terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Lula o maior canalha, déspota e apedeuta do planeta terra.


A Herança Maldita de Lula da Silva





Por Maria Lucia Victor Barbosa

Lula da Silva é louvado e exaltado não só no Brasil como no exterior. Sua fama de “pobre trabalhador” que chegou à presidência da República e acabou com a miséria no país fabricando uma “nova classe média”, impressiona. O que a maioria não percebe é que tal falácia indica uma parcela de pessoas com renda familiar per capita entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00.



A estapafúrdia classificação de renda é da SAE (Secretaria de Assuntos estratégicos da Presidência da República) e, segundo o órgão, a nova classe média representa 54% da população brasileira. Aparentemente tais indivíduos são tão prósperos que podem comprar o que quiserem: carros zero, roupas de grife, eletrodomésticos de todos os tipos, além, é claro, de usufruir de quantas viagens internacionais desejem. Como se vê, Lula faz mais milagre do que o Padim Padre Cícero ao multiplicar o pouco dinheiro de seus súditos.



A propaganda enganosa está tendo continuidade. Coube à sucessora Rousseff acabar com a pobreza extrema e ela disse que o fará até março. O caridoso programa que objetiva o novo milagre foi apelidado de “Brasil Carinhoso”. Consiste em adicionar R$2,00 à renda per capita de pessoas que vivem com menos de R$ 70,00 por mês. Somando-se os R$ 2,00 a alguns trocados de uma bolsa esmola e a pobreza extrema será extinta no próximo mês. Portanto, senhores leitores, ajudem a presidente a acabar com a desigualdade no Brasil, se encontrarem um remanescente da pobreza sejam generosos, salve-o com R$ 2,00.



O paraíso Brasil, porém, está se desfazendo. E chega de dizer que o fiasco do governo Rousseff se deve apenas a crise externa. Se isto conta, contam mais a herança maldita de Lula da Silva, a inaptidão da presidente, os erros cometidos pelo ministro da Fazenda e pelo obediente presidente do Banco Central. Esta é a realidade do Brasil dos “pibinhos”, lanterninha dos BRICS, campeão de violência urbana e da incompetência nas áreas da Saúde, Educação e infraestrutura.



Hoje não dá para saber se mais pessoas morrem por falta de atendimento hospitalar ou pelas armas dos bandidos. Acrescente-se que Lula inaugurou universidades que não existem, privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade em educação, inventou cotas para acirrar o preconceito racial. Recorde-se ainda que seu ex-ministro da Educação, eleito por sua vontade prefeito de São Paulo foi um fracasso em termos do Enem e de orientação pedagógica através de livros que ensinavam que 10 - 7 = 4 ou forçavam a opção sexual de crianças de tenra idade.



Pesquisas mostram, contudo, que a popularidade da presidente sobe cada vez mais. Ela é a faxineira, tão ética que seguindo a orientação do seu mentor recebeu recentemente o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi e o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, ambos por ela defenestrados por conta de esquemas nada edificantes, quer dizer, pura corrupção. Lula disse que os coitadinhos estavam chateados e mereciam um gesto de carinho de Rousseff, ou seja, esquecer a faxina de faz de conta e tratar de trazer o PR e o PDT ao aprisco petista tendo em vista apoios para a eleição presidencial de 2014. Prontamente a presidente obedeceu ao mestre.



A faxineira, sob o comando de Lula, também ajudou eleger Renan Calheiros presidente do Senado e Henrique Alves presidente da Câmara, ambos crivados de processos e notórios protagonistas de escândalos. Vale tudo para o PT se manter no poder, incluindo o espetáculo degradante de Genoino tomando posse como deputado. Nada de cassação para ele e para os outros condenados como João Paulo Cunha (PT), Valdemar da Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP).



Henrique Alves afirmou que não obedeceria ao STF quanto a cassação dos indigitados e logo voltou atrás. Espertamente, porém, enviará o caso para a Comissão de Ética que certamente demorará eticamente o tempo suficiente para que os criminosos terminem seus mandatos. Tudo bem. Afinal, Henrique Alves disse que seus pares foram abençoados pelo voto popular.



