segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cúpula de lobistas, juízes e políticos têm dossiês sobre patrimônio de R$ 700 milhões, conseguidos com o "Lupanar" da família Molusco da Silva

Por Cardoso Lira

"O Aviltamento do Marxismo pelos oportunistas  corruptos  e bandidos, que estão no poder da República.  Nesta    premissa nenhum político, corrupto e farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da história".

Por Jorge Serrão

A família de Lula da Silva teria um patrimônio de mais de R$ 700 milhões em imóveis, participações acionárias em empresas, além de investimentos em títulos públicos brasileiros e papéis do tesouro de países europeus, principalmente da França, em cujos bancos os Silva teriam três caixas de segurança para depósitos.

Tais informações sobre a polpuda fortuna de Lula e seus familiares circulam, abertamente, entre conversas dos principais lobistas do eixo Brasília-RJ-SP. A cúpula do Judiciário, as principais figuras do Ministério Público Federal e muitos senadores e deputados já teriam os famosos dossiês contendo esses mesmos dados.

Por isso, transforma-se em ação de alto risco político qualquer tentativa de investigação rigorosa sobre escândalos envolvendo pessoas próximas a Lula – como foi o caso do Mensalão e agora é o caso da Operação Porto Seguro. Na avaliação de lobistas, políticos e da elite do Judiciário todos os caminhos investigados levam a Lula. E o tamanho do patrimônio de sua família não tem mais como ficar escondido – se for alvo de uma ação pente fino, absolutamente dentro da lei.

No País da impunidade, no qual a corrupção opera com ares de normalidade nas relações público-privadas, a sorte de Lula é que ele não está sozinho na impossível ocultação de uma riqueza ostentada. Pelo menos 40 senadores têm patrimônio acima de R$ 1 bilhão – a maioria totalmente incompatível com o salário e a atividade pública e privada do dia-a-dia. A situação é idêntica no chamado “alto clero” da Câmara.

Qualquer apuração oficial que tente relacionar patrimônio com corrupção recebe, nos bastidores, uma mafiosa pressão oculta e contrária de senadores, deputados e empresários (com quem fazem negócios). A impunidade acaba premiada e generalizada por causa da Justiça lenta e da falta de condições políticas e técnicas para uma livre atuação de órgãos públicos (como a Polícia Federal, Receita Federal, COAF e Banco Central).

Assim, o Ministério Público dificilmente tem provas objetivas na hora de oferecer as denúncias. Condenações só acontecem quando o Judiciário aplica o chamado “rigor seletivo”, apelando para teorias como a do “domínio do fato”, que ficou famosa depois de empregada no julgamento dos réus do Mensalão. E as punições só se tornam viáveis quando existe uma grande pressão das conhecidas “forças ocultas” transnacionais – geralmente contrariada ou muito prejudicada em negócios pelos esquemas de corrupção política.

A maior preocupação de Lula é que ele se transformou em alvo de poderosos inimigos externos. Ele hoje sofre duros ataques, chantagens e espionagens ilegais financiadas pelos mesmos sujeitos que o colocaram no poder e, por extensão, ajudaram a construir o belo patrimônio de sua família. A Oligarquia Transnacional que controla de fato o Brasil já descarta o PT e seus líderes.

Por isso, a previsão é de troca de marionetes para a eleição presidencial de 2014. Tudo tende a ficar do jeito parecido – com os esquemas de corrupção funcionando para impedir que o Brasil cresça e se desenvolva -, porém com personagens “renovados” na cúpula do poder. Lula e seus aliados se transformaram em objetos descartáveis. O negócio é esperar para ver como acontecerá o descarte...

Releia o artigo: O encenador Lula vai se blindar como senador?


Sumido
Implicado nas investigações da Operação Porto Seguro, o ex-senador Gilberto Miranda teria se mandado do Brasil para a Europa – provavelmente a Espanha.

Ele já não é mais visto – como fazia diariamente – jogando tênis no seleto Clube Harmonia, em São Paulo.

Estranhamente, suas três mansões nos Jardins foram esvaziadas e – pelo menos em duas delas – foram colocadas (e depois rapidamente retiradas) placas de “aluga-se”.

Culpado
Nos bastidores, intrigantes inimigos de Miranda fofocam que ele resolveu tirar o time porque perdeu a sustentação de seu melhor, maior e mais poderoso amigo e ex-parceiro de negócios.

Segundo a intriga, Miranda teria recorrido ao semideus José Sarney, pedindo socorro.

