quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Marx, o best-seller

Em voga, o pensador alemão agita o mercado editorial
Eduardo Fonseca

Não por acaso, uma série de lançamentos e relançamentos editorias envolvendo Karl Marx (1818-1883) vem ocupando as prateleiras das livrarias do país. Já faz tempo que de todos os lados brotam opiniões propagando o renascimento do grande pensador alemão que, em meados do século 19, realizou uma análise fundamental sobre o modo de produção capitalista.

O que poucos poderiam imaginar é que ele ganharia novo vigor mediante novos contextos, que ele ressurgiria não mais como substantivo, o marxismo, mas como sujeito. Desta forma, ele conseguiu romper os discursos ideológicos entre esquerda e direita e reaparecer com nova indumentária. Hoje, principalmente depois da crise do mercado financeiro, a obra do pensador alemão voltou à tona do debate. Do mega-investidor George Soros, que confessou ter lido a obra de Marx para ter uma visão mais abrangente de mercado, a estudantes recém-ingressados nas universidades e colóquios no mundo inteiro, Marx está em voga.

Tamanha ascensão fez com que Marx ressurgisse também na imprensa internacional (ver quadro abaixo). De uma hora para outra, o paladino do comunismo passou a ser apontado como uma espécie de guru para se entender o universo complexo do mercado. Como trunfo, sua teoria traz uma visão sóbria e bem alicerçada a respeito das estruturas do capitalismo, sem o fanatismo da teoria liberal que imperou no mundo desde a década de 80, uma teoria que reivindicava a não-regulamentação e o livre-mercado.

Karl Marx: obra viva capaz de reconfigurar hoje o próprio marxismo

Abaixo, separamos alguns lançamentos editorias no Brasil que corroboram para esse ressurgimento daquele que, para o historiador inglês Eric Hobsbawn, em entrevista concedida a revista Carta Maior, previu a natureza da economia mundial com 150 anos de antecedência. Segundo suas palavras, "Não é surpreendente que os capitalistas inteligentes, especialmente no setor financeiro globalizado, fiquem impressionados com Marx, já que eles são necessariamente mais conscientes que outros sobre a natureza e as instabilidades da economia capitalista na qual eles operam".

Marx em partes

Um livro pequeno e acessível para se contextualizar Marx no mundo contemporâneo se chama "10 lições sobre Marx", de Fernando Magalhães, professor de filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. E logo na primeira de suas lições o professor já nos introduz às temáticas eleitas por Marx que fazem dele tão atual quanto era. Pois se, em sua época, a relação D-M-D (dinheiro-mercadoria-dinheiro) ainda predominava no capitalismo, devido a sua grande sensibilidade, Marx já antevia que essa relação estava sendo substituída por outra, D-D (dinheiro-dinheiro). Assim, conforme aponta Magalhães, ele apontava a iminência de um grau de fetichismo ainda mais radical que dispensava a presença da mercadoria para se materializar, algo que ele denominou de capital fictício, um conceito trabalhado no terceiro dos volumes que compõem "O Capital". Nele, "Marx nota uma dupla disposição com a nova composição do capital: o poder para modificar a materialidade dos objetos e a inclinação cada vez maior para a expansão mundial das finanças, devido ao colossal aumento dos meios de comunicação". Desta forma, ele "descreve, quase que ´premonitoriamente´, o processo de mundialização ao qual assistimos hoje".

Se tal "premonição" não deixa de ser admirável, para o autor, esse exemplo é apenas um pequeno apontamento do quanto Marx enxergou o capitalismo como um sistema complexo que opera mediante fundamentos sólidos. Para o professor, a atualidade de Marx se sustenta uma vez que "A história se repete como farsa", sendo que os "alicerces do capitalismo permanecem em suas estruturas essenciais (...), ainda que sua reestruturação seja de fundo formal". Como conclusão de suas lições, o autor sugere que não há como pensar na morte de Marx se o objeto de seu estudo rompeu o tempo e se disseminou com uma naturalidade brutal em pleno século 21.

Homem vs Objeto

Sempre foi pública a aversão que Marx tinha de ver sua teoria ser transformada em objeto de culto. O pensador possuía muitas reservas quanto ao emprego do termo "marxista", sendo que ele mesmo dispensava ser taxado como tal. Uma relação conflituosa entre o homem e seu objeto. Pois, se por um lado, o termo é um legado inevitável diante do vigor de sua teoria, por outro, como substantivo, ele vulgariza as idéias, ficando aquém do conteúdo delas, unicamente para alimentar algum tipo de discurso ou militância. É justamente essa relação conturbada o ponto de partida da obra "Marx: além do marxismo", de José Arthur Giannotti. Trata-se de uma segunda edição da obra "Marx, vida e obra", agora, com novo prefácio. Sobre o novo título, o professor emérito da USP diz: "ele tenta sublinhar que a base a ser negada é o marxismo cristalizado numa profissão de fé ou numa corrente de pensamento que não se deixa correr".

Giannotti nos apresenta então a um Marx do terceiro milênio, um pensador que dispensa bandeiras e se infiltra nos mais variados ambientes, ressurgindo como filósofo atemporal, longe de lutas ideológicas que demarcam fronteiras entre esquerda e direita. Para o pesquisador, "depois de uma longa hegemonia do pensamento liberal (...), Marx passa a ser olhado sob novas perspectivas", sendo que aquele que insiste em se afirmar como marxista, "sem dizer em que sentido afirma tal proposição", nada mais quer do que "fazer política sem sujar as mãos no seu jogo efetivo".

Motivos para tanto são vários, entre eles o fato de que o mundo "explodiu" em várias direções e não há mais a figura do proletariado como "vetor da história" que poderia contestar o capitalismo pela raiz. Ciente da polêmica gerada por esse posicionamento, o Giannotti aproveita para adiantar críticas contrárias a esse "novo" Marx: "Meus críticos irão dizer que tento confinar o marxismo aos muros das universidades, que apenas sublinho o lado filosófico da obra de Marx, quando a tarefa, antes de compreender, é transformar o mundo combatendo o capital". Diante da argumentação, o autor retruca: "Nunca as vi (as teses de Marx) como um sistema fechado, até mesmo O Capital, sua obra máxima, atira em várias direções, e tenho fortes suspeitas de que não foi por falta de tempo que restou inacabada", para concluir que suas teses, antes de serem seguidas, merecem, antes de tudo, serem "prosseguidas".

Além de um novo prefácio, o livro traz também três textos de Marx: o ensaio "Contradição entre o fundamento da produção burguesa (medida-valor) e seu próprio desenvolvimento", as "Teses sobre Feuerbach" e o manuscrito "Formas que precedem a produção capitalista".

