domingo, 27 de janeiro de 2013

Um governo que nunca erra o caminho porque não sabe para onde vai – O caso dos aeroportos que já vão nascer fantasmas


 Veja

Quem não sabe para onde vai nunca erra o caminho. É o caso do governo Dilma. Reportagem de Ana Clara Costa publicada na VEJA.com sobre o programa do governo para a construção e reforma de aeroportos regionais é impressionante. Corrijo-me: não é exatamente um “programa”. Está em curso um misto explosivo de voluntarismo, ignorância e irresponsabilidade com o dinheiro público.
Dilma decidiu sair construindo aeroportos por aí. A iniciativa envolve municípios e estados, que não foram ouvidos — um hábito na gestão da governanta. Pra quê? Nem a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) conseguiu dar um pitaco. Nos bastidores, gente do próprio governo aponta o despropósito, mas quem se atreve a contestar? Leiam a reportagem.
Em um país sério, qualquer plano de investimentos elaborado pela Presidência da República que envolva a participação de estados, municípios e empresas privadas é amplamente discutido e ajustado com as partes envolvidas, antes de ser divulgado. A sensatez nos gastos públicos dita que o dinheiro da população não pode ser despejado a rodo em obras de infraestrutura que correm o risco de se tornar inúteis. Mas não no Brasil. Exemplo de tal prática é o pacote de investimentos no setor aeroportuário anunciado pela presidente Dilma Rousseff pouco antes do Natal. O plano prevê o aporte de 7,3 bilhões de reais em recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para turbinar 270 aeroportos pequenos,  que servem cidades com população inferior a um milhão de habitantes. Um olhar mais detalhado sobre o projeto descortina erros e indícios de mau planejamento. Há cidades pequenas, com menos de 100 mil habitantes, que receberão recursos para reformar seus aeroportos – e que ficam separadas por distâncias inferiores a 50 quilômetros de outros municípios também beneficiados pelo pacote do governo.
A distância mínima sugerida entre dois aeroportos em áreas que possuem demanda média de passageiros é de 100 quilômetros, segundo normas da Comissão Europeia que são adotadas por grande parte dos países. Em locais de difícil acesso rodoviário, sem pavimento ou estradas, o regulamento europeu admite uma distância de 75 quilômetros. Porém, no plano elaborado pelo governo, municípios de pouca relevância econômica e próximos de metrópoles já servidas por grandes aeroportos passarão a ter aeródromos aptos à operação de voos regulares. A expectativa do Palácio do Planalto é de que a existência de um aeroporto seja suficiente para trazer desenvolvimento a regiões carentes de infraestrutura. “Efetuamos uma análise de cobertura territorial para mais de 94% da população brasileira. Fizemos consultas ao Ministério do Turismo, IBGE, governo e empresas aéreas. O objetivo é beneficiar a população”, afirmou o secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil (a SAC), Guilherme Ramalho.
Contudo, as coisas não ocorreram exatamente assim. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão que regula o setor e dispõe de conhecimento técnico para abastecer a SAC, sequer participou da elaboração do plano. As companhias aéreas foram avisadas menos de uma semana antes da divulgação do pacote. Elas foram chamadas a Brasília para uma reunião com membros da Casa Civil, da SAC e, em alguns casos, até mesmo com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin – que tem funcionado como uma espécie de “banqueiro” do Palácio do Planalto, financiando a maior parte dos pacotes de bondades da gestão petista. Durante a reunião, as empresas apenas ouviram dos interlocutores da presidente que haveria um pacote para estimular a aviação regional. Seus executivos não foram convidados a opinar, dar contribuições ou manifestar qualquer interesse nos destinos que seriam beneficiados pelo governo. “O governo não pré-define rotas. Vamos prover infraestrutura para que elas sejam criadas. O plano é fomentar voos para localidades ainda não atendidas”, afirmou Ramalho.
O governo sustenta a tese de que a descentralização da economia garantirá o sucesso dos aeroportos. A crença no fato de empresas migrarem dos grandes centros em direção a cidades médias em busca de mão de obra barata e menores custos é o argumento utilizado para explicar a escolha de cidades como Lages, em Santa Catarina, como destino de recursos do pacote. Com cerca de 160 mil habitantes, o município está a 32,8 quilômetros de distância de Correia Pinto – outro local que receberá dinheiro público para seu aeródromo. Correia Pinto tem 14 mil habitantes. “Essa tese do desenvolvimento regional é uma falácia. É como se o deslocamento dos investimentos para cidades de porte médio e pequeno fizesse com que os aeroportos, da noite para o dia, se tornassem estruturas essenciais”, afirma um interlocutor do governo que preferiu não ter seu nome citado.
O site de VEJA conversou com funcionários de órgãos envolvidos na elaboração do plano – e, mesmo dentro governo, poucas são as vozes que não têm restrições ao pacote. “Essas medidas ignoram aspectos técnicos. É como distribuir uma infinidade de impressoras sem a menor garantia de que haja cartuchos para que elas sejam usadas. É a ideologia que se sobrepõe à razão”, afirmou uma das fontes. O governo parece desconsiderar que, depois de prontos, tais aeroportos terão de ser geridos por prefeituras e estados – e poderão se converter em fardo, caso não sejam lucrativos. “A construção ou reforma de um aeroporto é o menor problema. O mais caro é a manutenção e a operação. Se o plano não prevê um aeroporto que se sustente, alguém tem de pagar essa conta”, afirma o consultor de aviação João Eduardo Tabalipa.
O governo de Minas Gerais, que desde 2003 executa seu próprio programa aeroportuário (o ProAero), destacou que alguns aeroportos contidos no pacote do governo federal já estão sendo ampliados ou reformados pelo estado – o que mostra o nível superficial de conversas entre as duas esferas na elaboração do plano. Há cerca de duas semanas, o governador Antonio Anastasia (PSDB-MG) anunciou mais 235 milhões de reais para o ProAero e ainda afirmou que tentará ajustar melhor a lista de aeroportos mineiros que constam no pacote. A ideia é direcionar os recursos liberados pelo Fnac para aeródromos que não estejam sendo reformados pelo programa estadual de investimentos.
O governo federal ainda não detalhou como tornará os aeroportos atrativos para as companhias aéreas nacionais. Afirmou, sem dar muitos detalhes, que subsidiará tarifas aeroportuárias e, até mesmo, assentos em voos, como forma de incentivá-las. João Eduardo Tabalipa se junta ao outros especialistas do setor que enxergam a medida como uma forma de protecionismo que poderá, em vez de beneficiar, dizimar as empresas de aviação. “Muitos acreditam que as companhias aéreas brasileiras, como a Varig, não sobreviveram justamente por causa disso. Havia a obrigatoriedade de ter rotas regionais e os subsídios prometidos nem sempre chegavam”.