Só que o presidente de saideira do Senado teria lhe dito que nada tinha a ver com tantos problemas e que não poderia ajudá-lo desta vez...

Terminologia fina da corrupção
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal constataram que os esquemas de corrupção no Brasil tem algum toque de primeira classe.

Conversas captadas na Operação Porto Seguro revelam que os principaius envolvidos usavam o nome de um famoso docinho francês como senha da taxa de pedágio para negociatas.

Petit fois é o termo usado para designar o percentual de 10% a 15% sobre o valor final dos investimentos que alguma empresa deveria depositar em bancos franceses, se quisesse fechar negócios aqui no Brasil.
Tirando da reta
Do governador petista Tarso Genro, em entrevista ao jornal O Globo, tirando o dele da reta diante do tsunami de denúncias que tende a arrasar a cúpula do PT:

“Integro uma corrente de opinião no PT que é minoritária, tem em torno de 40% dos delegados, a Mensagem ao Partido. Ela entende que o partido precisa passar por uma profunda renovação, e essa renovação passa pelos métodos da direção; pelas relações do partido com os governos; por novos métodos de participação da base, por meio de métodos tecnológicos; e por uma avaliação muito mais profunda do que foi feito até agora sobre o que ocorreu nesta Ação Penal 470. Uma coisa é você avaliar, como eu avaliei, que teve de se inventar uma tese de domínio funcional dos fatos para condenar lideranças do partido. Outra coisa é você compreender que, tendo ocorrido ilícitos penais ou não, os métodos de composição de maiorias e de formação de alianças que nós utilizamos foram os mesmos métodos tradicionais que os partidos que nós criticávamos adotavam. É uma total necessidade você aprender a superar esses métodos. Esta é a grande questão que temos que trabalhar: qual é o sistema de alianças que nos dá uma capacidade de governar dentro da ordem democrática sem utilizar esses métodos tradicionais que herdamos da República Velha”.

Tarso defende que o o PT tem de instituir regras muito rígidas em relação aos seus dirigentes, seus quadros e seus vínculos com as empresas privadas.

Alvos diretos
Sem citar os santos nomes, Tarso Genro fez um ataque direto a José Dirceu e Antonio Palocci:

“É totalmente incompatível dirigente partidário continuar se apresentando como tal e sendo ao mesmo tempo consultor de grandes negócios. Porque, quando essa pessoa fala dentro do partido, quem está falando? É o dirigente ou o consultor? Essa regra não deve valer só para o PT, não estou me fixando em nenhum caso específico. Essas relações são sempre muito perigosas”.

Tarso classificou de equivocada a maneira como Dirceu enfrenta a condenação no mensalão, “porque tende a estabelecer uma identidade dos problemas que ele está enfrentando com o problema do PT, com o conjunto, e trazendo para a sua defesa o partido como instituição”.



Tarso acusa: Dirceu usa PT para seus próprios interesses como consultor e condenado.

Um dos principais líderes petistas, Tarso Genro diz que, do julgamento do mensalão, deve ficar a lição de que o PT não pode continuar a compor maiorias e formar alianças a qualquer preço. Leia a entrevista concedida ao Jornal O Globo.

Quais os reflexos que o mensalão ainda provocará no PT? Como se preparar para 2014?




Poder Público


Por Geraldo Almendra

Depois de quase 30 anos de administração pública civil, o Brasil saiu, no final do Regime Militar, de uma estruturada promessa de se transformar em uma grande potência, para se tornar um país medíocre, sejam nos aspectos políticos, econômicos ou sociais.

O Brasil é um caso “exemplar” de uma sociedade que concede títulos de “doutor honoris causa”, aplaude, ou protege das malhas das leis, um ex-presidente publicamente acusado, entre muitas outras coisas muito graves, de ser o chefe do maior escândalo de corrupção do país, e de ter passado 19 anos tendo um caso extraconjugal com uma secretária com direito, durante suas gestões presidenciais, a passaporte, mala diplomática, inúmeras viagens ao exterior, e prováveis relacionamentos íntimos extraconjugais nas suntuosas “acomodações” do avião presidencial.


A ignorância, a omissão, a covardia ou a cumplicidade da sociedade com a imoralidade pública e privada é de tal tamanho, que o acusado não demonstra a necessidade de vir a público contestar formalmente tudo do que está sendo acusado, mas, utilizando as mesmas frases feitas se defende: fui traído, não sabia de nada, fui apunhalado pelas costas, sou vítima de mentiras, e por aí afora, fazendo, sistematicamente, de imbecis, idiotas e palhaços, os contribuintes do Circo do Retirante Pinóquio.

