domingo, 26 de janeiro de 2014
Nosso sistema de votação não é seguro!
Por Cardoso Lira
Por Luiz Roberto Nascimento Silva
Num país onde se desvia merenda escolar, se rouba remédio popular e se desnaturam emendas parlamentares, a prática política assegura o direito ao silêncio premiado, mas impede a delação premiada, causa-me estranheza que tenhamos adotado o modelo eletrônico de votação, sem maior debate ou cuidado.
Já foram praticados inúmeros crimes de apropriação indébita eletrônica, sem maior divulgação. Soa-me, portanto, ingênuo não debater essa questão.
Serão as economias mais desenvolvidas de EUA, Alemanha, França e Japão países atrasados por continuarem a se utilizar de processos históricos de apuração?
Os Estados Unidos são o país com o maior domínio e criatividade na informática e uma nação da qual não se duvida de seus propósitos democráticos. Eles continuam a obedecer à sistemática do voto distrital concebido na sua formação política e a utilizar um sistema quase artesanal na apuração do voto. Por que esses países continuam a ter controles humanos ao lado do processo eletrônico?
Essas perguntas não se afastam da minha mente. Há algum back up disponível para a consulta pública de zonas eleitorais? A história recente de nossas eleições após a democratização demonstra que existiram desvios que a imprensa ajudou a coibir. Como a imprensa pode desempenhar esse papel num processo técnico que transforma a apuração numa caixa-preta?
Na estrutura atual de apuração, todos os votos das diversas zonas eleitorais são transferidos para o Tribunal Regional Eleitoral. Até agora ao menos não houve um único pedido de recontagem. A rigor é como se de uma forma mágica, instantânea, inquestionável, estivéssemos validando, transformando em verdade definitiva e absoluta toda eleição.
Não é difícil imaginar a tentação numa hipotética zona eleitoral de uma eleição num domingo chuvoso faltando meia hora para o fechamento das urnas, existindo um contingente de 300 eleitores que deixaram de comparecer.
Não é também difícil imaginar um mesário com a lista dos ausentes, soletrando o número dos títulos de eleitor e ao fundo o som da urna eletrônica perguntando: Confirma? Confirma. Tudo rápido, simples, sem impressão digital.
Para que essa preocupação não se limitasse a uma paranoia difusa, fui pesquisar sobre o assunto para ver se minhas preocupações tinham fundamento técnico. Descobri vários estudos.
O doutor Antônio Pedro Dourado Rezende, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília, em trabalho sobre o voto eletrônico esclarece: “A urna é confiável? É claro que a urna eletrônica é confiável, mas não no sentido que lhe dá o contexto costumeiro dessa pergunta. É confiável no sentido em que uma máquina pode ser confiável, na acepção de ser previsível. No caso da urna, se entra software honesto sai eleição limpa. Se entra software desonesto sai eleição fraudada".
Não se trata, portanto de desmoralizar a tecnologia numa atitude de tecnofobia. Não é isso. Não se defende o retorno ao sistema primitivo, não informatizado. Temos um tripé: votação, apuração e fiscalização.
Sabemos que a informatização facilitou a votação e acelerou a apuração. Não temos, entretanto, exemplos que comprovem os avanços na área de fiscalização e, se fizermos um exercício de memória, veremos que não houve recontagem alguma.
Até o momento a população não tem restrições às mudanças, nem se constatou nenhum desvio grave. Entretanto, institutos de pesquisa fizeram alguns prognósticos que depois não se confirmaram nas urnas.
Nosso passado político, nossa prática de coronelismo, enxada e voto, mesmo com todos os avanços inegáveis ocorridos no país, não nos sugeririam um maior cuidado?
Baudrillard já nos ensinou que “contra o mal, só temos o fraco recurso dos direitos humanos”. Fica a pergunta.
Luiz Roberto Nascimento Silva, Advogado, foi Ministro da Cultura. Originalmente publicado em O Globo em 24 de Janeiro de 2014.

Lula e a Odebrecht: muito mais do que negócios...
A Odebrecht faturava R$ 5 bilhões em 2000. Em 2014 deve chegar ao seleto clube das empresas que faturam mais de R$ 100 bilhões anuais. Não houve, neste período, maior parceiro do PT do que este grupo empresarial. Chega a ser assustador o volume de negócios que Lula abriu para seu amigo Emílio, o fundador, ou para o novo presidente Marcelo. Sempre em mercados altamente suspeitos. Angola,Venezuela e Cuba são apenas alguns deles.
O BNDES sempre presente, financia tudo e mais um pouco. Por exemplo, o Porto de Mariel, que Dilma irá inaugurar na próxima semana, em Cuba, levando uma comitiva de mais de trinta pessoas. O banco estatal entregou U$ 682 milhões para a Odebrecht tocar a obra. E colocou o negócio sob segredo de estado. Agora a Odebrecht anuncia que fará uma fábrica de plásticos dentro do porto cubano. Como tudo corre em segredo de estado, não se sabe de onde vem o dinheiro.