Entrementes, são claros os sintomas da herança maldita de Lula da Silva e de sua sucessora. Vejamos alguns:



A produção industrial caiu 2,7%, o pior resultado desde a crise internacional de 2009. O emprego industrial naufraga no ABC e serviços já tem mais de 50% das vagas. O ano de 2012 ficou marcado pela alta da inadimplência que continuará a crescer. A Petrobrás, arrebentada pelo PT, tem a primeira queda de produção em oito anos. O Rio São Francisco, maior obra do PAC, está empacado e dando grandes prejuízos. Aliás, as obras do PAC não deslancham conforme persuade a propaganda. E o pior de tudo, a inflação disparou e o governo não está conseguindo deter o processo.



Ainda assim, Lula ou Rousseff estão certos de que poderão ser abençoados pelo voto popular.



Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga - www.maluvibar.blogspot.com.br. - mlucia@sercomtel.com.br


PT usa juros irreais diante da inflação, que mata a poupança e a aposentadoria do brasileiro, como arma de campanha. 

Se o discurso eleitoral do PT for o que está abaixo, atenção: calculem para um aposentado as suas perdas e ensinem o pequeno poupador a tirar a inflação do rendimento, mostrando a ele que, se pretende comprar alguma coisa ou viver dela no futuro, jamais conseguirá. Mas, tucanos: sejam safados como eles. Abaixo, matéria da Folha de São Paulo.
A Organização criminosa do  PT começou a construir, em um documento a ser distribuído amanhã à militância da sigla, a narrativa que servirá de base para a campanha presidencial do ano que vem. Com forte tom ideológico e números de comparação entre a gestão petista e a administração tucana, o partido lançará na comemoração de seus 10 anos de governo uma cartilha que opõe o projeto de Lula e Dilma, que chama de "glorioso", ao modelo do outro bandido, Fernando Henrique Cardoso, que classifica como "desastroso".
Embora ninguém admita publicamente, os termos da cartilha serão usados como matriz da disputa pela reeleição em 2014. O texto foi produzido pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo e supervisionado pelo presidente da sigla, Rui Falcão. Ele exalta, por exemplo, a redução dos juros na gestão petista -um dos pilares da propaganda de Dilma Rousseff por mais um mandato.
Sobre o período do corrupto FHC, autor da MP 2215-10 qua até hoje não foi votada, ataca: "Enquanto o salário médio dos trabalhadores caiu, aumentou a derrama contínua de recursos públicos para os segmentos mais ricos e enriquecidos por uma dívida em expansão e por taxas reais de juros incomparáveis internacionalmente". Na gestão tucana, a Selic chegou a ultrapassar a taxa de 40% ao ano. Hoje, está em 7,25%. Analistas apostam, porém, que o Banco Central terá que subir os juros neste ano para conter a inflação.
A cartilha não traz autocrítica nem faz menções ao mensalão, tampouco ao julgamento que condenou à prisão alguns de seus líderes. Dirigentes argumentam que também não fizeram menção a escândalos de tucanos. O livreto de 15 páginas, encapado com a imagem de Lula e Dilma, como se fossem rostos de um mesmo corpo, não economiza em adjetivos ideológicos. "Consenso de Washington" é um deles, adotado de forma pejorativa para identificar o receituário econômico de privatizações e de Estado mínimo.
"Foram anos de enaltecimento da 'economia política do bonsai'. Para qualquer broto de crescimento com possível distribuição menos ingrata da renda que ousasse aparecer no Brasil havia a tesoura dos delegados do Consenso de Washington a amputá-lo", afirma. Ao citar desemprego, salários, pobreza e distribuição de renda, a cartilha diz que "o desastre do neoliberalismo é contundente"."Por meio de privatizações sem critérios e [sem] decência administrativa, cerca de meio milhão de trabalhadores foram demitidos", diz. Sob A Ex. Guerrilheira Dilma, o Executivo construiu uma agenda extensa de concessões públicas ao setor privado. Mas sempre renegou o termo "privatização" e exaltou exigir contrapartidas, como redução de tarifas. (Folha Poder)
Comento
Petistas e tucados, são organizações criminosas nocivas todas duas fizeram muito mal ao nosso país, os malditos e abomináveis Tucanos, doaram as Estatais para o capital especulativo e ainda são responsável por muita corrupção que o PT aumentou milhares de vezes. EX. O Bandido FHC responsável pela compra de votos para sua reeleição, os cartões corporativos foram criados no governo FHC e hoje estão fora de controle, principalmente os da presidencia da República, que hoje por conta de tanto desvio , são considerados de "SEGURANÇA  NACIONAL".
E A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DO PT, SOB TIRAR PROVEITO DE TUDO, e hoje estão muito ricos, os petistas investirarm fora e dentro do nosso  país.  Do Oiapóque ao Chuí  compraram muita coisa em nome de larajas. ACORDA BRASIL.
Postado pelo Lobo do mar    josecardosolira@gmail.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Economist chama políticos corruptos brasileiros de "zumbis"