Entrar para o poder público no nosso país significa ter um bom emprego adicionado de muitas outras vantagens lícitas e não lícitas, imorais e aéticas, mas raramente seu agente traz na sua consciência uma responsabilidade de servir à sociedade por princípio, a maioria tendo esse comportamento por omissão ou medo de ter sua carreira estagnada, e ser perseguido pelos corruptos e subornadores, e o resto, por cumplicidade voluntária com a prática do ilícito em todas as suas formas, respeitando o DNA do ilícito historicamente impregnado no sague das burguesias e oligarquias que comandam o país.

No poder público o político imoral se sobrepõe ao técnico ou ao mérito de ser servidor público na sua integridade, e os que tentam fazer algo diferente veem suas ações limitadas, ignoradas, ou combatidas.

É exatamente essa cultura de “serviço público” que faz do estamento estatal o inimigo número um disfarçado dos cidadãos que morrem nas filas de hospitais ou nos seus quartos e corredores imundos pela falta de atendimento médico decente, e saem de casa já sem ter a mínima certeza de que não serão assaltados, não serão vítimas de acidentes de trânsito ou, simplesmente, assassinados.

O poder público do nosso país vem se notabilizando no mundo pela prática sistemática do corporativismo imoral e criminoso auto protetor.

Seus principais instrumentos de sobrevivência política são o empreguismo estatal irresponsável e inconsequente para aparelhar o estado a um só partido e seus cúmplices, o assistencialismo comprador de votos das vítimas da falência educacional e cultural, e o suborno de milhares de esclarecidos canalhas.

O poder público nas gestões petistas virou uma grande “família” mafiosa que oferece aos seus membros de qualquer grau infinitas oportunidades de “grandes negócios” associados à corrupção, ao suborno, ao peculato e à formação de quadrilhas, garantindo a felicidade das elites do “orgasmograma” do estado e de seus cúmplices.

Os sócios-cúmplices de carteirinha dessa estrutura estatal degenerada são as centenas de “cidadãos” pertencentes às classes do meio artístico, da academia, do jornalismo marrom, dos empresários, entre muitos outros, que sistematicamente se unem ao poder público Covil de Bandidos para roubar o contribuinte.

No Brasil, como em todos os países que praticam regimes assistencialistas com marcas do socialismo, do comunismo, do fascismo ou de assemelhados, esta natural tendência do poder público corporativista ser corrupto e subornador, tem uma séria agravante, resultante de um lado, da falência da educação e da cultura e, de outro, da transformação dos poderes Legislativo e Judiciário em lacaios do poder Executivo enterrando princípios republicanos de independência de poderes, fatos esses amplamente demonstrados e comprovados como os responsáveis diretos pela degeneração das relações públicas e privadas.

O Brasil se supera a cada dia permitindo agora que o Presidente da Câmara dos Deputados diga a Policia Federal, ao STF, e ao MPF o que é prudente ou não investigar. Fala sério!

Diante da acomodação das Forças Armadas, da transformação do poder público em um Covil de Bandidos, da cumplicidade de milhares de canalhas esclarecidos, e da falência educacional e cultural que transformou mais da metade da população em dependente de benefícios do estado que dispensam o esforço em estudar e empreender, esse quadro social do país dificilmente será modificado, pois o seu principal agente de mudança, o eleitor, majoritariamente atacado pela falência da educação e da cultura, e pelo assistencialismo comprador de votos, sofre de uma crescente perda de valores fundamentais para a justiça social e para o estabelecimento da grandeza de qualquer sociedade: dignidade, honestidade, honra, patriotismo, vergonha na cara, e crença no mérito, no valor do estudo, e retorno do trabalho honesto, como determinantes de crescimento pessoal e profissional.

O Brasil, já considerado um dos mais corruptos, e o maior mercado ativo de drogas do mundo, está célere na trilha do atraso social e econômico diante de um mundo que, apesar das suas crises econômicas, nos coloca com uma defasagem dos instrumentos de crescimento social e econômico do tamanho de algumas décadas.

No final das contas o que estamos vivendo nada mais é do que os resultados da maior fraude política de nossa história, a Fraude da Abertura Democrática, que acabou fazendo do Brasil um Paraíso de Patifes e o poder público um Covil de Bandidos.

Esses resultados não podem ser associados à nenhuma conquista democrática – piada de péssimo gosto – mas tão somente a uma incontrolável degeneração moral e ética de uma sociedade.