No final do ano, a Odebrecht recebeu mais uma benesse do BNDES. A Odebrecht Transport, que ganhou a concessão do aeroporto do Galeão do Rio, vendeu 10,6% da companhia por R$ 1 bilhão. Para o BNDES. Além disso, para manter a participação de 30% neste pequeno braço (ou seria mão) da Odebrecht, o FI-FGTS, fundo criado com recursos do trabalhador, investiu mais R$ 429 milhões na empresa.
Lula é um palestrante muito bem remunerado da empresa. Também usa o avião da companhia para rodar pelo mundo. É, na prática, um lobista da Odebrecht. Até para fazer o estádio do Corinthians a Odebrecht pegou quase R$ 800 milhões do BNDES. Nos governos petistas, a Odebrecht pulou de R$ 5 bilhões para quase R$ 100 bilhões de faturamento. É um dos grandes doadores do PT. Com denúncias, inclusive, de ter pago uma bolada de U$ 8 milhões para a campanha de Dilma, em 2010, por conta de um gordo contrato com a Petrobras. Odebrecht e o PT em peso se encontrarão em Cuba. Peso de ouro!
POR REINALDO AZEVEDO
Por Reinaldo Azevedo
POR REINALDO AZEVEDO
O pau volta a comer em São Paulo. Incentivo à baderna vem hoje do Palácio do Planalto e do PT. E digo por quê
Carro particular é incendiado por vândalos durante protesto (Foto: Tiago-Chiaravalloti-FuturaPress-Folhapress)
Sim, vou comentar a baderna que alguns bandidos disfarçados de manifestantes promoveram em São Paulo neste sábado, num protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, que reuniu, segundo a PM, 1.500 pessoas. Como sempre, depredação de lojas e ônibus, um veículo incendiado confronto com a polícia. E, para não variar, lá estavam os mascarados. O texto vai ficar longo. Mas tempo não lhes falta neste domingão, certo? Vamos lá. No Rio também houve alguma confusão. Em outras capitais, a convocação não reuniu mais do que algumas dezenas. Para que trate do evento de ontem, no entanto, preciso recuperar algumas coisas. Terei de falar um pouco dos rolezinhos e da reação do governo federal e dos petistas ao fenômeno. Vamos lá.
Escrevi neste blog meu primeiro texto sobre os rolezinhos no dia 13 de janeiro. É curto, meus caros, e vale a pena reproduzi-lo na íntegra. Mui modestamente, a minha bola de cristal antecipou o que viria com impressionante precisão. Releiam (em azul).
*
Esquerdistas bocós (existem os não bocós?) já estão de olho no “rolezinho”. Aqui e ali, noto a vocação ensaística de alguns dos meus coleguinhas na imprensa. Já há gente, assim, treinando o olhar para teorizar sobre mais essa erupção — e irrupção — da luta de classes. É fácil ser bobo. Fosse mais difícil, não haveria tantos bobalhões. Daqui a pouco o Gilberto Carvalho chama os teóricos dos “rolezinhos” para um bate-papo no Palácio do Planalto.
O “rolezinho”, que até pode ter começado como uma brincadeirinha irresponsável nas redes sociais, está começando a virar, vejam vocês!, uma questão política — ao menos de política pública. A coisa pode se tornar mais séria do que se supõe. Infelizmente, noto que muita gente, inclusive na imprensa, está tentando ver essas manifestações como se fossem uma espécie de justa revolta de jovens pobres contra templos de consumo da classe média.
Isso é uma tolice, um cretinismo. Os shoppings têm se caracterizado como os mais democráticos espaços do Brasil. São áreas privadas de uso público, muito mais seguras do que qualquer outra parte das cidades brasileiras. Os pais preferem que seus filhos fiquem passeando por lá a que façam qualquer outro programa, geralmente expostos a riscos maiores. É uma irresponsabilidade incentivar manifestações de centenas ou até de milhares de pessoas num espaço fechado. Ainda que parte da moçada queira apenas fazer uma brincadeira, é evidente que marginais acabam se aproveitando da situação para cometer crimes, intimidar lojistas e afastar os frequentadores.
Esse negócio de que se trata de uma espécie de revolta dos pobres contra os endinheirados é uma grossa bobagem. Boa parte dos shoppings de São Paulo, hoje em dia, serve também aos pobres, que ali encontram um espaço seguro de lazer. A Polícia precisa agir com inteligência para que se evite tanto quanto possível o uso da força. É necessário mobilizar os especialistas em Internet da área de Segurança Pública para tentar identificar a origem dessas convocações.
É preciso, em suma, chegar à raiz do problema. As redes sociais facilitam essas manifestações, como todos sabemos, mas é evidente que elas não são espontâneas. Há pessoas convocando esse tipo de ação, que pode, sim, como se viu no Shopping Metrô Itaquera, degenerar em violência.
No dia em que os shoppings não forem mais áreas seguras, haverá fuga de frequentadores, queda de vendas e desemprego. E é certo que estamos tratando também de um sério problema de segurança pública. Num espaço fechado, em que transitam milhares de pessoas, inclusive crianças, os que organizam rolezinhos estão pondo a segurança de terceiros em risco.