Presidente do PT conquista apoio da quadrilha do Mensalão para se reeleger.

Por Cardoso Lira

Com a presença de três condenados no julgamento do mensalão, a ala majoritária do PT decidiu ontem oficializar o apoio à reeleição do deputado estadual Rui Falcão para o comando da sigla. Além do ex-ministro José Dirceu, o deputado federal José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, cerca de 100 militantes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) se reuniram num hotel no centro de São Paulo. Membro da corrente Novo Rumo, Falcão recebeu apoio unânime da CNB para disputar a reeleição em novembro.

Potencial adversário, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), da Mensagem ao Partido, afirmou à Folha que só deve definir sua candidatura em fevereiro. Além de Falcão, o único nome certo para a disputa é a do dirigente nacional do PT, Valter Pomar, que concorrerá pela vertente Articulação de Esquerda.

Após a reunião, Falcão explicou que sua estratégia para a reeleição é manter e ampliar a aliança entre sua corrente e a chapa majoritária do partido. Discursando como candidato, Falcão disse que uma de suas metas será reeleger a presidente Dilma Rousseff em 2014. "Ninguém nunca questionou a candidatura dela no partido. Já estou trabalhando para reelegê-la, e junto com o ex-presidente Lula", afirmou Falcão. Condenados pelo STF no processo do mensalão, José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino não quiseram dar entrevistas. Dirceu entrou e saiu do hotel pela garagem, sem ter contato com os jornalistas.(Folha de São Paulo)
Postado pelo Lobo do Mar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Profecia


http://youtu.be/iP0SdSx7x0s

Calígula dava ordens à Lua e lhe fazia ameaças; Lula redesenha a Terra. Ou: O Apedeuta, como Saturno, decidiu engolir a própria cria