Postado pelo Lobo do mar

domingo, 13 de janeiro de 2013

Um déspota no Lupanar da República por oito anos

http://www.youtube.com/watch?v=oFxFjzKjS9Y&hd=1

Custo do arroubo chavista de Dilma: quase R$ 40 bilhões só no setor elétrico

Custo do arroubo chavista de Dilma: quase R$ 40 bilhões só no setor elétrico

Verba de deputado abastece empresa do próprio assessor



LEANDRO COLON DE BRASÍLIA 


Uma parte do dinheiro das emendas orçamentárias do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), foi parar numa empresa de um assessor do gabinete do próprio deputado.
Aluizio Dutra de Almeida trabalha com Henrique Alves na Câmara desde 1998, é tesoureiro do PMDB regional em Natal, presidido pelo deputado, e sócio da Bonacci Engenharia e Comércio Ltda.
Deputado há 42 anos, o líder do PMDB é o candidato favorito para assumir a presidência da Câmara na eleição de fevereiro. Tem o apoio da base do governo, da presidente Dilma Rousseff e de partidos da oposição.
A Folha identificou pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte que contrataram a empresa do assessor de Henrique Alves nos últimos anos com recursos da cota do deputado no Orçamento da União, as chamadas "emendas parlamentares".



Favorito para comandar a Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, em discurso no plenário
Favorito para comandar a Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, em discurso no plenário
Na época da contratação, os prefeitos dessas cidades eram do PMDB.
Funcionou assim: o deputado escolheu o destino do dinheiro público, o governo federal liberou o recurso, que voltou para a empresa do assessor lotado no gabinete.
OBRAS
Em 2009, por exemplo, o líder do PMDB destinou R$ 200 mil de suas emendas para a construção da praça da Criança na cidade de Campo Grande, a 265 km de Natal.
Por escrito, ele pediu a liberação do dinheiro ao Ministério do Turismo, conforme ofício obtido pela reportagem. O convênio foi assinado e, no ano seguinte, a prefeitura usou o recurso para contratar a Bonacci Engenharia, do assessor de Henrique Alves. O prefeito Bibi de Nenca também é do PMDB.
Do total do contrato, R$ 175 mil foram liberados pelo Ministério do Turismo nas gestões de Pedro Novais e Gastão Vieira, ministros indicados à presidente Dilma Rousseff pelo próprio Henrique Eduardo Alves dentro da bancada do PMDB na Câmara.
A última parcela deste convênio, no valor de R$ 75,5 mil, saiu no ano passado. Segundo registros do governo, o contrato está com a prestação de contas atrasada.
Em seu site, a Prefeitura de Campo Grande comemora a obra da praça, a ajuda de Henrique Alves e a iniciativa da Bonacci Engenharia em contratar mão de obra local.
Também por meio de emendas do líder do PMDB, desta vez no Ministério das Cidades, os municípios de São Gonçalo do Amarante e Brejinho contrataram a Bonacci para obras em 2008.
A Prefeitura de São Gonçalo, quarto município mais populoso do Estado, fez um contrato de R$ 192 mil com a empresa do assessor de Henrique Alves para pavimentação de ruas. Na época, o prefeito, Jarbas Cavalcanti, também era do PMDB.
Para o mesmo tipo de serviço a Prefeitura de Brejinhos gastou R$ 137 mil com a Bonacci, num contrato assinado pelo prefeito João Batista Gonçalves, outro membro do PMDB, que comandou o município entre 2004 e 2012.
Henrique Alves, 64 anos, é o deputado mais antigo em número de mandatos dentro da Câmara.
Na eleição presidencial de 2002, chegou a ser indicado como vice na chapa do tucano José Serra.
Ele perdeu a vaga em meio ao escândalo de que manteria contas em paraísos fiscais, segundo documentos que estariam anexados no processo de separação entre ele e sua ex-mulher.
Alves foi substituído na chapa de Serra por Rita Camata (PMDB).
OUTRO LADO
O deputado Henrique Eduardo Alves não quis dar entrevista. Por meio da assessoria, negou irregularidade e disse que só acompanha o processo político na indicação das emendas.
A assessoria disse ainda que as explicações deveriam ser dadas pelo assessor.
Aluizio Dutra de Almeida afirmou que não há conflito de interesse em ter uma empresa que recebe recursos de emendas do próprio chefe.
Alega que participou de concorrências, a tomada de preço, que é um modelo mais simplificado de licitação.
"Uma coisa dentro da legalidade não depende de outra. É atividade da empresa participar de licitação. É um objetivo dela", disse. "Onde a gente acha que as planilhas são viáveis, a gente luta para ganhar", ressaltou Almeida.
Ele, que tem 50% do capital da empresa, afirmou que não é "gerente" dela. "Quando vim trabalhar com o deputado, analisei sair da empresa, mas isso geraria outras preocupações", afirmou.
O prefeito de Campo Grande disse que conhece Almeida por causa do PMDB, mas negou favorecimento. "Fizemos licitação e essa empresa ganhou", disse Bibi de Nenca.
A assessoria da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante disse que o contrato foi feito na gestão anterior, do ex-prefeito Jarbas Cavalcanti, que não foi localizado. A assessoria da Prefeitura de Brejinhos não respondeu.