O bom e velho companheiro

Como contrapeso a essas duas obras, que aproximam Marx de um contexto menos doutrinário, encontramos o livro "Os marxismo do novo século", do pesquisador argentino, César Altamira, que nos anos 70 se exilou no México. Como suporte de seus argumentos, Altamira recorre à seguinte afirmação do filósofo alemão Frederic Jameson: "Quaisquer que sejam as vicissitudes do presente, um capitalismo pós-moderno exige necessariamente que se lhe contraponha um marxismo pós-moderno". Palavras que, de acordo com sua análise, reforçam a necessidade de uma praxis marxista. Para tanto, quem assina o prólogo da obra é Antonio Negri, um filósofo político marxista que ganhou notoriedade internacional após o lançamento do livro "Império", uma espécie de manifesto do movimento anti-globalização. Para Negri, o capitalismo está em crise e "o retorno à esperança do comunismo espalhou-se entre muitos".

Ao contrário do discurso predominante que integra Marx a um mundo globalizado, Altamira é da "escola" anti-globalização, acreditando que a luta também é possível na pós-modernidade. Como exemplos dessa luta, ele desenvolve sua obra sob a ótica de três movimentos sociais que estão em curso nos últimos vinte anos, são eles: a Escola Francesa da Regulação, a Escola de Edimburgo e o Operaísmo Italiano.



Marx, o analista de mercado

Três artigos publicados na imprensa internacional dão o tom de como o pensador alemão voltou à cena mundial, mas com uma nova roupagem. Agora, o pai teórico do comunismo já não é mais tido como a fagulha do movimento revolucionário proletariado, mas, sim, como um pensador cujas idéias podem posicionar o capitalismo para longe do fanatismo dos pressupostos liberais, que nas últimas décadas tomaram conta de maneira hegemônica do discurso global.

No diário The Independent, Mark Steel fala dessa mudança de abordagem. Para ele, Karl Marx está definitivamente na boca do povo, sendo que a maior parte dos jornais possuem artigos publicados sobre ele em suas seções de negócios. Soma-se a isso o fato de que as vendas da bíblia comunista, "O Capital", "atingiram um pico histórico". E isso não se deve somente à raiva do cidadão comum aos "gurus" da economia liberal, que levaram meio mundo a uma crise sem precedentes. Deve-se também, segundo afirma, às análises de Marx sobre o capitalismo, principalmente a sua proposição de que tal modo de produção vive crises cíclicas.

Na mesma linha de ressurgimento, o tradicional periódico inglês, o "The Times", nos pergunta: "Será que Marx realmente acertou na mosca?". Em seu artigo, Philip Collins nos conta sobre diversas evidências que levam todos a afirmar e reafirmar a ressurreição de Marx, tais como os 40.000 peregrinos que ano passado se encaminharam à pequena cidade de Trier, cidade onde o pensador alemão nasceu, em 1818, e as edições de "O Capital" que "voam" das prateleiras nas livrarias, "como nunca antes na história, apesar de não ser um livro de fácil leitura". Mas o artigo, com tendência conservadora, pontua também o quanto ainda estamos longe do que o autor de "O Manifesto Comunista" imaginou para o fim do capitalismo. Apesar da crise, aponta Collins, o capitalismo está longe de acabar. O artigo traz também opiniões distintas de pensadores de esquerda, como Martin Jacques, Eric Hobsbawn, Frank Furedi, entre outros.

Mas quem adiantou mesmo o ressurgimento de Karl Marx foi a revista The New Yorker que, em 1997, já o apontava com um "novo pensador". A reportagem trazia uma curiosa confidência de um analista de mercado que dizia "quanto mais tempo passo em Wall Street, mais me convenço que Marx estava certo". Não satisfeito, ele ainda acrescentava, para assombro do repórter: "Há um prêmio Nobel esperando para o economista que ressuscitar Marx e colocá-lo num modelo coerente com o nosso tempo", mostrando-se realmente convencido de que a análise do pensador alemão era a melhor maneira de olhar para o capitalismo.

Confira as matérias na íntegra:

http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/mark-steel/mark-steel-so-karl-marx-was-right-after-all-1636864.html
http://www.newyorker.com/archive/1997/10/20/1997_10_20_248_TNY_CARDS_000379653 http://www.timesonline.co.uk/tol/news/politics/article4981065.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

“LULA, O FILHO DO BRASIL”, É CAMPANHA PETISTA!

Por Reinaldo Azevedo

“LULA, O FILHO DO BRASIL” E A ESTÉTICA INAUGURADA PELO PT

Foi o maior fuá ontem em Brasília. Mil e quatrocentas pessoas deveriam estar no Teatro Nacional para a pré-estréia de “Lula, O Filho do Brasil”, filme da família Barretão que inaugura a estética do lulo-petismo — sim, uma verdadeira revolução, como queria Trotsky, tem uma estética também revolucionária. Já volto ao ponto. Imaginem se onde cabem 1.400 puxa-sacos não se amontoam no mínimo 1.800! E foi o que aconteceu. Os adoradores de Lula se espalhavam pelos corredores. Barretão pai, o Luiz Carlos, tentou chamar os fiéis à razão: “Não há bombeiros aqui. Se estourar uma lâmpada, as pessoas estarão todas correndo risco de vida”. Foi vaiado. Barretão filho, Fábio, o diretor, reclamava: “Nós, equipe e atores, estamos sem lugar para sentar”. Inútil. Ficou todo mundo no mesmo lugar. Era o dia de celebrar a igualdade.

Ao fim da seção, aplausos e tal, como seria de se esperar numa platéia esmagadoramente petista — exceção feita a alguns jornalistas, poucos não-petistas, é verdade. Relata um amigo que a reação, no entanto, foi fria. Segundo ele, há momentos no filme, em especial alguns diálogos, que são constrangedores. Por que a relativa frieza? Não sei. Preciso ver o filme primeiro. A minha hipótese é a de que não há Lula de ficção que possa superar o de verdade na dor e na alegria. Que humorista tentaria sacanear o petista especulando sobre as eventuais vantagens que teria a Terra se fosse quadrada? E, no entanto, Lula se deu a tais divagações.

O filme, diz-me esse amigo, é feito para emocionar, para chorar — e não para chorar pouco. Pode estar aí um problema? Um clichê, escreveu Umberto Eco, incomoda; cem clichês podem comover — duzentos, acrescento eu, podem narcotizar. De todo modo, “Lula, O Filho do Brasil” não foi feito para sensibilizar aquela platéia. Ao contrário até: a esmagadora maioria se considera parte da construção do mito. Lá se encontravam o apparatchik e aquele misto de lobistas e homens de negócios que tão bem caracteriza Brasília. Muitos ali terão seus cineastas do coração — e não é a família Barretão. Devem achar que o filme é importante “para o povo”, entenderam?, apostando, obviamente, no seu efeito eleitoral.

