domingo, 21 de abril de 2013

Esquecer também é trair


POR CARDOSO   LIRA


"Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia". (General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, Ministro do Exército -1979-1985)


Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Senhores coronéis/irmãos em armas/cidadão civil presente/cheio de razão, para se irmanar conosco neste aniversário da Revolução de 31 de Março, na medida em que o movimento, muito mais que a nós militares, se deve à mobilização de todo um povo rebelado contra a comunização da Pátria.

Antes de iniciar a alocução que me propus a fazer, devo dizer, instado pelo nosso Coronel Guido, solicitaria que ficássemos de pé para fazermos um minuto de silêncio, homenageando os 120 (cento e vinte) mortos pelos comunoterroristas no combate à luta armada. Esse preito modesto, mas de coração, que o façamos extensivo, incluindo as 241 (duzentos e quarenta e uma) vítimas do dantesco sinistro ocorrido recentemente em nossa Santa Maria.

Companheiros, ainda no dia 23 de março, recebi uma mensagem do General Marco Felício com o seguinte informe: -“Paiva, houve uma sugestão no sentido de esvaziar a data (31 de março), o que já vem ocorrendo não é de hoje. A proibição, portanto, parte do comando local, isto é, do próprio Exército,...”. Senhores, aonde fomos parar! Não podemos festejar a data nos quartéis onde servimos e que se rebelaram contra o golpe de esquerda, em andamento naquele ano de 1964. Um golpe que era urdido de forma solerte e rasteira contra as nossas mais caras crenças e tradições.

Hoje não vou deixar por menos. Preciso, quero e vou transmitir angústia. Devo extravasar a tristeza que explode no coração dos velhos soldados. Tenho que bradar por aqueles que já nasceram soldados, assim viveram e assim vão morrer. Hoje, quero ser o porta-voz da frustração nos marinheiros e nos aviadores, daqueles que enfrentaram, conosco, de armas na mão, a guerra suja dos anos 60/70, posto que são todos, assim como nós, simples e crédulos guerreiros da Pátria.

Hoje quero pedir ao cidadão, à mídia, que nos olhem como acreditamos ser, pelo que juramos, pelo que nos emula, pela valentia e força de vontade no cumprimento das missões, que somente nós temos a capacidade de cumprir. Hoje, tenho que render o preito “àqueles militares”, mais precisamente aos que preteriam governos, funções e benesses de cargos, alçando sempre o BRASIL ACIMA DE TUDO!

Camaradas, como se pode preterir a Pátria Brasileira, aquiescendo com subserviência a congressistas descomprometidos e aceitando as humilhações de um governo revanchista, se a grande maioria dos políticos chafurda na corrupção, quando os governantes têm um projeto de tomada e permanência no poder, indefinido no tempo e no espaço, perseguido de forma absolutamente implacável e norteado pelo chamado método “gramcista”, uma estratégia insidiosa que visa nos submeter ao império da “foice e do martelo” através de manobras subliminares.

Atualmente, os veteranos da luta contra os traidores da pátria só contam mesmo com o apoio, com a solidariedade da reserva. Os “vigilantes das campanas”, os “estoura aparelhos”, os agentes da hoje esquecida e injustiçada “comunidade de informações” estão indefesos, desarmados, incapazes e entregues à sanha do “escracho” covarde. Por cumprirem ordens, aqueles que garantiram o porvir de uma descendência, que não é só deles, mas de todo um povo, estes companheiros em verdade estão a vivenciar o sentimento de que o Brasil os esqueceu e não se importa se vão morrer enxovalhados, absolutamente inferiorizados, enquanto pelegos comunistas, de reconhecida ferocidade nas ações terroristas que protagonizaram, são alçados como “heróis” e regalados com polpudas “compensações” pelo Estado.

É de se perguntar. E os comandantes, aqueles herdeiros do destemido Almirante Tamandaré? E os chefes, aqueles guerreiros anônimos e decididos que balizavam suas posturas no caráter imaculado do Duque de Caxias? E os líderes audazes, aqueles falcões agressivos que herdaram o passado de glórias do “SENTA A PUA” nos céus da Itália. Aonde estão estes profissionais das armas que deveriam zelar pelo juramento do General Walter Pires Carvalho de Albuquerque? “Não deixar para trás o irmão em armas!”

Este dogma ainda é levado a sério no seio das Forças Armadas? Pergunto aos velhos soldados: -“O que foi feito da nossa camaradagem?” Enfatizo: -”Por que não estamos festejando a Revolução de 31 de Março em uma unidade do EB?”