Semanário britânico critica perpetuação no poder de políticos brasileiros acusados e até condenados, mas diz que o brasileiro ainda tem esperança

Marcos Oliveira/Agência Senado
O novo presidente do Senado, Renan Calheiros
Renan Calheiros: "zumbi" ao lado de nomes como Paulo Maluf e José Genoino
São Paulo – A perpetuação no poder de políticos brasileiros envolvidos em escândalos foi comentada neste sábado pelo semanário britânico The Economist, que os chamou de “zumbis políticos”. “Apesar de sérias alegações de corrupção, a velha guarda continua voltando”, diz o subtítulo do texto.
A publicação relembra a última eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, apesar da renúncia em 2007 e das inúmeras denúncias existentes contra ele. Também chama atenção para o fato de que, apesar de ter tomado medidas duras contra ministros envolvidos em escândalos de corrupção, a presidente Dilma Rousseff aceitou a candidatura de Renan e ainda o parabenizou por telefone após sua vitória.
“O Senhor Calheiros é o mais novo exemplo de um bem-estabelecido fenômeno brasileiro: o político que consegue sobreviver a qualquer número de pancadas aparentemente fatais”, resume o semanário.
The Economist revisita ainda outros casos, como o Mensalão e o fato de políticos condenados, como Paulo Maluf, José Genoino e Francisco Tenório, continuarem no Congresso. “No total, um terço dos legisladores do Brasil ou foram condenados ou estão sendo investigados por crimes que vão de compra de votos a roubo e exploração da escravidão”, diz o texto.
Contudo, a publicação parece deixar uma mensagem otimista sobre a reação do povo. Apesar de afirmar que “muitos brasileiros estão perfeitamente felizes em votar nessas pessoas”, o semanário lembra que a petição online que pedia o impeachment de Renan Calheiros atingiu 1,36 milhão de assinaturas, ou 1% do eleitorado, o suficiente para levar a demanda ao Congresso.
A aprovação da Lei da Ficha Limpa e o fato de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ter se tornado uma espécie de herói pelas condenações do Mensalão também são celebrados como provas da reação dos brasileiros à perpetuação da corrupção no poder. “Brasileiros ainda têm esperança de que os zumbis políticos sejam postos para dormir”, termina o texto.

CHEGA AO BRASIL UMA VOZ CONTRA UM COMUNISMO DISFARÇADO DE DEMOCRACIA E QUE SE ENRIQUECE COM O CAPITALISMO.

Igor O. Fonseca


Está no Brasil visita uma ativista contra o regime de exceção imposto pelos irmãos Castro da Ilha de Cuba, que vivem sob um pseudocapitalismo e espalham o terror do autoritarismo pelo mundo comuna fascista.

Yoani Sánchez inicia no Brasil viagem internacional após anos "presa" em Cuba. Após cinco anos recebendo negativas do Governo de Cuba para poder sair de seu país, a blogueira opositora Yoani Sánchez pôde entrar em um avião neste domingo para empreender uma viagem internacional, que começará pelo Brasil e só foi possível pela reforma migratória vigente desde janeiro na ilha.



Com o logotipo de seu famoso blog "Geração Y" impresso em sua mala de mão, Yoani, de 37 anos, passou sem maiores problemas pelo controle migratório do aeroporto de Havana para tomar um voo rumo ao Brasil, primeira escala de um périplo de 80 dias que a levará a uma dezena de países da América e da Europa.

"Isto será como a volta ao mundo em 80 dias", brincou a filóloga cubana em declarações a jornalistas no Aeroporto de Havana, onde chegou esta manhã muito cedo acompanhada de um grupo de parentes e amigos.

