ano e continuam a retardar a ascensão desse gigante sul-americano.

Como diretor de redação da influente e polarizadora revista VEJA, Alcântara acredita que é sua tarefa por um fim à baixaria. “É um choque de civilizações. Que tipo de país queremos ser?”, diz ele.

“A maioria das pessoas joga segundo as regras, trabalha de sol a sol e paga os impostos em dia. Mas há um grupo que vive se locupletando do estado, fazendo negócios com aqueles que têm as chaves do cofre. Combater a corrupção é nossa missão.”

O ano de 2011 vai entrar para a história brasileira como aquele em que Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente, subiu ao poder. Mas talvez ele também seja lembrado como aquele em que a frustração com a corrupção política sem peias finalmente transbordou.

Desde que Rousseff assumiu, em Janeiro, cinco ministros caíram por causa de escândalos éticos ou de corrupção - sendo o último deles Orlando Silva, ministro do Esporte que se demitiu na última quarta-feira, depois de VEJA denunciar seu envolvimento numa tramoia de 14 milhões de libras.

Protestos em todo o país, ainda que tímidos se comparados com os do Chile ou do Oriente Médio, levaram milhares às ruas, exigindo um fim à pilhagem do dinheiro público

Com a palavra corrupção na boca de todos, a imprensa brasileira desempenhou um papel fundamental na descoberta de malfeitos de alguns dos políticos mais poderosos do país. Em junho, o poderoso ministro da Casa Civil de Rousseff, Antonio Palocci, se viu obrigado a renunciar depois que o jornal Folha de S. Paulo revelou que sua fortuna pessoal havia se multiplicado por 20 em apenas quatro anos.

Três meses mais tarde, o mesmo jornal ajudou a destronar o ministro do Turismo Pedro Novais, que já havia sido acusado de usar dinheiro público para bancar uma farra em um motel chamado The Caribbean. A conta de Novais no motel - onde quartos equipados com piscinas, saunas e camas redondas custam 35 libras por três horas - ficou em 767 libras.

Reportagens de VEJA, enquanto isso, derrubaram o ministro da Agricultura Wagner Rossi, acusado de malversar dinheiro público, o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento - com o relato de um esquema de propinas em sua pasta - e o ministro do Esporte nesta semana.

“Os políticos dizem: ‘Quando recebo um telefonema de VEJA é sinal que a minha vida vai piorar’”, diz Alcântara com um sorriso logo interrompido. “Mas isso não me dá prazer… Não vejo isso como uma vitória.”

“Não se trata de uma campanha… mas é uma obsessão”, acrescentou o editor de 55 anos, cuja revista mais recente trouxe na capa a manchete Dez Motivos Para se Indignar com a Corrupção. A reportagem observa que os 85 bilhões de reais de dinheiro público surrupiados a cada ano poderiam erradicar a pobreza, construir 1,5 milhão de casas - ou comprar 18 milhões de bolsas de grife.

Alcântara - cuja revista tem circulação de 1,2 milhão de exemplares e algo entre 6 e 10 milhões de leitores - admite que a maioria dos furos de VEJA sobre corrupção tem origem em “dicas” de pessoas que, com frequência, estão elas mesmas implicadas no submundo da política brasileira.

“Não temos uma Delta Force. Temos antenas”, ele disse, referindo-se às redações da revista em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a capitas do país, onde um total de 78 repórteres devem manter seus olhos e ouvidos atentos a sinais de negociatas, estejam cobrindo ciências, transportes ou arte.

Separar a política de VEJA de sua cruzada anticorrupção é uma tarefa complexa.

A revista é detestada pela esquerda brasileira, que afirma que ela tem um viés inerentemente contrário ao PT, que está no poder, e seus aliados, prestando atenção excessiva aos pecadilhos dos políticos dessas agremiações, enquanto ignora os deslizes de seus amigos.

Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente brasileiro de origem operária, teve um relacionamento particularmente turbulento com a revista em seus oito anos de mandato. “Vamos ser francos, alguns jornalistas dE VEJA merecem um Nobel por irresponsabilidade”, disse Lula em 2006, depois de uma reportagem afirmar que ele e seus aliados tinham contas secretas em paraísos fiscais. “VEJA não publica acusações. Ela publica mentiras.”

Alcântara reserva termos mais simpáticos para Rousseff, a sucessora de Lula, que deu início ao que se tem chamado de “faxina”, demitindo seis ministros em dez meses no poder.