A nação em expectativa está assistindo: o Exército não marcha convicto/a FAB não decola com segurança/a Marinha não levanta ferros confiante/as Forças Armadas vivem sendo humilhadas. Justiça seja feita, somente a reserva se manifesta indignada com o BIG BROTHER que se armou para se chapar os militares. Até mesmo um capitão reformado, do “QAO”, já aloprou e pôs para fora as verdades que, sabemos, estão engasgadas nas gargantas de muitos oficiais da ativa.

Em Brasília, há quem diga (milicos de sapato alto) que o companheiro ficou maluco. Se falam dele assim, eu imagino como devem desdizer o desassombro de um General Marco Felício, do General Rocha Paiva, de um Coronel Soriano, enfim, destes muito raros que lograram algum espaço na imprensa. Com justiça, o Capitão do QAO Reformado José Geraldo Pimentel, quando deixa extravasar sua “maluquês”,* é merecedor de respeito.

Na verdade, a maioria esmagadora da nossa oficialidade ainda guarda na memória com saudades a imagem de um Brasil que não admitia limitações de soberania e do Exército que colocava a Pátria Brasileira, quando em situação de crise/sítio, acima de tudo. Que não se duvide, acreditem, atualmente estamos mergulhados de ponta cabeça em situação de crise/sítio.

São ministros subordinados aos ditames do "Foro de São Paulo", fazendo sangrar as cicatrizes da pátria mãe gentil, sacrificada na luta fratricida dos anos 60/70; são chanceleres e magistrados, contribuindo para a desintegração do território nacional e foram os chefes de estado que assinaram tratados lesivos à soberania e segurança da nação.

Meus amigos, é lamentável! O segmento militar da sociedade vive hoje em transe constante. Como se admitir que nenhuma Força Armada vá amparar os chefes de família, as suas mulheres que passaram noites mal dormidas com os maridos em combate às organizações subversivas? Imaginem o “stress” dos telefonemas na calada da noite? Esposas, filhos chorando em casa, alarmados por comandos que lhes reclamavam os pais para "campanas", estouros de “aparelhos”, uma caça sem quartel aos assaltantes de bancos, seqüestradores, bandoleiros ferozes, fanatizados por códigos que lhes disciplinavam, inclusive, com quem deveriam se relacionar intimamente, tudo isto em completo desalinho com os ditames da ética e da moral.

A oficialidade precisa se ligar! Um vácuo de liderança em nossas fileiras pode ser fatal!

Quem é “milico” sabe muito bem do que está se falando. *Quem sabe faz a hora, não espera acontecer! E ainda existe o “inimigo verde-oliva”, aquele que não gosta quando profissionais da velha guarda se reportam ao “no meu tempo”, às militâncias dos idos passados e ao arraigado binômio "espírito de corpo/espírito militar" que pairava pelos cantões de nossos aquartelamentos e, que se diga, está em franco crepúsculo se já não acabou.

Para esse devo mandar um recado: não é o material mais moderno, não são os métodos de instrução refinados, os programas revolucionários da didática contemporânea que forjam o combatente de escol. Nada, absolutamente nada, substitui o instrutor, o comandante, o líder que olha no fundo do olho do soldado e lhe repassa as tradições e as nobres virtudes militares que devemos cultuar e preservar.

A verdade dói, mas tem que ser dita, e vou dizê-la! No instante em que o Exército passou a não garantir os que, de armas na mão, impediram a “satelização” do País por uma potência alienígena, como havia prometido o General Walter Pires, a Instituição sangrou sua mística de credibilidade!
Chegaram ao cúmulo da desfaçatez de desdizê-lo. Quem não se lembra, em alto e bom som se disse: -“O Exército não vai fazer nada!”. Isto é inominável!

A esta altura dos acontecimentos, meus velhos soldados velhos, só mesmo invocando o Duque de Caxias junto com o Marquês do Herval! Percebam companheiros, a partir daí, a FORTALEZA, que era o Exército, escancarou os portões e nossos algozes vermelhos hastearam o estandarte da Força Terrestre de cabeça para baixo.

Eis que um tal de engolir desaforos, reprimendas, puxões de orelhas, uma verdadeira síndrome de subordinação ao “politicamente correto”, tudo passou a ser escudado pela justificativa dos regulamentos. Esta finta, para alguns, veste como luva para lograr manutenção de cargos, comissões e mordomias decorrentes! A lealdade á Pátria, o respeito pela Instituição e a admiração pelos subordinados que se explodam!