Financiamento ilegal de campanha
A platéia estava coalhada de ministros. Quem deu o tom adequado para a coisa foi o do Planejamento, Paulo Bernardo. Respondendo a críticas dos que antevêem uso eleitoral do filme, mandou ver: “Não tem nada ilegal ou irregular nisso. Eles [os oposicionistas] também que façam um filme. Se procurarem, acham alguma história interessante”. Quanta delicadeza d’alma! Vamos pensar: o contrário de “oposição”, nesse contexto, é “governo”. Se Bernardo desafia a oposição a fazer um filme, então admite que se trata de um trabalho do… governo, de uma manifestação de oficialismo. A divulgação massiva do filme se dará em ano eleitoral. Assim como dois mais dois são quatro, estamos falando de uma peça da propaganda eleitoreira.

Persigamos a lógica de tal raciocínio, o que acabará me levando àquela questão sobre a inauguração de uma nova estética. Barretão se orgulha de não ter recorrido a leis de incentivo. Huuummm… Pra quê? O filme mais caro até agora feito no Brasil — R$ 16 milhões ao todo — contou com o apoio generoso das seguintes empresas: AmBev, Camargo Corrêa, Embraer, Suez, Nestlé, OAS, Odebrecht, Oi e Volkswagen. Eike Batista, o coruscante, contribuiu com R$ 1 milhão, mas como pessoa física. Consta que nem foi preciso pedir. As empresas fizeram questão de colaborar.

Há uma lei maior e bem mais importante operando aí: a Lei do Poder. Vejam o caso da Oi, antiga Telemar. Se deu R$ 10 milhões para a empresa de Lulinha, por que não daria uma graninha para o filme sobre a vida do pai de Lulinha, que é quem manda? A contribuição estética certamente será irrelevante. Mas a contribuição ética de Barretão ao cinema e à política já é inigualável!” Estaríamos diante de uma sofisticada maneira de financiamento irregular de campanha?

As centrais sindicais entraram na parada e vão levar o filme aos trabalhadores. Hugo Chávez já foi convidado para distribuí-lo — e financiar essa distribuição — entre seus companheiros bolivarianos da América Latina. Tenta-se comprometer o próprio Barack Obama com o apoio à fita nos EUA. Nesse caso, é bem possível. Sabem como é este moço. Já Chávez… Vai que Lula tome o lugar de Bolivar no coração dos chavistas…

Estética
Stálin era um conservador em estética. Teria dito certa feita: “Fizemos a revolução, mas conservamos a bela língua russa”. Lula não diria o mesmo sobre o português — especialmente com a expansão, do modo como se dá, de certo ensino universitário. A nossa revolução atinge a língua também. Trotsky, no exílio, chegou a flertar com uma arte transgressora. Mas, na URSS stalinista, triunfou o analfabetismo cafona do Realismo Socialista: os “homens do povo” passaram a ser as personagens da produção cultural, que tinha de ter uma mensagem edificante, que contribuísse para solidificar a moral revolucionária.

Não vi o filme, mas parece que não se encaixaria bem nessa definição — e as fontes de financiamento, somada à confissão involuntária de Bernardo, sugerem outra estética: o lulo-petismo criou o Vitimismo Triunfalista Estato-Capitalista. O estado não põe dinheiro na propaganda petista. Quem faz isso é a iniciativa privada que ou faz negócios com esse estado ou não quer ficar de mal…

A expectativa é a de que o povo saia chorando de emoção com Lula e, de coração “lavado e enxaguado”, vá votar em Dilma. Será? A mitificação do presidente contribui para fortalecê-la ou só reforça o contraste existente entre ambos? Verei certamente o filme — é obrigação profissional — e escreverei aqui as minhas impressões. Nos cinemas, os trailers têm sido recebidos com uma vaia meio preguiçosa — um muxoxo, um “hannn” de insatisfação. É uma vaia também fria, como o aplauso.

“O filme é para o povo, não é pra você, Reinaldo”. Tá… Eu juro que preferiria chorar de raiva a chorar de melancolia.

COMENTO
Bem meus caros amigos e leitores, em meio a tantas bandidagens Lulo-Petralha-Molusquiana, uma a mais ou a menos, não vai fazer nenhuma diferença, talvez, com esse estúpido e melancólico filme, o PT consiga angariar alguns poucos votos, para sua nociva e desnorteada candidata, que nas décadas de 60 e 70, barbarizou nossa República e cometeu inúmeras atrocidades no nosso país.

Quando a gente pensa que a delinqüência exacerbada, desta facção que está no poder da República, chegou ao fim, logo percebe-se que está só no início, uma vez que a máquina de bandidagem petista não tem limites e não para nunca de babarizar.

Enquanto isso, está aumentado sistematicamente a evasão de oficiais e Praças nas nossas Forças Armadas em função do descontentamento nos soldos.
Há em muitas OMs e Quarteis de todo país, do Oiapóque ao Chuí, uma inquetação, que eu, esse simples e humilde escriba considera muito justa por parte de militares totalmente insastisfeitos com a carreira militar por conta dos baixos soldos, muito inferior aos da PM do DF, o que é totalmente inconstitucional.

Bem, tenho afirmado que, sem uma atitude mais radical por parte dos oficiais generais, não vamos conseguir nada, todavia a união faz a força e ainda temos todos os armamentos que sabemos operar muito bem, é só querer e termos vontade política que mudaremos toda essa situação lastimável, caótica, trágica e abominável, que os Petralhas e Tucanos instalaram nas nossas Forças Armadas e no nosso país.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ONDE É QUE LULINHA ESTUDOU MESMO, SENHOR LULÃO?

Reinaldo Azevedo

Olhem, como se diz por aí, "na boa", não sei como Lula consegue se olhar no espelho depois de fazer certos discursos. Tá bom, vá lá, eu sei. Eu mesmo já identifiquei aqui uma possível patologia psíquica: Lula é destituído de superego. Por que isso agora? Ontem, esse gênio da raça descobriu os culpados pela baixa qualidade do ensino: a classe média: "Uma das razões pelas quais a escola pública foi se deteriorando é porque grande parte da classe média se afastou dela. Para não brigar [por qualidade], decidiu colocar os filhos na escola particular. E pagar na mensalidade de 3º ano primário o mesmo preço de uma universidade particular".