Por Reinaldo Azevedo

É Saturno engolindo uma de suas crias, na versão terrificante de Goya. Por que está aqui? Vamos lá.
Lula é um logólatra. Mas não é fissurado num “logos” qualquer. Ele também é um “lulólatra”. É apaixonado pelo som da própria voz. Às vezes, a gente nota, ele se deixa encantar pela complexidade do próprio pensamento, que alcança sempre altitudes ignotas. Foi assim, por exemplo, quando refletiu sobre a conveniência de a Terra ser quadrada, não redonda. Vale a pena rever.
Num programa da VEJA.com, lembrei essa diatribe astrometafísica de Lula e uma outra frase sua não menos sensacional, quando demonstrou certa invejinha de Dilma porque ela teria tido a sorte de suceder a alguém como ele…
Já identifiquei a doença de Lula, que o citado Freud não teve tempo de diagnosticar. É a SIPP (Síndrome da Inveja do Próprio Pênis). Lula se ama de tal sorte que adoraria ser… Lula, como Narciso que mergulha em busca da própria imagem. Certos governantes têm dessas coisas.
Lembrei aqui certa feita como Suetônio caracterizou o imperador Calígula em “Os Doze Césares”. Leiam um trechinho que traduzi (em azul). Vale a pena: (…) Mas lhe disseram que era superior a todos os príncipes e reis da Terra, e então começou a atribuir a si mesmo a divina majestade. Fez trazer da Grécia as estátuas dos deuses mais famosos (…) entre elas a de Júpiter Olímpico, da qual cortou a cabeça para substituir pela sua própria. Estendeu até o Fórum uma ala de seu palácio e transformou o templo de Castor e Pólux num pátio, sentando entre os dois irmãos, oferecendo-se à adoração da multidão. Alguns o saudavam como Júpiter Latino. Teve, para a sua divinização, o seu próprio templo, sacerdotes e as oferendas mais raras. Nesse templo, podia-se contemplar sua estátua de ouro (…). As vítimas sacrificadas a este deus eram flamingos, pavões, codornas, galinhas da Numídia, galinhas d’angola, faisões — a cada dia uma espécie diferente. À noite, quando a Lua estava cheia, ele a convidava a vir receber o seu abraço e a compartilhar seu leito. Durante o dia, mantinha conversações secretas com Júpiter Capitolino, falando-lhe algumas vezes ao ouvido (…). Em outras, falava ao deus com arrogância e em voz alta. Certa vez, ouviram-no dizer a Júpiter em tom de ameaça: “Prove o seu poder ou tema o meu!” (…)
Como não ver, assim, o ímpeto de Calígula no homem que resolve meter os pés na porta do governo e roubar da presidente a coordenação política? Cortou a cabeça dela; pôs a dele no lugar. Ele é assim.
60 dias calado
Pois é… O ególatra, logólatra e lulólatra, desta feita, está mudo — mas não parado. Há 60 dias, observa Jean-Philip Struck na  VEJA.com não diz uma palavra sobre o Rosegate, por exemplo, aquele rumoroso caso que pôs Rosemary Nóvoa Noronha, a sua “amiga íntima”, no centro de um azeitado esquema de corrupção instalado na… Presidência da República. Não fala a respeito, mas tem ouvido muito, especialmente no ambiente doméstico, o que é compreensível.
O homem que já fez digressões sobre as vantagens de a Terra ser um quadrilátero se dedica agora a criar um novo regime político no Brasil: o “Lulismo Mitigado”. Ele até topa dividir o poder com Dilma: ela fica com a parte chata — ver se o governo desempaca —, e ele, com a coordenação política. Lula não gosta mais da criatura que gerou e decidiu, como Saturno, engoli-la. Como no mito, teme que que surja alguém mais forte que ele. Haverá alguém de peito para fazê-lo engolir uma pedra? Não sei.
Uma coisa é evidente e certa: Lula decidiu tomar à força o governo de Dilma Rousseff. Deixa claro, assim, que nem mesmo a legitimidade popular que ela tem — eleita que foi — e que pode ser referendada pelo povo, se reeleita, supera a autoridade natural daquele que, a exemplo de Calígula, se sente com força para interferir nas esferas celestes.
Lula deixa claro, assim, o apreço que tem pelo mandato popular. Convenham: isso não é estranho à sua trajetória. Passou 16 anos — oito como oposição e oito como governo — tentando destruir a reputação de FHC, que tinha sido, afinal, eleito pelo povo.
Saturno, como carcará, pega, mata e come.

Postado pelo Lobo do Mar

O caminho aberto para o anarquismo





Por Ronaldo Fontes

A parcela ordeira do Povo brasileiro, assiste perplexa e sem compreender, ao processo de corrosão do tecido social, com a destruição de parâmetros da legalidade e cidadania. A impunidade ou a desistência deliberada de punições associam o crime ao exercício da autoridade. É o que se denomina crime organizado.

A resultante desta equação sórdida é a anomia, quando um número elevado e crescente de violações de normas são conhecidas, relatadas, mas não são punidas. As normas reguladoras do comportamento social a cada dia perdem sua validade.

Se o mundo mudou, as normas também sofreram mutações e devem ser acompanhadas, mas há uma grande diferença entre as mudanças necessárias e processos de decomposição.

O cidadão de bem, cumpridor de seus deveres, é extorquido por impostos cada vez mais elevados, assaltado nas vias públicas por radares–pedágios o que o impele a atitudes inadequadas para se proteger. A destruição da indústria nacional. A falência dos serviços de saúde, pais de família sendo assassinados nas ruas, mais mortes que qualquer exército em guerra e as incontáveis situações conflitantes do cotidiano pelas quais passam as famílias brasileiras. Junte-se a isso o acesso negado à informação.

O País está sendo vitima de ataque em todas as suas expressões, impedido de continuar seu trajeto de desenvolvimento para tornar-se uma Nação Soberana.

O trabalho das ONG’S internacionais e nacionais está dividindo o território através das reservas florestais e indígenas, promovendo a luta de classes próprias da doutrina comunista para tomar o poder, evoluindo para manifestações individuais e de grupos de agressão social.