Yoani Sánchez, cujo olhar crítico sobre a realidade cubana foi reconhecido com múltiplos prêmios internacionais que nunca pôde receber pessoalmente, disse sentir-se como em um "sonho", mas com um "sabor agridoce" pelas limitações migratórias que persistem em seu país.

"Estou muito feliz, embora com essa sensação do corredor de 110 metros com barreiras que chega esgotado, suado e até machucado, mas que no final ganha a corrida. Venci uma pequena batalha pessoal, jornalística, cidadã e jurídica", manifestou.

No entanto, lamentou que a reforma migratória ainda não contemple o fato de entrar e sair de Cuba como um "direito inerente, pelo mero fato de ter nascido nesta ilha. Isso é uma grande limitação".



Yoani Sánchez saiu hoje de Cuba, mas para voltar a seu país dentro de algumas semanas sem medo que as autoridades não a deixem retornar: "Eu reúno todos os requisitos legais para o retorno".

Nos últimos anos, a autora de "Geração Y" foi uma das vozes que mais denunciou o que ela denomina como "absurdo migratório" de Cuba, onde sair do país legalmente requeria a permissão das autoridades e de embaraçosos, caros e restritivos trâmites.

A maior parte dessas limitações foi suprimida com a reforma que entrou em vigor no último dia 14 de janeiro e agora só é necessário ter o passaporte em dia e o visto que exigir o país de destino para viajar ao exterior.

No entanto, algumas restrições foram mantidas, já que, por exemplo, podem ser negados passaportes por razões de "interesse público" ou "segurança nacional", e para determinados profissionais considerados "vitais" para o país é necessária ainda uma permissão especial das autoridades.

Nas últimas semanas, o Governo concedeu passaportes a críticos como Yoani e dissidentes como a líder das Damas de Branco, Berta Soler, mas não os autorizou para políticos que foram libertados nos últimos anos e cujas penas seguem vigentes.

"Tenho alguns amigos que não poderão sair por múltiplas razões: porque não lhes outorgaram o passaporte ou porque são prisioneiros da 'Primavera Negra'. Também há outros que não têm os recursos para viajar", destacou Yoani.

Em seu caso, a famosa blogueira se despedirá dos anos de negativas com uma grande viagem que começará no Brasil, onde cumprirá uma apertada agenda que inclui conferências sobre liberdade de expressão e direitos humanos assim como a apresentação do documentário do cineasta Dado Galvão "Conexão Cuba-Honduras".

Outros de seus destinos serão República Tcheca, Alemanha, Suécia, Suíça, Itália e Espanha.

Yoani Sánchez também visitará México, Peru e Estados Unidos, onde dará conferências em várias universidades e visitará as sedes do Google e do Twitter.



Além de reivindicações pela normalização migratória, outro pedido constante de Yoani Sánchez é por um acesso livre à internet, cujo uso particular em Cuba está fortemente restrito.

Por isso um de seus desejos nesta viagem é "navegar pela internet sem censura e sem ter de pagar US$ 6 por hora".

"Sem que ninguém olhe sobre minhas costas para saber em que site estou navegando", disse a blogueira, que é uma ativa usuária do Twitter, que acessa através de um telefone celular.

Após a flexibilização migratória, a blogueira lembrou que em Cuba ainda restam muitas reformas pendentes, como a descriminalização da divergência, a liberdade de expressão e associação ou a permissão para criar meios de comunicação livres e independentes.

       "Há muitas reformas pela frente, acho que as mais importantes estão no campo político, onde quase nenhum passo foi dado", concluiu.

REFLEXÃO : Se nada for feito, o  nosso país caminha para ter o seu Estado aparelhado e amordaçado, coisa que já existem em alguns níveis da política,  sito a comissão da verdade que é um triste exemplo desses que se tem em Cuba. Podemos citar as Forças Armadas por exemplo,  há mais de 13 anos sem reajuste salarial e não há uma voz que saia com uma justa defesa e exigências de cumprimento da Constituição Federal, tudo reservado como Direito pela regra da LDO, como instrumento que determina as reposições naturais às perdas salariais ao começo de cada ano em data básica de cada categoria, agora imaginem 13 anos sem cumprir essas ordens constitucionais.