E que ninguém venha com a conversa de que se trata apenas do direito de manifestação num espaço público. Pra começo de conversa, trata-se, reitero, de um espaço privado aberto ao público, que é coisa muito distinta. De resto, justamente porque os shoppings têm essa dimensão pública, não podem ser privatizados por baderneiros que decidiram ameaçar a segurança alheia.
Encerro notando que o Brasil precisa ainda avançar muito na definição do que é público. Infelizmente, entre nós, muita gente considera que público é sinônimo de sem-dono. É justamente o contrário: o público só não tem um dono porque tem todos.
*
Esquerdistas bocós (existem os não bocós?) já estão de olho no “rolezinho”. Aqui e ali, noto a vocação ensaística de alguns dos meus coleguinhas na imprensa. Já há gente, assim, treinando o olhar para teorizar sobre mais essa erupção — e irrupção — da luta de classes. É fácil ser bobo. Fosse mais difícil, não haveria tantos bobalhões. Daqui a pouco o Gilberto Carvalho chama os teóricos dos “rolezinhos” para um bate-papo no Palácio do Planalto.
O “rolezinho”, que até pode ter começado como uma brincadeirinha irresponsável nas redes sociais, está começando a virar, vejam vocês!, uma questão política — ao menos de política pública. A coisa pode se tornar mais séria do que se supõe. Infelizmente, noto que muita gente, inclusive na imprensa, está tentando ver essas manifestações como se fossem uma espécie de justa revolta de jovens pobres contra templos de consumo da classe média.
Isso é uma tolice, um cretinismo. Os shoppings têm se caracterizado como os mais democráticos espaços do Brasil. São áreas privadas de uso público, muito mais seguras do que qualquer outra parte das cidades brasileiras. Os pais preferem que seus filhos fiquem passeando por lá a que façam qualquer outro programa, geralmente expostos a riscos maiores. É uma irresponsabilidade incentivar manifestações de centenas ou até de milhares de pessoas num espaço fechado. Ainda que parte da moçada queira apenas fazer uma brincadeira, é evidente que marginais acabam se aproveitando da situação para cometer crimes, intimidar lojistas e afastar os frequentadores.
Esse negócio de que se trata de uma espécie de revolta dos pobres contra os endinheirados é uma grossa bobagem. Boa parte dos shoppings de São Paulo, hoje em dia, serve também aos pobres, que ali encontram um espaço seguro de lazer. A Polícia precisa agir com inteligência para que se evite tanto quanto possível o uso da força. É necessário mobilizar os especialistas em Internet da área de Segurança Pública para tentar identificar a origem dessas convocações.
É preciso, em suma, chegar à raiz do problema. As redes sociais facilitam essas manifestações, como todos sabemos, mas é evidente que elas não são espontâneas. Há pessoas convocando esse tipo de ação, que pode, sim, como se viu no Shopping Metrô Itaquera, degenerar em violência.
No dia em que os shoppings não forem mais áreas seguras, haverá fuga de frequentadores, queda de vendas e desemprego. E é certo que estamos tratando também de um sério problema de segurança pública. Num espaço fechado, em que transitam milhares de pessoas, inclusive crianças, os que organizam rolezinhos estão pondo a segurança de terceiros em risco.
E que ninguém venha com a conversa de que se trata apenas do direito de manifestação num espaço público. Pra começo de conversa, trata-se, reitero, de um espaço privado aberto ao público, que é coisa muito distinta. De resto, justamente porque os shoppings têm essa dimensão pública, não podem ser privatizados por baderneiros que decidiram ameaçar a segurança alheia.
Encerro notando que o Brasil precisa ainda avançar muito na definição do que é público. Infelizmente, entre nós, muita gente considera que público é sinônimo de sem-dono. É justamente o contrário: o público só não tem um dono porque tem todos.
Retomo
Como se pode ver:
1: nego que os rolezinhos tenham um caráter político:
2: nego que os rolezinhos sejam fruto da exclusão social;
3: nem especulo sobre a possibilidade de ser uma criação do PT; é claro que não é!;
4: aponto o óbvio: shoppings são espaços que também servem aos moradores da periferia;
5: afirmo que têm de ser coibidos por uma questão de segurança.
6: O QUE CONDENO NO MEU TEXTO É A TENTATIVA DAS ESQUERDAS DE POLITIZAR O ROLEZINHO. É PRECISO SER MUITO BURRO PARA AFIRMAR QUE EU ATRIBUO ESSES EVENTOS ÀS ESQUERDAS. O diabo é que há gente burra aos montes — e outras tantas de má-fé.
Como se pode ver:
1: nego que os rolezinhos tenham um caráter político:
2: nego que os rolezinhos sejam fruto da exclusão social;
3: nem especulo sobre a possibilidade de ser uma criação do PT; é claro que não é!;
4: aponto o óbvio: shoppings são espaços que também servem aos moradores da periferia;
5: afirmo que têm de ser coibidos por uma questão de segurança.