Não está sozinho nessa avaliação. Há alguns teóricos da educação — também de classe média ou acima disso, que jamais pisaram numa escola pública — que acham a mesma coisa. É a velha tese de que os responsáveis por seus problemas são as vítimas. Ora, a classe média se afastou da escola pública porque ela era ineficiente. Claro, claro: o pai e a mãe poderiam ter-se convertido em militantes da causa. Enquanto isso, os filhos ficariam comendo grama; enquanto isso, a esquerdopatia reinante nos sindicatos de professores ficariam promovendo greves. "Ah, os sindicatos só são assim porque as condições são ruins". Mentira! Em São Paulo, a Apeoesp se opôs a um programa de qualificação do corpo docente. É gente que promove queima de livro. Mas me afastei um pouco.

Lula, quando ainda dirigente da oposição, poderia ter dado o exemplo. Poderia ter posto os filhos para estudar na escola pública. Quem melhor do que ele para liderar o movimento, não é mesmo? Pois se preparem para uma revelação. Sabem o Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, o Ronaldinho de Lula? ESTUDOU EM ESCOLA PARTICULAR. É, em escola particular. Mais precisamente, no Colégio Singular, em Santo André, uma das mais conceituadas da região. Como eu sei? EU DAVA AULA LÁ.

Mas é claro que a coisa foi feita à moda Lula. Fábio estudou no Colégio Singular, mas com bolsa de estudos, entenderam? Lula, o burguês do capital alheio, pôs o seu prestígio político a serviço da concessão de um privilégio — ou vocês acham que ele não tinha dinheiro para pagar a escola do seu gênio empresarial? Tinha. Mas, vocês sabem, onde há uma mamata, Lula está lá, mamando. "O cara" até recebe pensão por ter lutado contra a ditadura, ora essa!!! Enquanto ele "lutava", construía o PT, que o faria chegar à Presidência, constituía um patrimônio que nenhum outro trabalhador com o seu nível de instrução tem e garantia a melhor escola para os filhos — sem desembolsar um tostão por isso.

Do Singular, já saíram alunos que se transformaram em profissionais de primeiro time, alguns com renome internacional. Volta e meia, um ex-aluno de lá manda um comentário a este velho professor… Só tenho 47. É que comecei a dar aula muito cedo. Pois bem, não foi o caso de Lulinha. Cursou biologia, vagou aqui e ali etc. Quando o pai alcançou a Presidência, era monitor de Jardim Zoológico: "Lulinha, onde fica a zebra?" Ele indicava. "Lulinha, onde fica a anta?" Ele mostrava. "Lulinha, onde fica o jumento?" Ele dava o caminho. O pai chegou lá, e ele se transformou num empresário de enorme sucesso, não é? A Telemar — atual Oi, de que Sérgio Andrade, o principal financiador das campanhas do seu pai, é sócio — logo descobriu o seu talento para o mundo dos negócios. A fala a seguir é pura imaginação benevolente deste escrita: "Que é isso, Lulinha? Alguém com o seu talento em, bem…, em seja lá o que for, merece ser empresário". E Lulinha virou empresário. A família Andrade gosta da família Lula. Custeou a educação de Lurian em Paris.

Como a gente vê, o Brasil continua mesmo a ser um país injusto. É preciso pôr um fim nesse regime que garante a existência de fidalgos — sejam eles da antes chamada "burguesia", seja da antes chamada "classe operária". O que o Brasil ainda não conseguiu ser, de fato, é uma República. É preciso pôr fim ao regime dos aristocratas. E Lula é o seu mais pançudo representante.

COMENTO

"E mais uma vez, este senhor apedeuta, abominável, desnorteado e nocivo, é flagrado a fazer o exato oposto do que enuncia e anuncia. Não é mesmo, meus caros amigos?

É ou não é uma esculambação sem precedente na história deste país, dos corruptos e bandidos Petralhas, desde que Cabral aqui pisou pela primeira vez?

É uma exacerbação de corrupção e bandidagem, como nunca antes visto na nossa frágil e desmantelada República. Só não ver quem não quer, ou quem é cego. Certo senhores militares?

É o cúmulo de uma estupidez, da arrogância e da vigarice essa história desse governo de comemorar o suposto declínio da digamos fraca, estúpida e medíocre oposição. Isso não é bom para o nosso país, ter uma oposição tão lastimável, e porque? Simplesmente pelos exacerbados erros do passado, cometidos pelo caudilho, sociopáta e mentor de todas essas bandidagens existente hoje no nosso país, o monstro FHC, autor da MP 2215-10.

É totalmente ilógico, irracional e contrário de uma sociedade livre que os méritos ou o bom desempenho de uma Nação tão consolidada quanto a Brasileira, seja tomada para si, por uma equipe ou facção de um governo ou ainda mérito pessoal de um desnorteado, desequilibrado, psicopáta e apedeuta, que se encontra no poder da República, com o firme propósito de locupletar-se, do erário público, isto é abominável e sem precedente na história deste país.

Será que as nossas Forças Armadas e os oficiais Generais não estão percebendo a gravidade dos sucessivos fatos de bandidagens e corrupções que estão assolando nossa esculambada e desmantelada República"? Fica esta indagação para ser refletida, pelos senhores".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO MAIS UM ERRO

Reinaldo Azevedo
O CONGRESSO BRASILEIRO VAI PISOTEAR A MEMÓRIA DE SEIS MILHÕES DE MORTOS?
Na segunda-feira que vem, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irâ, chega ao Brasil, em visita oficial. Atenção! O convite foi feito pelo presidente Lula e pelo Itamaraty. Shimon Peres, presidente de Israel, teve de praticamente SE convidar para visitar o Brasil. Entendo. É que Peres preside o único país democrático do Oriente Médio, onde Lula nunca esteve. É que ele já demonstrou a sua queda por ditaduras. São poucos os regimes de força do mundo onde ele não deixou seu rastro, dada a obsessão bocó de angariar apoio para obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Peres foi obrigado a ouvir o conselho de Lula, o sábio, para se entender com o governo do Irã — governo que, notem bem, não reconhece a existência de Israel e fala em varrê-lo do mapa.

Ahmadinejad não é apenas um criminoso de lesa humanidade que nega o holocausto dos judeus. Ele é também o líder de um governo que financia os terroristas do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinos. No momento, seu governo desafia o mundo com um programa nuclear secreto. Na política interna, foi reeleito num pleito que até os aiatolás do Conselho da Revolução Islâmica consideraram fraudado. Não obstante, reprimiu os opositores com cadeia, tortura e mortes. Só o “aiatolula” não viu problema nenhum na disputa e ainda considerou que os protestos da oposição do Irã eram coisa de torcedor de futebol que vê seu time perder — com a profundidade e a elegância costumeiras.

