terça-feira, 18 de março de 2014

A Razão Menor

POR CARDOSO LIRA


 
Por Milton Pires


Quando Nietzsche deu a entender que toda razão ocidental estava doente, ele o fez atribuindo à moral cristã a causa disso. Penso não estar errado quando afirmo, já no início desse artigo, ser possível definir a razão como minha capacidade de julgar e, seguindo a mais kantiana das tradições aceito, para efeito de discussão, que a verdade é a concordância da razão com seu objeto. O que não parece claro, a mim mesmo, nesse início é o fato de que percebo como sendo externo...como sendo algo dado à minha consciência, como posto perante ela e passível de ser percebido, isso que chamei de “objeto” sobre o qual minha razão se detém.


Proponho aqui chamar de “positiva” esse tipo de razão e os convido agora a imaginar uma inversão: acreditar, por um momento, que todos os valores, todos os conceitos de certo e errado pudessem, por um momento, partir da ideia de um mundo que não existe..de algo por vir a ser construído e, imediatamente, lembro que trataríamos aqui de um paraíso na própria terra...da felicidade a ser conquistada nessa vida; não depois da morte – caso esse em que eu chamaria de “transcendental” o tipo de razão que tem como objeto a investigação metafísica.


O que eu tentei fazer nesse primeiro parágrafo foi sugerir ao leitor que considero como “positiva” ou como “transcendental” toda razão que se pretende sadia...todo ordenamento interno da consciência que supõe ser externo ou transcendente aquilo que ele mesmo, “ordenamento”, entende como sendo objeto de sua investigação.


Quando apelo ao conceito de razão “positiva” ou razão “transcendental” eu o faço na tentativa de distinção daquilo que vou chamar aqui de razão “negativa”... de uma capacidade de julgar fiel à ideia do movimento revolucionário que entende a possibilidade de um paraíso aqui e agora... nesse nosso próprio mundo em que nos encontramos. Do conflito surgido entre a percepção de uma realidade em movimento e a ideia de um paraíso nela mesma nasce a patologia do pensamento revolucionário que, ao decretar a morte da metafísica e da razão transcendental... ao zombar de um “Deus que não sabe dançar” e da “vontade dos fracos no cristianismo” reduz às cinzas toda possibilidade de ordenamento moral na História.


Necessário é agora afirmar que nasceu do marxismo e da psicanálise a força necessária para desconstrução de uma razão que pudesse elevar-se além da realidade material e da morte física. Partindo da ideia de que a história é uma luta de classes e que sua gênese pode ser compreendida pela economia política, funda-se a possibilidade do paraíso terrestre; explicando a crença em Deus como solução para o medo da morte, rotula-se como doença toda investigação metafísica.


Nasce assim uma razão revolucionária..um pensamento capaz de “formatar” o andamento da história conforme lhe convenha e onde não há espaço algum para própria moralidade. Daí a necessidade constante de lembrar àqueles que criticam o movimento revolucionário pela sua “imoralidade” e (por exemplo, nas Marchas das Vadias, da Maconha, ou do Aborto) que é infrutífera...que é vã e até mesmo perigosa a ideia de aceitar essa discussão com seus adeptos.


Quando mais nada puder ser lembrado como legado deixado por Nietzsche, filósofo que foi responsável pelo nascimento daquilo que chamei de “desconstrução”, ainda vai ser necessário recordar que lhe devemos esse certo “olhar clínico”...essa típica classificação etiológica capaz de nos remeter a uma origem comum entre Filosofia e Medicina e que foi, ela mesma, desgraçadamente, uma das fontes do pensamento revolucionário e do nascimento de uma razão doentia...de uma razão que vou chamar de “negativa”....de uma Razão Menor.


Em memória do amigo e professor, Dr. Celso Blacher


Milton Simon Pires é Médico.

POR CARDOSO LIRA

Caos elétrico. Aumento na conta de luz pode estourar meta da inflação.