O Brasil não pode ser mais cúmplice de uma ditadura paternalista, de irmão para irmão, que nada se trata de opção ideológica, pois existe capitalismo em Cuba que funciona muito bem para a burocracia próxima. O Brasil se quiser ser respeitado como uma democracia emergente e confiável deve ser duro no discurso e restringir relações com países que desrespeitam direitos humanos, independente de interesses econômicos. Isso é uma questão de ética, de respeito ao povo cubano, que é para ele que o Estado deveria existir, e não para mantê-los numa República pseudocomunista contra sua vontade. Pensem como pensem, no entanto, não obriguem o mundo a calar sobre estes desmandos. O Estado brasileiro não mais pode ser conivente com esse Estado de Exceção persistente em Cuba. A estratégia é ser indiferente. Uma vergonha fingirmos que está tudo bem na "Ilha de Castros". Mas não há necessidade de embargos, a população seria a mais prejudicada. Não podemos mais mostrar os dentes para esse absurdo.

Autor. Igor O. Fonseca

Exame.com
Postado pelo Lobo do mar

O PT é ou não é uma quadrilha?


O Globo

Hoje, Demétrio Magnoli publica um artigo em O Globo e em diversos jornais intitulado " O PT é uma quadrilha". Como o articulista sempre teve muitos elogios aqui no Blog, inclusive do blogueiro, submeto aos leitores e comentaristas. O PT é ou não é uma quadrilha?
"Fernando Haddad está cercado por José Dirceu e Paulo Maluf. Sobre Dirceu, aparece a palavra "condenado"; sobre Maluf, "procurado". Contaminada pelo desespero, a propaganda eleitoral de José Serra não viola a verdade factual, mas envereda por uma perigosa narrativa política. O candidato tucano está dizendo que eleger o petista equivale a colocar uma quadrilha no comando da prefeitura paulistana. A substituição da divergência política pela acusação criminal evidencia o estado falimentar da oposição no país e, mais importante, inocula veneno no sistema circulatório de nossa democracia.
Demóstenes Torres foi expulso do DEM antes de qualquer condenação, quando patenteou-se que ele operava como despachante de luxo da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. José Dirceu foi aclamado como herói e mártir pela direção do PT depois da decisão da corte suprema de uma democracia de condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha. O mensalão é um tema legítimo de campanha eleitoral e nada há de errado na exposição dos vínculos entre Haddad e Dirceu. Contudo, a linguagem da política não deveria se confundir com a linguagem da polícia.
Dirceu permanece na alta direção petista pois é um dos artífices de uma concepção da política que rejeita a separação entre o Estado e o partido. No mensalão, a imbricação Estado/partido assumiu o formato de um conjunto de crimes tipificados. Entretanto, tal imbricação manifesta-se sob as formas mais diversas desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto. O código genético do mensalão está impresso no movimento de partidarização da administração pública, das empresas estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos, das políticas sociais e da política externa conduzido ao longo de uma década de lulismo triunfante. Na linguagem da política, Dirceu figuraria como símbolo da visão de mundo do lulo-petismo. Mas a campanha de Serra não é capaz de escapar ao círculo de ferro da linguagem policial.
A Interpol define Paulo Maluf como um foragido da Justiça. Lula e Haddad não se limitaram a firmar um pacto eleitoral com o partido de Maluf, mas peregrinaram até a mansão do fugitivo para desempenhar o papel abjeto de cortejá-lo como liderança política. Faz sentido divulgar, no horário de campanha, as imagens da macabra confraternização. Contudo, uma vez mais, seria indispensável traduzir o evento na linguagem da política, que não é a da Interpol.
Maluf é um caso extremo, mas não um ponto fora da curva. Lula e o PT insuflaram uma segunda vida aos cadáveres políticos de Fernando Collor, Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros. As alianças recendem a oportunismo, um vício menor, mas a extensão da prática exige uma explicação de fundo. O paradoxo aparente do encontro entre "esquerda" e "direita" é fruto de um interesse compartilhado: a continuidade da tradição patrimonial de apropriação da "coisa pública" pela elite política.
As "estranhas alianças" lulistas funcionam como ferramentas para a repartição do imponente castelo de cargos públicos na administração direta e nas empresas estatais. Até hoje, o Brasil não concluiu o processo de criação de uma burocracia pública profissional. Na linguagem da política, a confraternização de Lula e Haddad com Maluf ajudaria a esclarecer os motivos desse fracasso. Ma s a propaganda eleitoral de Serra preferiu operar em outro registro.
A campanha do tucano oscila entre os registros administrativo, moral e policial, sem nunca sincronizar o registro político. De certo modo, ela é um reflexo fiel da falência geral da oposição, que jamais conseguiu elaborar uma crítica sistemática ao lulo-petismo. Entretanto, nas circunstâncias produzidas pelo julgamento do mensalão, a inclinação oposicionista a apelar para a linguagem policial tem efeitos nefastos de largas implicações. Na democracia, não se acusa um dos principais partidos políticos do país de ser uma quadrilha.
O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.
O jogo do pluralismo depende do respeito à sua regra de ouro: a presunção de legitimidade de todos os atores envolvidos. Nas democracias, eleições se concluem pelo clássico telefonema no qual o derrotado oferece congratulações ao vencedor.
Em 1999, após o terceiro insucesso eleitoral de Lula, o PT violou a regra do jogo, ao desfraldar a bandeira do "Fora FHC". Serra ficou longe disso dois anos atrás, mas seu discurso de derrota continha a estranha insinuação de que a vitória de Dilma Rousseff representaria uma ameaça à democracia. Agora, na eleição paulistana, a propaganda do tucano sugere que um triunfo de Haddad equivaleria à transferência da prefeitura da cidade para uma quadrilha. Na hipótese de derrota, como será o seu telefonema de domingo à noite?
Marqueteiros designam ataques ao adversário eleitoral pela expressão "propaganda negativa". O rótulo dos vendedores de sabonete abrange tudo, desde a crítica política fundamentada até as mais sórdidas agressões pessoais. O problema da campanha de Serra não está no uso da "propaganda negativa", mas na violação da regra do jogo. Não é assim que se faz oposição."