Ah! Mas aí seria ferir a disciplina! Ledo engano! Ninguém a fere quando, polida e briosamente, se choca os calcanhares e se solicita a exoneração da função por um chamamento à ordem descabido. Velhos soldados! Sei que tem gente malhando: quero ver se ele falava assim se estivesse no quadro de acesso!

Vão se dar mal, quem serviu comigo, quando eu chefiava o estado-maior da 5ª RM/DE em Curitiba nos idos de 1997, sabe muito bem porque.

Alguém poderá dizer: -“Mas algumas autoridades militares chegaram a esboçar algum, que fosse, protesto de brio! Encouraçados, dá para contar nos dedos! Mas foi tudo munição de festim. /Hoje/ assim como viúvas de Che Guevara, os porta-vozes de um revanchismo pelego nos insultam sem peias e já falam em arrastar pelo braço o nosso irmão em armas que se negar a depor nesta “COMISSÃO DA MENTIRA”.

Feridas sangrando, grupos em cizânia exacerbada, País ameaçado, Forças Armadas vergadas, desintegração territorial e social. Cidadão brasileiro!

O loteamento de nosso chão pelos grandes predadores militares será só uma questão de tempo se os soldados não fizerem valer, em tempo útil, as responsabilidades constitucionais que lhes cabe assumir pela Carta Magna.

Se isto se der, vá em frente soldado, avante jovem das fileiras. Fique certo de que nós, a sua reserva /nós/ não vamos deixá-los para trás se tombarem nas trincheiras. No mínimo morreremos juntos, lado a lado, ombro a ombro, porque, quer queiram quer não queiram, quem abriu o portão das armas para você no quartel fomos nós, assim como fomos nós que os transformamos em soldados.

Jamais olvidaremos esta verdade da qual /você/ não se lembra mais. A dúvida que nos destrói, que nos machuca, todavia permanece: aonde nós falhamos se hoje a disciplina para com os governantes pretere o respeito pela Instituição e a lealdade que se deve para com a Pátria?

De qualquer modo, se pudesse deixar para você um princípio que sempre me norteou durante os meus 38 (trinta e oito) anos de serviço no Exército, eu o traduziria assim:

“A linha limite, entre o tão decantado equilíbrio emocional e o brio que enobrece, é tiranicamente tênue. Soldados que se prezam devem ter a sensibilidade, que dele se espera, para saber quando termina o primeiro/de molde a prevalecer o segundo.”

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior na reserva. Originalmente Publicado no “JORNAL DO COMÉRCIO DE PA/RS” em 18/04/2013.

O brasileiro elogiando sua mulher

Os Bobos na Corte dos Ditadores Mensaleiros

Por Cardoso Lira




Por Jorge Serrão –

O Palhaço do Planalto vai chorar de tanto rir. O Presidente paralelo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua marionete nervosa, Dilma Rousseff, são classificados por investidores internacionais e pelo pessoal da área de comércio exterior, nos Estados Unidos e na Europa, como “os ditadores da face obscura da Lua”. A mesma turma reclama que toda a América Latina – exceto o Paraguai – sofre hoje na mão dos “ditadores populistas da Unasul”.

Dilma tem a delicadeza de um elefante pisando em copinhos de cristais em suas ações e palavras no campo diplomático. Seu antecessor, que ainda não deu provas de que desencarnou do trono do Palácio do Planalto, se assemelha a um macaco desastrado dentro de um armário cheio de louças finas. O pior é que a política externa tupiniquim é manipulada, na base do top-top, pelo mago Marco Aurélio Garcia – um dos principais dirigentes do Foro de São Paulo – entidade que reúne os radicalóides de canhota do continente.

No ar, paira uma grave crise com os EUA. As relações de Lula com regimes anti-norte-americanos, como o Irã e muitos países da África, tornam inviável que o Tio Sam libere os brasileiros dos vistos de entrada e todo um rigor de fiscalização alfandegária. O ataque de Boston bostejou ainda mais a questão, porque a guerra ao terror tende a se ampliar na “terra do livre livre e na casa do bravo” – como está definido no hino da “Bandeira Estrelada” (The Star-spangled Banner).

A bronca da Águia com o terrorismo todo mundo já conhece. Mas a ave símbolo norte-americano quer mesmo é acertar contas com os corruptos – principalmente os do Brasil. A turma do Governo do Crime Organizado daqui anda de muito teretetê (como diria Zeca Diabo) com os patrocinadores do terror transnacional.