“Parece-me que ela é muito mais intolerante com a corrupção do que Lula”, diz ele. “Dilma, nas palavras e nos atos, mostrou muito menos tolerância e muito mais compreensão da desgraça que é a corrupção nesta país. Existe agora uma percepção muito forte, e creio que aqui podemos incluir a presidente, de que esse tipo de extorsão é inaceitável.”

A reação de Rousseff à corrupção e a cobertura constante da imprensa fomentou uma série de protestos pelo Brasil.

“Como pode um país tão rico e grande ter níveis semelhantes de pobreza? Uma das explicações, sem dúvida, é a corrupção endêmica e histórica”, disse Antônio Carlos Costa, diretor da ong antiviolência Rio de Paz, em um evento recente que reuniu 2500 pessoas.

“Falamos de algo que atravessa todas as esferas de poder. Vai dos narcotraficantes ao Congresso. Polui tudo, solapa nossas relações. Só é possível combater esse problema com dedicação e perseverança.”

Natalia Lebeis, 23 anos, também se uniu ao protesto - vestida de palhaço.

“Dizem que os brasileiros só saem às ruas para assistir ao futebol ou ao carnaval”, diz ela. “Nós somos a voz da nação. Chegou a hora de as pessoas mostrarem seu rosto e protestarem contra a corrupção e a impunidade.”

Alcântara, que já foi correspondente em Nova York e acaba de assinar uma entrevista de três páginas com o cantor Neil Youg, lembrou-se de Paul McCartney para capturar seu sentimento sobre as chances da guerra contra a corrupção ser vencida no Brasil.

“É um cabo-de-guerra”, disse ele, referindo-se à canção de 1982 do ex-Beatle. “Um cabo-de-guerra entre aqueles que desejam nos arrastar de volta para o século XIX e aqueles que tentam nos levar ao século XXI. Sou um otimista - acredito que o século XXI vai vencer.”

Comento

Infelizmente o povo brasileiro ainda não acordou desta inércia profunda; quando a maioria das pessoas tiverem conciência política, jamais irão colocar no poder, políticos tão corruptos e abomináveis como estes, que hoje se encontram no poder da República, com o propósito de se locupletarem do erário público ou ainda enriquecer ilicitamente. Como a nossa República pode conviver com tanta corrupção, tantos bandidos e malfazejos?
Pessoas que deveriam dar exemplo, são as primeiras a cometer crimes hediondos, são pessoas sem ética, sem moral e sem escrúpulos.



Depois dos malfeitos e dos crimes que derrubaram seis ministros por corrupção e bandidagem Dilma resolve obedecer a lei.

Abalado com a sucessão de escândalos que já causou o afastamento de seis ministros em menos de um ano, o corrupto governo federal resolveu adotar um conjunto de medidas para fechar os ralos da corrupção e desvio de dinheiro público por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs) e impedir a indicação de políticos fichas sujas como ministros e altos dirigentes públicos.

A informação foi dada hoje pelo ministro chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage. A ideia, segundo Hage, é reproduzir nas nomeações do poder Executivo a lei da ficha limpa, que veta candidaturas a cargos eletivos de políticos processados ou condenados judicialmente. Daqui por diante, os próprios ministros terão de assinar os convênios de sua Pasta e não mais delegar a gestores e secretários. Os convênios só poderão ser firmados com ONGs idôneas e com experiência mínima de três anos na área, escolhidas mediante chamamento público.

As ratazanas sujas e vermelhas, que povoam os becos mais imundos do Distrito Federal, estão sempre buscando um meio de roubar o erário público. Ainda bem que temos alguns meios de comunicação atentos, as safadezas desta máquina de crimes que se encontra no poder da república.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SAI UM CORRUPTO E ENTRA OUTRO MUITO PIOR

Por Cardoso Lira

"O aviltamento do Marxismo pelos oportunistas corruptos, que estão no poder, nestas premissas, nenhum farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da história".(Cardoso Lira).