6: O QUE CONDENO NO MEU TEXTO É A TENTATIVA DAS ESQUERDAS DE POLITIZAR O ROLEZINHO. É PRECISO SER MUITO BURRO PARA AFIRMAR QUE EU ATRIBUO ESSES EVENTOS ÀS ESQUERDAS. O diabo é que há gente burra aos montes — e outras tantas de má-fé.
E muitos outros textos se seguiram a esse. E não adotei tal ponto de vista apenas aqui, é claro! Afirmei a mesma coisa na Rádio Jovem Pan. Na Folha, na coluna no dia 17, escrevi:
“Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o “rolezinho” como manifestação da luta de classes.” Ou ainda: “Jovens que aderem a eventos por intermédio do Facebook não são excluídos sociais, mas incluídos da cultura digital, que já é pós-shopping, pós-mercadoria física e pós-racial.”
Mais:
“Não se percebia, originalmente, nenhuma motivação de classe ou de “raça” nessas manifestações. Agora, sim, grupos de esquerda, os tais “movimentos sociais” e os petistas estão tentando tomar as rédeas do que pretendem transformar em protesto de caráter político.”Adiante.
“Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o “rolezinho” como manifestação da luta de classes.” Ou ainda: “Jovens que aderem a eventos por intermédio do Facebook não são excluídos sociais, mas incluídos da cultura digital, que já é pós-shopping, pós-mercadoria física e pós-racial.”
Mais:
“Não se percebia, originalmente, nenhuma motivação de classe ou de “raça” nessas manifestações. Agora, sim, grupos de esquerda, os tais “movimentos sociais” e os petistas estão tentando tomar as rédeas do que pretendem transformar em protesto de caráter político.”Adiante.
Por quê?Mas por que evoco os rolezinhos? Porque o tratamento que a imprensa, alguns acadêmicos mixurucas e os “progressitas” lhes conferiram revela o espírito do tempo. Deixados os eventos por si mesmos, com a devida contenção quando se fizesse necessária, iriam esmorecer. Os shoppings da periferia são um espaço de lazer das famílias, parentes, amigos, vizinhos — a “comunidade”, enfim — dos rolezeiros. Mas como resistir ao, digamos, “cheiro conceitual dos pobres”? Assim, foram buscar LUTA DE CLASSES onde havia, e há, desejo de ascensão de classe, que é coisa muito distinta.
As justas e corretas mobilizações dos lojistas, das respectivas direções dos shoppings, dos consumidores e da própria polícia para coibir os eventos foram tachadas de discriminação racial e de classe. Se me pedissem para listar os três traços de caráter que mais abomino, um deles é a demagogia — sim, eu a considero um desvio de caráter. E, infelizmente, está contribuindo para rebaixar o caráter do país.
Carvalho
No primeiro parágrafo do meu primeiro texto sobre o rolezinho, leiam lá, antevejo que Gilberto Carvalho vai meter os pés pelos pés e fará besteira. Batata! Na semana passada, ele afirmou: “Da mesma forma que os aeroportos lotados incomodam a classe média. Da mesma forma que, para eles, é estranho certos ambientes serem frequentados agora por essa ‘gentalha’ (…). O que não dá para entender muito é a carga do preconceito que veio forte. (…) As pessoas veem aquele bando de meninos negros e morenos e ficam meio assustadas. É o nosso preconceito“.
No primeiro parágrafo do meu primeiro texto sobre o rolezinho, leiam lá, antevejo que Gilberto Carvalho vai meter os pés pelos pés e fará besteira. Batata! Na semana passada, ele afirmou: “Da mesma forma que os aeroportos lotados incomodam a classe média. Da mesma forma que, para eles, é estranho certos ambientes serem frequentados agora por essa ‘gentalha’ (…). O que não dá para entender muito é a carga do preconceito que veio forte. (…) As pessoas veem aquele bando de meninos negros e morenos e ficam meio assustadas. É o nosso preconceito“.
Reproduzo agora os dois últimos parágrafos da minha coluna na Folha desta sexta (em azul):Enquanto a fala indecorosa do ministro circulava, uma turba fechou algumas ruas na Penha, em São Paulo, para um baile funk. A polícia, chamada pela vizinhança, acabou com a festa. Um grupo de funkeiros decidiu, então, assaltar um posto de gasolina, espancar os funcionários, depredar um hipermercado contíguo e roubar mercadorias. Na saída, um deles derramou combustível no chão e tentou riscar um fósforo. Tivesse conseguido… O “Jornal Nacional” relacionou o episódio à falta de lazer na periferia. Pobre, quando não se diverte, explode posto de gasolina, mas é essencialmente bom; a falta de um clube para o funk é que o torna um facínora. Sei. É a luta entre o Rousseau do Batidão e o Hobbes da Tropa de Choque.
Os maiores adversários do PT em 2014 não são as oposições, mas a natureza do partido e os valores que tornou influentes com seu marxismo de meia-pataca e seu coitadismo criminoso. A receita pode, sim, desandar.