Nossos bandidos, inclusive, andam fazendo negociatas muito escusas e muitas parcerias de politicagem com os inimigos dos EUA. Do jeito que a coisa vai, muita blackwater tende a rolar para cima de nossos corruptos vagabundos que fazem os indolentes brasileiros de bobos da corte dos mais variados tipos de “mensalão”.
Eis por que a previsão política para 2014 é de clara tendência de mudança de um ciclo – nem que seja com a troca de nomes, na disfarçada alteração de seis por meia dúzia. 

Dilma Rousseff, com índices manipuladíssimos de apoio nas pesquisas de opinião pública, nunca esteve com sua reeleição tão ameaçada. Culpa do previsível retorno da inflação em um desgoverno que nunca fez o dever de casa, baixando impostos, mexendo na usura bancária, investindo em infraestrutura e logística, reduzindo os gastos federais inúteis e combatendo a corrupção sistêmica (coisa impossível para a índole petralha). Dilma vai pro brejo levando junto o “Boi” (não era com este bovino codinome que o falecido delegado Romeu Tuma o chamava, carinhosamente, na década de 70, o fiscal secreto do DOPS que dedurava os inimigos do meio sindical?).

Alguém acha que a petralhada vai aceitar, pacificamente, desaparelhar a máquina capimunista tupiniquim? Pode esquecer de tal possibilidade. Os sujeitos não admitem perder a boquinha. Até porque uma das fontes de arrecadação legal de dinheiro para o PT é a ocupação de cargos de confiança muito bem remunerados. Vide a tabelinha de contribuições ao Partido dos Trabalhadores. O aparelhamento do Estado Capimunista rende alto para o caixa partidário.



Hoje, no Brasil, temos outra piada para provocar muitos prantos entre os bobos da corte – nós, os cidadãos-eleitores-contribuintes. Quem tem a ideologia petista parece ter um cérebro privilegiado. Muitos dos filiados ao partido, além das boquinhas com os “DASs” (cargos de direção de Assessoramento Superior) conseguiram a façanha intelectual de passarem em concursos públicos.

Caia para trás com o número levantado por um senador de oposição. Atualmente, 135 mil funcionários concursados – a maioria, que coincidência, petistas – não tem qualquer função no governo. Nas repartições, não há sequer mesa, cadeira, equipamentos ou espaço para eles trabalharem. Logo, ganham sem fazer nada! E, claro, contribuem, religiosamente, com o partido...

A eleição presidencial de 2014 deve bater o recorde de baixaria – matando de inveja até a recente disputa venezuelana. A primeira ação brutal dos petralhas será contra seu aliado até ontem, o governador socialista pernambucano Eduardo Campos. O netinho de Miguel Arraes é o franco favorito a reinar no Planalto. Antes, só terá de sobreviver à onda de ataques covardes do nazipetralhismo, principalmente nos bastidores dos podres poderes.

Outro que vem na disputa é o senador e ex-governador de Minas Gerais. O probleminha – para sorte da petralhada - é que o caminho do Planalto parece trancado para o netinho do Tancredo. Aécio Neves está com muita dificuldade de decolar. José Serra ainda vai fazer um estrago enorme no ninho tucano porque também deseja a Presidência. Tudo para ira do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso – quase imortal da nossa Academia Brasileira de Letras, seguindo os passos do onipotente José Sarney...

A vaidade pessoal e obsessão de Serra pelo poder, além de não levá-lo à sonhada Presidência da República, vai implodir o PSDB. A salvação para o partido – e ainda dá tempo para isto – seria Aécio ter a humildade de fechar, depressa, uma aliança com Eduardo Campos, para tentar uma vaguinha de vice do Pernambucano. Se isto acontecer, aí sim a eleição se complica para o PT – já que o eterno governista PMDB vai pular no colo de quem tiver mais chances reais de faturar a eleição.

Voltando às questiúnculas internas de nosso Reino de Avilã, a primeira-dama da Operação Porto Seguro, Rosemary Nóvoa de Noronha, retorna, triunfalmente, à proa do Titanic petralha. Reportagem da Veja confirma pelo menos uma das muitas viagens internacionais de negócios feitas ela “Doutora Rose”, extra-agenda-presidencial, enquanto ocupou o cargo de chefe de gabinete do “escritório” da Presidência da República em São Paulo.

Como Rose tinha passaporte diplomático – e nada consta que tenha perdido o documento ou entregue para a Justiça até agora -, a melhor amiga de Lula ía para onde quisesse, levando e trazendo o que bem desejasse. Todos graças à imunidade diplomática na bagagem - sempre inviolável e isenta de fiscalização em aduanas.
Se Rosemary transportava bugingangas, dinheiro ou diamantes só o 007 seria capaz de descobrir. O Pior é que juram que o MI-6 andou monitorando-a. Bem que a Rose daria uma interessante e intrigante Bond Girl... Mas, se bobearem, ano que vem ela se candidata e vira deputada federal pelo PT...