‎"Nobreza de quem concede, lealdade, glória, honra e continência a quem merece receber". (Cardoso Lira)

"A CORRUPÇÃO É A SUPREMA PERVERSÃO DA VIDA DE UMA SOCIEDADE, É UMA ESTUPIDEZ, A SUBVERSÃO DOS VALORES LEGÍTIMOS, ELA É O AGENTE DA DESORDEM SOCIAL A NEGAÇÃO DA ÉTICA E A DESTRUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS". (Cardoso Lira)



Na VEJA Online:

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), anunciou nesta quinta-feira, como uma de suas primeiras medidas concretas à frente do posto, a suspensão dos convênios com organizações não-governamentais (ONGs). Os contratos com essas entidades culminaram na queda do antecessor de Rebelo, Orlando Silva, que deixou o cargo nesta quarta-feira após revelações, feitas por VEJA, de envolvimento em um esquema de corrupção.
(…)
Meia-entrada
O novo ministro afirmou também que, pessoalmente, é favorável à meia-entrada para estudantes nos jogos da Copa do Mundo de 2014, mas ressaltou que vai defender o posicionamento do governo sobre o assunto a partir de agora. A Lei Geral da Copa, enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional, prevê meia entrada para idosos e não para estudantes, pois não há legislação federal sobre o assunto. O tema ainda está em discussão no Congresso e colocou o governo e a Fifa em lados opostos.

“Como ministro do Esporte, eu tenho compromisso com o governo. Fui presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), fui líder estudantil e uma das minhas bandeiras sempre foi a defesa da meia-entrada”, disse Aldo Rebelo. “Esse é um direito que consta na legislação brasileira, não estou discutindo as atribuições da Fifa”. O novo ministro disse que não tem a responsabilidade de rever a lei da Copa, porque essa é uma atribuição da Câmara dos Deputados.

Fifa
A Fifa trava uma verdadeira quebra de braço com o governo brasileiro por defender valor único para os bilhetes dos jogos da Copa e exigir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que é proibido de acordo com a legislação brasileira. O órgão chegou a “demitir” Orlando Silva antes mesmos de Dilma Rousseff anunciar sua exoneração do comando do Ministério do Esporte.

Sobre a relação que terá com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidida por Ricardo Teixeira, o ministro disse é preciso haver “cooperação” e “independência” entre os órgãos. “São dois entes distintos: um público, com a responsabilidade diante da população e o outro ente, que é privado, rege e se orienta com interesses objetivos que nem sempre coincidem com os interesses do governo”.

COMENTO

Nunca antes na história deste país, a nossa república tupiniquim, esteve tão mal representada, esses ministros do (PCdoB), tanto o que entra como o que sai, são abomináveis.
Esse tal Aldo Rebelo, já foi até ministro das relações institucionais no governo do abominável Molusco e foi uma negação.

Tanto o PT quanto as outras facções criminosas que o apoia, trazem em si o DNA da corrupção, da bandidagem e do crime organizado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Empresa do pré-sal existe apenas no papel

Por Cardoso Lira

"O aviltamento do Marxismo pelos oportunistas corruptos, que estão no poder, nestas premissas, nenhum farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da história".(Cardoso Lira).

‎"Nobreza de quem concede, lealdade, glória, honra e continência a quem merece receber". (Cardoso Lira)

"A CORRUPÇÃO É A SUPREMA PERVERSÃO DA VIDA DE UMA SOCIEDADE, É UMA ESTUPIDEZ, A SUBVERSÃO DOS VALORES LEGÍTIMOS, ELA É O AGENTE DA DESORDEM SOCIAL A NEGAÇÃO DA ÉTICA E A DESTRUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS". (Cardoso Lira)


Por Leila Coimbra, na Folha:

A última estatal criada pelo governo Lula, a PPSA (Pré-sal Petróleo S.A), desenhada para gerir os futuros contratos de petróleo, ainda não saiu do papel. Ela foi criada em 2 de agosto de 2010, mas na prática não existe. Falta um decreto presidencial estabelecendo seu estatuto e toda a sua estrutura, como o número de empregados que terá e quanto custará para se manter. Considerada “prioritária” pelo governo Lula, a PPSA divide opiniões desde o anúncio da sua criação. Dentro da gestão Dilma há quem ache que a nova estatal não é prioritária e vai absorver funções que já são exercidas pela Petrobras e pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Chamada de Petrosal no início, a companhia teve de mudar o nome porque o anterior já estava registrado. A explicação pela demora da criação da PPSA, segundo fontes do governo, é que o Ministério de Minas e Energia aguarda primeiro a aprovação do projeto de lei que determina como será feita a divisão dos royalties oriundos da exploração do petróleo entre os entes da Federação. O assunto royalties tornou-se um grande problema político no governo e ainda não está solucionado. Enquanto a lei não for sancionada, não há como constituir a nova estatal, realizar a licitação dos primeiros blocos do pré-sal explorados sob o regime de partilha e tampouco criar o fundo social, disse fonte do governo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO

Por Cardoso Lira

"O aviltamento do Marxismo pelos oportunistas corruptos, que estão no poder, nestas premissas, nenhum farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da história".(Cardoso Lira).