Políticos e pseudo-intelectuais, induzem os jovens às drogas , ao aborto e ao hedonismo, com argumentos sofistas de normalidade. Iludem as classes menos favorecidas com promessas demagógicas ao invés de promoverem o desenvolvimento através de estratégias regionais com participação pública nas decisões.

Introduzem políticas educacionais que premiam a mediocridade e o ócio. Oferecem cotas em escolas públicas não aos pobres e dedicados, mas demagogicamente através da cor da pele. Promovem a extorsão da classe produtiva e ordeira. De onde provém esse ataque?

De várias entidades transnacionais que, defendendo seus interesses em um país rico como o Brasil, corrompem a juventude, a mídia, intelectuais orgânicos líderes em suas instituições e principalmente políticos e entidades governamentais - que são empregados para facilitar o processo de dominação econômico-social.

Portanto, hoje não há oposição aos governos auto-denominados “democráticos”.

Que futuro esperamos para nossos filhos e netos?


Postado pelo Lobo do Mar

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lula veta até nome indicado por Meirelles para substituir Mantega e faz Dilma de refém com reeleição

POR CARDOSO LIRA

"O Aviltamento do Marxismo pelos oportunistas  corruptos  e bandidos, que estão no poder da República.  Nesta    premissa nenhum político, corrupto e farsante escapará da vala comum reservada aos falsificadores da história".


Por Jorge Serrão

Luiz Inácio Lula da Silva, agindo como Presidente paralelo do Brasil, cria as maiores dificuldades para que a “Presidenta” Dilma Rousseff possa substituir o ministro Guido Mantega – que já manifestou o desejo de deixar a Fazenda. Lula vetou até o nome do economista Ricardo Amorim – que agradava a empresários daqui e do exterior, por ser considerado um grande estrategista global.

O jovem Ricardo Amorim fora indicado pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Economista, formado pela USP, é pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris, Amorim era um nome bem visto até pelo ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso,de quem é amigo. Talvez por tal motivo Lula tenha barrado o nome dele e de outro cogitado entre os empresários: o também economista Armínio Fraga,ex-presidente do BC do B na gestão FHC.

Mantega corre o risco de ficar na Fazenda por falta de um substituto que agrade a Lula – que não deseja a saída do aliado, pressionado pelos ridículos resultados da economia. O grande vencedor do Troféu Algemas de Ouro continua amarrando o governo de sua sucessora. A própria reeleição – que Dilma se viu forçada a anunciar que vai disputar – a tornou ainda mais refém de Lula.

A pressão por mudanças nos rumos da economia é grande. Em quase todas as conversas particulares que Dilma teve com grandes empresários, na última semana, foi discutida a necessidade de uma substituição no Ministério da Fazenda para sinalizar ao mercado que Dilma, em seu terceiro ano de mandato e rumo à reeleição em 2014, implementaria mudanças, principalmente na área fiscal e na ampliação de crédito do BNDES para grandes investimentos em infraestrutura.

O problema de Dilma é que o chefão Lula não colabora, considerando que a saída de Mantega representaria uma derrota pessoal. Nos bastidores, Lula faz questão de deixar claro que é ele quem manda ainda no governo. Tanto que já deixou claro às principais lideranças do PT que vai comandar, pessoalmente, a campanha reeleitoral de Dilma. Brevemente, Lula pretende até dar uma entrevista para assegurar que não disputará o Palácio do Planalto em 2014, para afastar definitivamente especulações sobre o eventual retorno.

Lula vai continuar fazendo o que sabe: cuidar dele mesmo. Por isso, vai reeditar suas caravanas pelo País afora para, na versão marketeira do Instituto Lula, “ressaltar os feitos de seu governo que tem continuidade e progresso com Dilma”. Na verdade, Lula pretende conter o desgaste de sua imagem, no pós-julgamento do mensalão e do ainda vivo escândalo que envolve sua melhor amiga e apadrinhada assessora Rosemary Nóvoa Noronha, na Operação Porto Seguro.

O tempo vai dizer se a estratégia de Lula dará certo. Para 2014, além de apoiar a reeleição da refém Dilma, Lula pode lançar sua candidatura ao Senado por São Paulo – como o Alerta Total já antecipou. Além de ter chances de ser eleito senador, o grande encenador Lula, em campanha pelo estado mais rico da federação, pode ajudar o PT a roubar a jóia da coroa do PSDB. O objetivo político ecológico de Lula é extinguir os tucanos, para sacramentar de vez o projeto petista de 20 anos no poder, principalmente tomando de assalto São Paulo. A capital ele já ganhou com o poste Fernando Haddad...