A hospedagenzinha gratuita no Palazzo Pamphili, sede suntuosa da Embaixada Brasileira em Roma, em 2010, foi apenas um pequeno pecado de quem se acostumou a usar e abusar da máquina capimunista do Brasil. Rose merece perdão porque seria a perfeita soberana paralela, com poderes maiores que o de uma primeira-dama, para reinar na Suprema Corte dos Ditadores Mensaleiros.

Se é assim, que deus salve a Rainha! Mas um deus, com letrinha bem minúscula... O Diabo é que tem petralha maldoso fofocando que Rose corre risco de ser traída. Ela pode terminar como a grande e única culpada de tudo que foi feito de errado e apurado na Operação Porto Seguro – cuja investigação anda tão rápida quanto a conclusão da ferrovia Norte-Sul...



Quem não é Bobo nesta Corte passa por um momento sombrio, de incertezas, correndo até certo risco de abandono e desprestígio. Nem por isso, mesmo sabendo que não vai pegar os 10 anos e 10 meses de cadeia a que foi condenado como o “organizador” do Mensalão, José Dirceu de Oliveira e Silva não se abate publicamente. Desde quinta-feira passada até esta segunda-feira, o blogueiro, advogado e consultor viajará pela região da Amazônia Legal e adjacências.

Dirceu combinou passeios rápidos, compromissos políticos e de negócios em várias capitais: Teresina, Macapá, Belém e São Luiz. Ele curte as mordomias de viajar em um luxuoso jatinho fretado em São Paulo. Voar em um Citation CJ2, prefixo PT-LLU, com seis lugares, não custa barato.Toda a turnê de Dirceu deve sair por uns R$ 150 mil.
Isso fora a hospedagem padrão dele, em hotéis 5 estrelas. Afinal, ninguém merece passar uma temporada em um hotel-presídio tipo Tremembé (onde não deixam o preso sequer usar um computador ou um smartphone)... Antecipando-se aos intrigantes de plantão, Dirceu já mandou amigos dele avisarem à mídia amestrada que quem paga a conta é ele mesmo – e não alguma empreiteira amiga. Parabéns pela honestidade...

Um dos maiores investimentos atuais de José Dirceu é uma sociedade com portugueses em uma mina de ouro no Amapá. Especula-se até que a mina do Condenado no Mensalão produza até nióbio e outros minerais raros e de alto valor... No Senado, circulava na sexta-feira uma informação valiosa. Dirceu teria hoje uma fortuna estimada em R$ 1 bilhão e 200 mil reais. Só falta ser citado na Forbes...

Por tudo isso, cabe uma pergunta que demanda uma profunda resposta. Será que Dirceu merece a fortuna de acabar preso e sem direitos políticos, sem antes realizar seu sonho (sepultado pela briga com Roberto Jefferson e pela persistência condenatória de Joaquim Barbosa) de ter sido Presidente do Reino do Brasil, sucedendo a Lula?

Muito amigo de longa data da Rose, Dirceu Borboleta jura que não roubou nem matou a Dulcinéia Cajazeira, porém não pode jogar a culpa em “Odorico”. Por isso, o negócio mais seguro para ele seria pegar o primeiro jatinho para Cuba, antes que seja tarde demais.

Basta o Zé do Blog pedir um asilo político aos sócios-irmãos Castro, e aguardar, em segurança, que a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, julgue que o nosso Supremo Tribunal Federal cometeu a máxima das injustiças condenando um homem tão rico, preparado e digno para ser um símbolo ideológico do Capimunismo que temos no Brasil.  

Enquanto isso, os bobos na corte dos ditadores mensaleiros ficam com os deles bem na reta... Tudo por causa do nada triunfal retorno da inflação – fruto da permanente ganância e falta de estrutura produtiva, educacional e cultural do passivo brasileiro.
Por tudo isso, junto com muitos cabeças de papel, e sob os olhares atentos de reprovação da Águia, os bobos já perguntam com maldade: Onde está a Honestidade?

Comento

Esta organização criminosa dos petralhas traz na alma o DNA da: bandidagem, da corrupção e do crime organizado. Isto não vai mudar nunca, temos que tirar este gângsteres amaldiçoados do poder a qualquer custo, nem que para isto, precisaremos  lavar Brasília com sangue, para conseguir tirar estes ladrões,  criminosos e terroristas do poder da República, caso contrário eles vão se perpetuar no poder, visto que eles usam o dinheiro público para este fim e também para se locupletarem do erário, comprando tudo do Oiapoque ao Chuí. 