Postado pelo Lobo do Mar

Gurgel já tem elementos para convidar Lula a “prestar esclarecimentos” sobre os Lupanares e as ações criminosas de Rose


Por Cardoso Lira



O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, se prepara para convocar o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para “prestar esclarecimentos” sobre a atuação de sua apadrinhada Rosemary Nóvoa Noronha em grandes esquemas de corrupção e tráfico de influência. O fim das “férias” no Judiciário deve ser o prazo fatal para que Gurgel dedique sua atenção prioritária ao inquérito da Operação Porto Seguro, e cobre os esclarecimentos de Lula sobre o Rosegate.

Gurgel já tem em seu poder documentos que comprometem Rose e confirmam sua relação de muita intimidade e ligações permanentes com Lula. São vídeos, fotografias e notas fiscais de gastos acima do padrão salarial de uma mera servidora pública que ocupava o cargo de confiança de Secretária da Presidência da República em São Paulo. Em uma ação mais rigorosa, Gurgel pode requisitar justificativas do governo para despesas registradas como secretas nos cartões corporativos da Presidência – uma das maiores caixas pretas das despesas públicas.

Gurgel tem a lista de contatos mantidos por Rose com grandes empresários. Com base na agenda de Rose, o Procurador-geral deseja saber de Lula se a poderosa assessora e amiga pessoal agia com aval do Presidente da República. Gurgel também tem a lista completa de viagens que Rose fez ao exterior – em muitas acompanhando a comitiva de Lula. O alvo principal são os roteiros que Rose fez sozinha. Os “passeios” dela foram monitorados – não se sabe se pela competente ação investigatória da Polícia Federal ou por espiões privados contratados por empresários que tinham negócios com Lula & Cia.

Enquanto Gurgel não convida Lula para falar sobre o caso, Rosemary se comporta como se nada estivesse acontecendo. Ela já desfrutou do seu último salário após ser exonerada: R$ 66 mil reais – incluindo o último vencimento e o 13º salários, mais férias a que teria direito. Nos úitimos 20 dias, Rose viajou aos Estados Unidos. Não se sabe que passaporte usou, se o pessoal ou o especial, pois ainda não devolveu o documento diplomático do qual usou e abusou na Era Lula-Dilma.

Seguindo o exemplo de Rose, que toca a vida como se nada tivesse acontecido, o sempre blindado Lula também se finge de morto. Desde a virada do ano, Lula, Marisa, filhos e netos curtem férias em Angra dos Reis, na mansão do bilionário José Seripieri Júnior, controlador da Qualicorp, a maior gestora de planos de saúde do Brasil. Lula deve curtir as mordomias de Angra até sábado, embora esteja chovendo muito por lá. Enquanto descansa, militantes petistas já preparam grandes atos públicos de desagravo em São Bernardo do Campo, caso Lula seja incomodado pelo Ministério Público Federal.

Roberto Gurgel já reconheceu à Folha de S. Paulo que o esquema do mensalão é "muito maior, muito mais amplo, do que aquilo que acabou sendo objeto da denúncia" ao Supremo Tribunal Federal. Por isso, como Marcos Valério fez novas revelações indicando que Lula sabia de tudo sobre o mensalão, nada impede que, em um novo inquérito, aberto em primeira instância porque o potencial investigado não goza mais de foro privilegiado, Lula acabe sendo enquadrado na teoria do domínio do fato, segundo a qual o autor não é só quem executa o crime, mas quem tem o poder de decidir sua realização.

Até agora em injustificável silêncio acerca do escândalo revelado pela Operação Porto Seguro, Lula já deve estar pronto para tomar a atitude de sempre: negar que tenha conhecimento de qualquer coisa de errada envolvendo seu governo ou pessoas próximas. Até quando tal tática mentirosa vai vigorar é a grande questão, já que os esquemas petralhas se encontram sob ataque e em fase de decadência.