O problema é que uma vitória do PT em 2014 sacramenta o atraso no desenvolvimento do Brasil. Até agora, nas três gestões de Lula, o País só cresceu (mesmo assim aquém do necessário) graças à conjuntura internacional favorável e não por méritos internos. Como Lula não tratou dos fundamentos da economia – e só fez promessas e bravatas -, investidores internacionais não mais apostam seu dinheiro no Brasil. Assim, o País não vai crescer – até porque não faz poupança interna para isto, com o desperdício da máquina pública.

A gestão econômica de Lula-Dilma tem a incerteza das apostas em um cassino global. O governo baixou os juros, mas continua refém do modelo de especulação, com uma dívida interna trilionária. O crédito (para produção ou consumo) ainda é caro e escasso. Os investimentos em infraestrutura engatinham ou não saem do papel no tempo certo. O câmbio mata os exportadores e não barateia as importações produtivas. Para piorar, a reforma tributária fica apenas na conversa fiada. A alta impostura inviabiliza o crescimento e o desenvolvimento do Brasil, mas financia o capimunismo do Estado gastador e corrupto.

Não existe perspectiva de mudanças para melhor da conjuntura política no Brasil. O quadro institucional tende, inclusive, a aprofundar a própria crise, com o pior dos cenários: tudo ficar como está, com a mesma ineficiência, incomPTência e corrupção sistêmica. Não existe uma alternativa visível e viável de oposição ao esquema petista no curto e médio prazos. A continuidade deles no poder – bastante possível - dificulta ainda mais qualquer possibilidade de mudança pela atual via institucional.

O Governo do Crime Organizado só é combatido virtualmente nas redes sociais. O Executivo gerencia a roubalheira, o Legislativo tira proveito dos esquemas, e o Judiciário ainda é muito lento e ineficiente para coibir os desmandos e assaltos ao patrimônio público. O fato de o Brasil não ter povo com mentalidade cidadã e focado na moralidade e no interesse público inviabiliza transformações para melhor. Assim, a massa ignara com direito a voto a cada dois anos – facilmente influenciada pelos clientelismos e pela marketagem eleitoreira – tende a dar continuidade ao petismo no poder.

Antipremiar Lula com o Troféu Algemas de Ouro tem o efeito simbólico de apontar que ele lidera, com pleno domínio dos fatos, todo um sistema de corrupção capimunista. No entanto, na verdade, quem fica algemado a Lula e seus esquemas é o próprio Brasil – um país sempre na mais avançada vanguarda do atraso, onde poucos privilegiados tiram o melhor proveito do paraíso, enquanto a maioria se conforma com a vidinha de gado, até o dia do abate final.

Lula segue em frente até o dia em que Deus (talvez Ele) apareça para fazer Justiça de verdade. Até lá, dificilmente, alguma coisa vai mudar para melhor no Brasil – nação condenada a ser a grande e rica colônia de exploração mantida na miséria pelos esquemas globalitários. A não ser que, por pré-condições históricas milagrosas e ainda não viabilizadas, seja formulado um projeto de Nação que defina, claramente, o que o Brasil e os brasileiros realmente querem da vida...

Mais provável é que isso aconteça no dia 30 de fevereiro de algum ano antes do fim do mundo...

Aos amigos tudo

Já vai render dividendos o apoio dado à eleição de Fernando Haddad pelo ex-tucano e fervoroso católico Gabriel Chalita.

Ele deve ser anunciado, na mini-reforma ministerial, como Ministro da Ciência e Tecnologia.

Chalita pode até parar na Educação (como é sua preferência), se o ministro Aloíso Oliva for para o Banco Central (sonho dele) ou para a Fazenda.

O mais provável é que o filho de General Oliva fique onde está, se preparando para disputar a eleição para o Palácio dos Bandeirantes, e Chalita acabe na C&T.

Dis-puta

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

TCU vê R$ 734 mi em irregularidades na obra do Rio São Francisco

Por Cardoso Lira


Projeto já se arrasta há cinco anos e deveria levar água para a região que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.