O aumento das tarifas de energia elétrica levará a inflação para o topo da meta ao fim do ano, segundo o Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV. O instituto estima que o IPCA vá fechar 2014 em 6,4%, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do teto de 6,5%. O centro da meta para o ano é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

A previsão do Ibre é mais pessimista que a dos bancos e consultorias ouvidos pelo BC no Boletim Focus --6,1%. A estimativa do Ibre é que a conta de luz suba 8% neste ano. O instituto levou em consideração os 4,5% de reajuste sinalizados pela Aneel e estima outros 4% relativos ao abatimento da conta do uso das termelétricas.

O risco de apagão, contudo, ainda não consta no chamado cenário-base dos economistas do Ibre. "A única coisa que está considerada é a questão do aumento da tarifa, já que racionamento não dá para considerar ainda", afirmou a economista Silvia Matos. O aumento da conta de luz traz preocupação para a inflação, segundo Matos, devido às possibilidades de alta de outros preços que já há algum tempo vêm pressionando o indicador oficial, como serviços, cuja estimativa do Ibre é de alta de 8,4%, e alimentos, com alta de 5,5%.

"O patamar elevado da inflação, em 6,4%, e, portanto, muito próximo do teto da meta, traz o risco de outros indicadores afetarem os preços. Se tivermos um choque de alimentos, como tivemos no ano passado, a inflação pode ultrapassar o teto", explicou. Ainda segundo o Focus, o mercado elevou levemente a previsão de crescimento da economia neste ano, de 1,68% para 1,70%. (Folha de São Paulo)

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vergonha alheia! A conhecida incapacidade de expressão da Dilma cria incidente diplomático.

POR CARDOSO LIRA


Hoje o Palácio do Planalto teve que emitir uma Nota Oficial para explicar o que Dilma quis dizer ontem, enquanto sobrevoava as regiões alagadas no Norte do Brasil. Pior: por mais que a nota tente, mesmo assim o mundo continua sem entender o que Dilma disse. Ou quis dizer. Ou te...ntou dizer. Ou pensou dizer. Ou. Leiam abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República (SIP) vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Não é verdadeira a afirmação de que a Presidenta da República tenha responsabilizado a Bolívia pelas cheias que estão castigando os estados do Acre e de Rondônia;

2. Durante a visita que fez hoje a Porto Velho para verificar de perto os estragos causados pelas chuvas e onde anunciou medidas Federais de ajuda àqueles dois estados, a Presidenta foi muita clara ao dizer que as cheias são resultados de um fenômeno climático que elevou, em muito, a quantidade de chuvas nas cabeceiras dos rios que cortam a região;

3. Em sua fala, a Presidenta disse: “ A avaliação nossa é que houve, de dezembro a fevereiro, um fenômeno em cima da Bolívia…mas o que ocorreu ali? Ocorreu uma imensa concentração de chuvas. Nós temos dados de 30 anos, de 30 anos. Nesses 30 anos, não houve nenhum momento, nenhuma situação tão grave quanto essa, em termos de precipitação pluviométrica num só lugar”;

4.Para deixar mais clara a sua fala, a Presidenta recorreu à uma fábula: “..E aí eu até disse aqui uma fábula, que vocês conhecem, a fábula do lobo e do cordeiro. O lobo, na parte de cima do rio, olhou para o cordeiro e disse: “Você está sujando a minha água”. O cordeiro respondeu: “Não estou, não, eu estou abaixo de você, no rio”. A mesma coisa é a Bolívia em relação ao Brasil. A Bolívia está acima do Brasil, em relação à água. Nós não temos essa quantidade de água devido a nós, mas devido ao fato que os rios que formam o Madeira se formam nos Andes, ou em regiões altas, se eu não me engano, o Madre de Dios e o Beni”;

5.Como se vê, a fala da Presidenta se ateve a fenômenos climáticos e não geo-políticos.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

Vem aí a Copa do racionamento de energia.

Pelo que está acontecendo no país e pelo que está previsto para os próximos meses, muitos brasileiros estarão sem energia elétrica na sua casa para ver os jogos do Brasil. A situação só não é gravíssima porque o governo petista esconde os números com medo de reconhecer que estamos à beira de um colapso.