‎"Nobreza de quem concede, lealdade, glória, honra e continência a quem merece receber". (Cardoso Lira)

Outro programa para desviar recursos públicos, do Ministério do Esporte depositou R$ 1,3 milhão em contas de fantasmas.


Por Leandro Cólon, no Estadão:

Dezenas de cheques de um convênio do Ministério do Esporte mostram que o descontrole no uso do dinheiro público não atinge só o programa Segundo Tempo. Pelo menos R$ 1,3 milhão do ministério foi parar no ano passado na conta de empresas fantasmas ou sem relação com o produto vendido para o programa Pintando a Cidadania.

Há cheques, por exemplo, de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa destinatária dos cheques disse ao Estado que desconhece o que foi vendido, alegando ter “arranjado” a nota fiscal para um amigo receber dinheiro do ministério.

No dia 31 de dezembro de 2009, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, assinou convênio de R$ 2 milhões com o Instituto Pró-Ação, com sede em Brasília. Ex-presidente da UNE e filiado ao PC do B, Wadson é homem de confiança do ministro Orlando Silva e assinou, nos últimos anos, boa parte dos convênios sob suspeita. Segundo o Portal da Transparência, o convênio com a Pró-Ação foi encerrado em abril deste ano e está em fase de prestação de contas.

O Pintando a Cidadania atua em parceria com outros projetos do ministério. para “fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes”.

O contrato com o Pró-Ação menciona uma conta corrente em nome do convênio. No dia 26 de abril de 2010, o instituto repassou um cheque dessa conta no valor de R$ 311.346,05 para a empresa Automatec Tecnologia e Serviços, registrada na cidade de Valparaíso de Goiás como uma loja de motos, a “Oliveira Motos”. Segundo a nota fiscal emitida, o dinheiro do Esporte pagou “tecidos, algodão e tinta”. Em entrevista ao Estado, Marcos Oliveira, dono da Automatec, disse desconhecer o Pró-Ação: “Não conheço a ONG. Eu arranjei o nome da empresa para um amigo, a gente joga bola junto”.

Comento

É notório e gritante a farra destes bandidos e criminosos com o erário público.
Agora cabe as autoridades do nosso país, tomar providência para conter essa máquina de corrupção que se encontra no poder, locupletando-se do nosso suado dinheiro. Nossa carga de impostos é a mais alta do planeta terra. Precisamos conter esses petralhas corruptos e malditos!

"O futuro cobrará justiça, daqueles que tentaram falsificar a própria história"(Cardoso Lira)

domingo, 23 de outubro de 2011

PARNASIANISMO

Por Cardoso Lira

O Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, mais especificamente em Paris, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura européia, chegando ao Brasil. Esta excelente escola literária, foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo.

Também chamado de "movimento Parnaso", o parnasianismo com suas raizes na Europa, deriva do termo "Parnaso", que na mitologia grega era o monte do deus Apólo e das musas da poesia. Na França, os poetas parnasianos que mais se destacaram foram: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia.

Características do Parnasianismo

- Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;

- Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;

- Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em sí e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;

- O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;

- Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;

- Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;

- Preferência pelos sonetos;

- Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;

- Uso e valorização da descrição das cenas e objetos.

Parnasianismo no Brasil

No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922).

Os principais representantes do parnasianismo brasileiro foram:

- Alberto de Oliveira. Obras principais: Meridionais (1884), Versos e Rimas (1895), Poesias (1900), Céu, Terra e Mar (1914), O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916).

- Raimundo Correia. Obras principais: Primeiros Sonhos (1879), Sinfonias(1883), Versos e Versões(1887), Aleluias(1891), Poesias(1898).

- Olavo Bilac. Obras principais: Poesias (1888), Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906), Dicionário de rimas (1913), Tratado de versificação (1910), Ironia e piedade, crônicas (1916), Tarde (1919).