O Fantástico mostra uma investigação especial sobre a maior obra de infraestrutura do Brasil: a Transposição do Rio São Francisco. O projeto já se arrasta há cinco anos e deveria levar água para a região que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.
A repórter Sônia Bridi e o cinegrafista Paulo Zero percorreram mais de mil quilômetros pelo sertão do Nordeste. É mais uma reportagem da série Brasil: Quem Paga é Você.
Já são dois anos, a estação das chuvas chega, as nuvens se formam, mas não deixam cair uma gota de água. Estamos em Cabrobó, Pernambuco. A apenas 20 quilômetros das margens do Rio São Francisco, a seca espalha suas vítimas na beira da estrada. O gado morto se incorporou à paisagem, num tempo em que só os urubus conhecem fartura.
Na fazenda, o homem de 90 anos está sozinho. Chama o filho, que saiu para cuidar do gado. Ele chega, rasgado, desgrenhado, e revoltado. “Eu não tenho tempo de sair daqui para pedir socorro ao povo. Três vacas caídas ontem só por que eu saí”, conta Seu Avenor.
Dono de 270 hectares de caatinga, Seu Avenor é considerado rico demais para ter aposentadoria rural. Durante meses comprou comida para o gado, mas o dinheiro acabou. “Se a senhora quiser ver como é que dá um jeito, caminha atrás d’eu que a senhora vê o que eu estava fazendo, nos chama o homem”, diz ele.
Ele prepara o único alimento que resiste a vinte meses de seca: o xique-xique. Os galhos vão para o fogo, tempo suficiente para queimar os espinhos, mas não demais, para não consumir a água que o cactus armazena. Os bichos famintos disputam os galhos ainda quentes.
Quanto vale hoje uma cabeça de gado dessa, qualquer uma?
“Ah, isso aí não tem preço, não, porque diz logo: ‘Não, está magra. Vai levar para lá e não tem o que comer para dar. Aí querem dar o quê? Cem contos, cento e cinqüenta”, diz Seu Avenor.
E um gado gordo, o senhor vende por quanto?
“Uma rês grande dessa aí gorda é mil e tantos contos”, diz Seu Avenor.
Um terço do rebanho morreu. A água acabou e o caminhão-pipa custa R$ 150. A apenas dois quilômetros dali, um canal seco é a lembrança da obra que deveria estar ajudando a enfrentar a seca que castiga o sertão. A transposição do Rio São Francisco - o Velho Chico, que corta o sertão de Minas a Alagoas. Dois canais, com mais de 500 quilômetros, para levar a água para cinco estados, passando pelas regiões mais secas do Brasil.
A transposição do São Francisco sempre foi polêmica. Os grupos que se organizaram contra argumentam que ela põe em perigo o Rio São Francisco, não resolve o problema da seca e só está sendo feita para irrigar as terras dos ricos. Com a obra pronta, saberemos quem tem razão. Só que ela deveria ter sido concluída no final de 2012. E ainda há trechos em que as obras estão abandonadas.
O sertanejo ainda vai ter que esperar três anos para ver a água correndo por esses canais. Além disso, nesse período o custo disparou. Começou em R$ 4,7 bilhões e já chega a R$ 8,2 bilhões. Um aumento de 80%.
Durante cinco dias, percorremos 1,2 mil quilômetros ao longo do eixo norte, passando por três estados.
“Eu não posso dizer que não vai chegar. Agora, no momento, eu olho e não vejo como é que essa água, como vem uma perna d’água para aqui”, lamenta Seu Avenor.

Em Cabrobó, o canal chega pertinho do rio, mas não está ligado a ele. A obra para permitir a captação da água ainda nem começou. Ao lado, o início das obras de uma estação elevatória é só uma amostra da colcha de retalhos que é a obra da transposição. Quarenta e três por cento estão prontos, mas em pedaços que não se conectam, nem uma gota d’água passa pelos canais.

O canteiro de obras mais ativo fica em Salgueiro, Pernambuco. No local está sendo construído um grande reservatório de onde a água vai ser bombeada para o ponto mais alto da transposição. Em cima, a água vai passar 180 metros acima do leito do São Francisco. Dali em diante, só com a força da gravidade vai percorrer mais de 100 quilômetros.
Foi este o cenário que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, escolheu para dar entrevista.
Por que essa obra ficou tão mais cara, quase dobrou de preço, e atrasou tanto?
Ministro: “O projeto básico foi concluído em 2001. Esse projeto básico serviu de base para licitações. E os projetos executivos foram desenvolvidos ao longo da obra. Ocorreu uma grande discrepância entre o projeto básico e o projeto executivo da realidade encontrada em campo”.
O projeto básico foi feito ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. Quando as obras começaram, em 2007, o projeto não foi revisado ou atualizado. Projeto mal feito é a causa mais frequente de atrasos de obras públicas no Brasil. A empreiteira ganha a licitação e, ao começar as obras, descobre que tem mais trabalho, e com custo diferente do que o previsto.
Fantástico: Mas o projeto básico não deveria ser mais detalhado do que é?
Ministro: “A legislação não define regras muito claras para esse projeto básico, se cumpriu toda a legislação. Só que é preciso lembrar que essa é uma obra de engenharia muito complexa”.
“A Lei de Licitações e Contrato é muito clara. E nela se você verificar lá no artigo sexto, que ela tem vários incisos detalhando o projeto básico. Que é exatamente para ele ser um projeto detalhado. Então, quando você começa um projeto, bota uma licitação na rua com um projeto básico mal feito, deficiente e sem planejamento, o resultado é a obra paralisada. São obras mal feitas, com má qualidade e sem o resultado esperado pela população”, esclarece o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Um exemplo de prejuízo provocado pela falta de um bom projeto executivo é quando é preciso fazer o deslocamento de imensa quantidades de terra. No local, os lotes foram licitados sem que ficasse especificado quanto seria de terra macia e quanto de pedreira, por exemplo, que precisa ser explodida, o que custa muito mais caro. Além disso, sem um levantamento geológico, sem saber exatamente com que tipo de terreno se está lidando, o projetista pode escolher passar por uma pedreira, tendo opção de terra macia bem ao lado. Ou cavar um túnel em terreno que se esfarela, sem a técnica adequada. Um túnel desabou quando 120 metros já haviam sido escavados.
Era um domingo em abril de 2011, o sistema de monitoramento dentro do túnel indicou uma movimentação de terra. Todos os equipamentos foram retirados e duas horas depois tudo veio a baixo.
Ninguém saiu ferido. Mas foi um ano e meio parado, para finalmente fazer um projeto detalhado, e recomeçar tudo, bem ao lado.