Os maiores adversários do PT em 2014 não são as oposições, mas a natureza do partido e os valores que tornou influentes com seu marxismo de meia-pataca e seu coitadismo criminoso. A receita pode, sim, desandar.
Sabem qual era o primeiro parágrafo dessa coluna? Este (em azul):
“O pânico voltou a bater às portas do Palácio do Planalto, que dá como inevitáveis novos protestos durante a Copa. O PT já convocou o seu braço junto às massas, uma tal Central de Movimentos Populares (CMP), para monitorar o povaréu.”
“O pânico voltou a bater às portas do Palácio do Planalto, que dá como inevitáveis novos protestos durante a Copa. O PT já convocou o seu braço junto às massas, uma tal Central de Movimentos Populares (CMP), para monitorar o povaréu.”
Pronto! Com o parágrafo acima, chego aos confrontos deste sábado, em São Paulo, depois de ter caracterizado o AMBIENTE INTELECTUAL em que acontecem.
Olhem o black bloc aí, o dono da rua, certo de que não vai acontecer nada com ele(Foto: Ivan Pacheco)
Direitos e limites
É evidente que as pessoas têm o direito de não querer a Copa do Mundo no Brasil e de expressar esse ponto de vista. Mas não o de sair quebrando tudo por aí. Se vocês observarem, até agora, o governo federal não disse uma palavra firme a respeito. Ao contrário até: em seus discursos, dentro e fora do Brasil, Dilma passou a citar as manifestações como exemplos de democracia. Não são!
É evidente que as pessoas têm o direito de não querer a Copa do Mundo no Brasil e de expressar esse ponto de vista. Mas não o de sair quebrando tudo por aí. Se vocês observarem, até agora, o governo federal não disse uma palavra firme a respeito. Ao contrário até: em seus discursos, dentro e fora do Brasil, Dilma passou a citar as manifestações como exemplos de democracia. Não são!
Dia sim, dia também, movimentos de sem-teto, por exemplo, paralisam áreas da cidade. E o que eles querem? Que parte das casas construídas pelo poder público seja destinada a seus militantes — e, atenção!, será. É evidente que isso é um despropósito e caracteriza uma espécie de desvio de recursos públicos para entidades que são, não dá para fingir que não, de caráter privado. Ao ceder a pressão, o que se faz é endossar um método.
A desordem e o confronto estão se transformando em métodos aceitáveis de expressão, seja da alegria, seja da reivindicação política. Não! Não antevejo o caos; não acho que o Brasil caminhará para o buraco por isso; não acredito que estaremos nas cavernas daqui a pouco — não sou, em suma, apocalíptico. ATÉ PORQUE, LEITOR, O APOCALIPSE NÃO CHEGA — nem no Haiti ou no Sudão. Mas é claro que se vai construindo, com determinação e método, as condições de um atraso perene.
“Se o Brasil fosse menos desigual, isso não aconteceria”, repetem por aí. Bobagem! As manifestações violentas havidas no país a partir de junho não tiveram — como não teve o evento de ontem —, caráter popular. Foram lideradas por radicais mais ou menos endinheirados.
O que não existe no país — aí, sim — são líderes políticos que tenham a coragem de falar em defesa da ordem. De qual ordem? A da democracia e do estado de direito! O que lhes parece? Ao contrário: incentiva-se a desordem. Vejam o caso da ação do Denarc na Cracolândia. O prefeito Fernando Haddad convocou uma entrevista coletiva para atacar a polícia e não disse uma única palavra de solidariedade aos policiais que foram agredidos por um bando de dependentes. Atenção! Estava cumprindo o seu dever: foram lá prender traficantes.
Amarro as pontas para quem, eventualmente, até aqui, ainda não uniu os vários fios deste texto: o incentivo à desordem no país vem hoje de homens e mulheres que ocupam posição de relevo nos Poderes Constituídos, seja por meio de palavras irresponsáveis, como a de Gilberto Carvalho, seja pelo silêncio. E não é diferente com entidades da sociedade civil que já chegaram a se destacar pela defesa da ordem democrática.
A OAB-RJ e a Comissão de Direitos Humanos da OAB nacional exerceram um papel detestável, vergonhoso, na proteção aos tais black blocs no Rio, por exemplo. Quando policiais de São Paulo enquadraram, por bons motivos, dois indivíduos na Lei de Segurança Nacional — que deixou de ser “coisa da ditadura” quando foi, na prática, recepcionada pela Constituição democrática (ou não foi?) —, fez-se uma gritaria dos diabos. Alguns vagabundos vão para as ruas para quebrar tudo na certeza de que nada vai lhes acontecer — e, de fato, nada tem acontecido.
Encerrando
Começo a concluir lembrando que, até que se chegasse àquele confronto do dia 13 de junho do ano passado em São Paulo, que, por assim dizer, “nacionalizou” as manifestações, houve três protestos violentos, com depredações, coquetéis molotov e incêndio a ônibus: nos dias 6, 7 e 11 de junho. A arruaça correu solta, e a Polícia Militar só apanhou dos “manifestantes”. Quando reagiu, vocês sabem o que aconteceu. É história. Fiz uma pequena memória daqueles dias aqui.