Celso Amorim, o Megalonanico, enviou à Câmara e ao Senado um pedido para que o negador do Holocausto e financiador do terror visite as duas Casas. Se houver um mínimo de dignidade por lá, a resposta é “não”. Um Parlamento, quando recepciona um chefe de estado, não concorda com as suas idéias necessariamente, sei disso. Mas o caso de Ahmadinejad não é de “idéias”. Reitero: ele comete um crime — na verdade, dois — de lesa humanidade: 1) quando nega o Holocausto; 2) quando financia o terrorismo.

Se o Congresso brasileiro resolver sapatear sobre a memória de seis milhões de cadáveres, espero que os congressistas que tenham compromisso com a democracia virem as costas para Ahmadinejad. Havendo homens com coragem por ali, que a bandeira de Israel seja aberta em plenário. É preciso que este senhor saiba que, no Brasil, só uma minoria aceita dialogar com suas idéias criminosas. Somente os Petralhas.
Gente decente tem de protestar contra a presença deste senhor no Brasil!

COMENTO

"Os Petralhas, não são só uma máquina de corrupção e bandidagem, são também uma máquina de cometer erros e crimes, quantos erros esse governo já cometeu depois que chegou ao poder da República: Mensalão, Sanguessugas, Cartões corporativos, Várig, primeiro compadre da Nação,Caso Telemar, Brasil Telecom, Oi, Campanhas antecipadas das eleições, apoio a ditadores como Zeláia, Chavéz, os gastos exacerbados da presidência da Rupública ser considerado segurança nacional e milhares de outros crimes.

BEM, UMA QUESTÃO CULTURAL DE CIVILIZAÇÃO E DAS FORÇAS ARMADAS .

Meus caros amigos, estamos lidando, com uma máquina de cometer todos os tipos de crimes e bandidagens neste país, trata-se até de uma questão cultural, governo Molusco e FHC X Forças Armadas, o pessoal que tem um pouco mais de cultura entende com mais facilidades as grandes divergências ente os militares e esses 'digamos' governos e caudilhos.

Ou lidamos com os graves problemas SALARIAIS das FFAA agora, sem subterfugios, aproveitando que veio a luz da ribalta o novo Plano Nacional de defesa, ou estamos condenados a sucumbirmos, nas mãos desses governos populistas e corruptos, que assumem o poder, com os propósitos de cometer crimes, locupletarem-se do erário público e enganar o povo.

E isto tem sido denunciado todos os dias aqui neste simples e humilde blog. Existem aqueles que discordam de mim é lógigo, como Saturno da PMDF. Só que, “Eu excluo quem diverge de uma civilização honesta, da Democracia, dos direitos adquiridos e daqueles que descumprem à Constituição”. Aí entra a história da MP 2215-10, do mega caudilho FHC. Bem mas vamos pra frente, vieram os protestos secos dos Bandidos e sujos petralhas.

Dispensando-lhes de qualquer didatismo gramatical, vou responder-lhes simplesmente: “Isto mesmo! No meu blog, sou eu que decido”.
Vou continuar escrevendo e denunciando as bandidagens deste ignóbio e desnorteado governo sociopáta, doa a quem doer, e não adianta enviar e-mails ameaçadores, que não tenho medo de nada, sou um combatente e ainda existe nesta esculhambada e corrupta República, direito a liberdade de imprensa, ou será que até isto os petralhas querem acabar como estão fazendos seus outros amiguinhos, em alguns países na América Latina?

Enquanto isso nossas Forças Armadas continuam super definhadas, super desmanteladas e sucateadas, militares flagelados por dois dos maiores caudilhos da história da humanidade FHC e Molusco, e o futuro certamente vai provar isto, com certeza, para aqueles que ainda tem dúvidas. Certo senhor Saturno, da PMDF? Isso quer dizer, de maneira clara, inequívoca, sem qualquer ambigüidade, que este 'simples escriba' realmente considera os Petralhas a maior facção criminosa do planeta, e os Palhaços do Planalto são a maior quadrilha organizada da terra. Doa a quem doer, certo meus amigos e leitores deste simples e humilde blog"?

domingo, 15 de novembro de 2009

“O Brasil é um só”

Diogo Mainardi:
Trecho da coluna de Diogo Mainardi na VEJA desta semana:

Os repetidos ataques à imprensa do Porky’s subperonista fazem parte daquilo que o lulismo chamou de “campanha plebiscitária”. Em 2010, Lula, Franklin Martins e Dilma Rousseff pretendem estabelecer “o confronto entre dois programas, entre dois Brasis”: o de Lula e o de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se da estratégia eleitoral mais obtusa de todos os tempos. Sempre que o PT apostou na tese dos “dois Brasis”, ele se danou: o Brasil do passado e o Brasil do presente, o Brasil do Norte e o Brasil do Sul, o Brasil branco e o Brasil preto, o Brasil rico e o Brasil pobre, o Brasil das empresas estatais e o Brasil das empresas privadas, o Brasil educado e o Brasil analfabeto, o Brasil dos cabelos alisados e o Brasil em que ninguém pode alisar os cabelos, o Brasil da imprensa independente e o Brasil da Confecom. Contra a campanha plebiscitária do PT, o PSDB já tem a campanha pronta. Basta dizer: “O Brasil é um só”.

COMENTO
Meus caros amigos e leitores deste simples e humilde blog, não é de hoje que denunciamos esta hidra selvagem de corrupção e bandidagem que se instalaram na nossa República, depois que os bandidos Petralhas chegaram ao poder no nosso país.

Essa hidra abominável de nove tentáculos, no entanto conta com um populismo, como nunca antes visto na história deste país, mas que está muito em moda hoje em dia, em vários países da America Latina, haja visto os caudilhos Hugo Chavéz, Molusco e FHC.

Não estamos conseguindo fazer com que o povo brasileiro acorde de sua profunda letargia, no entanto no próximo ano, por conta das eleições muitas coisas, que ainda estão obscura virão à tona, aí o povo brasileiro, principalmente os menos favorecidos, comecem a perceber o imbólio, dessa máquina de corrupção e bandidagem que se instalou na nossa República.

sábado, 14 de novembro de 2009

"LULA, PSICOLOGIA, POLÍTICA E AS DUAS BOLSAS"

Por Reinaldo Azevedo- O TÍTULO É MEU.

Problemas de formação — ou má-formação — de personalidade não escolhem classe social, cor da pele, sexo, nada. Atingem a todos igualmente. Assim é com o complexo de inferioridade, por exemplo. Pode afetar o magnata e o operário — mesmo quando o operário se torna, à sua maneira, um magnata. É o caso de Lula. Toda aquela arrogância, toda aquela jactância, toda aquela bufonaria têm, certamente, uma raiz. A minha hipótese: como ele se sente inferior — e isso nada tem a ver com a sua origem social, reitero —, não há o que o satisfaça, não há elogio que lhe baste, não há reconhecimento que chegue. E como tudo lhe é e será sempre insuficiente, Lula canta as próprias glórias e não vê mal nenhum em ser injusto ou brutal com a biografia daqueles que o antecederam.