Uma coisa é certa: a blindagem do abominável Molusco não é a mesma de antigamente...O Apedeuta está quase sem nenhuma blidagem.


Postado pelo Lobo do Mar

sábado, 12 de janeiro de 2013

Críticas fazem Lula ir a Dilma discutir o "lupanar da República".


Por Natuza Nery, na Folha:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado preocupação com o desempenho do governo Dilma Rousseff e seus reflexos sobre o projeto de poder do PT. Para discutir a situação, marcou uma reunião com a presidente para a segunda quinzena de janeiro. Na avaliação do petista, segundo interlocutores, Dilma precisa “destravar” sua administração, entre outras razões para segurar sua alta popularidade em um ano desafiador como 2013.
No fim do ano passado, o ex-presidente foi procurado por empresários, banqueiros, políticos e líderes de movimentos sociais. Além das queixas já tradicionais sobre o “estilo Dilma”, desta vez Lula ouviu e concordou ao menos em parte com reclamações diversas: falta de interlocução, excesso de centralização e, para alguns, o intervencionismo da União na economia, este reforçado no ano passado com medidas no setor elétrico. O estilo “centralizador” e “pouco acessível” da presidente é sempre lembrado nos encontros, e até mesmo servidores da Esplanada já fizeram chegar a Lula apreensão com a falta de autonomia.

Postado pelo Lobo do Mar

Segundo a FGV, governo do PT "roubou" R$ 145 bilhões do superavit primário com truques contábeis.

(Folha de São Paulo)


A criatividade do Tesouro Nacional para fechar suas contas, com o uso de sucessivas manobras contábeis e brechas legais, criou no Brasil uma contabilidade paralela à oficial que coloca em risco a credibilidade fiscal da gestão Dilma Rousseff. Bancos e consultorias passaram a expurgar receitas e depurar gastos para calcular um superavit "puro" e poder estimar o impacto na economia e fazer suas projeções. 

Nesses cálculos, a economia do setor público para pagar juros da dívida foi no mínimo 35% menor que a oficial em 2012 (veja quadro). O descrédito em relação aos números do Tesouro já assusta integrantes da equipe do ministro Guido Mantega (Fazenda). A crise teve seu auge nas últimas semanas, quando se tornou pública a triangulação com bancos públicos e o Fundo Soberano para fechar os números de 2012.

O dado do ano, que só será divulgado no fim deste mês, foi apelidado de "superavit elfo", numa referência ao conto de Natal publicado em um dos blogs do jornal britânico "Financial Times". No texto, a presidente Dilma é uma das renas do trenó do Papai Noel e perde o posto para o presidente do México. O ministro Guido é um elfo que defende Dilma e cujas previsões são consideradas muito otimistas.
Dentro do governo, receia-se que surjam comparações com a Argentina, onde as estatísticas oficiais perderam a credibilidade.  A Folha ouviu cinco instituições financeiras, entre bancos, corretoras e consultorias, que fazem o expurgo. Para alguns, a prática era limitada a 2010 em razão de uma manobra feita com a Petrobras. Agora, foi ampliada.

Gabriel de Barros, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), desconta as receitas extraordinárias e contábeis há dois anos e diz que, desde 2008, o resultado primário está superestimado em cerca de R$ 145,6 bilhões. "O superavit era uma boa medida do impacto da política fiscal na demanda. Isso deixou de ser verdade, quando o governo passou a usar a contabilidade criativa." 

O Itaú divulgou nesta semana relatório retirando dos resultados oficiais receitas extraordinárias e operações contábeis. No caso dos dividendos, o banco estima um repasse atípico de R$ 47,3 bilhões desde 2009. "A ideia [de fazer o ajuste] é tentar capturar o esforço fiscal propriamente dito para extrair seu impacto na demanda", observa o economista do banco Marcelo Oreng.

A consultoria LCA faz um ajuste mais simples, abatendo as receitas com capitalização da Petrobras em 2010 e o dinheiro do Fundo Soberano. O objetivo dos cálculos próprios "é deixar a medida de superavit primário mais 'pura'" para avaliar o impacto na inflação, diz o economista-chefe Bráulio Borges. A Quest Investimentos está concluindo os cálculos da sua estimativa "pura". A corretora Convenção Tullett Prebon divulgou ontem relatório com o resultado ajustado de 2012, sem o impacto das operações feitas no final do ano.
 
Postado pelo Lobo do Mar