Começo a concluir lembrando que, até que se chegasse àquele confronto do dia 13 de junho do ano passado em São Paulo, que, por assim dizer, “nacionalizou” as manifestações, houve três protestos violentos, com depredações, coquetéis molotov e incêndio a ônibus: nos dias 6, 7 e 11 de junho. A arruaça correu solta, e a Polícia Militar só apanhou dos “manifestantes”. Quando reagiu, vocês sabem o que aconteceu. É história. Fiz uma pequena memória daqueles dias aqui.
Não! O PT não inventou junho nem inventou os rolezinhos — e, obviamente, não será o criador de possíveis novos distúrbios na Copa. O que o partido e seus capas-pretas fizeram e fazem é flertar com a desordem — quando não a insuflam. Nunca é demais lembrar que os petistas Gilberto Carvalho e Luíza Bairros (ministra da Integração Racial) não hesitaram um minuto em jogar “negros e morenos” (Como disse Carvalho) contra brancos no caso dos rolezinhos. Convenham: é preciso ser de uma espantosa irresponsabilidade para brincar assim com o perigo.
O incentivo à desordem no país vem hoje do Palácio do Planalto e do PT — ainda que o problema possa cair no colo do partido e do governo. Ocorre que essa gente, como o escorpião, tem uma natureza.
POSTADO PELO LOBO DO MAR
sábado, 25 de janeiro de 2014
Governo do PT acha que o povo é ingrato.
POR CARDOSO LIRA
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse que integrantes do governo ficaram "perplexos" com a eclosão dos protestos de junho e sentiram "ingratidão" da população naquele momento. A declaração foi dada nesta sexta-feira (24) em um evento do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, em que Carvalho discursou para movimentos sociais. Ele fez um balanço dos dez anos de governo petista e disse que "a direita fez festa" com os protestos do meio do ano passado.
"Quando acontecem as manifestações de junho, da nossa parte houve um susto. Ficamos perplexos. Quando falo nós, é o governo e também todos os nossos movimentos tradicionais. [Houve] uma certa dor, uma incompreensão, e quase um sentimento de ingratidão. [Foi como] dizer: fizemos tanta por essa gente e agora eles se levantam contra nós." Neste momento, uma pessoa da plateia gritou: "Ah, sai daí".
Adiante, o ministro falou que há uma nova "cultura" na internet de rapidez que influenciou o fenômeno. "O moleque que rapidamente no computador faz acontecer um monte de realidades virtuais tende a imaginar que também a realidade tem que ser mudada com muito mais velocidade." Ontem, um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre teve atos de vandalismo no centro da cidade.
No início do discurso, o ministro fez ainda referência ao processo do mensalão. "Trataram de criminalizar toda a nossa conduta, nos transformando quase em inventores da corrupção, enquanto nós sabemos que o problema nosso foi reeditar, infelizmente, em parte aquilo que eram os usos e costumes da política. Falo sobretudo do financiamento privado das campanhas eleitorais."
'ROLEZINHO'
A jornalistas o ministro do Palácio do Planalto também comentou a reunião agendada com a associação de shoppings para os próximos dias na qual irá tratar dos "rolezinhos". Ele disse que pretende mostrar a "necessidade da convivência" aos lojistas. "Se tivermos capacidade de compreensão, de oferecer alternativas aos jovens e abrirmos o diálogo, não vai haver tanta tensão, nem tanta massificação."
O ministro afirmou que os adolescentes que promovem esses encontros são consumidores dos próprios estabelecimentos que agora tentam barrar o fenômeno. Para ele, os shoppings "saíram do centro" das cidades e foram para as periferias. Sobre as liminares obtidas por shoppings pelo país, disse que não há como diferenciar na porta do centro comercial quem é o consumidor e quem é "o menino que vai fazer o rolezinho". "Acho que o Judiciário já percebeu que não é por aí." (Folha de São Paulo)
Postado pelo Lobo do Mar
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
O TRIUNFO DAS NULIDADES
(SEM UM GRANDE BANHO DE SANGUE EM BRASÍLIA, NÓS
MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS, NÃO CONSEGUIREMOS UM REAJUSTE SALARIAL
DÍGNO. ESSES BANDIDOS QUE HOJE ESTÃO NO PODER DA REPÚBLICA, SÓ PENSAM EM
CORRUPÇÃO,LAVAGEM DE DINHEIRO, PECULATO E TIRAR PROVEITO PRÓPRIO DO
CARGO QUE OCULPAM).
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos, o homem chega a desanimar-se da virtude, rir-se da própria honra e ter vergonha de ser honesto" (Ruy Barbosa)
"Aos bons tudo! Aos ruins, o rigor da lei! Aos inimigos a guilhotina dos próprios petralhas" (Cardoso Lira).