Sim, leitores, esta é outra característica das pessoas com déficit de auto-estima e que conseguem vencer a timidez: não vêem nada além do próprio umbigo; não entendem a existência do outro senão na relação consigo mesmas; o mundo externo se define em razão de sua própria existência. No caso de Lula, como se nota, ninguém é poupado: a história do Brasil, o próprio país, FHC e até Barack Obama. Tudo o que há no mundo serve ou para adulá-lo ou para insultá-lo ou para desafiá-lo. Compreendo que o presidente goste, como ele mesmo diz, de uma “branquinha” — na verdade, ele prefere malte escocês. Não deve ser fácil viver assim.

Lula discursou ontem na abertura do 9º Congresso Nacional de Iniciação Científica, na FMU, em São Paulo. Todos já sabemos que “nunca antes na história destepaiz” — expressão que agora tem a versão internacionalmente consagrada pela revista The Economist: “Never before in the history of this country” — houve um presidente como ele. Todos já sabemos que a história do Brasil começou no dia 1º de janeiro de 2003. Antes, o país era aquele misto de Vale de Lágrimas com a Caverna dos Ladrões de que falava o PT. Aí tivemos o advento, e o país nasceu. Do nada. Antes de Lula, eram as trevas (ooops!), o caos primitivo, a desordem… Aí ele surgiu e disse: “Fiat lux” (lux?), e o país passou a existir. E, vocês sabem, sem ladrões… Disso tudo, nós já sabíamos.

Nesta sexta, ele resolveu acrescentar ineditismos à sua biografia. Ao discursar, afirmou:
“Pela primeira vez na história do País, um presidente da República vai torcer para o outro dar certo. Lamentavelmente, a prática histórica desse País é quem perde torcer para outro cair em desgraça. Eu, quando deixar a Presidência, vou ser o primeiro presidente a torcer e rezar todo santo dia para quem me suceder fazer muito mais coisas do que eu, o dobro, o triplo.”

Com a devida vênia, trata-se de um discurso politicamente vigarista. Sejamos elementares: Lula não está e jamais esteve na alma de ex-presidentes para saber o que pensavam. Dou um exemplo: o país passava momentos difíceis no fim de 2002 em razão do chamado “risco PT”, pouco importando se ele existia ou não: os mercados havia posto um preço alto na chegada de Lula ao poder. E o outro caudilho, usou o seu prestígio junto a organismos multilaterais para garantir a Lula uma transição tranqüila. O então PFL votou a favor das reformas que o próprio PT havia recusado quando oposição — reformas que, de novo, os tais “mercados” julgavam essenciais para o governo ser considerado “de confiança”. Isso é torcer para dar errado? Lembro que a própria base de Lula o deixou na mão.

É impressionante! Lula se diz um presidente como “nunca antes houve na história destepaiz” e já se prepara para ser um “ex-presidente como nunca antes houve na histÓria destepaiz”. No caso em questão, além daquela prepotência típica dos que têm déficit de amor próprio, há a visão troglodita, mentirosa, da história. Uma revista como a Economist, note-se, faz um especial de capa sobre o Brasil reconhecendo méritos no governo Lula, claro; mas, é óbvio, coloca-o na continuidade de um processo de reformas iniciado em 1994, o que o petista faz questão de negar, contra todas as evidências. Ele usa a soma de seu prestígio com o seu problema de formação de personalidade para distorcer os fatos de modo miserável.

Pessoas com tais características podem ser perigosas, mormente se lideram partidos — mais ainda quando esse partido é o PT, que jamais reconheceu qualquer mérito dos adversários. A fala de Lula não se limita apenas ao auto-elogio; ela traz um componente de ameaça velada que a muitos escapará, mas que faço questão de grifar. Ao afirmar “Eu, quando deixar a Presidência, vou ser o primeiro presidente a torcer e rezar todo santo dia para quem me suceder fazer muito mais coisas do que eu, o dobro, o triplo”, está fazendo uma espécie de desafio, que, naturalmente, só terá validade se seu sucessor for um adversário político.

Dilma, já sabemos, será vendida apenas como a nova cara de Lula. O que o PT promete é um governo de continuidade, um terceiro mandato — e, assim, não há algo como “fazer mais ou fazer menos”. Trata-se de um conjunto. E não seria Lula, obviamente, a anunciar caso faça a sua sucessora: “Essa Dilma aí não é de nada!” Essa história de fazer o dobro, de fazer o triplo, é desafio que ele lança ao adversário. Agora pensem: Lula, de tal sorte mitifica e mistifica seu governo que não é possível haver quem faça mais do que ele pela simples e óbvia razão que seria necessário alguém que dissesse mais inverdades do que ele, que mistificasse mais do que ele, que vendesse castelos de ar mais do que ele. E NÃO EXISTE ESSA PESSOA.

AFINAL, NÃO HÁ QUEM POSSA COMPETIR COM A IMAGINAÇÃO MEGALÔMANA, AUTOCENTRADA E REVANCHISTA DO MOLUSCO.

Megalômana e autocentrada? Sim! Todos sabem o que penso de Barack Obama. Acho que ele é sintoma, sim, do declino dos EUA — e isso nada tem a ver com a cor de sua pele. Seu discurso, sempre entendi e escrevi aqui muitas vezes, simbolizava e simboliza uma espécie de mergulho dos EUA no utopismo cascateiro do Terceiro Mundo. Só não creio, à diferença de muitos, que aquele país não possa se levantar. Acho que vai. Mas é evidente, o que também já escrevi, que a eleição de Obama é expressão importante de um valor da democracia: a igualdade. Dada a história dos EUA, a eleição de um negro é uma conquista não só de Obama, mas da sociedade americana.

E como Lula vê Obama? Ora, do modo como vê qualquer outra coisa: cotejando-o com… Lula! Leiam outra pérola dita ontem: “Os Estados Unidos acham que são o País das oportunidades. Somos mais que eles. Agora eles têm um presidente negro, mas nunca um torneiro mecânico chegou à Presidência lá.“

Dizer o quê? Tolice, vulgaridade, frivolidade. Para começo de conversa, Lula não era mais torneiro-mecânico quando foi eleito havia quase 30 anos. Tornou-se dirigente sindical e depois político profissional — vivendo do que a política profissional lhe pagava. Além da ajuda do supercompadre Roberto Teixeira. Antes de Francisco de Oliveira, este escriba pespegou na elite sindical a definição de “nova classe social” — no meu caso, até a batizei: “burguesia do capital alheio”. Lula não foi o primeiro ex-pobre que o Brasil elegeu. Nem mesmo chega ser, infelizmente, o presidente mais ignorante da nossa história.