Às vésperas de ir para cadeia, José Dirceu faz tour milionário para encontrar petistas.

O ex-ministro (de camisa rosa), seguido por dois assessores e do piloto / Fotos de Celiane Freitas/ Ag. Esplanada
 
Apesar de não ter mais poder, o ex-ministro José Dirceu mostra que tem muito, muito dinheiro. Ele começou na última quinta-feira um roteiro que até a segunda passará por quatro capitais: Teresina, Macapá, Belém e São Luís, segundo relatou a amigos. E só ficará em hotéis 5 estrelas – em Teresina, hospedou-se no Petropolitan. Dirceu viaja em jatinho fretado em São Paulo, um Citation CJ2 prefixo PT-LLU com capacidade para seis lugares, que diz ser bancado por ele. Cada trecho não sai por menos de R$ 30 mil. Só de frete, então, gastará cerca de R$ 150 mil até voltar para casa.
 
Em palestra para militantes petistas em Teresina, na Quinta, Dirceu revelou que recorrerá às cortes internacionais para tentar anular sua condenação. Ele ficou animado com o voto no acórdão do ministro do STF Celso de Mello: que o Supremo poderá acatar o que a Corte Interamericana de Direitos Humanos decidir. O petista disse também que vai usar as viagens a convite do PT para defender o legado de Lula e o governo de Dilma.
 
Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão e a pagar multa de R$ 676 mil à Justiça. Mas pelo visto, a militância perde tempo em jantares para arrecadar fundos que o ajudem. Em sua defesa, o ex-ministro se diz injustiçado, que o Mensalão é uma farsa e carrega um livro em que detona a tese dos ministros do STF que o condenaram. O ex-ministro chega amanhã à noite em São Luís. Contam no Palácio dos Leões que, para driblá-lo, a governadora Roseana Sarney (PMDB) deixará o vice petista no cargo para recebê-lo. (Da coluna Esplanada)

Postado pelo Lobo do Mar

sábado, 20 de abril de 2013

Ação Penal 470 - 27/08/12 - (1/2)

José Dirceu alega que dinheiro roubado no Mensalão era privado, não era público. Baita defesa, hein?



O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu afirmou que a divulgação, pelo Supremo Tribunal Federal, do acórdão do julgamento do mensalão está longe de encerrar o caso. Um resumo foi publicado nesta sexta-feira, 19, e o acórdão completo deve estar disponível na próxima segunda-feira, 22. A partir daí, começam a contar os prazos para recursos.
Condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, o ex-ministro diz que ingressará com embargos declaratórios e também com os chamados embargos infringentes em que tentará anular a condenação por formação de quadrilha, já que nesse caso específico teve quatro votos favoráveis.
Caso não obtenha sucesso nessa fase, Dirceu deve pedir ainda revisão criminal, alegando que o Supremo errou ao considerar, públicos, recursos da Visanet, um fundo ligado ao Banco do Brasil. A Visanet abasteceu as empresas de Marcos Valério condenado como operador do mensalão. "Há um erro jurídico grave. O Supremo foi induzido a erro pela perícia. Recursos da Visanet não são públicos. Não são do Banco do Brasil e não foram desviados. Os serviços foram pagos e prestados e nós vamos provar", disse.
O último passo, segundo Dirceu, será um recurso ao Tribunal Penal Internacional, onde vai argumentar que não teve direito ao duplo grau de jurisdição, uma vez que foi julgado pelo Supremo, última instância da Justiça brasileira. "Todo cidadão tem o direito de, ao ser processado, poder recorrer para uma segunda instância. A Constituição é clara. Eu não tenho foro privilegiado. Eu não era ministro, não era deputado, quando da denúncia em agosto de 2007".  Dirceu contou que está em contato com juristas internacionais que já estudam o assunto. "Estamos levantando casos em que a corte decidiu a favor da demanda de dupla jurisdição", explicou.
O ex-ministro desembarcou na tarde desta sexta-feira, 19, em Belém (PA). Na capital paraense, foi ciceroneado pelo ex-deputado petista Paulo Rocha que também foi julgado na ação do mensalão, mas acabou absolvido. Dirceu participou de um encontro com advogados petistas, onde apontou supostos erros no julgamento do Supremo. À noite, em um evento voltado para a militância petista, fez palestra exaltando os 10 de PT no poder.
À imprensa, disse que ainda não tinha lido o acórdão e voltou a reclamar do que considera condenação sem provas. "A acusação é de que sou chefe da quadrilha e de que sou corruptor, mas vamos ler o acórdão e ver onde está a prova. Nesses quase oito anos, eu sofri uma devassa na minha vida. Não há nada que me relacione com os fatos que são denunciados na ação penal 470".
Indagado se a movimentação dele pelo Brasil não criaria embaraços ao governo da presidente Dilma Rousseff, afirmou que é uma ilusão achar o assunto morreria se ele ficasse quieto. "E eu estou buscando justiça. Quem não busca justiça está se enterrando vivo. Eu sou de luta".  (Estadão)