O novo túnel segue as técnicas para a contenção das paredes frágeis, mas só avançou 20 metros. Do outro lado da montanha, a frente de trabalho que vem na direção oposta deu a sorte de cavar rocha firme já perfurou quatro quilômetros e meio.

Agora, quando se bota as máquinas em campo, ministro, sem saber exatamente que tipo de solo vai encontrar, que tipo de projeto vai ser executado, como vai ser detalhadamente essa obra, não é botar o carro na frente do boi?
Ministro: “Não. Diversos projetos de engenharia são tocados com os projetos executivos sendo feitos ao tempo em que a obra vai avançando”.
Antes e depois do túnel, dois trechos completamente parados. De lá, a água viria reforçar o açude Boqueirão, já na Paraíba, que está só com 17% da capacidade. O nível da água baixou tanto que expôs as ruínas da antiga cidade de São José de Piranhas, transferida há 80 anos para a construção da represa. A obra do canal também desloca agricultores que têm suas terras no caminho para vilas agrárias.
“De imediato, a gente sentiu uma grande alegria, porque morávamos em uma fazenda, recebíamos água de carro-pipa, mas aí aos poucos depois da mudança que a gente foi vendo alguns sentem tristez”, disse uma moradora.
As casas são grandes, mas estão rachando.
Com relação ao dinheiro público investido aqui, como é que você se sente?
“A gente vê que foi uma quantia bem grande e que de certa forma sai do nosso bolso”, disse a moradora.
Cada família teria um lote de cinco hectares, um deles irrigado, para plantar. Mas passados dois anos, eles continuam vivendo de uma mesada do governo.
“É a mesma coisa, a gente está numa invalidez. Porque o que a gente é acostumado mesmo é trabalhar, trabalhar na roça para obter o sustento da pessoa, cada um de nós”, disse
Seu Lindoval.

A caixa d’água também rachou. E só não falta água nas casas porque Seu Lindoval fez uma gambiarra mandando a água direto, racionando, uma rua de cada vez.
Em alguns trechos é o próprio canal da transposição que está rachado - árvores crescendo no fundo seco. Desde 2005 o Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades que chegam a R$ 734 milhões. O Ministério da Integração investigou contratos que não foram honrados ou que tem sobrepreço, pagamento duplicado por obras ou pagamento de serviços que não foram executados.
Ministro: “Foram cinco processos investigativos e assim que eles responderem às informações que constam desses relatórios nós então tomaremos as providências cabíveis”.
Se o ministério está esperando o contraditório, é por que encontrou sobrepreço e superfaturamento.
Ministro: “Nos relatórios até aqui existe sim, há indícios de sobrepreço, de superfaturamento”.
Além disso, por determinação do TCU, o ministério deve investigar a paralisação de obras. “Isso tem que ser identificado quais são os responsável por isso. Por que essas obras não foram concluídas e em que condições esses contratos foram assinados”, disse o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Alguns trechos abandonados já foram retomados depois que o ministério refez os projetos e licitou novamente as obras. Até março todos devem estar licitados.