POSTADO PELO LOBO DO MAR

Projeto hegemônico: depois de dominar o STF, PT busca maioria no Senado.

POR CARDOSO LIRA

A exemplo dos planos para a Câmara dos Deputados, o PT quer ampliar sua bancada de senadores nas eleições de outubro e trabalha inclusive para superar o PMDB em número de parlamentares. Se isso ocorrer, o partido da presidente Dilma Rousseff não só ampliaria sua participação nas comissões da Casa, como poderia também pleitear a presidência do Senado. A legenda do vice-presidente Michel Temer, por sua vez, tenta manter a posição de maior bancada e preservar o posto que desde 2001 vem sendo ocupado por um senador peemedebista.

A renovação no Senado nestas eleições será de um terço das 81 cadeiras - cada um dos 26 Estados e o Distrito Federal vão escolher um novo parlamentar. O problema para o PMDB é que, de seus atuais 20 senadores, 7 estão em fim de mandato. Na bancada de 13 integrantes do PT, apenas 3 vão completar oito anos de mandato em janeiro de 2015. A posse dos parlamentares eleitos em 5 de outubro será em 1.º de fevereiro.

A tradição no Senado é que o partido de maior bancada tenha a prerrogativa de ocupar a Presidência da Casa. O posto ganha importância porque se acumula com o de presidente do Congresso, que tem o poder de convocar as sessões conjuntas de deputados e senadores. Como o Congresso aprovou recentemente a votação aberta para os vetos presidenciais, o controle dessas convocações é de interesse do Palácio do Planalto.

Na avaliação de senadores petistas, o partido aliado que tem complicado a vida de Dilma na Câmara terá mais dificuldades para manter o tamanho atual de sua bancada. Além disso, o PMDB se queixa de que tem sido sufocado pela legenda da presidente nos Estados, o que afetaria não só a manutenção da bancada de deputados - é com base no número de integrantes da Câmara que é calculado o tempo de propaganda no rádio e na TV e os repasses do Fundo Partidário -, como a eleição de governadores e senadores.

Renovação. Embora a prioridade do PT seja eleger o maior número de governadores em outubro, decisão que está no seio da disputa entre as duas legendas, o partido também está de olho na ampliação e renovação da bancada do Senado. Se conseguir ganhar mais espaço na Casa, os petistas querem reduzir a dependência do governo em relação à base aliada e ao PMDB nas comissões, também divididas proporcionalmente, de acordo com o tamanho das bancadas.

O PT aposta em nomes como o do atual governador da Bahia, Jaques Wagner, para aumentar sua bancada. Se o petista sair candidato ao Senado e for eleito, ocupará a cadeira do senador João Durval, do PDT, partido aliado de Dilma. No Pará, um dos nomes cotados é o do ex-deputado Paulo Rocha, que em 2012 foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.

Em Santa Catarina, o presidente do diretório estadual, deputado Cláudio Vignatti, pode entrar pela disputa da cadeira que hoje é ocupada pelo peemedebista Casildo Maldaner.

O PMDB, por sua vez, espera manter a maior bancada da Casa e continuar no posto que ocupa quase ininterruptamente desde 2001. De lá para cá, só houve interrupção quando o de novo presidente Renan Calheiros (AL) renunciou ao cargo, em 2007. Em 2015, Renan pretende disputar a reeleição para o comando do Senado.

Se o número de senadores do PT superar o do PMDB, a bancada já tem um nome para suceder a Renan: o atual vice-presidente da Casa, Jorge Viana (AC). (Estadão)
 
POSTADO PELO LOBO DO MAR

sábado, 15 de março de 2014

A ofensa imperdoável da narco-guerrilheira, Dilma Vanda contra os pobres.


por cardoso lira

Deixa estar e aqui está, muito bem colocado moradores do Minha Casa, Minha Vida Vila Azul, em Araguaína, Tocantins. Esta é a gente que nunca "ralou" segundo Dilma Vanda Rousseff Estela. Prometeram a eles escola, unidade de saúde, posto policial. Nada disso foi cumprido. Por isso, eles foram protestar contra a presidente, que respondeu dizendo que eles "nasceram em berço esplêndido".