"Os lugares mais quentes do inferno, estão reservados para aqueles que em tempo de crise moral, optam por ficar na neutralidade".(Dante Aliguieri)
"VISÃO MILITAR, OBJETIVO: APONTAR AS MAZELAS DO NOSSO PAÍS, OS BAIXOS SOLDOS DOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS, A CORRUPÇÃO E BANDIDAGEM DE UMA FACÇÃO CRIMINOSA, QUE ENCONTRA-SE NO PODER DA REPÚBLICA, LOCUPLETANDO-SE DO ERÁRIO PÚBLICO, SEM NENHUM CONTROLE".
O QUE ME INCOMODA NÃO É O GRITO DOS MAUS, E SIM, O SILÊNCIO DOS BONS”. (Martin Luther King).
"O aviltamento do Marxismo pelos oportunistas corruptos, que estão no poder, nestas premissas, nenhum político farsante escapará da vala comum reservada aos bandidos e falsificadores da história".(Cardoso Lira).
"O futuro cobrará justiça daqueles que tentaram falsificar a própria história".(Cardoso Lira).
Não podemos orientar a direção do vento, mas podemos ajustar a velas.
Vamos tirar o PT do poder, custe o que custar, nem que para isso, sejamos obrigado a usar medidas mais ortodoxas e radicais.
"Nenhum homem morrerá por afirmação de suas atitudes". (Nietzche)
"Os políticos e as fraldas, devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão" (José Maria Eça de Queiroz)
POSTADO PELO LOBO DO MAR
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos, o homem chega a desanimar-se da virtude, rir-se da própria honra e ter vergonha de ser honesto" (Ruy Barbosa)
"Aos bons tudo! Aos ruins, o rigor da lei! Aos inimigos a guilhotina dos próprios petralhas" (Cardoso Lira).
"Os lugares mais quentes do inferno, estão reservados para aqueles que em tempo de crise moral, optam por ficar na neutralidade".(Dante Aliguieri)
"VISÃO MILITAR, OBJETIVO: APONTAR AS MAZELAS DO NOSSO PAÍS, OS BAIXOS SOLDOS DOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS, A CORRUPÇÃO E BANDIDAGEM DE UMA FACÇÃO CRIMINOSA, QUE ENCONTRA-SE NO PODER DA REPÚBLICA, LOCUPLETANDO-SE DO ERÁRIO PÚBLICO, SEM NENHUM CONTROLE".
O QUE ME INCOMODA NÃO É O GRITO DOS MAUS, E SIM, O SILÊNCIO DOS BONS”. (Martin Luther King).
"O aviltamento do Marxismo pelos oportunistas corruptos, que estão no poder, nestas premissas, nenhum político farsante escapará da vala comum reservada aos bandidos e falsificadores da história".(Cardoso Lira).
"O futuro cobrará justiça daqueles que tentaram falsificar a própria história".(Cardoso Lira).
Não podemos orientar a direção do vento, mas podemos ajustar a velas.
Vamos tirar o PT do poder, custe o que custar, nem que para isso, sejamos obrigado a usar medidas mais ortodoxas e radicais.
"Nenhum homem morrerá por afirmação de suas atitudes". (Nietzche)
"Os políticos e as fraldas, devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão" (José Maria Eça de Queiroz)
POSTADO PELO LOBO DO MAR
Davos tem uma só pergunta para Dilma.
POR CARDOSO LIRA
Dilma está chegando a Davos e terá que responder uma pergunta que não quer calar: se o governo do PT não está conseguindo organizar uma Copa do Mundo, para a qual teve sete anos de prazo, como vai recolocar a economia nos trilhos, com tantos problemas, em apenas um ano? Faltando seis meses para o evento, não dá mais para colocar a culpa na FIFA, na Imprensa ou no "negativismo". É estádio que não ficará pronto. É aeroporto de lona. É o esquema de segurança que oferece tudo, menos segurança. Querem um exemplo? O estádio Mané Garrincha, construído na Capital Federal, deveria ter um túnel que passaria por baixo da Esplanada dos Ministérios, chegando ao Centro de Convenções, onde ficaria a Imprensa. Não saiu do papel, apesar do superfaturamento da obra, que chegou a R$ 1,4 bilhão. Em Brasília, nem mesmo o túnel que desafoga a região do aeroporto está pronto. Talvez fique. Talvez não. Dilma é a responsável diante de Davos.
"Nós já sabíamos que isso aconteceria... Falei outras vezes que o Brasil não tem condições de fazer a Copa do Mundo. Vai ser difícil, o Brasil vai passar vergonha...O Brasil tem muita coisa para fazer, como colégio, na saúde e presidio, e não campos de futebol para a Copa do Mundo. Vai tanto dinheiro só para um mês..." - Rivaldo, 41 anos, pentacampeão do mundo em entrevista à Jovem Pan.
Brasileiro – o Proscrito
Por Antônio Ribas Paiva
A classe política, que está no Poder do Estado, transformou os brasileiros em PROSCRITOS, proibindo e criminalizando tudo.
É proibido fumar, é proibido beber, é proibido falar ao celular, é proibido dirigir nas faixas de ônibus, bicicletas e motos, é proibido sair de carro no rodízio; dever impostos, dá cadeia...