Postado pelo Lobo do Mar

O PT e a desonestidade como essência e método. Ou: Não adianta! O que define a vida de Lula é tentar eliminar uma parte da história



NA FOLHA

A desonestidade intelectual no PT é um método. Mais do que isso: é uma essência. O partido dará início aos tais seminários para comemorar os dez anos no poder.  

A comparação de dados com as gestões do passado,  vai nortear os seminários que o PT fará, a partir desta quarta-feira, para exaltar os dez anos do partido à frente do Palácio do Planalto. O PT elaborou o documento confrontando indicadores sociais e econômicos do governo “neoliberal” do PSDB aos dos mandatos “desenvolvimentistas” de Lula e Dilma Rousseff, estrelas do evento inaugural, em São Paulo, onde a cartilha será distribuída. “O objetivo, além de resgatar o que foi realizado nos últimos dez anos, é comparar e mostrar como o Brasil mudou a partir de um outro modelo de desenvolvimento”, diz o presidente do PT, Rui Falcão.
Serão usados dados oficiais de órgãos como o Banco Central e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na lista, índices de inflação, desemprego, dívida pública, desigualdade e o valor do salário mínimo. Após o seminário de quarta, debates ocorrerão em dez Estados até maio, sempre com a presença de Lula. A ida de Dilma a todos os atos ainda não está confirmada.

Postado pelo Lobo do mar

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Vale muito a pena ler até o final da carta de Tereza Collor. A cidadã conhece muito bem a vida deste cidadão do mal desde 1978.









TEXTO DE TEREZA COLLOR


Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra - Rio de Janeiro .




Carta aberta ao Senador Renan Calheiros




... "Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!


Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.




Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem


nunca a ousar como os bandidos.




Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço,


Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.




Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não


mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.




Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.




Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.




Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.


Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento


De vencedor.


Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto,


todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo


do Rei."




Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se,


gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"




Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!


Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.




E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha -


e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.




Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política


brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José


Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?




Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje ospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?


Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?


No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.




E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira.


Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.




Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:




1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,


2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,


3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,


4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..




E SÒ.




Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!


Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.




Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.




Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!




O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.


Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!




Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.




Thereza Collor

 

QUEM O CONHECE TEM O DIREITO DE CRITICAR ESSE CORONEL DE ALAGOAS !!!
 
Postado pelo Lobo do Mar