Quanto a um torneiro-mecânico nos EUA… Aposto que Lincoln, aos 21 anos, era mais ignorante do que Lula. E veio de uma família também humilde. Aos 22 anos, era balconista. Só se tornou advogado aos 27. Aos 48, já era presidente dos EUA. Foi o homem que venceu a guerra civil e que libertou os escravos. Sei que Lula deve achar Lincoln um Zé-Mané. Mas ele não tem o direito, como presidente da República, de falar tanta bobagem. Ocorre que os EUA, felizmente para eles, jamais cultivaram o “pobrismo” como um valor — preferem a superação.

Há um componente curioso nessa história toda. Claramente, Lula faz de conta que não houve história antes dele — ou, se houve, foi só uma seqüência de desastres. E, se notarem bem, parece-lhe inadmissível que possa haver história depois dele. Quando afirma que o sucessor tem de realizar o dobro ou o triplo de suas conquistas imaginárias, já está se preparando para fazer com os que o sucederem o que faz com os que o precederam: eliminá-los da história.

Lula deveria agradecer todos os dias a Deus por ter sido derrotado em 1989, em 1994 e em 1998. Em especial, como escreveu a Economist, deveria ser grato aos outros, que lhe entregaram um país com reformas essenciais já feitas — algumas, inclusive, custaram popularidade —, sempre lembrando que o PT torcia para que tudo desse errado e antevia o caos, como fez quando o Plano Real foi lançado.

Lula pode ser popular o quanto for; pode ser até faça a sua sucessora, vamos ver… E daí? Isso não muda o fato de que seu discurso distorce a história, deforma a política e deixa o país menos inteligente. E não há como esse procedimento não comprometer nosso futuro. Ainda que eu fosse o único a dizê-lo, a realidade não seria diferente por isso. Mas eu não sou. E eles sabem disso.

PS - Lula resolveu arrostar, anteontem, até com a Terra, o planeta mesmo. Atribuiu alguns dos problemas decorrentes da poluição ao fato de ela ser redonda. “Se fosse quadrada…”, conjecturou… Suas ambições já se voltam para o Sistema Solar. E tudo, no fundo, porque, contrariando as aparências, Lula não consegue gostar nem de si mesmo. E só por isso tenta eliminar o outro mega caudilho da história do Brasil.

COMENTO

"Meus caros amigos o texto do Tio Rei está impecável, certamente nunca antes na história deste país houve um jornalista tão brilhante como Reinaldo Azevedo.

Bem quanto as bolsas, que estão fazendo os petralhas ficarem furiosos e por isso eles estão me mandando muitos e-mails são: o bolsa bandidagem e bolsa corrupção que Molusco ganhou de presente no primeiro dia do seu corrupto governo.

O bolsa bandidagem, teve seu alicerce com o MENSALÃO PETISTAS.
O bolsa corrupção, teve seu alicerce com os Sanguessugas e os devaneios com os cartões coorporativos que estão a todo vapor até nos dias de hoje. Como se explica nos próprios gastos da Presidência da República, que são tidos como segurança Nacional, o que é um descalabro e um devaneio abrupto, de um governo como nunca antes visto na história deste país. Sem falar em muitos milhões doados pela; antiga TELEMAR, PETROBRÁS, BB, CEF, BNDES e outras estatáis que todos conhecem muito bem. Isso é óbivio-lulante.

Mais Bandidagens Bolivariana, Hugo Chávez reitera: quer a comandante Dilma presidente,
“É bom ir pronunciando e repetindo esse nome, pois aqui defendemos que Dilma Rousseff seja a próxima presidente do Brasil. Dilma, Dilma, Dilma, Vamos conhecê-la. Ela foi prisioneira da ditadura de direita e torturada”.

Eis Hugo Chávez, hiper ditador e sanguinário da Venezuela, defendendo o nome da comandante Dilma Rousseff para presidente do Brasil. E o fez num ato público, com transmissão pela TV. Acho que todos devemos este favor à candidata do PT: que o Brasil inteiro saiba que Dilma é a candidata de Chávez.

Do “Fiat lux” ao “Fiat tenebrás”. Amigos, que gente abominável e cômica, não é mesmo?
Na madrugada de quarta, Edison Lobão tinha a causa do apagão: um raio.
Na tarde de quarta, depois de 20 horas de silêncio, a resposta oficial: foi um raio mesmo. Essa petralhada deveriam ir para o raio que os partam, Não é mesmo? Quanta incompetência.

Na própria quinta, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), cujos técnicos se respeitam, foi obrigado a dizer: não, raio não pode ter sido. Os havidos, naquele dia, na região de Itaberá, se deram a 10 km da linha de transmissão e a 30 km da subestação. E as ocorrências não teriam força para desligá-la, como aconteceu, ainda que tivessem caído em cima da dita-cuja. E é por isso Molusco sustenta que, se Deus assim o desejar, haverão novos apagões.

Até parece que Deus se mete nessas coisas. Que eu saiba, a frase famosa do Altíssimo é bem outra: “Fiat lux” — ele deve tê-la pronunciado em hebraico ou aramaico, mas ela se tornou universalmente famosa em latim. Sob a gestão do PT, parece, Deus pode optar por outra “Fiat tenebrás”. É por isso que o povo diz que Deus só ajuda quem se ajuda.

Desde da primeira crise neste nocivo governo, observei que a desculpa, 'eu não sabia' era de tal sorte ridícula que escondia a mais absoluta ignorância sobre todas as crises que aconteceram até hoje, ou suas verdadeiras causas, que, não obstante, não podem ser reveladas.

Essa segunda hipótese não deixa de superestimar essa gente. Acho que é ignorância na cabeça desta hidra de corrupção e bandidagem que se instalou na República, mesmo passando por cima de tudo e de todos. É mesmo o 'Fiat lux' da bandidagem Lulo-Petralha e Molusquiana"!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"DILMA 2010 E OS NOVOS APAGÕES: APAGUE ESSA IDÉIA"

Por Reinaldo Azevedo

DILMA DIZ QUE PODE HAVER NOVOS APAGÕES, MAS PARECE QUE A CULPA É NOSSA! ELA ESTÁ BRAVA COM A GENTE?