A hiper, mega, super bandida,  corrupta e guerrilheira da organização criminosa do PT, ontem, no Araguaína, estado do Tocantins, um dos menores colégios eleitorais do país, a narco-guerrilheira Dilma Vanda Rousseff, irritada com um coro de vaias, atacou os manifestantes, dizendo que eles "nunca ralaram". Não eram militantes partidários. Eram moradores de um outro conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida que protestavam pelas péssima condições das suas humildes moradias, confrontadas com as novas casas que estavam sendo entregues, equipadas, inclusive, com placas de energia solar. 

Os moradores do Vila Azul receberam casas sem cerâmica. A construção é de péssima qualidade. A Justiça investiga claras evidências de superfaturamento. Por falta de um posto de saúde, os moradores, para serem atendidos, precisam voltar a unidades de atendimento onde estavam cadastrados antes de seu mudarem, muitas vezes localizados a dezenas de quilômetros de distância. São mais de 1.000 famílias. Um bairro com mais de 5.000 pessoas. 

Os que "nunca ralaram", segundo Dilma, pagam uma prestação maior pelas suas casas, mesmo que elas sejam de um padrão muito inferior. Pagam 10% do salário mínimo. Os moradores do conjunto habitacional entregue ontem pagarão apenas 5%. Tinham todo o direito de protestar. Bastaria que Dilma Rousseff, em vez de ofender os pobres moradores, determinar, naquele momento, ao presidente da Caixa e ao Ministro das Cidades, presentes no evento, que a situação fosse imediatamente resolvida. Que aos iguais fosse dado tratamento igualitário.

Dilma Rousseff cunhou uma frase que mostra muito bem a sua índole. O que existe por trás da blindagem do marketing.  Uma frase do mesmo nível do "relaxa e goza" de Marta Suplicy. Ou do "estupra, mas não mata" de Paulo Maluf. Ficará na sua biografia o ataque feito aos pobres, num evento em benefício de gente pobre, por não aceitar uma justa e democrática manifestação popular. Aquela gente humilde que ali estava "rala" muito. Vem "ralando" a vida inteira. Aqueles brasileiros pobres, em busca dos seus direitos, não mereciam uma ofensa desumana e cruel da Presidente da República. 



Dilma proíbe militares de comemorarem os 50 anos da "Redentora". Eles obedecerão.

A presidente Dilma Rousseff sinalizou nesta sexta-feira, 14, que não quer celebrações dos militares da ativa por conta do aniversário de 50 anos do golpe de 31 de março. Dilma mobilizou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que já conversou com os comandantes militares sobre o assunto.

Os chefes militares já haviam aproveitado as reuniões de seus Alto Comandos, que trataram também das promoções do final do mês, antes do Carnaval, para avisar aos comandados que evitassem qualquer tipo de polêmica sobre o assunto, para evitar choques com o Planalto. Os comandantes das forças já haviam repassado aos seus subordinados a ordem de não serem feitas comemorações fora dos quarteis e nem festejos internamente.

O tema, no entanto, não será deixado de lado pelas Forças Armadas. No Exército, por exemplo, o assunto será tratado por meio de palestra e divulgação de informações para a tropa apenas para que "as novas gerações" não se esqueçam do que chamam de "fato histórico", contextualizado à época da guerra fria.

O clima na ativa das Forças Armadas, até o momento, é de distensionamento. Não há movimentações para promover atos para exaltar a data, embora existam insatisfações em relação à condução dos trabalhos da Comissão da Verdade. Grande parte dos militares reconhece que houve avanços nos investimentos das Forças durante os governos Lula e Dilma.