Ora, quem nunca brindou em casamentos, aniversários e batizados? Está Proscrito!
A ousadia dos tiranos não tem limites, nos últimos 25 anos vêm proibindo tudo, para exercer a ditadura do controle social absoluto sobre as pessoas.
É a ditadura legiferante, que alterou até a legislação dos crimes sexuais, para causar insegurança jurídica, nas relações entre os gêneros.
Pela nova legislação penal, qualquer um pode ser alvo de extorsões ou vinganças, de ex-parceiros irresignados, de criminosos, enteadas ou esposas ciumentas, porque no juízo criminal, a simples alegação da suposta vítima é prova condenatória.
O objetivo dessa premeditada insegurança jurídica é dificultar as relações entre os gêneros, para controlar a sexualidade da sociedade, dominando a vida das pessoas.
Está claro, que o objetivo dessa gente, que tomou o Poder do Estado no Brasil, através do engodo, é cercear o exercício da cidadania, através do regramento absoluto dos atos e tradições da sociedade.
Primeiro, desarmaram os homens de bem, criminalizando a posse de armas, para submeter todos aos criminosos, aliados do Poder Político na opressão da sociedade.
Depois, vieram proibindo tudo, até que um bêbado analfabeto decretou a lei seca e a reforma ortográfica no Brasil...
Parece ridículo, mas é trágico, porque, por um motivo ou por outro, estamos todos proscritos. Por fumar ou beber socialmente, ou falar ao celular dirigindo, ou ter uma garrucha do avô em casa, ou dever impostos ou à previdência social...
Direito de ir e vir? Nem pensar, e o rodízio? E o pedágio? Privacidade? “É para mal intencionados”, segundo a gangue do poder.
Somos vítimas da conspiração dos catilinas, que posam de “Hobin Hood”, mas são traidores, peculatários e tiranos.
“Até quando catilinas, abusarão da nossa paciência”, sob os cândidos e complacentes olhares do Judiciário e do Ministério Público??
Antônio Ribas Paiva, Advogado, é Presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos.
Mais uma declaração estupefaciente de Maria do Rosário, agora sobre os presídios
Ah, abominável e Revanchista, Maria do Rosário!
A Human Rights Watch fez um relatório criticando duramente vários aspectos ligados à segurança pública no Brasil: presídios, atuação das polícias, investigações malfeitas, impunidade. Também fez elogios, como a criação da Comissão da Verdade e a punição de policiais envolvidos nas mortes do Carandiru e no assassinato do pedreiro Amarildo. Concordo com algumas críticas; discordo de outras. Concordo com alguns elogios; discordo de outros. Mas não vou entrar agora nesse mérito.
Quem veio a público falar em nome do governo foi Maria do Rosário, sobre quem já escrevi nesta terça. Esta impressionante ministra dos Direitos Humanos disse o seguinte, num determinado momento: “Quando o governo investe no sistema prisional, nós recebemos críticas também…”
É mesmo? Recebe críticas de quem? Quando é que vocês viram um governo, em qualquer esfera, ser criticado por investir em presídios? Epa! Esperem! É verdade. Quem costuma fazer essa crítica é justamente o petismo. Lula, o Apedeuta-chefe, disse certa feita que ele preferia construir escolas a construir cadeias. Bidu! Com esse pensamento, o Brasil tem hoje um déficit de umas 200 mil vagas mais ou menos.
Mas está tudo explicado. Em 2013, o governo federal investiu 38% menos do que em 2012 no sistema prisional. Agora entendi o motivo: os petistas fiaram com medo de receber… críticas.
Não tem jeito! O diálogo com esta idiota, nociva e mal caráter, Maria do Rosário não é nem bom nem mau. É apenas inútil. Esta senhora tinha que está presa num presídio de segurança máxima, por quê ela é uma bandida perigosa!
Ontem Dilma Vanda inaugurou campo de futebol no Nordeste. O que anunciou para enfrentar o terceiro ano de seca naquela região?
Os institutos de meteorologia estão apontando para um terceiro ano de seca no Nordeste. Três anos consecutivos!A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por exemplo, alertou, ontem, para a alta probabilidade de a seca ser prolongada em 2014. Vejam acima o resultado da seca de 2012 e 2013.
Será que, novamente, Dilma e o PT só vão agir depois que plantações, animais e seres humanos estiverem morrendo de sede? Será que este governo é tão imprevidente que ainda não sabe que a seca persistirá por mais um ano? Será que em vez de lotear o governo para os Gomes do Ceará não é melhor preparar uma Operação Seca para evitar novas tragédias?
Hoje Dilma foi ao Nordeste inaugurar campo de futebol. No Rio Grande do Norte. Não falou de água, de carro-pipa, de açudes, de cisternas. Só falou da Copa das Copas na região que terá a Seca das Secas.
É o mínimo que o Nordeste poderia exigir, haja vista que a Transposição do Rio São Francisco, que já deveria estar pronta, está derretendo debaixo do sol inclemente do sertão. Parece uma chaga rasgando a pele do pobre nordestino.
POSTADO PELO LOBO DO MAR
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