VEJA teve acesso ao relatório sobre as ações de Rosemary na Presidência; íntima de Lula ameaça botar a boca no trombone

É… VEJA teve acesso às 120 páginas do relatório final elaborado por técnicos do Planalto sobre a atuação de Rosemary Noronha, a amiga íntima que Luiz Inácio Lula da Silva mantinha no escritório da Presidência da República de São Paulo. Ela está inquieta e ameaça explodir. Acha que foi abandonada pelos antigos amigos. Para se defender no processo administrativo, Rosemary fez um rol de testemunhas de defesa que, tudo indica, já embute uma espécie de ameaça: Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e ex-chefe de gabinete de Lula, e Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil e ex-braço direito da presidente Dilma, encabeçam a lista. Completam o rol Beto Vasconcelos, atual número 2 da Casa Civil, e Ricardo Oliveira, ex-vice-presidente do Banco do Brasil e um assíduo visitante do gabinete que ela chefiava na avenida Paulista. São apenas os primeiros nomes, segundo a estratégia montada pela ex-secretária.
Rosemary parece dizer algo assim: “Esses aí sabem o que eu fazia…”. Leiam trechos da reportagem de Robson Bonin.
*
(…)
O resultado da investigação é um manual de como proceder para fraudar e trapacear no comando de um cargo público quando seu ocupante priva da intimidade do presidente da República. Sob o comando da Casa Civil da Presidência, os técnicos rastrearam anormalidades na evolução patrimonial de Rosemary Noronha e recomendaram que ela seja investigada por suspeita de enriquecimento ilícito. Um processo administrativo já foi aberto na Controladoria Geral da União.

(…)
A sindicância destoa da tradição dos governos petistas de amenizar os pecados de companheiros pilhados em falcatruas. Dedicado exclusivamente aos feitos da poderosa chefe de gabinete, o calhamaço de 120 páginas produzido pela sindicância é severo com a ex-secretária. Mostra que Rosemary encontrou diferentes formas de desvirtuar as funções do cargo. Ela pedia favores ao “PR ” — como costumava se referir a Lula em suas mensagens — com frequência.
Era grosseira e arrogante com seus subalternos. Ao mesmo tempo, servia com presteza aos poderosos, sempre interessada em obter vantagens pessoais — um fim de semana em um resort ou um cruzeiro de navio, por exemplo. Rosemary adorava mordomias. Usava o carro oficial para ir ao dentista, ao médico, a restaurantes e para transportar as filhas e amigos. O motorista era seu contínuo de luxo. Rodava São Paulo a bordo do sedã presidencial entregando cartas e pacotes, fazendo depósitos bancários e realizando compras. Como uma rainha impiedosa, ela espezinhava seus subordinados.
(…)
Como chefe de estado
Mensagens inéditas reunidas no relatório da investigação mostram que a ex-secretária foi recebida com honras de chefe de estado na embaixada brasileira em Roma. Todas as facilidades possíveis lhe foram disponibilizadas. Rose temia ter problemas com a imigração no desembarque em Roma. O embaixador José Viegas enviou-lhe uma carta oficial que poderia ser apresentada em caso de algum imprevisto. Rose não conhecia a Itália. O embaixador colocou o motorista oficial à sua disposição. Rose não tinha hotel. O embaixador convidou-a a ficar hospedada no Palazzo Pamphili — e ela não ocuparia um quarto qualquer. Na mensagem, o embaixador brasileiro saudou a ida de Rose com um benvenuti!, em seguida desejou-lhe buon viaggio e avisou que ela ficaria hospedada com o marido no “quarto vermelho”. Quarto vermelho?! Como o Itamaraty desconhece esse tipo de denominação, acredita-se que “quarto vermelho” fosse um código para identificar os aposentos relacionados ao chefe — assim como normalmente se diz “telefone vermelho”, “botão vermelho”, “sala vermelha”…
(…)
Pode explodirRosemary Noronha está magoada e ameaça um revide em grande estilo. Sentindo-se desamparada pelos velhos companheiros que deixaram correr solta a investigação que pode levá-la mais uma vez às barras da Justiça, agora por enriquecimento ilícito, a ex-chefe do gabinete presidencial em São Paulo ameaça contar seus segredos e implicar gente graúda do partido e do governo. Se não for apenas mais um jogo de chantagem típico dos escândalos do universo petista, Rose poderá enfim dar uma grande contribuição ao país. Pelo menos até aqui, a ameaça da amiga dileta de Lula faz-se acompanhar de lances concretos — tão concretos que têm preocupado enormemente a cúpula partidária.
O mais emblemático deles é a troca da banca responsável por sua defesa. Rose, que vinha sendo defendida por advogados ligados ao PT, acaba de contratar um escritório que durante anos prestou serviços a tucanos. O Medina Osório Advogados, banca com sede em Porto Alegre e filial no Rio de Janeiro, trabalhou para o PSDB nacional e foi responsável pela defesa de tucanos em vários processos, como os enfrentados pela ex-governadora gaúcha Yeda Crusius.
Os novos advogados foram contratados para defendê-la no processo administrativo em que ela é acusada de usar e abusar da estrutura da Presidência da República em benefício próprio — justamente o motivo da mágoa que Rose guarda de seus antigos amigos (…).
Leia a íntegra na revista.