Ainda há grande preocupação com o pessoal da reserva. Ainda não se sabe exatamente o que eles poderão promover para exaltar os 50 anos da "Redentora", expressão que usam para se referir ao 31 de março. Para evitar problemas com estes militares que já estão fora dos quartéis, mas que, quando querem, fazem barulho, os comandos das Forças Armadas fizeram contatos com os presidentes dos Clubes Militar (Exército), da Marinha e da Aeronáutica pedindo moderação nas manifestações. Vários grupos, no entanto, atuam de forma independente e não costumam atender pedidos dos comandantes.

Quem está no serviço ativo não pode se manifestar, por força do regulamento militar. Os da reserva não sofrem tantas restrições, mas também têm de seguir algumas regras e podem ser punidos inclusive com prisão por declarações que forem consideradas ofensivas à presidente da República. (Estadão)



sábado, 15 de março de 2014

O Supremo de hoje não é o Supremo de ontem



Por Barbosa Nunes

Em 2012 o Supremo Tribunal Federal entendeu por apertada maioria na Ação Penal 470, que houve crime de formação de quadrilha, com os votos dos ministros em atividade na época, Aires Britto e Cezar Peluso. Foram indicados pela presidente Dilma Rousseff, para preencher suas vagas, Luiz Roberto Barroso e Teori Zawascki.

Bastou para que fosse mudada a decisão, levando a inversão decisória para absolvição do crime, com os votos dos dois “novatos” e dos ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Carmem Lucia e Rosa Weber, ficando vencidos Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello.

Às vezes, pela rapidez da notícia no rádio, na televisão e sem o devido tempo para ler a notícia na íntegra, detalhes ficam desconhecidos. Neste artigo retiro dos votos de alguns ministros, parágrafos e seus posicionamentos, iniciando pelo relator dos infringentes, ministro Luiz Fux.

“A formação de quadrilha existe mesmo se os envolvidos se reuniram a princípio para fins legais. Os condenados associaram-se em um “projeto delinquencial” e sabiam da divisão de tarefas dos demais integrantes para manipular o legislativo”.

Já o ministro Teori Zawascki, indicado recentemente pela presidente da República, disse que “um crime cometido por três ou cinco pessoas não significa que tenha sido cometido em quadrilha”, quando apontou diferença entre quadrilha e cooperação. A ministra Rosa Weber seguiu o mesmo raciocínio de que não houve união de pessoas para a prática do possível crime.

Gilmar Mendes foi direto afirmando: “Chega de ironia e de blasfêmia”. Para ele, a gravidade dos fatos atenta contra a paz pública, por isso as penas deveriam servir para retribuir o mal causado e impedir a prática de novos crimes.

O ministro Marco Aurélio afirmou que houve formação de quadrilha, com permanência, estabilidade e entrosamento quanto a prática. Ao inicio do seu voto disse: “O Supremo de hoje não é o Supremo de ontem”.

O respeitadíssimo decano ministro Celso de Mello criticou a atual composição da corte que, segundo ele, fez “do dito pelo não dito”, já que na primeira fase do julgamento com os ministros Aires Britto e Cezar Peluso, os réus foram condenados pela formação de quadrilha e agora, com os ministros Luis Roberto Barroso e Teori Zawascki, a decisão da maioria levou à absolvição do crime.

Prosseguiu nesse mesmo sentido, votando pela condenação que, segundo sua afirmativa, por sua simples existência, constitui “agressão permanente contra a sociedade civil”. Ainda disse que os réus são “delinquentes, agora condenados travestidos então da condição de altos dirigentes governamentais”.

No encerramento houve mais um desentendimento, o que já é uma rotina no STF, expondo a mais alta corte a uma visibilidade negativa, quando a sociedade assiste  posicionamentos em “bate boca”, como ocorreu com o impaciente presidente Joaquim Barbosa e o novo ministro Luis Roberto Barroso, que votou pela desqualificação do crime de quadrilha, com tese de que já estava prescrito.

Do voto proferido pelo ministro Celso de Mello,  registro neste artigo para uma leitura mais detalhada, alguns pontos.