Em Serrita, Pernambuco, encontramos uma comitiva de esperança. Leva os bois, fraquinhos, avançam devagar porque param onde encontram algum verde nas árvores. Neste canto de Pernambuco caiu uma chuva no dia 5 de dezembro - não ficou água nos barreiros, mas a vegetação da caatinga brotou.
“O gado veio para cá porque a situação é difícil lá. Se ficasse lá, talvez amanhã não tivesse nem mais a metade vivo. Porque não tinha o que dar a eles hoje. Aqui está melhor, tem uma folhinha murcha. Eu acredito que eles, comendo essa folhinha murcha, vão sobrevivendo. E lá no meu terreno não choveu nem para isso, nem para fazer água, não fez água nem para passarinho”, conta Francisco Tadeu.
Nem todas as vacas chegam ao destino. Uma é resgatada de caminhonete. Tão debilitada, que não consegue parar em pé. O esforço dos vaqueiros é vão.
Francisco Tadeu é a classe média agrária do sertão que está sendo jogada na pobreza por causa da seca. “O primeiro gado começou a morrer da seca no Natal de 2011”, diz ele.
Treze meses depois, já se foram 60. O Conselho Nacional de Pecuária de Corte estima que o Nordeste perdeu 12 milhões de cabeças de gado por causa da seca. Metade morreu e a outra metade foi abatida antes da hora ou mandada para outras regiões.
“Essas vaca aqui eram das melhores vacas de leite que eu já possui. Isso dá uma tristeza tão grande! Essa vaca aqui mesmo quando ela tava morrendo, eu olhei para ela e dos olhos dela corria água. Para ela, é como se ela tivesse se despedindo”, se emociona Tadeu. “Eu estou andando aqui. Estou andando aqui agora, porque vim com vocês. Mas não gostei de olhar para cá, não. Quando olho pra uma situação dessa...”
No curral ficaram as que estão fracas demais para ir embora. “Esse era para ser um animal bonito. É filho de vaca boa, vaca cara. Era para ser um animal bonito. Quando está assim não dura mais muitos dias, não”, lamenta. “Vaca como essa aqui eu comprei oito de uma vez. Essas foram a R$ 2, 5 mil. Era vaca acima de dez litros de leite”.
Enquanto pôde, ele comprou ração. Mas a seca fez o preço se multiplicar por quatro.
O senhor tem capital depois para repor o rebanho?
“Tem não. Eu nem penso isso. Se for pensar isso aí, fico doido”.
A transposição do São Francisco, o senhor acha que se estivesse pronta ajudava aqui?
“Se for como eles dizem,o pessoal diz, acredito que ajudava. Acredito que melhor do que está fica. Muito, porque água é riqueza”.
A três anos de ver a água correndo, a família se agarra na fé. “Vamos esperar pela vontade de Deus, né? Se for para acabar até a última, acaba. Vamos ver se pelo menos a gente sobra para contar a história”.

Postado pelo Lobo do Mar

FORO DE SÃO PAULO


Globo reforça divulgação do Troféu Algemas de Ouro por Lula apoiar Lei dos Meios de Cristina Kirchner




Desde que apoiou a antidemocrática “Ley de Medios” da amiga e companheira do Foro de São Paulo Cristina Fernández de Kirchner, criticando “o monopólio da mídia” em sua última viagem à Argentina, Luiz Inácio Lula da Silva virou alvo fácil e preferencial das Organizações Globo. Não foi à toa que O Globo deu amplo destaque à recente “anti-premiação” conquistada por Lula: o Troféu Algemas de Ouro. Com a providencial ajudinha das Organizações Globo, amplia-se a desconstrução de imagem do mito Lula.

Lula “venceu” com 65,69% dos 14.547 votos válidos registrados pelo Movimento 31 de Julho. Só não “ganhou” com mais folga porque a petralhada fraudou a votação eletrônica, na vã tentativa de salvar o chefão Lula. Os malandros usaram um programa de automático que criava perfis falsos no Facebook para direcionar os votos para candidatos a corruptos ligados ao PSDB e DEM. Os fraudadores conseguiram 38% do total de 23.557 votos, mas não conseguiram tirar a algema dourada do campeão.

O organizador da eleição, Marcelo Medeiros, aproveitou a cerimônia de entrega simbólica do prêmio, em tarde carnavalesca no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, para exaltar o grande vencedor: “Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo. Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões”.

No voto (im)popular, Lula superou concorrentes de peso. O Troféu Algemas de Prata ficou como ex-senador Demóstenes Torres, com 21,82% dos votos. O grande amigo e parceiro de Lula, o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), faturou o Troféu Algemas de Bronze (com 4,55% da votação. Os vitoriosos concorreram com Jader Barbalho (PMDB-PA); Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Paulo Maluf (PP-SP); Fernando Pimentel (PT-MG), José Roberto Arruda (sem partido-DF), Erenice Guerra e o empreiteiro Fernando Cavendish.

Lula certamente não vai comentar o Troféu Algemas de Ouro, que agora será um forte motivo de chacota contra ele e a petralhada. Mas o ilustre premiado ainda terá de dar explicações públicas sobre vários escândalos: 1) as denúncias de Marcos Valério no pós-mensalão; 2) as ações da apadrinhada e amiga Rosemary nas falcatruas vindas à tona na Operação Porto Seguro; 3) uma possível revelação que possa surgir sobre suas ligações com a Delta do Fernando Cavendish.

O silêncio injustificável de Lula ajuda ele mesmo a se destruir. Na interpretação popular, vale o ditado “quem cala consente”... Como homem público e ex-Presidente da República por dois mandatos, Lula tem a obrigação de dar explicações palpáveis e verdadeiras sobre todos os escândalos que envolvem seu nome. Se não cumprir o dever democrático, a sabedoria da história saberá lhe cobrar um alto preço, na hora certa.

Ser eleito, com tanta margem, a personalidade mais corrupta de 2012, foi apenas mais um passo do mito Lula rumo à decadência final.


Transmissão de faixas inaginária... 



Postado pelo Lobo do Mar