- Francisca Júlia. Obras principais: Mármores (1895), Livro da Infância (1899), Esfínges (1903), Alma Infantil (1912).

- Vicente de Carvalho. Obras principais: Ardentias (1885), Relicário (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções, (1908), Versos da mocidade (1909), Páginas soltas (1911), A voz dos sinos, (1916).

* Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia formaram a chamada "Tríade Parnasiana".

sábado, 22 de outubro de 2011

Lula manda recado ao PCdoB: “Vocês e o ministro têm de resistir”

Por Cardoso Lira


"A CORRUPÇÃO É A SUPREMA PERVERSÃO DA VIDA DE UMA SOCIEDADE, É UMA ESTUPIDEZ, A SUBVERSÃO DOS VALORES LEGÍTIMOS, ELA É O AGENTE DA DESORDEM SOCIAL A NEGAÇÃO DA ÉTICA E A DESTRUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS". (Cardoso Lira)


Por Marcelo Rmígio, no Globo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira a Orlando Silva e ao PCdoB para que resistissem às pressões e não entregassem o Ministério do Esporte. No fim do dia, Lula, que trabalhou ativamente nos bastidores pela permanência de Orlando no governo , ligou para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e reafirmou que o momento era de resistência. Após a conversa por telefone com Lula no início da noite, Rabelo abriu a 17ª Conferência Estadual do partido no Rio e destacou que o crescimento da pasta comandada por seu partido despertou a cobiça de vários setores. O evento se transformou em um ato de desagravo a Orlando Silva e reuniu parlamentares do PCdoB, inclusive de outros estados, e lideranças fluminenses de outros partidos da base de apoio do governo da presidente Dilma Rousseff, entre eles o PT, o PMDB e o PSB. Nas faixas espalhadas pelo auditório onde ocorreu a reunião, em um hotel no Centro do Rio, foram escritas frases de apoio ao ministro e ao partido e ataques à mídia.

“Acabei de receber uma ligação telefônica do nosso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizando com nosso partido e com o nosso ministro Orlando Silva. Ele disse: ‘Vocês têm que resistir, o ministro tem que resistir’. E devemos. A história de nosso partido é a resistência. Nós temos que ter confiança na presidente Dilma Rousseff. Hoje nós temos uma relação de respeito mútuo com ela - afirmou Rabelo para uma plateia de cerca de 500 pessoas, entre filiados, militantes e representantes de 76 diretórios do PCdoB no estado do Rio.

Comento

Muito bem ali pelas cercanias do palácio do planalto, nos becos mais escuros de Brasília e da podridão do poder, muitos outros crimes, em breve vão vir à tona, e vai continuar tudo do mesmo jeito; sem punição e sem a devolução do que foi roubado, para os cofres públicos. Até quando o povo brasileiro vai conviver com tanta corrupção? Será que não chegou a hora de dar um basta e tanta roubalheira?
Será que não chegou a hora de fazer com esses governantes corruptos, esses criminosos que estão no poder da República, o mesmo que foi feito com o ditador corrupto Kadafi? Vamos começar a pensar nesta possibilidade.

A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra como os corruptos assessores e diretos do ministro Orlando Silva favoreceram João Dias usando um expediente fraudulento. Em 2 de abril de 2008, o ministério havia encaminhado à Polícia Militar um ofício mostrando irregularidades cometidas por entidades controladas por Dias. Mas o delator do esquema foi até o ministério e cobrou uma mudança de posição. Aí deu certo. E cinco dias depois, o Esporte pediu à Polícia Militar que desconsiderasse o primeiro ofício.

É isso aí, todos que de alguma forma, tenham algum tipo de ligação: direta ou indireta com esta facção nociva e criminosa o (PARTIDO DOS TRAMBIQUEIROS), pagará muito caro por isso.

"O futuro cobrará justiça daqueles que tentaram falsificar a própria história".(Cardoso Lira)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ESQUIMÓS E LARÁPIOS!

Muito bem, dizem que os esquimós têm 32 diferentes palavras para descrever a neve, elemento onipresente em suas vidas. Não sei quantas temos, no Brasil, para falar de desonestidade, mas para início de conversa além de ladrão e corrupto, me ocorrem meliante, gandaia, bandalheira, larápio, picareta, usurpador, maracutaia, batedor de carteira, gatuno, trambicagem, safadeza, bandido, malandro, canalha e petralha.