Postado pelo Lobo do Mar

sexta-feira, 19 de abril de 2013

TCU vai auditar máfia do Minha Casa, Minha Vida.




O Senado aprovou nesta quinta-feira requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria no programa Minha Casa Minha Vida, particularmente nos contratos com empresas que operam no âmbito do programa. O requerimento foi apresentado após o jornal O GLOBO ter revelado a existência de um esquema de fraudes por parte de empresas de fachada, algumas delas registrada no mesmo endereço e controladas por um grupo de ex-funcionários do Ministério das Cidades.
- Queremos que o TCU faça auditoria, principalmente, sobre essas empresas que atuam no programa. Precisamos analisar a regularidade dos contratos mas, também, abordar a economicidade do programa e verificar a qualidade do que é feito. Apesar do que a presidente Dilma afirmou, muitas das casas são verdadeiros muquifos. Todos os senadores concordaram sobre a necessidade dessa auditoria -, afirmou o senador.
O Ministério das Cidades e a Controladoria-Geral da União (CGU) decidiram, no início da semana, formar uma comissão de sindicância para apurar as denúncias. A comissão terá prazo de 30 dias para apresentar o relatório final da investigação. A controladoria deve centrar a investigação em procedimentos e contratos do Minha Casa Minha Vida destinados a moradores de cidades de até 50 mil habitantes, a chamada modalidade pública.
Um dos focos da apuração é a RCA Assessoria, empresa formada por ex-servidores do Ministério das Cidades. Donos da empresa teriam criado empresas de fachada para controlar parte da distribuição do financiamento e dos contratos do programa. Entres os sócios da RCA está Daniel Nolasco, que até 2008 era funcionário do Ministério das Cidades. Nolasco é filiado ao PCdoB.
A empresa tem obtido cada vez mais contratos para construção de casas populares destinadas às faixas mais pobres da população, no âmbito do programa. A RCA atua no setor há pouco tempo, mas apresenta números invejáveis como, por exemplo, atuação em 24 estados, mil municípios e garantia de entrega de 80 mil casas. A empresa consegue ao mesmo tempo ser representante do agente financeiro, tocar construções e também medi-las e fiscalizá-las. Para isso, usa uma rede de empresas que os sócios e os funcionários registraram em seus nomes e cujos endereços ou são na sede da RCA, em São Paulo, ou na casa de parentes.
- O programa, desde a sua criação, em 2009, tem demonstrado deficiências de todos os tipos como a falta de cumprimento dos prazos de entrega das obras e a baixa qualidade das residências construídas. Esse requerimento tem por objetivo verificar, por intermédio de auditoria do Tribunal de Contas da União, a legalidade das empresas que operam no programa, bem como os resultados na aplicação de recursos públicos – justificou Aloysio Nunes em seu requerimento.
Na segunda-feira, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentou requerimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para que o ministro da pasta, Aguinaldo Ribeiro, preste esclarecimentos sobre os fatos. O senador disse que visitou, durante o fim de semana, um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida, na cidade de Londrina, no norte do Paraná, e apontou que existem irregularidades na construção, como rachaduras, falta de esgoto, bueiros entupidos, falta de posto de saúde, escola ou creche nas proximidades. De acordo com Dias, além da denúncia de fraude, há má qualidade na execução das obras do programa. (O Globo)

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