Eu, hein, Rosa… Pareceu premonição, hehe. E olhem que não acredito nessas coisas. Como um católico que se preze, sou aborrecidamente racionalista. Na terça-feira à tarde, antes do apagão da Dilma, escrevi aqui um texto sobre a ex-ministra e candidata do PT à Presidência. E mandei ver: “Estou dizendo que Dilma vai perder a eleição? Eu não! Estou dizendo, aí sim, que esta tia nervosa, que dá bafão em todo mundo, que faz política como quem puxa briga, não ganha. A marquetagem vai ter de voltar à prancheta. Até agora, os magos não conseguiram uma forma de mandar a verdadeira Dilma para a clandestinidade para disputar a eleição com uma Dilma falsa.”

Viram só? Ela foi indagada por uma jornalista sobre uma afirmação de 2008, segundo a qual o país estaria livre de apagões. Escandindo sílabas, cujo ritmo marcava com a mão, fazendo aquela argola quando o polegar opositor se encontra com o indicador, deu bronca em todo mundo, mas especialmente naquela que lhe fizera a pergunta. Transcrevo trechos:
Você está confundindo duas coisas, minha filha. Você está falando de black out. Ninguém pode prometer que um sistema… Nós trabalhamos com um sistema de milhares de quilômetros de rede… Interrupções desse sistema, ninguém promete que não vai ter. O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem. Por que é que é barbeiragem (…) Eu lamento muito o que aconteceu com os consumidores. Aconteceu nas cidades. Acho que, de fato, é muito desagradável. Agora, dizer pra mim… É tentar fazer deliberadamente confusão onde não tem e tentar apresentar o país com uma fragilidade que não existe (…) Eu acho que o ministro Lobão, ele foi sintético: “Olha, eu divulguei O QUAL foi a razão, não tenho mai nada a acrescentar (…). Para o governo, esse episódio está encerrado.

A fala da ministra é assim mesmo, cheia de anacolutos. Também já escrevi aqui que uma coisa certamente vai piorar no Palácio do Planalto se ela for eleita: a língua portuguesa. Dilma a espanca com gosto. Avento a possibilidade de que ela possa trabalhar mais ou menos como pensa. E é por isso que as coisas vão ficando descoordenadas. O apagão do país pode ser metáfora —- ou até conseqüência — de seu apagão sintático.

O que impressiona é a arrogância. Está na cara — inclusive na cara furiosa de Dilma — que o governo não tem a menor noção do que aconteceu. Técnicos da área já descartaram que tenha sido conseqüência de um raio. Houve curto em Itaberá? Cadê as provas? Este é um curto que não deixa marcas, não deixa seqüelas? A interligação das linhas, suponho, tem um grau razoável de informatização. Esse sistema não gera um miserável relatório? Sabe por que Dilma veio a público hoje? E justamente para afirmar que o país não está livre de novos apagões — que ela prefere chamar “black out”? Porque, não sabendo o que originou a ocorrência de terça, nada impede que aconteça de novo.

COMENTO

Como se não bastasse as atrocidades da super máquina Petralha, ainda surge essa revista que não passa de um simples tablóide sensacionalista.
Em uma lista prá lá de cretina e ao mesmo tempo exacerbadamente estúpida; Pô, assim não dá! A revista FORBES fez a lista das pessoas mais poderosas do mundo — POderosas, não PUdorosas! E MOLUSCO, um digamos "homem" como nunca antes houve nestepaiz, neste mundo, quem sabe no sistema solar e até no universo ficou só em 33º lugar. Vejam a estúpida lista, feita por esse tabloide idiota.

1. Barack Obama
2. Hu Jintao
3. Vladimir Putin
4. Ben S. Bernanke
5. Sergey Brin e Larry Page
6. Carlos Slim Helu
7. Rupert Murdoch
8. Michael T. Duke
9. Abdul Aziz Al Saud
10. William Gates III
11. Papa Bento 16
12. Silvio Berlusconi
13. Jeffery R. Immelt
14. Warren Buffett
15. Angela Merkel
16. Laurence D. Fink
17. Hillary Clinton
18. Lloyd C. Blankfein
19. Li Changchun
20. Michael Bloomberg
21. Timothy Geithner
22. Rex W. Tillerson
23. Li Ka-shing
24. Kim Jong Il
25. Jean-Claude Trichet
26. Masaaki Shirakawa
27. Sheikh Ahmed bin Zayed al Nahyan
28. Akio Toyoda
29. Gordon Brown
30. James S. Dimon
31. Bill Clinton
32. William H. Gross
33. Luiz Inácio Lula da Silva
34. Lou Jiwei
35. Yukio Hatoyama
36. Manmohan Singh
37. Osama bin Laden
38. Syed Yousaf Raza Gilani
39. Tenzin Gyatso
40. Ali Hoseini-Khamenei
41. Joaquin Guzman
42. Igor Sechin
43. Dmitry Medvedev
44. Mukesh Ambani
45. Oprah Winfrey
46. Benjamin Netanyahu
47. Dominique Strauss-Kahn
48. Zhou Xiaochuan
49. John Roberts Jr.
50. Dawood Ibrahim Kaskar
51. William Keller
52. Bernard Arnault
53. Joseph S. Blatter
54. Wadah Khanfar
55. Lakshmi Mittal
56. Nicolas Sarkozy
57. Steve Jobs
58. Fujio Mitarai
59. Ratan Tata
60. Jacques Rogge
61. Li Rongrong
62. Blairo Maggi
63. Robert B. Zoellick
64. Antonio Guterres
65. Mark John Thompson
66. Klaus Schwab
67. Hugo Chavez

Acho esse negócio de fazer lista uma super bobagem ou uma super idiotice. Vejam esta que vai acima. É lógico que Molusco é mais poderoso do que o anão carniceiro e atômico que governa a Coréia do Norte. O que ele tem a mais? A bomba atômica? Vai que o desnorteado Molusco se veja tentado a fazer bambas também, nunca se sabe. Não é mesmo?

E Sarkozy, 23 posições abaixo da de Lula e 32 da do ditador norte-coreano? Menos, claro, no coração de Carla Bruni… Não que ele não mereça um esculacho depois que resolveu ser uma estrela do mundo das celebridades. Mas tudo tem limites. Osama Bin Laden na 37ª posição indica bem o critério que 'norteou à desnorteada' lista.

Isso é só uma tolice. Tudo bem… Até dá para tirar um sarrinho de Molusco e afirmar que seu prestígio não anda lá essas coisas. Mas o presidente de um país como o Brasil, pouco importa quem seja, é mais poderoso do que sugere essa lista e menos poderoso do que o presidente da França ou o da Rússia.

Na verdade essa lista só indica que, na ordem do cretinismo abrupto, ela certamente disputaria as primeiras colocações, isso não resta dúvidas.
A única coisa acertadada; é que Molusco está bem próximo do Osama Bin Laden. E nisto especificamente eu concordo. Certo meus amigos?