Curiosidades etimológicas à parte, isso certamente confirma que a questão vem de longe, e que não por acaso permeia a vida e a língua que hoje une mais de 180 milhões de brasileiros.

É evidente que a desonestidade não é um fenômeno nativo nem recente. Existe desde que os homens desenvolveram o conceito da honestidade e seu oposto e se encontra em todas as culturas e línguas desde o início da civilização, inclusive nas leis e religiões que há tantos milênios visam a reprimi-la e puni-la.

É aí que fico fascinado com o que me parece ser uma das principais e mais urgentes questões da nossa vida pública: a impunidade. Pois, se é verdade que na vida real somos todos permanentemente tentados a cometer uma ou outra desonestidade, é também verdade que a grande maioria consegue resistir às tentações correspondentes por uma mistura de ensinamentos, princípios éticos ou religiosos e certamente receio de alguma punição por exemplo.

Como múltiplas reportagens de VEJA e tantos outros veículos vêm mostrando ao longo do tempo, o que diferencia o Brasil dos países mais avançados e desenvolvidos do planeta não é o número de casos em que nossos governantes desviam recursos públicos ou se aproveitam de seu cargo para usurpar e obter vantagens ilícitas. Isso, infelizmente, parece ser uma constante planetária. O que varia muito de um país para outro é o que acontece aos transgressores quando descobertos. É o que lhes acontece em seguida. Com os abomináveis, corruptos e nocivos petralhas acho que eles não vão ficar impunes por muito tempo. Acho que, com o apogeu da era de aquários isso terá um fim e os monstros petralhas deverão voltar para seus habitat natural o INFERNO. Lugar de onde eles nunca deveriam ter saído. Principalmente o monstro batráqüio e Orlando Silva, que atualmente são os piores monstros encarnados no planeta terra.

A progressiva é muito bem-vinda, principalmente com essa institucionalização do país vem resultando em crescente número de investigações e denúncias nessa frente por parte da Polícia Federal molusquiana, do Ministério Público e da grande imprensa. Mas o que vem acontecendo em seguida? As ações entre amigos no âmbito legislativo, o corporativismo, o nosso tortuoso e desmantelado sistema jurídico e os intermináveis recursos de muitos competentes e bem remunerados advogados pilantras que vêm se juntando para frustrar praticamente todas as tentativas de punir os governantes ladrões e mal carateres que, em todos os níveis da vida pública nacional, abusam da sua autoridade, traindo a confiança dos seus eleitores, desviando recursos públicos e se locupletando impunimente. (OS PETRALHAS SÃO MESTRES NESSA ARTE).

Sei que é virtualmente impossível esperar que todos os nossos prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e outros dirigentes políticos sejam íntegros e dedicados apenas à boa gestão da coisa pública e ao bem comum. E é exatamente por isso que urge acelerar as mudanças indispensáveis para garantir que todos os que violarem a lei sejam não apenas julgados e condenados, mas quando assim for determinado, que também passem a cumprir sua pena na prisão. Pois um bom sinônimo de desonesto é indigno. E servidor do povo indigno não pode e não deve escapar incólume. Meu sonho é ver todos esses monstros petralhas atrás das grades.

Quando vamos vê cada esses monstros corruptos atrás das grades, quando vamos poder finalmente festejar o fim da impunidade que tantos males tem trazido ao nosso país, ao povo brasileiro, principalmente os militares e as Forças Armadas.

Monstros sociopatas como molusco e Orlando Silva e sua corjas de petistas, safados e ladrões sem escrúpulos vão pagar muito caro pelo que estão fazendo com o Brasil, com os militares e com as FFAA.

Os últimos movimentos organizados pela internet em nosso país, mostra que o povo está começando a tirar essa venda terrível dos olhos e percebendo o tamanho da ganância dos larápios petralhas, seres abomináveis e decaídos, elementos do mal, que só pensam em corrupções, maracutaias e safadezas.

Vejam que coisa feia, o ministro dos esportes, por várias vezes envolvido em corrupção, bandidagem, safadeza e todo tipo de maracutaia.
Se não houver justiça dos homens haverá justiça de Deus, para fazer esses malignos e malfasejos petralhas pagarem por todas as atrocidades cometidas contra a nação brasileira e povo.

"O futuro cobrará justiça, daqueles que tentaram falsificar a própria história"
(Cardoso Lira)

Postado pelo Lobo do Mar