1 – “Foi uma resposta penal severa do Estado, em justa e necessária reação do ordenamento jurídico ao comportamento delinquencial gravíssimo dos condenados, ora recorrentes”.

2 – “O crime de quadrilha – observei então – é juridicamente independente daqueles que venham a ser praticados pelos agentes reunidos na “societas delinquentium”. O delito de quadrilha, por isso mesmo, subsiste autonomamente, ainda que os crimes para os quais o bando foi organizado sequer venham a ser por este cometidos”.

3 – “Mostra-se importante destacar, de outro lado, a advertência do eminente Ministro BENTO DE FARIA, antigo Presidente do Supremo Tribunal Federal e ilustre penalista, que já assinalara, em seus valiosos comentários ao nosso Código Penal, que, para efeito de configuração do crime de quadrilha, não se exige que os integrantes do bando ou do grupo criminoso se conheçam pessoalmente, bastando, para fins de integral realização do tipo penal, que estejam presentes os requisitos estabelecidos no preceito primário de incriminação”.

4 – “Este processo, ao contrário, tornou claro que os membros da quadrilha, reunidos em verdadeira “empresa criminosa”, agiram com “dolo de planejamento, divisão de trabalho e organicidade”, para usar expressão do eminente Desembargador ÁLVARO MAYRINK DA COSTA, em análise que proferiu no julgamento de outro litígio penal.”
Convido o prezado amigo do encontro nosso de todos os sábados,  aqui no Caderno Opinião Pública, para buscar a íntegra do voto do ministro Celso de Mello e concluo este artigo com outra parte do seu posicionamento: “É por isso, Senhor Presidente, que salientei que o Supremo Tribunal Federal não condenou atores políticos, mas, sim, impôs a reprimenda penal a protagonistas de sórdidas tramas criminosas. Em suma: não se condenaram atores ou dirigentes políticos e/ou partidários, mas, sim, autores de crimes... Ao contrário do que esses embargantes afirmaram, torna-se necessário reconhecer que “a maior farsa da história política brasileira” residiu, isso sim, Senhor Presidente, nos comportamentos moralmente desprezíveis, cinicamente transgressores da ética republicana e juridicamente desrespeitadores das leis criminais de nosso País, perpetrados por delinquentes, agora condenados definitivamente, travestidos da condição de altos dirigentes governamentais, políticos e partidários, cuja atuação dissimulada ludibriou, acintosamente, o corpo eleitoral, fraudou, despudoradamente, os cidadãos dignos de nosso País, fingindo cuidar, ardilosamente, do interesse nacional e dos partidos políticos que integravam, quando, na realidade, buscavam, por meios escusos e ilícitos e mediante condutas criminosamente articuladas, corromper o exercício do poder, ultrajar a dignidade das instituições republicanas, apropriar-se da coisa pública, dominar o Parlamento, controlar, a qualquer custo, o exercício do poder estatal e promover, em proveito próprio ou alheio, a obtenção de vantagens indevidas”.

Sugiro aos operadores do direito, juristas e estudiosos em geral, acadêmicos de direito, professores, que leiam, releiam e arquive para futuras consultas, esta peça de altíssimo nível do ministro Celso de Melo, respeitadíssimo e decano da Alta Corte da justiça brasileira.


Barbosa Nunes é Delegado de Polícia aposentado em Goiás. Originalmente publicado no Jornal Diário da Manhã, Goiânia, edição 15 de março de 2014.



POSTADO PELO LOBO DO MAR

sexta-feira, 14 de março de 2014

SECA NO NORDESTE, FANTÁSTICO DA REDE GLOBO-20/01/2013

DILMA E SUA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA POLOP (POLÍTICA OPERÁRIA)

POR CARDOSO LIRA

A Política Operária de Dilma,(POLOP) foi uma organização criminosa de esquerda, contrária à linha do Partido Comunista Brasileiro e que deu origem a várias outras organizações terroristas como:

Comando de Libertação Nacional (COLINA)

Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
Partido Operário Comunista (POC)
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-PALMARES)
Organização de Combate Marxista-Leninista- Política Operária (OCML-PO), também muito conhecida como "NOVA POLOP", esta com caracteristicas de exacerbada violência e selvageria, deixou um legado de milhares de assassinatos -Movimento Comunista Revolucionário (MCR)Assassinos crueis.
Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP)
Coletivo Marxista. Também com um legado de muitos assassinatos.
Suas sujas e estúpidas raízes, estão na Juventude Socialista do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que formou a Organização Revolucionária Marxista - Política Operária (ORM-POLOP) em fevereiro de 1961, a partir da fusão com círculos de digamos "estudantes criminosos" provenientes da 'Mocidade Trabalhista' de Minas Gerais, da Liga Socialista de São Paulo, simpatizantes de Rosa Luxemburgo), alguns trotskistas,Marxistas e dissidentes do PCB do Rio de Janeiro, São Paulo Minas e Espirito Santo.

Alguns dos seus desnorteados e estúpidos fundadores foram os "intelectuais" Theotonio dos Santos, Ruy Mauro Marini, ambos da Mocidade Trabalhista, Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira e Paul Singer, estes do PSB. Na verdade eram assassinos crueis.

Já em 1964, depois do golpe que derrubou o governo do presidente João Goulart, a POLOP tentou articular uma guerrilha contra o regime militar, no Vale do Rio Doce, mas foi abortada ainda na fase de planejamento, em Copacabana, pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Esse projeto de guerrilha no Vale do Rio Doce, deu origem, em 1967, à chamada Guerrilha do Caparaó, liderada por militantes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR).

Foi a partir desse mesmo ano que uma cisão da POLOP, comandado pela Dilma/Vanda, deu origem ao COLINA, em Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, uma "ala esquerda" da organização uniu-se a militantes remanescentes do MNR para constituir a VPR. Seu legado foi: muitos assaltos, roubos, sequestros e milhares de assassinatos inclusive militares. 

Em 1969, remanescentes da VPR e do COLINA se uniram para formar a VAR-PALMARES. Por fim, os militantes restantes se aproximaram da Dissidência Leninista e Marxista do PCB, no Rio Grande do Sul, para criar o Partido Operário Comunista (POC). Também com um legado de muitos crimes, assassinatos e tráfico de todos os tipos.

Em abril de 1970, alguns integrantes desta quadrilha de bandidos, desligou-se do POC para voltar a constituir a POLOP, passando a digamos "condenar" as ações armadas e realizar um trabalho doutrinário junto aos operários e rebatizando sua organização como Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária (OCML-PO).

No exílio, a OCML-PO editou, durante certo tempo, em conjunto com a Ação Popular (AP) Socialista e o MR-8, do abominável Franklin Martins, hoje um dos palhaços do Planalto mais primitivo e selvagem, e da revista de debates teóricos Brasil Socialista/ Marxista.

Finalmente, em 1976, o MEP surgiu a partir de um grupo carioca da POLOP , denominado Fração Bolchevique. É importante dizer que: A Dilma/Vanda ou Estela, esteve no comando, de quase todas essas organizações criminosas. Isto é fato verossímel. É história recente do Brasil.

Hoje os líderes e bandidos dessas quadrilhas estão quase todos no desgoverno de Dilma Vanda.

Querendo se perpetuar no poder. O PT é oriundo de todos esses grupos criminosos e ainda trás em se o DNA da guerrilha, da corrupção endêmica, do banditismo institucionalizado, do crime organizado e muitos outros......ACORDA BRASIL. SALVAR O PAÍS É DEVER DE TODAS AS PESSOAS DE BEM DA NAÇÃO BRASILEIRA. ACORDA FORÇAS ARMAS,  SE LIGA BRASIL.


ARTILHEIRO SUSTENTA O FOGO, QUE A VITÓRIA É NOSSA!!!

TIMONEIRO MANTER O RUMO CERTO!!!! 

POSTADO PELO LOBO DO MAR

A Jornalista do SBT dá uma declaração polêmica que pode tirar a eleição ...